6. Anexo 1 – Respostas ao Questionário
6.1. Respostas da parte 2 do questionário
6.1.5. Respostas a pergunta 2.5 do questionário
A pergunta 2.5 do questionário foi: “Considerando a atual regulamentação da ANEEL, quais as maiores dificuldades encontradas quando da elaboração do PEE?”
Analisando as respostas apresentadas a seguir, observa-se que a maioria das concessionárias citou que a limitação do RCB menor que 0,8 nos projetos de eficiência energética como a maior dificuldade. Algumas empresas citaram a necessidade de realizar a medição e verificação dos projetos. Foi citado também a necessidade de enviar muitos relatórios (projeto, plano de gestão e investimento) e dificuldades operacionais geradas pela nova regulamentação.
• Processo é muito burocrático (dificuldade no envio dos arquivos dos projetos, planos de gestão e investimento, o formato do arquivo de envio é sujeito a erros (formato txt) e você tem que enviar o mesmo várias vezes). A ANEEL lança a resolução e a metodologia de uso não encontra-se definida (Relatório PMV por projeto, cálculo da SELIC, auditoria financeira, falta de um sistema para cadastramento dos dados a serem enviados, etc). O % anual da receita operacional líquida muda a cada ano. O processo tem que ser simplificado para que a ANEEL possa dar conta das demandas atuais, temos relatórios finais do ciclo 2006/2007 que ainda não foram analisados, não entendo por que foram criados tantos relatórios (plano de gestão, plano de investimento, etc) isso gera mais demanda para a ANEEL e atrasa a análise dos outros processos.
• Sem opinar.
• A RCB está muito baixa poderia ser ≤ 1,0. Os recursos para marketing estão muito abaixo do necessário, já que o PEE visa mudança de cultura. Impossibilidade de se apropriar no PEE os custos de Gestão Administrativa, Orçamentária e de Gerenciamento de Projetos. O custo dos empregados e/ou contratados que atuam nestas atividades (administrativa/orçamentárias) não podem ser apropriados nos projetos por questão de aumento da RCB (Relação Custo/Benefício) e não existe uma sistemática definida pela
ANEEL para a absorção desses custos. Uma sugestão a ser levada para a ANEEL seria a inclusão desses custos no projeto “Gestão do PEE”, criado pela legislação atual e que não influencia a RCB. A maior dificuldade é o tempo de resposta da ANEEL quanto a dúvidas levantadas e enviadas.
• A maior dificuldade encontrada no PEE é a necessidade de se obter RCB por uso final inferior à máxima definida de 0,80. Outra dificuldade é provar ao Órgão Regulador que algumas instituições não têm fins lucrativos, tornando-as habilitadas a assinarem um Contrato de Doação.
• Cumprir todos os ítens.
• A escolha de um projeto com grande possibilidade de êxito.
• Por sermos uma empresa de pequeno porte, com poucos recursos para ser investido, a principal dificuldade encontrada é desenvolver projetos com retorno significativo em eficiência e com impacto positivo junto aos consumidores, atendendo a todos os itens da atual regulamentação. Os projetos acabam se resumindo a tradicional troca de lâmpadas incandescentes por fluorescentes compactas, alguns projetos de substituição de chuveiros elétricos por aquecedores solares e iluminação pública. Para os consumidores da classe baixa renda, em nossa área de concessão, é praticamente inviável qualquer outro projeto que não seja o de troca de lâmpadas. As dificuldades na elaboração e execução de projetos deste tipo, quando o valor a ser investido é pequeno, para atender a legislação atual, são, principalmente, no que se refere à Medição e Verificação, seguindo o PIMVP, na maneira para tornar possível a medição e registros do tempo em que as lâmpadas ficavam ligadas antes e depois da troca, na comprovação destes registros. Outra dificuldade se refere à obrigatoriedade de que em todos os projetos deverão ser emitidos “Relatório de Auditoria Contábil e Financeira” a ser elaborado por pessoa jurídica inscrita na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sendo a sua contratação a cargo da concessionária. Empresas de pequeno porte, que possuem poucos recursos para
25.000,00 a R$ 30.000,00, ao ano, não conseguirá contratar a auditoria com estes recursos.
• A regulamentação atual não dificulta a elaboração do PEE, apenas restringe a escolha de projetos mais adequados considerando a região do país. No caso podemos citar como exemplo a impossibilidade de executar projetos de Eficientização da iluminação pública. No nosso estado temos registro de mais de 130.000 (cento e trinta mil) pontos de lâmpadas Vapor de Mercúrio. Como as prefeituras Municipais não conseguem atender as exigências do programa RELUZ da Eletrobrás, possuem mais de 50% de clientes baixa renda que não contribuem para a COSIP – Contribuição do Serviço de Iluminação Pública, elas ficam impossibilitadas de reduzir a conta de energia via eficientização por falta de recursos.
• Após a resolução 300/2008, a elaboração e a implementação ficaram muito mais ágeis. • O atual manual do PEE foi melhorado e aperfeiçoado em sua última revisão, de tal
maneira que é normal encontrar dificuldades nos primeiros meses de atividades. A maior dificuldade para atender a nova Regulamentação, foi inicialmente desenvolver os projetos em arquivos XML, porem conseguimos desenvolver um programa que nos auxilia na geração do mesmo.
• Com o passar dos ciclos anteriores, dificuldade de atendimento a exigência mínima de 50% para projetos voltados a comunidades de baixo poder aquisitivo e aceitação de contrato de desempenho por parte dos consumidores com fins lucrativos.
• Disponibilização de um software.
• A consideração dos custos com Medição & Verificação no cálculo da Relação Custo- Benefício dos projetos é um fator que dificulta a elaboração dos mesmos. Além disso, citamos a limitação do RCB para todo e cada projeto (0,8). Em projetos de substituição de geladeiras, por exemplo, de comprovado retorno social, econômico e técnico, não se alcança o RCB obrigatório.
• A necessidade de se fazer um estudo de viabilidade dos projetos apresentados, uma vez que os recursos neles apropriados podem não ser reconhecidos pela ANEEL. A necessidade de se ter sempre aplicado pelo menos 50% em projetos voltados aos consumidores de baixo poder aquisitivo.
• As maiores dificuldades estão relacionadas à viabilização técnico-econômica dos projetos (RCB < 0,80). No projeto de Baixo Poder Aquisitivo, a substituição de geladeiras não é viável por si só. Na tipologia poder público, as ações de eficientização em sistemas de iluminação, em muitos casos, são inviabilizadas por não realizarem atividades noturnas. Adicionalmente, não há possibilidade de adequação do nível de iluminamento e também reforma das instalações elétricas internas precárias, o que frustra o cliente.
• Selecionar projetos com RCB menor que 0,7.
• A maior dificuldade encontrada na elaboração do PEE está diretamente ligada aos rígidos limites de cálculos da RCB, o que dificulta a viabilização de algumas modalidades de projetos como a doação de geladeiras.
• Nessa nova regulamentação a necessidade de realizar Medição e Verificação (M&V) representa a maior dificuldade na elaboração do PEE.
• Uma das principais dificuldades encontradas está em atender o limite do RCB para projetos que envolvam somente um dos seguintes tipos de equipamentos: Geladeiras, Aquecedores Solares, Motores ou Condicionadores de Ar. Além disso, o custo de Medição e Verificação tem se mostrado muito alto, podendo comprometer o RCB em vários casos, seria interessante que este custo não compusesse o cálculo do RCB.
• A principal dificuldade encontrada é desenvolver projetos viáveis em função da pequena quantidade de recursos disponíveis, pelo fato da nossa empresa ter um faturamento anual
• Sem dúvidas o RCB, pois um projeto no papel nem sempre fica como previsto. Deveria haver uma maior flexibilidade em relação ao RCB.
• Na elaboração a maior dificuldade é formatar o plano de medição e verificação.