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Resultados de Editoras e plataformas de periódicos científicos

No documento ANÁLISE DE FORMATOS DE DOCUMENTOS (páginas 133-138)

4. Resultados e análises de resultados

4.1. Resultados de Editoras e plataformas de periódicos científicos

A Tabela 1 exibe os resultados das plataformas/editoras segundo o QUALIS A1 2014 para a área Arquitetura e Urbanismo, com os formatos de texto na íntegra que disponibilizam e o modelo de acesso ao conteúdo.

Tabela 1 - Editoras e plataformas do QUALIS A1 2014 em na área Arquitetura e Urbanismo ordenadas pelo número de periódicos

Editora/plataforma Número de

periódicos Formatos de documentos Tipo de acesso Science Direct

(Elsevier) 15 PDF, HTML aprimorado Open Access

parcial IEEE Xplore® digital

library 3 PDF, HTML Open Access

parcial

Wiley 2 PDF,PDF aprimorado HTML,

HTML aprimorado

Open Access parcial Taylor & Francis

Online 2 PDF, HTML Open Access

parcial

Springer 2 PDF, HTML aprimorado Open Access

parcial

Própria 2 PDF, HTML Open Access total

e parcial

Inderscience 1 PDF Assinatura

Fonte: o autor.

A Tabela 2 exibe os resultados das plataformas/editoras segundo o QUALIS A2 2014 para a área Arquitetura e Urbanismo, com os formatos de texto na íntegra que disponibilizam e o modelo de acesso ao conteúdo.

Tabela 2 – Editoras e plataformas do QUALIS A1 2014 em na área Arquitetura e Urbanismo ordenadas pelo número de periódicos

Editora/plataforma Número de periódicos

Formatos de

documentos Tipo de acesso

Scielo 29 PDF, enhanced PDF,

HTML, XML Open Access total

SEER 10 PDF Open Access total

Própria 6 PDF, HTML Open Access parcial

e total Taylor & Francis

Online 1 PDF, HTML Open Access parcial

Science Direct

(Elsevier) 1 PDF, HTML

aprimorado Open Access parcial

Redalyc 1 PDF Open Access total

Fonte: o autor.

Na comparação de representatividade de plataforma de cada QUALIS (A1 e A2) é possível perceber que as plataformas que dominam em cada uma das categorias são a ScienceDirect, com 58% dos periódicos, e a plataforma Scielo, com 80% dos periódicos do QUALIS A2.

Além disso, na classificação A1 é predominante a presença de editoras privadas, onde de um total de 27 periódicos, vinte dois pertencem a alguma das grandes editoras: Elsevier(15), Wiley(2), Springer(2) ou Taylor & Francis Online(2).

Sendo que dessas cinco, apenas duas tem plataforma própria.

Essa predominância específica de tais editoras corrobora o estudo de Larivière et al. (2015) que coloca essas quatro editoras entre as cinco que publicam mais de 50% dos artigos científicos no mundo. No caso da área de Arquitetura e Urbanismo, somente a Editora Sage não está entre os periódicos QUALIS A1 e A2.

Ainda segundo Larivière et al. (2015), em 2013 Elsevier, Springer e WIley foram responsáveis por 47% da publicação mundial de artigos em periódicos. O que pode explicar os números e tendências da Tabela 1.

Um ponto é necessário esclarecer quanto à Tabela 2, embora não seja um editora, muitas revistas tem na Scielo, por vezes, seu único local de publicação de trabalhos, enquanto outras além de terem plataforma própria, também espelham seus artigos para armazenamento e disseminação na Scielo.

Por isso embora o QUALIS A2 2014 de Arquitetura e Urbanismo tenha ao total 39 periódicos, a soma da Tabela 2 chega a 44, pois ocorre uma intersecção entre periódicos que tem um sistema SEER localmente e também hospedam seus periódicos e artigos na plataforma Scielo.

Outro ponto que chama a atenção é quanto à utilização exclusiva do formato PDF em alguns periódicos em ambas classificações. Na QUALIS A1 somente um periódico disponibiliza exclusivamente este formato, enquanto que no QUALIS A2 seis periódicos utilizam somente tal tipo de documento eletrônico.

Quanto ao tipo de acesso ao conteúdo dos periódicos, é possível perceber que o tipo de Acesso Parcial, quando é cobrada uma taxa do autor, é predominante nos periódicos de classificação maior do Qualis, enquanto que o Acesso Aberto Total representa 95% dos periódicos, ou trinta e sete títulos.

No Qualis menor, as duas editoras comerciais que aparecem em ambas tabelas, Elsevier e Taylor & Francis Online, mantém seus dois periódicos em Acesso Aberto parcial.

4.2. RESULTADOS DE EDITORAS E PLATAFORMAS DE PERIÓDICOS CIENTÍFICOS

Quanto aos formatos de arquivos disponibilizados nas plataformas, a Tabela 3 resume tais formatos e versões para as principais plataformas de cada classificação de Qualis para as editoras e plataformas mais significativas mundial e nacionalmente.

Neste caso as quatro editoras comerciais presentes no estudo de Larivière et al. (2015) no A1 mais a plataforma Scielo do A2.

Tabela 3 – Editoras e plataformas mais representativas no QUALIS A1 e A2 2014 em Arquitetura e Urbanismo e seus formatos de documentos eletrônicos

Editora/plataforma

Total de periódicos

(A1+A2)

PDF PDF

aprimorado HTML HTML5 XML

Scielo 29 x x x x x

Science Direct

(Elsevier) 16 x x

Taylor & Francis

Online 3 x x

Springer 3 x x

Wiley 3 x x x x

Fonte: o autor.

Os dados quanto aos formatos de documentos mostram que o PDF ainda é utilizado em todas as principais plataformas selecionados. Tendo disponibilização na Scielo e na Wiley da versão aprimorada do PDF que é baseada na implementação do software Readcube sobre a versão regular do PDF.

O Readcube se define como um gerenciador de referências, ferramenta de citação e leitor aprimorado de PDFs, ou seja, não é o arquivo que tem uma versão diferente, mas o tipo de leitor que trás novas funcionalidades.

A Figura 14 mostra um exemplo de nota que pode ser criada utilizando o software para leitura de PDF aprimorado na plataforma SciELO.

Contudo, o software demanda que o leitor crie uma conta com o serviço e se autentique para poder fazer uso das funcionalidades avançadas do leitor de PDF aprimorado, como escrever notas, fazer marcações e poder salvar para acessar posteriormente

Figura 14 – Nota de PDF aprimorado usando readcube na plataforma Scielo

Fonte: autor.

Nesta seleção, do total de cinquenta e quatro (54) periódicos, trinta e dois disponibilizam o recurso de PDF aprimorado.

Quanto ao HTML, um número maior tem de documentos com participação nesse formato, são trinta e cinco periódicos do total, ou cerca de 65% dos periódicos disponibilizam artigos na versão anterior do HTML. Sendo que a Taylor & Francis só disponibiliza a versão anterior ao HTML5 dos seus artigos.

Referente ao uso do HTML5, que algumas plataformas chamam de enhanced HTML (HTML aprimorado) devido a recursos e funcionalidades que incluem, nesta seleção de periódicos das principais plataformas ele está presente em 95% dos periódicos.

E de todas as plataformas, somente a Scielo disponibiliza o XML dos artigos, o que pode ser explicado pela finalidade do documento de promover o intercâmbio de artigos na íntegra.

Embora as editoras privadas forneçam opções de suporte ao Acesso Aberto e tenha políticas de licença de uso, não fornecem facilidades de formato para reutilização e derivação dos conteúdos que hospedam.

Também chama a atenção que textos na íntegra sempre estão em PDF, enquanto abstracts aparecem somente em HTML, seja o anterior ou o aprimorado.

Por exemplo, mesmo em seus artigos de Acesso Aberto, a Springer primeiramente dá acesso a um abstract com opção de baixar o PDF ou acessar a versão online na íntegra.

Entretanto, ela não mantém a sincronia de seus metadados e a versão completa não espelha as informações de meta tag que no abstract estão presentes.

Com esse mapeamento de formatos, é possível perceber que o HTML5, apesar de ter sua especificação homologada somente em 2014 (Impacta Certificação e Treinamento, 2014) já apresenta significativa disseminação de uso entre as plataformas mais proeminentes dentro da área de pesquisa do Design.

O próximo tópico aprofundará um pouco mais a questão sobre as funcionalidades e potencialidades deste formato para disseminação do conhecimento científico através da publicação online seguindo padrões web.

No documento ANÁLISE DE FORMATOS DE DOCUMENTOS (páginas 133-138)