Art. 143. O transmitente do imóvel ou de direitos a ele relativos, por ato oneroso e a
qualquer título, responde solidariamente pelo pagamento do imposto, com os acréscimos legais, quando não fizer constar no título, seja público ou particular anotação identificando o recolhimento do tributo.
Art. 144. Sem prejuízo das cominações cabíveis, são responsáveis solidários pelo
imposto os tabeliães, escrivães, oficiais de registro de imóveis e demais serventuários de ofício, relativamente aos atos que praticarem, ou que perante eles forem realizados, em razão de seu ofício, pelas omissões e inobservância de dever legal, constante deste Código, especialmente as do art. 134, inciso VI, do Código Tributário Nacional.
Seção X Fiscalização
Art. 145. A fiscalização da regularidade do recolhimento do imposto na esfera
administrativa compete às autoridades e servidores municipais especialmente aos funcionários do fisco e aos Procuradores Jurídicos do Município, e no âmbito judicial, as autoridades judiciárias, os serventuários da justiça, aos membros do Ministério Público, na forma que estabelece o Código de Processo Civil e a Legislação Judiciária do Estado.
Seção XI
Obrigações Acessórias
Art. 146. Os tabeliães e os escrivães do Município de Anápolis e das cidades
mencionadas no inciso I do art. 136, deste Código não poderão lavrar instrumentos, escrituras, termos judiciais, cartas de transmissão de imóveis, e outros documentos com estes efeitos, sem o recolhimento do imposto, quando houver incidência, devendo neles consignar às informações constantes do documento de arrecadação, principalmente:
I - número da autenticação e data da guia de recolhimento; II - valor da base de cálculo e do imposto;
III - número da inscrição imobiliária do imóvel a que se refere à transmissão.
Art. 147. Os oficiais dos Cartórios de Registro de Imóveis do Município de Anápolis, nas
transcrições dos títulos a que se refere o inciso IV do art. 136 deste Código, deverão consignar na transcrição às informações constantes do documento de arrecadação do imposto, na forma do artigo anterior, mencionando também as certidões apresentadas.
Art. 148. O Município recusará do contribuinte para quaisquer fins, o título e a
certidão de registro do imóvel, que não atender as disposições do artigo anterior e do que o antecede, exceto para lançamento de tributos, e cobrança de multas por descumprimento de obrigação acessória, com responsabilidade solidária do serventuário da justiça praticante da ilicitude.
Art. 149. Uma via da Guia de Informação para cálculo do imposto, e outra do
Documento de Arrecadação, autenticados pela instituição financeira recebedora do tributo, deverão ser arquivados pelo tabelião, ou pelo escrivão, ou pelo oficial de registro de imóveis, relativamente aos atos para os quais devem exigir o recolhimento do imposto, de forma que facilmente possam ser apresentados à fiscalização municipal quando solicitados.
Art. 150. O prazo para o adquirente ou o transmitente apresentar o título no serviço
de cadastro da Prefeitura para registro da transferência do imóvel é de 20 (vinte) dias contados do decurso do prazo estabelecido no inciso IV do art. 137 deste Código.
Seção XII Multas
Art. 151. Sem prejuízo de outras penalidades estabelecidas neste Código e imputação
criminal quando for o caso, às infrações cometidas pelo sujeito passivo e as pessoas responsáveis por atos correlacionados com o Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis e
de direitos reais a eles relativos, exceto os de garantia, serão punidas com as seguintes multas:
I – Por faltas relacionadas com o recolhimento do imposto:
α) 100% (cem por cento) do valor atualizado do imposto aos que fizerem o recolhimento em decorrência de ação fiscal;
β) 100% (cem por cento) do valor atualizado do imposto quando ficar oculta a existência de frutos pendentes ou outra circunstância que influa para mais na base de cálculo do imposto, não caracterizada, como sonegação da alínea “c” abaixo;
χ) 200% (duzentos por cento) do valor atualizado do imposto, quando na ação fiscal for constatado dolo, fraude, simulação, declaração falsa, ou qualquer outro meio fraudulento;
II – Por faltas relacionadas com obrigações acessórias:
a) R$ 200,00 (duzentos reais) quando a Guia de Informações para cálculo do imposto não corresponder à realidade dos fatos e resultar em prejuízo para o erário, e o fato não for caracterizado como sonegação;
b) R$ 200,00 (duzentos reais) quando o sujeito passivo não fizer atualização cadastral, promovendo o registro da transferência do imóvel no Cadastro Imobiliário da Prefeitura;
c) R$ 150,00 (cento e cinqüenta reais) por documento que não constar o número da inscrição cadastral do imóvel quando obrigatória;
d) R$ 200,00 (duzentos reais) aos que sujeitos a escrituração de livros e formulários, não os escriturar, omitir registros, ou fizer fora dos prazos;
e) R$ 200,00 (duzentos reais) pela não apresentação de documentos, livros e efeitos comerciais e negociais relacionados com o imposto, quando solicitado pelo fisco;
f) R$ 800,00 (oitocentos reais) quando o serventuário da Justiça embaraçar ou dificultar o trabalho fiscal no exame de livros e documentos fiscais, ou não consignar nos documentos lavrados, nos quais deveriam constar informações sobre o recolhimento de tributos municipais e cumprimento de obrigações acessórias;
g) 100% (cem por cento) do valor atualizado do imposto, sem prejuízo da responsabilidade solidária pelo tributo, quando pessoa física ou jurídica que explorar atividade imobiliária, inclusive construtora, incorporadora e corretores de imóveis, deixarem de escriturar livros ou formulários, impossibilitando a identificação do sujeito passivo e estes fatos redundarem em prejuízo ao erário;
III – Por faltas funcionais:
α) 100% (cem por cento) do valor do tributo atualizado e acréscimos legais, quando o servidor municipal, o serventuário da justiça, ou autoridades, quando na prática de seus atos forem obrigados exigir prova de pagamento do tributo, omitirem esta circunstância no cumprimento de seu dever, e este fato redundar em prejuízo ao erário municipal;
β) R$200,00 (duzentos reais) aos que no exercício de suas funções, relacionadas ao imposto, omitirem a prática de atos assecuratórios da certeza de recolhimento do tributo, ou praticá-los em desacordo com as normas estabelecidas, independentemente do Município ter tido prejuízo.
TÍTULO IV CONTRIBUIÇÕES Capítulo I CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA Seção I Fato Gerador
Art. 152. A contribuição de melhoria cobrada pelo Município, tem como fato gerador à
valorização imobiliária decorrente da execução de obra pública municipal, instituída para fazer face ao custo da obra.
§ 1º. O limite máximo da contribuição de melhoria é o total das despesas realizada, e
como limite individual o acréscimo de valor que da obra resultar para cada imóvel beneficiado, especialmente nos seguintes casos:
I – abertura, alargamento, pavimentação, iluminação, arborização, esgotos pluviais e
outros melhoramentos de praças e vias públicas;
II – construção e ampliação de parques, campos de desportos, pontes, túneis e
viadutos;
III – construção ou ampliação de sistema de trânsito rápido, inclusive todas as obras e
edificações necessárias ao funcionamento do sistema;
IV – serviços e obras de abastecimento de água potável, de rede elétrica, de esgotos,
de transportes e comunicações em geral ou de suprimento de gás, funiculares, ascensores e instalações de comodidade pública;
V – proteção contra secas, inundações, erosão saneamento e drenagens em geral,
desobstrução de barras, canais, retificação e regularização de cursos d’água e irrigação;
VI – construção de estradas de ferro e construção, pavimentação e melhoramento de
estradas de rodagem;
VII – construção de aeródromos e aeroporto e seus acessos;
VIII - aterros e realizações de embelezamento em geral, inclusive desapropriação em
desenvolvimento de plano de aspecto paisagístico.
§ 2º. As obras realizadas em decorrência de danos provocados por fenômenos
naturais, com desvalorização imobiliária e posterior valorização em face da reparação dos danos, não estão sujeitas à contribuição de melhoria.
Seção II
Requisitos Mínimos para Notificação da Obra
Art. 153. A notificação dos contribuintes sobre a execução da obra, far-se-á por edital,
contendo os seguintes elementos mínimos:
I - memorial descritivo do projeto, com delimitação das áreas direta e indiretamente
beneficiadas e relação dos imóveis nelas compreendidos;
II - orçamento do custo da obra;
III - determinação da parcela do custo da obra a ser financiada pela contribuição; IV - delimitação da zona beneficiada;
V - determinação do fator de absorção do benefício da valorização para toda a zona ou
para cada uma das áreas diferenciadas, nela contidas, com o correspondente plano de rateio;
VI - fixação de prazo não inferior a 30 (trinta) dias, para impugnação pelos
interessados, de qualquer dos elementos referidos neste artigo, contados da publicação do edital, cabendo-lhes o ônus da prova.
§ 1º. O processo administrativo fiscal da impugnação será o do Código Tributário
Municipal
§ 2°. A impugnação será decidida em despacho fundamentado do Secretário
Municipal da Fazenda, não cabendo recurso ou pedido de reconsideração, salvo quanto ao rateio do valor entre os imóveis beneficiados, que poderá ser impetrado recurso voluntário para o Conselho de Contribuintes, sem efeito suspensivo.
§ 3º. Quando o fator de valorização for inferior ao custo da obra, aquele é que será
considerado para cálculo da contribuição.
Art. 154. A contribuição relativa a cada imóvel será determinada pelo rateio da parcela
do custo da obra pelos imóveis situados na zona beneficiada em função dos respectivos fatores individuais de valorização.
Seção III