3.2 Tipos de Proteção
3.3.1 Requisitos Gerais Segundo a Norma NBR IEC 60079-0
3.3.1.1 Documentação
Para a realização de uma inspeção e manutenção, devem ser disponibilizadas as seguintes documentações: a classificação de áreas, grupo dos equipamentos e classe de temperatura e registros que permitam a manutenção do equipamento para áreas classificadas, de acordo com seu tipo de proteção.
3.3.1.2 Qualificação de Pessoal
O estudo de classificação de áreas contra risco de explosão tem por finalidade mapear e determinar a extensão e abrangência das áreas que podem conter misturas explosivas e, consequentemente permitir a posterior especificação de equipamentos e sistemas adequados para cada tipo de área classificada.
As áreas de uma planta de processamento devem preferencialmente ser classificadas na fase de projeto, envolvendo principalmente os responsáveis pelo processo, a partir das informações relativas aos dados de processo, tais como a pressão, concentração e o levantamento dos diversos produtos inflamáveis e combustíveis presentes no processamento, assim como também a identificação das prováveis fontes de risco.
Com o estudo de classificação de áreas contra risco de explosão, deve ser assegurado que a especificação e instalação dos equipamentos elétricos atendam às exigências da área, em conformidade com as respectivas normas aplicáveis.
O estudo de classificação de áreas é composto por uma série de documentos que fornecem informações sobre as áreas que contenham ou possam conter atmosferas potencialmente explosivas. Estes documentos compreendem desenhos de plantas e cortes com a extensão das áreas classificadas, lista de dados de processo sobre as substâncias inflamáveis com a identificação dos seus respectivos grupos de gases, lista dos dados das fontes de risco,
identificação da classe de temperatura dos equipamentos Ex, indicação de vento predominante quando for o caso de instalações ao tempo, e categorização das áreas classificadas em zonas (0, 1 e 2) com a determinação das extensões das áreas classificadas.
Importante ressaltar que a responsabilidade do contratante de um estudo de classificação de áreas contra risco de explosão é grande, pois ele é quem efetivamente conhece seu processo, seus riscos, e pode colaborar na elaboração de procedimentos para execução segura dos serviços prestados pelos contratados, conforme já previne a NR-10 em seu item 10.13.1, que será mais bem explicado no item 3.4, no qual estabelecemos uma relação entre a NR-10 e áreas classificadas.
A elaboração do estudo de classificação de áreas contra risco de explosão, baseado em informações deficientes, pode acarretar especificação inadequada de equipamentos, maiores custos de instalação caso tenha sido feita uma classificação pecando por excesso, e até riscos de ignição devido à avaliação inadequada das condições para execução de serviços de manutenção.
Assim sendo, atualmente não é mais aceitável que um engenheiro eletricista seja o único responsável pela elaboração de um estudo de classificação de áreas contra riscos de explosões, mas sim por uma equipe multiprofissional, constituídos por engenheiros, eletricista, químico e de segurança do trabalho.
A inspeção e a manutenção de instalações devem ser executadas somente por pessoal experiente, em cujo treinamento estejam incluídas instruções dos vários tipos de proteção e práticas de instalação, normas e regulamentos relevantes, além dos princípios gerais de classificação de áreas. Deve ser dado treinamento contínuo a esse pessoal para atualização.
3.3.1.3 Inspeções
Antes que uma planta ou equipamento seja colocado em serviço, deve ser feita uma inspeção inicial. Após qualquer substituição, reparo, ajuste ou modificação, os itens respectivos devem ser reinspecionados.
Se em algum momento houver mudança na classificação de área, ou se algum equipamento for movido de um lugar para outro, uma verificação deve ser realizada para assegurar que o tipo de proteção, o grupo do equipamento e a classe de temperatura são adequados às novas condições.
• Tipos de inspeção
periódicas que podem ser visuais ou apuradas. A inspeção visual ou apurada pode levar à necessidade de ser feita uma inspeção detalhada posteriormente. E por fim as inspeções periódicas regulares requerem pessoal que tenha conhecimento de classificação de áreas e conhecimento técnico suficiente para avaliar as implicações sobre os locais sob consideração. Os mesmos devem ter independência suficiente das demandas das atividades da manutenção, de tal forma que suas conclusões sejam isentas e confiáveis.
Definir precisamente um intervalo entre inspeções periódicas pode não ser fácil, mas tal intervalo deve ser determinado levando-se em conta a deterioração esperada.
3.3.1.4 Requisitos de Manutenção
• Ações corretivas
A condição geral de todos os equipamentos deve ser observada como previsto no item 2 e ações corretivas apropriadas devem ser tomadas quando necessário. Contudo, precauções devem ser adotadas para manter a integridade do tipo de proteção do equipamento. Esta ação pode requerer uma consulta ao fabricante.
Modificações em equipamentos não devem ser realizadas sem autorização, pois podem comprometer a segurança dos equipamentos como mencionada na documentação, como por exemplo a manutenção de cabos flexíveis, eletrodutos flexíveis e suas terminações que estão particularmente sujeitos a avarias. Eles devem ser inspecionados em intervalos regulares e devem ser substituídos caso sejam encontrados avariados ou defeituosos. Outro exemplo é a retirada de serviço. Caso seja necessário por motivo de manutenção retirar os equipamentos de serviço, os condutores expostos devem ser corretamente terminados num invólucro adequado, separados de todas as fontes de alimentação e isolados e separados de todas as fontes de alimentação e aterrados.