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4.3 Mapeamento das fontes utilizadas na pesquisa

4.3.4 Resoluções do CNJ

As resoluções do CNJ regulamentam as atividades administrativas do Judiciário e são de cumprimento obrigatório pelos Tribunais e Conselhos do Judiciário. São importantes fontes para a divulgação de informações de forma

proativa na internet e impactam na forma como o Judiciário cumpre a LAI, recebendo por isto, neste particular, a atenção neste trabalho. Da mesma forma, a falta de regulamentação por parte do CNJ pode dificultar ou desestimular o cumprimento legal pelos referidos órgãos. Ressaltamos aqui excertos de 5 resoluções, que definem a divulgação de informações, com impacto nos sítios web dos órgãos pesquisados:

1. A Resolução nº 79 de 2009 (CNJ, 2009a), dispõe sobre a transparência na divulgação das atividades do Poder Judiciário brasileiro33 e a unicidade do Poder Judiciário, que exige a implementação de disciplina uniforme quanto a gestão da informação e finanças. No art. 2º, dispõe que a divulgação das atividades será de caráter informativo, educativo e de orientação social, publicadas preferencialmente por meios eletrônicos, em linguagem simples e acessível, com livre acessibilidade a qualquer pessoa, devendo os tribunais e conselhos nos seus respectivos sítios eletrônicos na rede mundial de computadores disporem de campo de informações denominado "transparência".

E, conforme disposto no art. 3º, todo tribunal manterá serviço de atendimento aos usuários da Justiça para receber sugestões, críticas e reclamações acerca de suas atividades administrativas e jurisdicionais, preferencialmente por meio de ouvidoria.

2. A Resolução nº 83 de 2009 (CNJ, 2009b) estabelece no art. 5º que deve ser divulgada nos sítios dos tribunais e conselhos a lista de veículos oficiais utilizados.

3. A Resolução nº 102 de 2009 (CNJ, 2009c), já na exposição de motivos, destaca a necessidade de padronizar a apresentação das informações, para conferir inteligibilidade e comparabilidade em benefício da eficácia do controle social sobre os gastos públicos, destacando ainda que a padronização da apresentação das informações alusivas à gestão orçamentária e financeira dos tribunais e conselhos permitirá a construção de

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indicadores de eficiência e mecanismos de comparação entre os órgãos jurisdicionados. A referida resolução também dispõe sobre a publicação nos sítios web de informações sobre a gestão orçamentária e financeira com dados sobre despesas de pessoal, custeio, investimentos, repasses e receitas, assim como estruturas remuneratórias, quantitativo de cargos efetivos e comissionados, relação das pessoas que atuam nos órgãos, estabelecendo ainda, que as informações deverão ser mantidas por 36 meses nos referidos sítios, no mínimo. Conforme o art. 1º desta resolução, os tribunais indicados nos incisos II a VII do Art. 92 da Constituição Federal, o Conselho Nacional de Justiça e o Conselho da Justiça Federal publicarão, em seus sítios na rede mundial de computadores e encaminharão ao Conselho Nacional de Justiça, observados as definições e prazos constantes desta resolução os dados de sua gestão orçamentária e financeira, as informações sobre as respectivas estruturas remuneratórias, quantitativos de pessoal efetivo e comissionado, a origem funcional dos ocupantes dos cargos em comissão, a relação de membros da magistratura e demais agentes públicos, a relação dos empregados de empresas contratadas em exercício nos órgãos; e a relação dos servidores e/ou empregados não integrantes do quadro próprio em exercício no órgão, excluídos os ocupantes de cargo em comissão ou função de confiança.

A Resolução nº 102 ainda determina que a página inicial do sítio de cada órgão na rede mundial de computadores conterá o ícone "Transparência", como caminho para acesso às informações referidas nesta Resolução, publicando as informações em HTML34, com cópia em arquivo para download.

É importante observar-se que estas resoluções foram elaboradas no bojo das leis da responsabilidade fiscal (LC nº 101/2000) e da transparência (LC nº 131/2009), como pode ser verificado no conteúdo das mesmas e na determinação de constar a palavra “transparência” nas páginas iniciais dos sítios web dos órgãos subordinados.

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HTML (abreviação para a expressão inglesa HyperText Markup Language, que significa Linguagem de Marcação de Hipertexto) é uma linguagem de marcação utilizada para produzir páginas na Web. Disponível em: < http://pt.wikipedia.org/wiki/HTML>. Acesso em 10 jan. 2014.

4. A Resolução nº 103 de 2010 (CNJ, 2010), que trata das ouvidorias no Judiciário, no art. 9º ressalta que as ouvidorias dos tribunais devem receber consultas, prestar informações e esclarecimentos, receber informações, sugestões, denúncias, críticas e elogios e encaminhar tais manifestações aos setores administrativos, mantendo o interessado sempre informado sobre as providências adotadas, promovendo, ainda, a apuração das reclamações acerca de deficiências na prestação de serviços, abusos e erros. Às ouvidorias compete também sugerir a adoção, no âmbito interno do tribunal, de melhorias e aperfeiçoamento das atividades desenvolvidas e apresentar e dar publicidade aos dados estatísticos acerca das manifestações recebidas e providências adotadas.

As ouvidorias são as unidades encarregadas pela LAI no Judiciário.

5. A Resolução nº 151 de 2012 (CNJ, 2012) foi editada em virtude da promulgação da LAI e alterou o inciso VI do artigo 3º da resolução 102, dispondo sobre a obrigatoriedade, para todo o Judiciário, da divulgação das remunerações, diárias, indenizações e quaisquer outras verbas pagas aos membros da magistratura e aos servidores a qualquer título, colaboradores e colaboradores eventuais ou deles descontadas, com identificação nominal do beneficiário e da unidade na qual efetivamente presta os seus serviços, incluindo ainda modelo detalhado da folha de pagamento de pessoal. O caso da divulgação nominal dos salários dos servidores foi muito discutido nos tribunais e ganhou a mídia. Em decisão de última instância, o STF julgou pela constitucionalidade da divulgação nominal dos salários, que permanecem disponíveis nos sítios.

4.4. Análise do artigo “Desafios à Concretização da Transparência Ativa