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REQUISITOS GERAIS DAS REDES DE CABLAGEM DO ITED4A

No documento Manual ITED4 vfinal (páginas 119-123)

4.3 PROJETO DE EDIFÍCIOS CONSTRUÍDOS

4.3.2 ELABORAÇÃO DE UM PROJETO ITED4A

4.3.2.2 REQUISITOS GERAIS DAS REDES DE CABLAGEM DO ITED4A

Nos edifícios pré-RITA, com tubagem e cablagem, e nos edifícios RITA deve ser avaliada a remoção das redes de cabos instaladas, inclusive as dos operadores.

O projeto da rede de cablagem das ITED4a deve dimensionar:

a) Os RG, para que a cada fogo cheguem as três tecnologias PC, CC e FO (2 fibras); b) A localização e instalação de um ATI;

c) A localização e instalação de um PTI, caso exista; d) A instalação de uma ZAP;

e) A distribuição do sinal de TDT pelos fogos;

f) O mínimo de uma TT por divisão de PC e CC, exceto: i) Na divisão onde está localizada a ZAP;

ii) Nas divisões com área inferior a 6 m2;

iii) Nas kitchenettes, casas de banho, halls, arrecadações, varandas, salas de condomínio, marquises, ou divisões similares.

Se o projetista considerar a hipótese de instalação de um PCS, deve ser considerado o seguinte:  O PCS substitui o ATI;

 O PCS substitui a instalação da ZAP.

Na alteração dos edifícios construídos do tipo residencial, com aplicação das ITED4a, devem considerar-se as arquiteturas de rede indicadas nas figuras 4.52 e 4.53 , podendo optar-se pela CVM ou CAM, como fronteira das ITED.

ATI ATE

ITUR ou via pública

Rede Individual TT Para montante (operador) Para jusante (cliente) CVM Rede Coletiva TT TT PTI Cablagem de operadores ou das ITUR

4.52 - Aplicação das ITED4a a um edifício residencial construído, com rede coletiva

PCS ITUR ou via pública

Rede Individual TT Para montante (operador) Para jusante (cliente) CAM TT TT Cablagem de operadores ou das ITUR

4.53 - Aplicação do PCS a uma moradia

Na elaboração de um projeto ITED4a, devem ser considerados os seguintes aspetos:  O PTI estabelece a fronteira entre a rede coletiva e a rede individual de tubagem,

recomendando-se a sua instalação no ponto mais adequado à interligação destas duas redes;

 O PTI pode ser eliminado sempre que o fogo seja intervencionado ao mesmo tempo que a rede coletiva;

 O PCS permite o encaminhamento de sinais na rede individual, sendo a sua localização fundamental para a funcionalidade das ITED.

A figura 4.54 exemplifica a instalação do PTI, junto à porta de entrada do fogo, e do PCS como ponto de utilização e de distribuição dos serviços para as outras divisões.

PTI PCS TT TT AREA 1 AREA 2 AREA 1 AREA 2 SALA

4.54 - Exemplo de instalação de um PTI e de um PCS

A tabela 4.55 indica o ponto do presente manual a que devem obedecer os requisitos de dimensionamento de projeto, em função do tipo de edifício residencial que se pretende alterar.

TIPO ESPECIFICIDADES PONTO DO MANUAL A

APLICAR

Pré-RITA Sem tubagem nem cablagem 4.3.2.3

Pré-RITA Com tubagem e cablagem 4.3.2.4

RITA Cumprindo o regulamento RITA 4.3.2.5

ITED Cumprindo a 1.ª, 2.ª ou 3.ª edição das ITED 4.3.2.6

4.55 - Aplicação das regras técnicas ITED4a aos edifícios residenciais construídos

Os aspetos mais importantes na elaboração de um projeto ITED4a, relativamente à rede de tubagem e cablagem, são indicados, respetivamente, na tabela 4.56 e 4.57.

TIPO DE INFRAESTRUTURAS

JÁ EXISTENTES NO EDIFÍCIO

Rede coletiva e rede individual – Requisitos da rede de tubagem

PRÉ-RITA

Sem tubagem e sem cablagem

 Deve ser dimensionada uma CAM ou CVM;

 O ATE deve ser dimensionado de acordo com o número de fogos do edifício, de acordo com o ponto 4.1.4.9.2;

 Admite-se a existência de soluções para o ATE com dimensões inferiores às

indicadas, desde que devidamente justificadas e tecnicamente fundamentadas pelo projetista;

 A ligação do ATE a cada um dos fogos do edifício é efetuada através de 1 tubo com o mínimo de Ø25 mm;

 A ligação do ATE à PAT é efetuada através de 2 tubos com o mínimo de Ø25 mm;

 A ligação da PAT ao ATI é efetuada através de 1 tubo com o mínimo de Ø25 mm;

 A rede individual de tubagem é constituída por tubos com o mínimo de Ø20 mm, à exceção da tubagem da PAT;

 Nos edifícios onde não existam zonas coletivas aptas para a instalação da CM, utilizando condutas com as características MICE adequadas ao local de instalação, podem ser dimensionadas as seguintes soluções:

 Utilização das zonas individuais para passagem de cabos da rede coletiva, nomeadamente pela utilização de paredes falsas, desde que tenha a concordância dos proprietários ou ocupantes legais dos fogos e seja garantida a proteção e inviolabilidade das infraestruturas assim construídas;

 No caso de inexistência de CM, esta pode ser instalada à vista, nas paredes

exteriores do edifício, com exceção das fachadas principais.

 No caso de instalação de caixas na CM, as dimensões mínimas internas das mesmas são: 200 x 200 x 90 (L x A x P em mm).

O ATE pode ser desdobrado em ATE inferior e ATE superior, interligados por 3 tubos de Ø40 mm.

PRÉ-RITA

Com tubagem e cablagem

Sempre que possível deve utilizar-se a tubagem

existente na coluna montante, considerando que:

 A CM deve ter uma capacidade mínima de um tubo de Ø40 mm. Nas situações em que esta possua uma capacidade inferior, deve optar-se pela instalação de condutas complementares;

 Para edifícios até 8 fogos, deve aproveitar-se a tubagem existente se esta tiver a capacidade equivalente a um tubo de Ø40 mm;

 Para edifícios acima de 8 fogos deve prever-se a interligação de 1 tubo de Ø 40 mm, do ATE à caixa de piso que serve o nono fogo e seguintes;

 Por cada grupo de 6 fogos acima dos primeiros 8, deve instalar-se mais um tubo de Ø40 mm.

 A ligação do ATE à PAT pode ser efetuada de duas formas:  Através da tubagem da rede

de MATV, caso esta exista;  Através de 2 tubos com o

mínimo de Ø25 mm.  Pode utilizar-se a tubagem

existente nas ligações aos fogos, para a passagem de um cabo PC, CC e FO (2 fibras), respetivamente. A ligação do ATE à primeira caixa da CM, deve ser efetuada através de 2 tubos com o mínimo de Ø40 mm. RITA Cumprindo o regulamento RITA  A caixa do RGE (Repartidor Geral de Edifício) é elegível para a constituição do ATE;  Quando a caixa do RGE não tenha as dimensões previstas para o ATE em função do número de fogos, tal como previsto no ponto 4.1.4.9.2, deve ser assegurada a interligação do ATE à caixa do RGE por 2 tubos de Ø40 mm.

ITED1 Deve ser dimensionada uma CAM ou CVM.

ITED2 e ITED3 Já contempla os requisitos pretendidos.

TIPO DE INFRAESTRUTURAS

JÁ EXISTENTES NO EDIFÍCIO

Rede coletiva e rede individual – Requisitos das redes de cablagem

PRÉ-RITA

Sem tubagem e sem cablagem

O projeto da rede de cablagem das ITED4a deve dimensionar:

 Os RG, para que a cada fogo cheguem as três tecnologias PC, CC e FO (2 fibras);  A localização e instalação de um ATI;

 A localização e instalação de um PTI, caso exista;  A instalação de uma ZAP;

 A distribuição do sinal de TDT pelos fogos;

 O mínimo de uma TT por divisão de PC e CC, exceto:  Na divisão onde está localizada a ZAP;

 Nas divisões com área inferior a 6 m2;

 Nas kitchenettes, casas de banho, halls, arrecadações, varandas, salas de condomínio, marquises, ou divisões similares.

PRÉ-RITA Com tubagem e cablagem RITA Cumprindo o regulamento RITA ITED

O projeto da rede de fibra ótica deve dimensionar, quando aplicável:  O RG-FO para a chegada de 2 fibras óticas por fogo;

 Duas TT de fibra ótica por fogo;  Um RC-FO por cada ATI.

4.57 - Projeto ITED4a para as redes de cablagem

No documento Manual ITED4 vfinal (páginas 119-123)