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Neste anexo serão apresentadas as regras de procedimento para a inventariação do acervo museológico do Museu Judaico Barros Basto.

Tendo por base as regras de inventariação propostas pelo IPM (2000), no que diz respeito às normas gerais de inventário para as artes plásticas e artes decorativas, apresentar-se-ão de seguida os tópicos a constar nas fichas de inventário do Museu Judaico Barros Basto (que por ser tão heterogénea a propósito das formas e dos materiais, apresentarão tópicos gerais, que, obviamente, não serão todos preenchidos em cada objeto, e em alguns casos, em nenhum dos objetos).

IDENTIFICAÇÃO GERAL:

Instituição/Proprietário – identificação completa da instituição onde se encontra a

peça a inventariar e colocar em parêntesis o nome do proprietário do caso dos depósitos.

Super-categoria / Categoria / Subcategoria – Designa os agrupamentos (e seus

grupos e subgrupos) de objetos, tendo por base determinado tema, nomeadamente a técnica, os materiais base, a funcionalidade, etc.

Segundo a informação disponibilizada pelo Matriz do IMC, a coleção de objetos religiosos presente no Museu Judaico Barros Basto aqui estudada deveria ser inserida na Super-Categoria “Etnologia” e na Categoria “Ritual”, o que, convenhamos, é imensamente relativo. A título de exemplo será apresentada uma tabela com uma classificação por categorias (baseada na função que os objetos possuem e no seu sentido simbólico), e que será utilizada nos objetos museológicos relacionados com o culto judaico:

Super-Categoria – Alfaias religiosas.

(objetos utilizados no âmbito de rituais ou práticas religiosas ou ainda em contextos “seculares” a si associados).

Categoria – Judaísmo; Cristianismo; Islão; Budismo; Hinduísmo; Taoísmo, Confucionismo;

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(aqui serão apresentadas as religiões ou fés em que se inserem contextualmente os objetos ou alfaias religiosas)

Subcategoria – Uso Contexto Religioso (objetos usados aquando da prática de rituais

religiosos colectivos ou individuais); Uso Contexto Secular (objetos usados no dia-a-dia, apesar de possuírem uma carga simbólica religiosa, ou estarem relacionados com determinada religião, sendo usados pelos seus praticantes); Uso Contexto Misto (objetos usados nos dois contextos já descritos); Decoração (objetos associados a uma religião ou credo, mas desinvestidos de uma função prática); Celebração de Acontecimento (objeto comemorativo de um acontecimento ligado a uma religião ou credo); Outros (objetos que não cabem em nenhuma das subcategorias anteriormente descritas).

Denominação – Identidade estrita e inequívoca do objeto, tendo em conta a função do

mesmo e/ou o nome pelo qual é vulgarmente designado.

Título – Apresentação do título que alguns objetos possam ter. Este ponto pode

substituir a denominação ou com ela coexistir.

Outras Denominações – Outros nomes pelos quais o objeto também é conhecido. Nº de Inventário – Número pelo qual os objetos foram inventariados. No caso do

Museu Judaico Barros Basto, uma vez que nunca se procedeu à numeração dos objetos, deverá utilizar-se a seguinte forma de numeração de inventário: sigla do museu (ponto) ano de inventariação (ponto) número de série (exemplo: MJBB.2012.1)

Nº de Inventário Anterior – Números de inventário anteriores ao que o objeto possui

neste momento (objetos que são incorporados e que vêm de outras entidades museológicas).

DESCRIÇÃO:

Descrição – Aqui é feira uma descrição minuciosa do objeto inventariado, partindo do

geral para o particular.

REPRESENTAÇÃO:

Iconografia – Descrição de toda a iconografia (linguagem visual a partir de imagens)

que um objeto possa ter.

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Outras – Apresentação de todas as outras formas de representação presentes num

objeto.

PRODUÇÃO:

Autoria – Todo e qualquer interveniente no processo de fabrico de um objeto, à

excepção das entidades colectivas. Apresentação do nome completo, se possível, e dos pseudónimos (se existirem).

Justificação / Atribuição – Justificação da autoria do objeto (se este estiver assinado)

ou atribuição hipotética de um autor (recorrendo à comparação de tipologias, à documentação associada, etc.).

Oficina / Fabricante – Local onde o objeto foi produzido (oficina, fábrica, etc.) –

produção colectiva.

Local de Execução – Campo de abrangência geográfica vasta em que foi efectuada a

produção do objeto.

Tipo – Apresentação da técnica utilizada para a produção do objeto (feito à mão,

impresso, etc.)

DATAÇÃO:

Ano(s) – Sempre que possível, registar o ano ou o período dentro do qual se

compreende o fabrico do objeto.

Século(s) – Sempre que possível, registar o século ou o período dentro do qual se

compreende o fabrico do objeto.

Justificação da Data – Se a datação estiver presente no objeto, a justificação fazer-se-á

com a localização no objeto. Caso não esteja, a justificação será proposta a partir da semelhança com outros objetos e com base documental, referindo as fontes.

INFORMAÇÃO TÉCNICA:

Matéria – Neste campo deverá constar os materiais, meios e suportes utilizados no

fabrico do objeto.

Técnica – Regista-se neste campo todos os processos ou procedimentos utilizados na

construção do objeto.

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Altura / Largura / Profundidade – Nestes tópicos serão sempre consideradas as

dimensões máximas dos objetos, devendo ser utilizada como unidade de medição os centímetros (cm.). Em relação aos objetos bidimensionais, dever-se-á medir a altura e a largura. Nos objetos tridimensionais, considerar-se-ão as dimensões lançadas pela ordem seguinte: altura, largura e profundidade. Em relação aos objetos circulares ou sub-circulares, utilizar-se-á o diâmetro, no campo “Outras Medições”, descrito mais à frente.

Peso – Medido em gramas, poder-se-á, se se justificar, apresentar este valor.

Outras Medições – Além do diâmetro (expresso em centímetros) poderão ainda ser

apresentadas outras medições, tais como as escalas, os quilates, etc.

CONSERVAÇÃO:

Estado – Aqui será apresentado o estado de conservação do objeto. Para isso, utilizar-

se-ão os cinco graus de conservação propostos pelo Programa Matriz do IMC, apresentados na seguinte tabela:

Muito Bom: Peça em perfeito estado de conservação.

Bom: Peça sem problemas de conservação (materiais estabilizados) mas que pode apresentar

alguma(s) lacuna(s) e/ou falha( s).

Regular: Peça que apresenta lacuna(s) e/ou falha(s) e que necessita de intervenções de

conservação e/ou restauro.

Deficiente: Peça em que é urgente intervir.

Mau: Peça muito mutilada que apresenta graves problemas de conservação.

Especificações – Aqui será apresentada a justificação da opção tomada no campo

anterior, atendendo às marcas de degradação do objeto.

Data – Apresentação da avaliação do estado de conservação. INTERVENÇÕES DE CONSERVAÇÃO E RESTAURO:

Local – Aqui será apresentado o local onde ocorreu a intervenção ao objeto.

Data de Saída – Data de saída do objeto da exposição ou da reserva, para ser

intervencionado.

Data de Entrada – Data de entrada do objeto na exposição ou na reserva, após ser

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Descrição – Descrição da intervenção ou intervenções feitas a nível da conservação e

do restauro. Deverá ser apresentado também o nome da ou das pessoas que procederam à intervenção.

ORIGEM:

Historial – Aqui será descrito o percurso realizado pelo objeto desde que foi executado

(o seu contexto de criação e utilização), passando à sua condição de objeto museológico, até ter chegado até onde chegou na actualidade.

Evolução – Descrição de alterações significativa da forma ou função original do objeto

e dos novos significados e funções.

OBJETOS RELACIONADOS:

Denominação / Localização / N.º de Inventário – Aqui serão salvaguardadas as

relações existentes entre o objeto inventariado e outros que, por qualquer motivo ou circunstância lhe estão ou estiveram remotamente associados. Serão apresentadas as denominações, as localizações e o n.º de inventário desses mesmos objetos.

INCORPORAÇÃO:

Data de Incorporação – Apresentação da data em que o objeto entrou na instituição

onde se encontra.

Modo de Incorporação – Modo como essa incorporação se deu: achado (descoberto),

aquisição (comprado), depósito (quando um objeto se encontra numa instituição que não é a proprietária legal do mesmo, situação que pode ser de curta ou longa duração), desconhecido, doação, legado, transferência, outros (permutado, criado, etc.).

Outros Dados – Apresentação de dados que complementem o campo anterior. LOCALIZAÇÃO:

Localização – Local onde se encontra o objeto (instituição, sala, se em exposição ou

reserva).

Data – Data da última movimentação. REGISTO:

Tipo de Registo – Tipo de registo do objeto (fotografia e seu tipo, filme, etc.). Localização – Localização do registo efectuado ao objeto.

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Autor – Nome do autor ou empresa que fez o registo.

N.º de Invent. do Registo – Apresentação do número do inventário do registo

efectuado, se for política da casa fazê-lo.

EXPOSIÇÕES:

Título / Local / Data de Início / Data de Fim – Aqui serão apresentados estes tópicos

no que concerne à presença do objeto inventariado em exposições.

N.º de Catálogo – Apresentação do número do objeto no catálogo da exposição (se

existir).