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Respostas a pergunta 2.6 do questionário

6. Anexo 1 – Respostas ao Questionário

6.1. Respostas da parte 2 do questionário

6.1.6. Respostas a pergunta 2.6 do questionário

A pergunta 2.6 do questionário foi: “Apesar da maioria dos projetos iniciados na vigência da Resolução 300 ainda estarem em andamento, caso possível, que sugestões proporia para aperfeiçoar a atual regulamentação da ANEEL na busca da diminuição ou até eliminação de eventuais dificuldades já detectadas?”

Analisando as respostas apresentadas a seguir, observa-se que a maioria das concessionárias citou a questão do processo de medição e verificação dos projetos de eficiência energética: são difíceis de serem aplicados e os custos de MV podem inviabilizar a implementação do projeto, pois irá impactar negativamente no cálculo da RCB. Algumas empresas sugeriram simplificar os processos de MV e a regulamentação existente.

• Diminuir o número de arquivos a serem enviados (plano de gestão, plano de investimento, etc), criar um sistema para enviar dos dados, enviar somente os recursos a serem aplicados no ciclo, o nome dos projetos com respectivo valor e o período de execução dos mesmos, caso o projeto seja novo enviar um projeto detalhado para que o mesmo seja pré-aprovado pela ANEEL. Quando o projeto for concluído enviar o relatório final do mesmo. Eu manteria também a auditoria financeira do projeto, mas esse assunto precisa ser melhor regulamentado pela ANEEL. Resumindo: “VAMOS FOCAR NO QUE INTERESSA, OU SEJA, ENERGIA ECONOMIZADA, DEMANDA RETIRADA NA PONTA, RCB E SE O RECURSOS FORAM APLICADOS CORRETAMENTE E COM UM SISTEMA QUE FACILITE O ENVIO DOS DADOS E A ANÁLISE POR PARTE DA ANEEL”.

• A dificuldade maior está sendo a M&V. A identificação de uma Metodologia única que a ABRADEE pretende realizar e as medições que são solicitadas requer muitos investimentos desnecessários. Como grande parte do recurso está sendo destinada para o “seguimento de baixo poder aquisitivo” e as medidas implementadas são as substituições de geladeiras, lâmpadas e chuveiros e como a maioria dos clientes possuem um consumo pequeno, ou seja, menor que 80 kWh, as economias poderiam ser padronizadas. Como o consumo é pequeno a economia também será. A Aneel poderia padronizar p/ cada geladeira que a distribuidora comprove que adquiriu e doou que a economia seria de 20 kWh/mês ou 25% do consumo. A substituição de 3 lâmpadas por residência seria considerada 10 kWh/mês ou 10% do consumo e do chuveiro seria 20 kWh/mês ou 20% do consumo do beneficiado. Caso um beneficiado recebesse as 3 soluções a economia seria no máximo de 40 kWh/mês ou 50% do consumo. Na pratica os valores são muito próximo disto e uma medição no campo nem sempre mediria isso porque a maioria dos beneficiados troca de moradias com maior freqüência, trocam os produtos recebidos, etc. O assunto deveria ser mais aprofundado porque as medições estão ficando muito caras e as diferenças das medições com os valores propostos são muito pequenas já que o consumo da maioria das unidades não passa de 80 kWh/mês.

• O desenvolvimento de um plano de Medição & Verificação bem definido, por tipologia de projeto, com todos os parâmetros (tempo mínimo de medição, possíveis equipamentos a serem utilizados, opções do PIMVP pertinentes a cada tipologia de projeto, etc.) descritos neste plano e elaboração de um documento contendo a especificação técnica e o escopo para a contratação da Auditoria Contábil e Financeira dos projetos do PEE.

• Simplificação para cadastros dos projetos e liberdade de investimentos.

• Para essa Permissionária (e acredito para as demais também) a dificuldade detectada, ainda que seja nosso primeiro projeto, é administrar um baixo recurso financeiro de tal forma que não comprometa o resultado econômico e financeiro da Permissionária e

e destiná-la para uma conta definida pelo poder concedente, ficando à disposição do mesmo para indicar a forma de aplicação deste acumulo de recursos.

• Acreditamos ser necessário um tratamento diferenciado para as empresas concessionárias de pequeno porte, com poucos valores para investir no PEE, no que se refere aos itens apontados acima. Não como forma de favorecimento à estas empresas mas sim para viabilizar a execução completa dos projetos. A nossa empresa, em consulta oficial realizada no mês de fevereiro do corrente ano, solicitou à SPE, esclarecimentos sobre estes itens, entre outros, com o objetivo de poder elaborar e executar de maneira correta nosso projeto de PEE. Até a presente data, não recebemos nenhuma manifestação da SPE em relação ao nosso ofício e estamos com o PEE em aberto.

• Considerando o trabalho e as contribuições do GT de Eficiência Energética da ABRADEE, do qual nossa empresa participa, endossamos a lista das dificuldades e sugestões dela emanada.

• As dificuldades atualmente encontradas então na apropriação contábil, que difere do Manual de Contabilidade das Distribuidoras. Existe dificuldade de se obter o RCB ≤ 0,8 para projetos de aquecimento solar, troca de refrigeradores e atendimento de prédios públicos quando as instalações estão precárias (necessidade de sua adequação em conjunto com o projeto de eficiência energética), ou o nível de iluminamento deficiente. • O novo Manual evoluiu muito, a ANEEL focou na avaliação dos projetos, quanto a

razoabilidade dos investimentos, e nos resultados alcançados propriamente ditos. A introdução da medição e verificação foi um avanço no processo, porem acreditamos que alguns projetos necessitem de uma maior flexibilização, como por exemplo, os projetos executados em comunidade de baixa renda, onde os equipamentos introduzidos são certificados pelo selo PROCEL/INMETRO, quanto a sua economia e potência nominal, dispensando assim, medições em campo para confirmar os dados verificados em laboratório.

• Tornar os contratos de desempenho facultativos e voltar a permitir projetos de iluminação pública.

• Disponibilização de um software.

• Considerar custos com medição e verificação fora dos projetos; flexibilização da regra de Relação Custo-Benefício para alguns tipos de projetos; flexibilização dos projetos educativos com possibilidade de variação das ações (inserindo grupos teatrais, compra de equipamentos e veículos).

• No caso da nossa empresa, sugestões que possam contribuir com o aperfeiçoamento das ações, somente poderão ser feitas após a conclusão de algum projeto.

• Em conjunto com a ANEEL, sugerimos trabalhar visando maior clareza e simplificação da regulamentação. Em termos de projetos: revisão do limite da RCB (RCB < 0,80), possibilidade de eficientização de sistemas de iluminação pública, inclusão da tipologia de projetos em construções novas e viabilização de projetos do lado da oferta.

• A maior dificuldade encontrada até o presente momento é realizar um Plano de Medição de Verificação dos Resultados que atenda o PIMVP, no que tange a segregação de economia obtida por tipo de ação executada na unidade consumidora. Ex.: Troca de lâmpadas incandescentes por fluorescentes compactas e troca de geladeira ineficiente por outra certificada. Como sugestão, propõem-se que uma vez finalizado o projeto de eficiência numa área de baixa renda a mesma seja objeto de uma nova verificação e ações com periodicidades na primeira vez de 4 meses e na segunda de 8 meses com vistas a ações para manter o ganho inicialmente obtido, tais como, distribuição de lâmpadas e verificação de novos residentes com geladeiras ineficientes, efetuando-se por sua vez a troca da mesma. Os recursos seriam provenientes do próprio programa de eficiência energética.

• A nova regulamentação impõe a obrigatoriedade de incluir a Medição e Verificação para cálculo da RCB. Para flexibilizar modalidades de projetos que seriam inviáveis, sugerimos que a M&V possa ser desconsiderada para cálculo da RCB.

• A sugestão é que o Protocolo Internacional de M&V pudesse ter uma versão mais aplicada.

• Como foi dito, ampliação do limite do RCB para substituição dos equipamentos citados acima e retirada dos custos de Medição e Verificação do cálculo do RCB.

• Não respondeu.

• Melhorar o manual, pois ainda contem itens muito obscuros, como o item de Auditoria Financeira, o qual não entra no RCB quando se realizada a elaboração do projeto.

• Não vincular Gestão e Projetos com contratos de desempenho.

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