Após o plantio, houve uma espera de 5 dias para que as sementes germinassem, após estes 5 dias notou-se que não havia ocorrido nenhuma di-ferença ou problemas com a germinação entre as propriedades acompanhadas. No momento das avalições, foram analisadas 5 plantas escolhidas aleatoria-mente e avaliado o enraizamento e a quantidade de plantas por metro linear.
Passados 10 dias após o plantio, foi realizada outra avaliação nas plantas, nesta época, na região das áreas houve um período de estiagem e notou-se que nas áreas onde o adubo fi cou mais distante da semente, estas plantas apresentaram-se mais vigorosas, também verifi cou-se que as mes-mas não apresentaram nenhum tipo de fi totoxidade, queima das folhas e das raízes primárias, Constatou-se que não houve “queima das folhas” das plântulas, devido o adubo estar a uma profundidade maior sendo elas de 10 a 12 cm .
Tabela 1 – Profundidade da semente, profundidade do adubo, plantas por m/ linear, plantas m/linear apos a contagem.
Área Profundidade da semente Profundidade do adubo Plantas m/ linear Plantas/m linear após germinação 1 3 cm 10 cm 6 5,8 2 3 cm 12 cm 4 3,8 3 3 cm 12 cm 6,5 6,2 4 4 cm 10 cm 7,1 6,4 5 4 cm 6 cm 6,3 5,3 6 3 cm 12 cm 6,5 6 Fonte: O autor (2016).
Na área 5, onde o adubo fi cou localizado a 6 cm, e a semente ha 4 cm, esta apresentou várias plantas com sintomas de fi totoxidez e queima das folhas, promovidas pelo adubo.
Os adubos utilizados na agricultura podem prejudicar a germinação das sementes, devido os mesmos apresentarem um alto teor de sais em sua composição, estes sais interferem na absorção de água pelas sementes, por
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isso quanto mais próximo o adubo da semente no momento do plantio, menor será o desenvolvimento da sementes e plântula, devido aos sais. (BEVILA-QUA et al, 1996).
A utilização de plantas de cobertura pode trazer benefícios, pois os nutrientes que planta extrai para seu ciclo são retornados novamente ao solo, este procedimento se deve a dessecação das plantas antes do plantio, com isso temos um menor efeito dos adubos químicos nas sementes e redução de custos com uma menor dose de fertilizantes aplicados no momento do plantio. (BERNARDI et al, 2009).
Para Coury e Malavolta (1952), em seus estudos relataram que o me-lhor tratamento foi quando o adubo foi depositado abaixo da semente e ainda bem misturado com o solo. Pois o sistema radicular do milho, é considerado fasciculado, o que auxilia a planta a buscar por nutrientes a moires profundi-dades e também ao redor de onde a semente foi plantada, sendo para o milho seria o adubo a 1 polegada abaixo da semente.
Quando o adubo fi ca a uma profundidade maior, isso faz com que a planta desenvolva um maior sistema radicular para encontrar o adubo presente no solo, com suas raízes mais profundas a planta acaba se benefi ciando com uma maior resistência ao acamamento. (BIULCHI, 2012).
Ainda segundo Biulchi (2012), para o plantio de milho no cerrado brasileiro, a profundidade do adubo praticamente não interfere no desenvol-vimento e produtividade da planta, sendo a profundidade do adubo recomen-dada para esta região é de 5 cm, devido o solo apresentar uma cobertura com nabo ou crotalária no experimento do autor. Em maiores profundidades do adubo a planta não apresenta diferença em sua altura, o que presume-se que a profundidade não altera o tamanho das plantas nesta região.
Para Oliveira et al (2011), quando houve o plantio de feijão, com uma profundidade maior do adubo, as sementes apresentaram apenas uma veloci-dade maior de emergência, sem fi totoxiveloci-dade promovida pelo adubo, mas que em outros parâmetros analisados não houve diferença signifi cativa.
Durante as avalições as áreas 1, 2, 3 e 6 não apresentaram nenhuma diferença, como mais ou menos plantas que apresentaram fi totoxidez ou quei-ma das folhas.
No momento do plantio foi realizada uma contagem de quantas se-mentes por metro linear as mesmas estavam sendo deixadas no solo, e que após os 10 dias do plantio, foi verifi cado que pela contagem inicial, houve uma redução no número de plantas por metro linear.
Tabela 2. Diferença da quantidade de sementes no momento do plantio, e após a emergência das plantas.
Área Sementes ha Plantas ha Redução em %
1 85.715 82.857 3,40 2 80.000 76.000 5,30 3 72.222 68.888 4,80 4 78.888 71.110 11,0 5 90.000 75.714 19,0 6 72.222 66.666 8,30 Fonte: o autor (2016).
Na área 5, onde o adubo fi cou a 6 cm da semente, ocorreu a maior redução do numero de plantas por m/linear. Onde no momento do plantio a quantidade foi de 6,3 sementes por metro linear , quando ocorreu a germi-nação e as plantas emergiram do solo, e realizado uma nova contagem esta quantidade reduziu-se para 5,3 sementes.
Nesta área tivemos uma perda de 1 semente por metro linear, que ao fi nal de toda a lavora esta redução de uma planta por metro pode reduzir um pouco a produtividade fi nal.
A população desta área foi de 90.000 plantas por ha, com a redução de 1 planta por metro linear, ao fi nal tivemos uma redução de aproximadamente 14.285 plantas por ha, reduzindo assim a população fi nal para em torno de 75.714 plantas ha.
A semente nesta propriedade fi cou a uma profundidade de 4 cm e o adubo a 6 cm, praticamente a semente fi cou em contato com o adubo, o que resultou nesta diminuição. O que mostra que o fertilizante em contato com a semente pode trazer prejuízos.
Para Bevilaqua et al (1996) isso pode ter ocorrido devido os sais que os adubos contem e que acabaram fi cando em contato direto com a semente, o que reduziu a absorção de água pela semente.
Estes sais dos fertilizantes, possuem uma mobilidade no solo, esta ocorre para cima ou para baixo, e sua mobilidade na horizontal é bem reduzi-da. (COURY e MALAVOLTA, 1952). Isso também pode ser a explicação da redução do numero de plantas por metro linear, em que os sais podem ter se movido para cima e encontrado a semente, o que acarretou na não germinação da semente.
Também verifi cou-se que houve grande incidência de fi totoxidade do adubo nas plantas e também “queima” das plântulas, nas propriedades onde o adubo fi cou próximo a semente.
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Contudo foi relatado o acontecimento ao proprietário, onde mostrou-se a diferença de outras áreas onde o adubo fi cou mais distante da mostrou-semente.
Foi constatado que o disco de corte e os discos de adubo de sua se-meadoura apresentava desgaste signifi cativo e o que o mesmo estava lhe cau-sando prejuízos para o plantio.
A regulagem das semeadoras é um fator importante para qualquer cultura, sendo que para o plantio do milho este procedimento pode afetar di-retamente a cultura, como exemplo uma recomendação de 70000 plantas por hectare, utilizando uma máquina mal regulada, com defeitos ou peças desgas-tadas este estande fi nal pode ser reduzido para uma quantidade de por exem-plo 50000 plantas, ou seja o milho pode ser muito prejudicado pelas maquinas utilizadas (MANTOVANI, 2016).
Contudo foi relatado ao produtor o que aconteceu em sua lavoura, o mesmo fi cou surpreso com o acontecimento e satisfeito por mostrar a ele como ele poderia melhorar seu plantio.
Na área 4, houve um período de chuva, esta ocorreu no dia 25/08 com uma media de 20mm. O produtor resolveu iniciar o plantio no dia seguinte, o solo no momento estava bastante úmido e encharcado, devido a isso houve um grande prejuízo, onde os discos da semeadoura não conseguiam realizar o corte da palhada presente no solo, e com isso a semente acaba não fi cando no solo, a mesma acaba fi cando sobre a palhada, devido a isso a distribuição da semente nesta propriedade fi cou desuniforme.
Em todas as propriedades a velocidade de operação das maquinas que efetuavam o plantio foram de no máximo 4,5 km/h.
Segundo Mantovani (2016), a velocidade de para o plantio deve ser de 4 km/h a 6 km/h, valores superiores a isso podem ocasionar perdas de ate 12% no estande de plantas.
Para Silva et al (2000) a melhor velocidade para plantio é de 3 km/h, para que haja uma melhor distribuição e uniformidade do milho.
Com isso a velocidade de operação realizada em todas as áreas fi cou na margem recomendada pelo autor.
Segundo Oliveira et al (2011), quando realizou testes com velocida-des de 2,2 km/h á 4,7 km/h não houve diferença no velocida-desempenho da cultura, ou seja, a velocidade de semeadura não infl uenciou o desenvolvimento da planta.
Nas áreas 1 e 2, onde foi aplicado o potássio antecipadamente, estas não apresentaram nenhuma diferença na germinação das sementes, quando comparada com as outras áreas onde não foi realizada a adubação anteci-pada.
A adubação antecipada tem por objetivo, disponibilizar nutrientes para a cultura em pré semeadura, esta adubação é mais utilizada para a cul-tura do milho, com esse procedimento temos um aumento do rendimento das
maquinas no plantio, reduzindo o tempo de abastecimento do maquinário. (SILVA et al, 2014).
O KCl, é considerado um dos fertilizantes com maior grau de sali-nidade, em altas doses no plantio, podem prejudicar as radículas das plan-tas. (MATEUS et al, 2007). Por isso nutriente não afetou a germinação das sementes, quando comparado com as propriedades que optaram por fazer a adubação antecipada e as que não fi zeram este procedimento.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Quanto mais o adubo fi cou distante da semente, melhor foi resultado, ou seja, as plantas apresentaram menores danos pela queima do adubo nas folhas, reduziu também a fi totoxidez do fertilizante nas mesmas.
Para a cultura do milho as melhores profundidades do adubo foram 10 cm a 12 cm, e a profundidade da semente foi de 3 cm e 4 cm nesta condição. REFERÊNCIAS
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BIULCHI, P. V. Respostas da cultura do milho a profundidade de depo-sição do adubo e de culturas de cobertura do solo de cerrado. Tese de Doutorado. Universidade Estadual Paulista Júlio Mesquita Filho. Jaboticabal –SP. 2012. 63p.
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PROGRAMA VIDA RURAL: A IMPORTÂNCIA