3 BOLSA FAMÍLIA E SEUS BENEFÍCIOS
3.2 Resultados
O crescimento deste recurso e os investimentos do governo para manter o programa e seus resultados trouxe a necessidade de reflexão sobre sua operacionalização. Também demanda a constituição de espaços de atuação destinados a assegurar a qualidade do seu desenvolvimento e da atenção aos carentes prestada pelas equipes de trabalho e a participação dos atores envolvidos na organização da estratégia e na oferta e demanda, são importantes nas ações e qualificação do Governo na distribuição de renda.
O Bolsa Família como resultado é o principal programa utilizado pelo governo brasileiro, Sendo referencia aos demais governos no mundo.
A ação do programa, no tocante aos mais pobres ao longo de seus dez anos permitiu o acesso a melhores rendas, rápido nas cidades brasileiras, Nordeste em especial com o atendimento personalizado no local.
O trabalho desta estratégia do referido programa na sua determinação, e nas regiões citadas acima permitindo prospectar com dignidade os mais carentes em todo o Brasil. O comprometimento gera responsabilidade, fazendo com que, através do programa, as metas possam ser alcançadas.
O programa na verdade, possui três vertentes, ou seja, na transferência de renda, ações e outros projetos condicionantes. A transferência incentiva os recursos para a miséria. As condicionalidades e seus programas reforçam o crescimento setores de educação, saúde e assistência social. No tocante os programas adicionais objetivam o desenvolvimento das famílias, superando as deficiências (PIRES, 2008).
A gestão deste programa é amparada entre a União, Estados, Distrito Federal e Municípios. Conforme a Lei nº 10.836/2004 e regulamentado pelo Decreto nº 5.209/2004. A escolha das famílias para o programa referido é realizada conforme as informações registradas pelas cidades com Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, e coleta que tem como intuito todas as famílias de baixa renda. Conforme dados, o Ministério seleciona as famílias que serão incluídas no Programa e o cadastramento não implica a entrada das famílias no programa.
De fato, quanto mais baixas forem a urbanização e a densidade, menos será a concentração populacional, maior o custo de se cadastrar uma família como beneficiária do programa e, naturalmente menor seria a probabilidade de benefícios. (GALASSO; RAVALLION, 2005).
Em um mundo com característica de concentração das riquezas, programas de distribuição de renda e de combate a fome são importantes ferramentas em prestigiar a população.
O mencionado programa como um todo, deve ser conquistado levando em conta todos os fatores organizacionais, quanto a distribuição de renda, pois a realização não dependem somente de um bom negócio, mais sim da satisfação do governo em levar adiante a sua operacionalização.
Para Britto (2004, p. 500): “Não há exigência de garantias reais para obtenção do Bolsa Família sendo somente o aval do governo, como já mencionado anteriormente. O
repasse é liberado de uma só vez em no máximo sete dias úteis após a vista do credito. O programa atende aos pobres de todo o Nordeste, e Brasil”.
Na verdade o que o autor acima quis dizer é que, o programa poderá ter seu negócio e no cotidiano pode-se verificar que esta tarefa não pode ser realizada a parte, ou seja, levando em consideração todos os fatores envolvidos.
Os resultados da pesquisa confirmam que a liberação dos recursos vem sendo realizada de acordo com a proposta formalizada pelo programa. Mesmo com um pequeno atraso, o recurso é liberado com relativa rapidez facilitando a operacionalização do programa.
O recurso é importante para o sucesso de toda a população carente onde o administrador necessita conhecer o mesmo e saber conduzir. O comportamento também para o Governo envolve funções como planejar, dar informações, avaliar, entre outros.
Conforme Melo Neto (2002, p. 141):
apesar dos avanços na infraestrutura local, em 2007 foi realizada uma pesquisa pela Associação de Moradores e constatou-se que a pobreza e a fome eram devastadoras no Brasil, em especial do nordeste. Da sua população economicamente ativa, 90% tinham renda familiar abaixo de dois salários mínimos (U$100), 80% estava desempregada, e os pequenos produtores não tinham como trabalhar devido à falta de acesso ao crédito e à ausência de uma estratégia de comercialização de seus produtos.
A Taxa de Desemprego, por exemplo, corresponde à proporção da população residente economicamente ativa de 16 anos que se encontra sem trabalho conforme espaço geográfico.
Já a Taxa de Trabalho Infantil refere-se à proporção (em termos percentuais) da população residente com 10 a 15 anos de idade que se encontra trabalhando em determinado espaço geográfico.
A Taxa de Analfabetismo corresponde ao percentual de pessoas com 15 anos ou mais de idade que não sabem ler e escrever, no idioma que conhecem, na população total residente em determinado espaço geográfico.
Na verdade, a variável Taxa de Pobreza correspondente em termos percentuais, das classes de rendimento mensal domiciliar per capita até 1/4 de salário mínimo, cujas informações em Domicílios particulares permanentes, por classes de rendimento nominal mensal domiciliar per capita (Resultados Gerais da Amostra do Censo 2010, divulgados pelo IBGE/SIDRA), constitui disparidade de renda da cidade.
Os Gastos com Bolsa Família (em R$ 1,00) refere-se ao valor das famílias que são contempladas dos recursos desse programa pelo Ministério Importante para transferência de renda direcionada a minimizar a miséria. Já a variável Transferências Totais per capita
corresponde às transferências legais da União e dos Estados para os Municípios. (IBGE, 2010).
No tocante às variáveis de modernização, a variável Taxa de Urbanização é proporcional entre a população residente em áreas urbanas e a população total em 2010. Enquanto a Densidade Demográfica é dada pela razão população total e a área quadrado do município (hab/km2).
Com relação à Taxa de Domicílios com Eletricidade corresponde à proporção, de domicílios particulares permanentes que possuem energia elétrica, conforme Censo IBGE 2010.
Considerado por alguns o mais importante programa social já realizado no Brasil e como perpetuador da dependência das famílias assistidas por outros, o fato é que pesquisas apontam melhores índices em vários setores após a implementação do Bolsa Família. Durante apresentação no ano passado, o presidente do Ipea afirmou que em dez anos, o programa ajudou a reduzir 28% da pobreza do país, quatro vezes mais que nos dez anos anteriores a sua criação. Segundo Neri, a miséria subiria 36% se não existisse o Bolsa Família. Segundo o Relatório Mundial da Saúde 2013, o Bolsa Família reduziu em 17% o índice de mortalidade infantil nas 2.853 cidades pesquisadas, entre 2004 e 2009. O estudo apontou também que o Programa foi responsável direto pela diminuição de 65% das mortes causadas por desnutrição e por 53% dos óbitos causados por diarreia em crianças menores de cinco anos. (CONTASABERTAS, 2014).
Gráfico 1 – Programa Bolsa Família (PBF) - valor total dos benefícios em dezembro - período 2004 a 2012
Analisando o gráfico 1, constatamos que em todo o Governo o valor destinado ao programa só aumenta. A todo ano o governo gasta 17% em recursos com a redistribuição.
Gráfico 2 – Evolução da taxa de crescimento dos gastos do programa, portal - 2004 a 2012
Fonte IPEADATA
Principalmente nos anos 2000/2008 observou-se que como consequência, os pobres devem decidir em qual atividade produtiva irão aplicar o dinheiro do programa, pois parte-se do pressuposto de que eles sabem o que fazer para sair da miséria e gerar renda. No intuito de reduzir a taxa de renda nasce uma forma de melhorar de vida e conseguir melhores condições de vida.
A disponibilidade de crescimento através do programa para pessoas de baixa renda é essencial instrumento para a melhoria da qualidade de vida das famílias mais necessitadas, pois resulta numa elevação de renda e em melhores condições de saúde e alimentar.
Nos últimos anos, as conquistas alcançadas pelo programa de distribuição de renda no Brasil são evidentes e tem se mostrado um efetivo instrumento de combate à pobreza e à exclusão social no País. Para atingir o mercado potencial o Brasil faz-se necessário, enfrentar as restrições estruturais da indústria, como por exemplo, novos modelos de atuação mais adequados aos pobres.
As desigualdades regionais na oferta de créditos também constituem um desafio, sendo necessário praticá-las nas localidades menos desenvolvidas a fim de minimizar as disparidades. De fato sugere-se que os programas os quais tendem a possuir uma estratégia sejam voltados para o combate à pobreza e não apenas a substituir iniciativas de proteção para os pobres como poderiam ser mais integrados.
O estudo em relação à cidade Fortaleza concentrou-se mais notadamente, aos miseráveis da população, conforme seus efeitos na remuneração de trabalho em termos de media e nas horas também.
Conforme dados do Jornal O povo/2013, em 2006, a renda do Bolsa Família nos 10% mais miserável girava em torno de 50%. Em 2012, chegou a 70%, ou seja, houve um acréscimo no referido programa na renda dos mesmos verificando desta forma uma dependência.
Para MDS,/2013, manter os dados reais é uma forma ideal de melhorar os programas sociais do governo que utilizam o Cadastro Único, e continuar recebendo o programa citado enfatizando sempre as famílias na sua busca e a rede assistencial de sua cidade.
Na verdade, o governo, em especial o do Ceara está preparando uma campanha em prol do Bolsa Família com foco na revisão cadastral de 13,8 milhões de famílias através dos recursos do programa .
Para o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome/2013, em estimativa de dez anos desenvolvendo esta distribuição de recurso ao programa 1,6 milhão de famílias abandonaram o Bolsa Família por elevação da renda, onde no Estado do Ceará, foram 123.528 famílias.
Verifica-se que o Bolsa Família foi importante, pois, foi revestido muitas deficiências encontradas nos pobres nas cidades contempladas, garantiu escolas, capacitação e renda para aqueles que estavam no cadastro do programa. Foi fundamental ter procurado trabalho com salários dignos com o programa sempre atuante.
No Ceará, 1.076.763 famílias são atendidas pelo Bolsa Família, com estimativas de custos de milhões mensais. Em Fortaleza, 718.542 famílias recebem esse benefício. (SECRETARIA MUNICIPAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL, 2011).
Quanto à distribuição dos representantes legais por faixa etária verifica-se que 88,75% desses representantes na cidade alencarina, encontra-se com 25 a 59 anos, com foco no exercício laboral.
Importante atentar para a transformação nos empregos, na qual a classe trabalhadora, especialmente os jovens tem sua conotação atingida. Neste aspecto verificamos os beneficiados pelas Políticas de Assistência Social, como o Programa Bolsa Família.
De acordo com o cadastro único/2013 se ressalta que em Fortaleza, 83,21% são solteiros e que apenas 11,55% são casados. Há um foco na evidência as mudanças das famílias brasileiras na atualidade, nas quais o tradicional modelo de família tradicional, da lugar a diminuição do matrimonio como identificador familiar
Conforme à escolaridade, o CadÚnico/2012 expõem que 14,72% dos titulares do Bolsa Família são analfabetos;apenas 3,36% concluíram o Ensino Fundamental, 10,38% cursaram o Ensino Médio completo e 0,08% o Ensino Superior. Com isso, a diminuta escolaridade se configura num grande obstáculo para o desligamento das famílias do mencionado programa.
3.3 Bolsa Família e sua melhoria na renda
Para se falar em termos de dados como se encontra as classes do Bolsa família, é importante mostra algumas referencias de pesquisa da cidade de Fortaleza e do Estado. Os bairros da grande Fortaleza, em contraste com outros estados diferentes, teve o desenvolvimento participativo em suas rendas, conforme a FGV/2012, onde 2001 e 2008, a renda média na periferia da grande Fortaleza elevou-se em quase 52,3%, passando de R$ 204,34 para R$ 311,11. Na referida capital, houve apenas 8,4% de incremento, subindo de R$ 534,91 para R$ 579,83, isso denota falta de uma política de renda mais atuante e presente.
Em relação ao Estado em geral, a elevação na renda das pessoas na etapa da análise, foi de 30,88%. Entre 2001 e 2008, o rendimento médio dos cearenses subiu de R$ 282,35 para 369,53.
De fato, o programa referido tem sido fundamental por pôr em pratica acesso a distribuição aos mais pobres, dando condições de aumentar a qualidade de vida dessas pessoas e minimizar as carências sociais.
Ressalte-se que as famílias para terem direito ao bolsa devem manter seus filhos (ou dependentes) na escola e com plena saúde com o intuito de minimizar a miséria por intermédio de transferências.
Conforme números de 2010, a capital cearense é a 21ª na lista das capitais do Brasil com a maior proporção de indivíduos na classe elevada. Cerca de 2 milhões de