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5ª TURMA – 2º PERÍODO

3.3 REFORMA CURRICULAR DO CURSO BIBLIOTECONOMIA

3.3.1 Reforma Curricular 2011

O Conselho do NUCI, criado em 2011, iniciou seus esforços para a elaboração do novo Projeto Político Pedagógico - PPP, seguindo as recomendações do Conselho Federal de Biblioteconomia – CFB, que havia visitado o NUCI em abril de 2010 e identificado que, apesar de estar seguindo as Diretrizes e Bases da Graduação em Biblioteconomia vigentes, o PPP do curso não atendia de forma plena às características necessárias à formação do perfil do egresso. Precisou, assim, sendo necessário sua adequação à formação contemplar os conteúdos de forma disciplinar e enfatizar as habilidades e competências necessárias ao profissional bibliotecário-documentalista do presente (UFS, 2011).

Segundo Valentim, Rodrigues e Almeida Júnior (2014), o processo de construção do projeto pedagógico é dinâmico, ele não pode e não deve parar, deve ser contínuo quanto à sua reflexão, estratégias, planejamento e operacionalização, tendo sempre em mente

Judiciário/Programador no quadro funcional do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe desde 2011. Plataforma Lattes. Disponível em: http://lattes.cnpq.br/2950891008842682. Acesso em 29 out. 2018.

86 Prof. Ulisses Vieira Guimarães é graduado em Estatística pela UFS, mestre em Biometria e Estatística

Aplicada pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e doutor em Educação Matemática pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atualmente é professor Adjunto I da UFS. Fonte: Plataforma Lattes. Disponível em: http://lattes.cnpq.br/7285181499460679. Acesso em 13 nov. 2018.

87 Prof. Carlos Raphael Araújo Daniel é graduado em Estatística pela Universidade Federal do Rio Grande

do Norte e mestre em Estatística pela UFPE. Atualmente é professor Assistente I da UFS. Fonte: Plataforma Lattes. Disponível em: http://lattes.cnpq.br/1688063687670545. Acesso em 13 nov. 2018.

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responder a três questões fundamentais: “O que oferecer ao aluno? ”, “Para que ele precisa desse conteúdo? ” e “De que maneira pode-se passar esse conhecimento?”.

A proposta de reforma curricular do novo PPP do curso era fazer com que o aluno ingressasse, desde o primeiro semestre, em conteúdos inerentes à sua futura área de pesquisa e trabalho, visto que originalmente, nos dois primeiros períodos era visto apenas em três disciplinas, “Introdução à Biblioteconomia”, “Arquivologia” e “Pesquisa Aplicada à Biblioteconomia”. Bari (2017), então coordenadora do Núcleo Docente Estruturante – NDE, acrescenta:

A partir desse momento, comecei a fazer levantamentos. Aí eu fui para um evento especializado em estruturas curriculares. O objetivo era fazer um currículo que ao mesmo tempo contemplasse as necessidades gerais de um futuro bibliotecário, com as regionalidades. O professor Sérgio, em especial, me prestou muito apoio para fazer o primeiro NDE e tramitar a primeira reforma curricular. Então, esse processo teve anuência de todos os alunos, principalmente os da primeira turma (BARI, 2017).

Segundo o Projeto Pedagógico do Curso de Biblioteconomia e Documentação da UFS (2011), os estudos do Núcleo Docente Estruturante do NUCI, composto pelos cinco professores efetivos do curso, Valéria Bari, Fabiano de Castro, Martha Cabral Nunes, Sérgio de Araújo e Nilton Spindola Júnior, foram balizados pelos princípios e objetivos determinados para a educação em âmbito nacional, conforme a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Além disso, segundo Bari (2017), o PPP foi norteado pelos projetos pedagógicos dos cursos de Biblioteconomia das Universidades Federais do Rio de Janeiro, da Paraíba e do Rio Grande do Norte, pois a proposta era fazer um currículo contando com os professores do Colegiado do curso da UFS.

Ainda segundo o referido documento, no plano específico da área de Biblioteconomia e Documentação, o NDE/NUCI norteou-se pelos documentos básicos gerados a partir de uma série de oficinas e seminários promovidos pela Associação Brasileira de Educação em Ciência da Informação (ABECIN)88 para a discussão e elaboração de um projeto

88 Essas oficinas organizadas pela ABECIN ocorreram no período de 2001 à 2007, onde foram discutidas as

temáticas julgadas prioritárias à formação profissional nas áreas de Biblioteconomia e Ciência da Informação, em que a Diretoria da Associação, juntamente com especialistas e convidados, trabalhava intensivamente a fim de gerar documentos referenciais as escolas/cursos, com o objetivo de subsidiar os debates internos e a reconstrução de temas específicos, sem perder de vista os elementos comuns. (VALENTIM; RODRIGUES; ALMEIDA JÚNIOR, 2014)

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pedagógico nacional para a área e nas Diretrizes Curriculares Nacionais estabelecidas para o curso de Biblioteconomia. (PARECER CNE/CES n. 492/2001).

Contudo, essas oficinas organizadas pela ABECIN eram respaldadas em uma perspectiva maior: os estudos em torno da harmonização curricular e, mais amplamente, da formação profissional em Biblioteconomia e Ciência da Informação no espaço MERCOSUL89. Segundo Valentim, Rodrigues e Almeida Júnior (2014), os problemas

vivenciados pelos países que integram o MERCOSUL são semelhantes, embora haja especificidades, características próprias de cada nação tanto no âmbito educacional, como no profissional.

Embora o projeto pedagógico deva atender a sua especificidade regional e as características do próprio corpo docente, faz-se necessário proporcionar uma formação integral ao alunado concebendo uma estrutura curricular fundamentada em uma metodologia educacional que articule o ensino, a pesquisa e a extensão, atividades consideradas o tripé da universidade (VALENTIM; RODRIGUES; ALMEIDA JÚNIOR, 2014)

Segundo o Projeto Pedagógico do Curso de Biblioteconomia e Documentação da UFS (2011), foram consideradas na construção da matriz curricular duas perspectivas: a de três linhas curriculares, de caráter transversal, que apontam aos três conjuntos de saberes necessários à formação do Bacharel em Biblioteconomia e Documentação e que transcorre todo o curso, são elas: Humanista social, Teórico metodológica e Instrumental; e a de três eixos curriculares compreendendo uma coletânea do saber biblioteconômico especializado. Esses eixos permitem uma relação mais direta com os exercícios a partir dos estágios curriculares supervisionados e a formação de um perfil particular do estudante, aprofundando os conhecimentos com os quais tiver maior afinidade, conforme ilustra a Figura 1.

89 Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) é uma organização intergovernamental fundada em 1991, com o

objetivo de estabelecer uma integração, inicialmente, econômica configurada atualmente em uma área de livre comércio entre países membros (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai). Esse estreitamento entre países membros gerou uma troca de informações em outros aspectos, como em particular desta pesquisa, no âmbito da educação. (RIBEIRO, 2010)

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Figura 1 – Representação dos grupos de componentes curriculares e suas relações

Fonte: UNIVERSIDADE FEDRAL DE SERGIPE (2011, p. 26)

A linha Humanista-Social é constituída pelas disciplinas da área de Documentação, assim como nos fundamentos das Ciências Sociais Aplicadas e Humanidades; a linha Teórico-Metodológica é constituída por disciplinas específicas do saber do profissional bibliotecário-documentalista; a linha Instrumental é constituída por disciplinas que servem de apoio ao desenvolvimento de conteúdos e aplicação prática de conhecimentos apresentados nas disciplinas das duas primeiras linhas.

Durante o primeiro semestre de 2010 algumas disciplinas já haviam sofrido ajustes ou foram inseridas dentro do currículo do curso de Biblioteconomia e Documentação, como pontua a CI 18/2010/NUCI, de 20 de maio solicitando as inclusões das disciplinas do curso de Administração, “Tópicos Especiais em Organização e Tratamento da Informação” e “Tópicos Especiais em Recursos e Serviços de Informação” no quadro de disciplinas optativas do curso de Biblioteconomia e Documentação para formação de gestores em unidades de informação.

A fim de acompanhar o processo tecnológico e informacional, tão presente na área de Biblioteconomia e Documentação, no processo de construção do Projeto Pedagógico levou-se em consideração a oferta de mais disciplinas voltadas a área de Tecnologia da

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Informação, criando e/ou reformulando optativas como: “Fundamentos de Editoração”, “Representação do Conhecimento em Ambientes Digitais” e “Tópicos Especiais em Tecnologia da Informação”.

Outro ajuste realizado na grade curricular do curso se deu para seguir as instruções determinadas pela Pró-Reitoria de Graduação por meio da Portaria N.2, de 15 de junho de 2010, com base na proposta do MEC de converter para modalidade semipresencial algumas disciplinas.

Essa proposta trata-se da oferta de atividades didáticas, módulos ou unidades de ensino-aprendizagem centrados na autoaprendizagem e com a mediação de recursos didáticos organizados em diferentes suportes de informação que utilizem tecnologias de comunicação remota, que caracteriza a modalidade semipresencial prevista pela Portaria MEC nº 4.059/2004. Poderão ser ofertadas as disciplinas referidas no caput, integral ou parcialmente, desde que esta oferta não ultrapasse 20 % da carga horária total do curso. As avaliações das disciplinas ofertadas na modalidade referida no caput serão presenciais. A fim de cumprir esse propósito, foi determinado que o curso de Bacharelado em Biblioteconomia e Documentação tivesse um aumento de 180 (cento e oitenta) horas em sua carga horária, perfazendo um total de 2.640 horas, equivalente a 176 créditos, dos quais 144 obrigatórios, 16 optativos e 16 em atividades complementares, conforme é apresentado pelo Quadro 19, que destaca em negrito as alterações realizadas em relação à Grande Curricular de 2008. (UFS. CONEPE, 2011).

Quadro 19 – Estrutura Curricular do curso de Graduação em Biblioteconomia e

Documentação – Aprovada em 2011

CÓDIGO DISCIPLINA CR CH