Pesquisa de campo
PLANEJAMENTO DE PESQUISA 1. Escolha do tema
10. Teste dos instrumentos e procedimentos
12.8 Representação dos dados
A representação dos dados obtidos faz-se, principalmente, por meio de tabe-las e gráficos, isto é, os dados são submetidos a um tratamento estatístico.
A estatística permite analisar qualquer fenômeno, sem a necessidade de exa-minar todos os elementos deste fenômeno. A quantidade total dos elementos componentes do fenômeno denomina-se universo ou população. Uma parcela de quantidade retirada do universo denomina-se amostra, que deve ser representa-tiva do universo. Perguntando-se aos torcedores fanáticos, na porta do estádio de um clube esportivo: – “Quem você escalaria para a seleção do Brasil?” – obtém-se uma resposta óbvia; isso constitui uma amostra viciada.
Os resultados encontrados nas amostras são estimativas daqueles que se-riam encontrados na investigação global do universo, portanto, contêm um erro estatístico, que pode ser calculado. Caso a margem de erro não seja considerada satisfatória, pode ser alterada, pela mudança da quantidade da amostra. Há uma correlação inversa entre os dois parâmetros: para reduzir a margem de erro da estimativa, aumenta-se o número de elementos da amostra e vice-versa.
Após a seleção criteriosa da amostra, a análise estatística apresenta as se-guintes fases:
a) coleta dos dados; b) crítica dos dados;
c) apuração dos dados: contagem e ordenação; d) exposição dos resultados: gráficos e tabelas; e) interpretação dos fatos.
Tabela. A tabela é um meio muito eficaz de expor os resultados obtidos, pois facilita a compreensão e a interpretação dos dados, permitindo não só a apreen-são global, mas também o relacionamento entre eles.
Na construção de uma tabela, os dados são apresentados em colunas verticais e fileiras horizontais, que obedecem à classificação dos materiais da pesquisa.
Quanto mais simples for uma tabela, mais clara e objetiva será; por isso, aconselha-se, para um grande número de dados, utilizar um número maior de tabelas.
Definições, simbologia, terminologia e normas utilizadas na construção de tabelas são determinadas pelo Conselho Nacional de Estatística.
Inicialmente, faz-se a divisão da tabela em partes principais e partes secun-dárias. As partes principais são:
• corpo – é a conjugação das informações que aparecem no sentido horizon-tal e vertical;
• coluna indicadora – é a divisão em sentido vertical, onde aparece a desig-nação da natureza do conteúdo de cada linha;
• cabeçalho – indica a natureza do conteúdo de cada coluna; • casa – cada um dos valores que aparecem no corpo da tabela.
Cabeçalho Cabeçalho Casa
Casa Casa
Casa
Colunas indicadoras
As partes secundárias de uma tabela são:
• título – aparece sempre na parte superior da tabela e deve ser o mais claro e completo possível;
• rodapé – espaço na parte inferior da tabela, utilizado para colocar informa-ções necessárias, referentes aos dados;
• fonte – indicação da entidade responsável pela elaboração da tabela; colo-ca-se no rodapé, depois do fecho da tabela;
• notas e chamadas – aparecem também no rodapé, de maneira resumida, depois da fonte. Nota tem caráter geral, refere-se ao todo da tabela; serão numeradas com algarismos romanos, quando houver mais de uma. Cha-mada tem caráter particular, refere-se a um item específico da tabela; são numeradas com algarismos arábicos, entre parêntesis. Exemplo:
TÍTULO → VEÍCULOS MOTORIZADOS MAIS VENDIDOS EM 1993
CORPO TIPO QUANTIDADE Automóveis 568.159 Caminhões 211.832 Ônibus 103.257 Caminhonetes 56.748 Biciclos(1) 15.945 RODAPÉ
FONTE: Jornal do carro, nº 93.
NOTA: Dados colhidos nas revendedoras. (1) Não considerar as bicicletas motorizadas.
Observações:
• as colunas externas de uma tabela devem permanecer sempre abertas; • quando uma tabela apresentar muitas linhas e poucas colunas,
pode-se desmembrá-la em maior quantidade de colunas, pode-separando cada des-membramento com linhas duplas.
Exemplo:
Alunos matriculados no Colégio XXX
Ano Alunos Ano Alunos Ano Alunos
1981 730 1985 850 1989 810 1982 720 1986 790 1990 790 1983 700 1987 830 1991 760 1984 700 1988 800 1992 750
• Apresentação dos números e símbolos:
n todo número inteiro constituído de mais de três algarismos deve ser agrupado de três em três, da direita para a esquerda, separando cada grupo com um ponto: 7.426.309. Excetuam-se:
os algarismos que representam o ano – 1993; número de telefone – 256-6611;
número de placas de veículos – BMF 9192.
n a parte decimal de um número deverá ser separada da inteira pela vír-gula – 6,53 (e não 6.53);
n a unidade de medida não leva o /s/ do plural e nem ponto final como abreviatura – 12m (e não 12 ms./12m./12mts);
n os símbolos de unidade de medida aparecem depois do número, sem espaço entre eles – 3,5g ( e não 3 g,5/ 3,5 g.).
• Arredondamento de números.
Arredonda-se um número para simplificá-lo, mas esta simplificação depende da natureza e da importância do número dentro do fato observado. De maneira geral, não convém fazer o arredondamento, que representa um erro estatístico. O erro estatístico deve ser sempre o menor possível.
Gráficos. Gráficos são figuras usadas para a representação de dados numé-ricos ou resultados extraídos da análise de dados, que permitem evidenciar as relações ou estabelecer comparações entre eles.
Quando dois ou mais gráficos forem apresentados para estabelecer compara-ções, eles deverão obedecer à mesma escala e, se possível, serão colocados lado a lado.
São vários os tipos de gráficos: linear, de barras ou colunas, circular, de se-tores etc. Gráficos de sese-tores mostram partes de um todo, proporções, porcenta-gens, divisões ou quotas. Gráfico linear mostra a flutuação de dados por certo es-paço de tempo. Gráfico de barras mostra itens semelhantes de maneira ordenada; os de barras duplas indicam correlações entre séries diferentes.
Os mais simples e mais fáceis de serem elaborados são os de colunas e os de setores.
Para construir um gráfico de colunas, basta usar papel quadriculado e régua.
Exemplo: