5.1 ANÁLISE DOS RESULTADOS DO PRÉ-TESTE
Desta forma, a primeira pergunta sobre o gênero, no gráfico 1, foi definido que 66,7%
dos discentes homens e 33,3% mulheres. Identifica-se que, tem sido recorrente a maior
procura por homens nos cursos das engenharias.
Sobre a idade, observando o gráfico 2, pode-se interpretar que todos os discentes
que participaram do pré-teste têm entre 22 e 26 anos.
33% 22% 22% 11% 11% 22 anos 23 anos 24 anos 25 anos 26 anos
Gráfico 2 – IDADE (pré-teste)
Fonte: Autor (2018).
66,7%
33,3% MASCULINO
FEMININO
Gráfico 1 – Gênero (pré-teste)
25
No que se refere ao grau de satisfação que os discentes têm em relação ao curso,
no gráfico 3, identificou-se que 77,8% estão satisfeitos com o curso, 11,1% estão muito
satisfeitos e os outros 11,1% pouco satisfeitos. Observa-se que não apresenta alunos
insatisfeitos com o curso, mostrando então, um alto nível de satisfação.
Sobre área de atuação observou que os alunos da Engenharia Civil estão divididos
entre a área de projetos e construção civil, os alunos da Engenharia Mecânica pretendem
a área de manutenção industrial e os alunos da Engenharia Elétrica estão divididos entre
as áreas de energias e de potência.
E para concluir o questionário foram expostas mais 6 questões com a finalidade de
obter a percepção dos discentes quanto aos objetivos da pesquisa. A partir de então, foi
constatado a necessidade de fazer algumas alterações no questionário para propor melhor
parecer nas respostas.
Sendo assim, foi realizado alteração na questão 4, deixando de forma clara que o
ano de ingresso que estava sendo abordado era o ano letivo que ingressou na engenharia
e não seu ano no campus que foi o que ocorreu em algumas respostas e com isso não foi
possível analisar um perfil especifico quanto a esse critério. Logo, também foi observado a
necessidade da realização de um ajuste na questão 9 para uma melhor interpretação da
mesma e assim ter um retorno maior da percepção dos discentes.
11% 78% 11% Muito Satisfeito Satisfeito Pouco Satisfeito Insatisfeito
Gráfico 3 – Qual a sua relação com o curso (pré-teste)
26
5.2 ANÁLISE DOS RESULTADOS DO QUESTIONÁRIO DEFINITIVO
Após alterações do pré-teste, foi aplicado o questionário (encontra-se no apêndice)
com todos os discentes dos últimos períodos das engenharias em estudo, no entanto dos
questionários respondidos foram 102, de um universo de 163.
Considerando o perfil discente, identificou-se os seguintes resultados. No gráfico 4,
sobre gênero, 76,5% são homens e 23,5% mulheres, esse resultado tem mostrado que nos
cursos das engenharias em estudo, ainda, tem sido de maior escolha os homens, embora
as mulheres estejam crescendo nesse perfil.
Sobre o gráfico 5, referente a idade, os resultados foram: entre 24 a 27 anos 53,9%,
25,5% entre 20 a 23 anos, 17,6% entre 28 a 31 anos e 2,9% entre 32 a 35 anos. Não consta
discentes com mais de 35 anos.
76,5% 23,5% MASCULINO FEMININO
Gráfico 4 – Gênero
Fonte: Autor (2018). 25,5% 53,9% 17,6% 2,9% De 20 a 23 De 24 a 27 De 28 a 31 De 31 a 35 Mais de 35Gráfico 5 – Idade
Fonte: Autor (2018).27
Seguindo com a análise dos questionários para definição de perfil dos discentes, na
terceira questão foi abordado sobre a graduação que estão cursando.
No gráfico 6, observa-se que a maioria dos discentes estão cursando Engenharia
Civil, em um total de 48%, na Engenharia Mecânica 28,4% e Engenharia Elétrica 23,6%.
Sobre o ano de início nos cursos, 49% ingressaram em 2017, em um total de 47,1%
em 2016 e 3,9% em 2015. Alguns em 2014, porém os mesmos não foram localizados no
momento da pesquisa.
Sobre a relação com o curso 80,4% estão satisfeitos, 12,7% muito satisfeito, 6,9%
pouco satisfeitos, e por fim, pode-se destacar que não apresentaram discentes insatisfeitos.
48% 28,4% 23,6% Civil Mecânica Elétrica
Gráfico 6 – Graduando(a) em qual Engenharia
Fonte: Autor (2018). 49% 47,1% 3,9% 2017 2016 2015 2014
Gráfico 7 – Anoque iniciou na engenharia
28
Já na sexta questão, foi abordado quanto a sua área de atuação e os alunos da
Engenharia Civil estão bem divididos entre as áreas de projetos, geotecnia, construção civil,
estruturas, estradas e por seguir na carreira de docentes.
Os alunos da Engenharia Mecânica estão divididos entres as áreas de manutenção
industrial, indústria automobilística, motores e poucos alunos apresentaram que queriam
seguir na profissão de docente.
Na Engenharia Elétrica estão distribuídos entre as áreas de energias,
telecomunicação, processadores, sistema de controles, potência e alguns tem a intenção
de seguir como docente.
Com esses resultados, torna-se possível identificar e perceber a relevância dos
conceitos do marketing pessoal, que objetiva satisfazer necessidades e desejos de cada
indivíduo, onde permite ao profissional demonstrar um conjunto de valores que proporciona
a divulgação de suas habilidades e capacitações para promover atividades de maneira
eficaz.
No gráfico 9, pode ser observado que 56,9% dos discentes não conhecem ou não
sabem como usar essas técnicas a seu benefício no momento de ingressar no mercado de
trabalho. No entanto, 43,1% afirmaram que conheciam o marketing pessoal e citaram
algumas ocasiões onde essas técnicas são utilizadas, entre elas podemos destacar que
grande maioria dos alunos disseram que esses conhecimentos são utilizados na divulgação
de suas qualidades profissionais e agregando valor a sua marca pessoal.
12,7% 80,4% 6,9% Muito Satisfeito Satisfeito Pouco Satisfeito Insatisfeito
Gráfico 8 – Qual a sua relação com o curso
29
Diante desses dados, cabe o seguinte questionamento: Será mesmo que os alunos
não sabem usar o marketing pessoal a seu favor? Não cabe, portanto, traçar um perfil
indiscutível dos discentes, visto que, exige-se cautela para afirmar tal fato, pois muitos não
podem estar dando a importância devida para esses conceitos tão importantes na carreira
de todo profissional.
Logo, é de grande importância que o profissional se apresente de forma convincente,
com boa postura e personalidade e sempre destacar suas peculiaridades e aptidões,
causando assim uma ótima primeira impressão.
De acordo com Trindade (2015), o currículo tem como função indispensável
apresentar para a empresa onde o profissional deseja trabalhar suas qualidades e
qualificações, de tal forma, estimular o interesse do recrutador a agendar uma entrevista
pessoal para melhor avaliação.
Assim, tem sido importante obter conhecimentos prévios de como fazer a preparação
de currículo para assim, ingressar no mercado de trabalho.
Na oitava questão foi levantado o questionamento de quando se trata sobre o
mercado de trabalho os discentes sabem organizar seu currículo? e se possuem segurança
para participar de processos seletivos.
Observa-se no gráfico 10 que 44,1% dos discentes não sabiam organizar seus
currículos e os outros 55,9% consideram que sim.
43,1%
56,9%
SIM NÃO
Gráfico 9 – Sabe como o marketing pessoal pode
contribuir para sua carreira profissional
30
Com esse resultado, após análise teórica é possível indicar que todo currículo
apresente nome do profissional, contato, objetivos e conhecimento em relação a empresa,
formação acadêmica e principalmente qualificações e capacitações.
Deste modo, o recém-formado terá grandes chances de conseguir na entrevista
expor qualificação de forma devida, bem como busca por novas habilidades, por meio de
capacitações diferenciadas. No processo seletivo é o momento que o profissional tem de
demonstrar qualidades e aptidões para se destacar entre os demais concorrentes e assim
conquistar espaço no mercado de trabalho.
Na oitava questão, sobre a segurança em participar de processos seletivos: Quanto
a essa abordagem, observar-se no gráfico 11 que 53,9% dos discentes afirmaram estão
preparados, os demais 46,1% não se sentem seguros o suficiente em tais processos.
55,9% 44,1%
SIM NÃO
Gráfico 10 – Sabe organizar currículo
Fonte: Autor (2018).
46,1% 53,9%
SIM NÃO
Gráfico 11 – Sente segurança para participar de
processos seletivos
31
Nessa análise, alguns autores consideram que qualquer processo seletivo o
candidato deve buscar conhecer de forma específica a cultura da empresa e setor que irá
trabalhar, bem como história da organização e dados em percentuais de crescimento, por
meio de argumentações seguras e tranquilas.
No que refere as estratégias, foi possível entender, em especial, a relevância em
agregar valor às qualificações dos profissionais, de forma que possibilite aceitação e
reconhecimento dentro do mercado de trabalho.
Na questão nove, sobre percepção dos discentes sobre aplicabilidade de estratégias
pessoais que possam auxilia-los na inserção ao mercado de trabalho.
Nessa análise no gráfico 12, 69,6% dos discentes não conhecem ao menos uma
estratégia que possa auxiliar, 30,4% disseram que conhecem ao menos uma estratégia que
facilite sua inserção ao mercado de trabalho, que segundo eles foram as seguintes: boa
comunicação, conhecer novos idiomas, apresentar-se de forma segura durante o processo
seletivo e qualificação.
Nessa análise, inicialmente o profissional deve conhecer seu público alvo e focar
nele. A divulgação deve acontecer de forma específica, assim tornar-se possível traçar
planos mais eficazes.
Como já mencionado, mercado de trabalho é o local onde possui oferta e procura de
empregos, seja para estudantes e ou profissionais. Desta maneira, os discentes já têm na
graduação oportunidade em demandar conhecimentos diferenciados seja por meio do
ensino, pesquisa e ou extensão, quando executados com dedicação e disciplina.
30,4%
69,6%
SIM NÃO
Gráfico 12 – Conhece algum tipo de estratégia pessoal
que possa auxiliá-lo na inserção ao mercado de trabalho
32
Essa prática dos discentes na Universidade, ainda, tem tornado diferencial de
mercado para muitas organizações, além de vários outros fatores já citados nessa
pesquisa.
Na décima questão, foi abordado se os discentes conheciam as necessidades do
mercado de trabalho na sua área de atuação e no gráfico 13, pode-se observar que 64,7%
dos discentes não sabem quais necessidades do mercado, 35,3% que responderam sim,
expressaram que o mercado está carente de profissionais com mão de obra específica,
profissionais com conhecimentos de outros idiomas e principalmente qualificação na área.
Com o aumento do número de profissionais disponíveis no mercado, as empresas
estão cada vez mais rígidas em seus processos seletivos. Desta maneira, os profissionais
devem buscar capacitação de forma contínua, o investimento em capacitação como forma
de manter-se atualizado as reais mudanças e inovações do mercado de trabalho.
Na décima primeira questão, sobre critérios de contratação usados pelas empresas
e no gráfico 14, pode-se observar que apenas 6,8% responderam que conheciam tais
critérios e citaram que as empresas buscam por profissionais que apresentam boa
desenvoltura e acima de tudo uma ótima comunicação, já os outros 93,2% não
souberam expressar quais critérios as organizações usavam.
35,3%
64,7%
SIM NÃO
Gráfico 13 – Conhece as necessidades do mercado de
trabalho na sua área
33
Assim, vale considerar que a busca pela qualificação, preparação, visão de mercado
dentre outros, são fundamentais para não fragilizar oportunidades de mercado.
Para finalizar, sobre maiores dificuldades encontradas para se inserir no mercado de
trabalho, as respostas foram as mais variadas, tais sejam: falta de experiência profissional,
porque para os discentes as organizações não têm interesse em profissionais sem
experiência de trabalho, embora esse fator tenha mudado (eles consideram que na
Universidade o foco em teoria tem influenciado a prática, importante tão quanto ao
conteúdo); poucas vagas para estágios de qualidade na região ( impossibilitando
aprendizado amplo e limitando conhecimento); e alta concorrência, devido saturação do
mercado.
A esses aspectos, considera-se assim, que implementar estratégias do marketing
pessoal em atividades diárias dos discentes e ou profissionais, são critérios que podem sim
auxiliar para inserção ao mercado de trabalho, tais sejam: busca por novos conhecimentos,
comunicação aguçada, aprender outro e ou novos idiomas, postura profissional, pesquisar
e estudar sobre processos seletivos, qualificação contínua, principalmente com o incentivo
da Universidade proporcionando novos projetos de extensão e realização de minicursos
focando no dia a dia do mercado de trabalho, assim como, visão, visibilidade, empatia,
maturidade, integridade, paciência, otimismo e outros.
Por mais que o mercado esteja saturado, ainda existe espaço para os diferenciados.
É na universidade que esse processo inicia, considerando que ensino não está isolado da
pesquisa e extensão. Essa preparação é fundamental para o início de novos e futuros
6,8%
93,2%
SIM NÃO
Gráfico 14 – Conhece os critérios atuais de contratação
pelas organizações
34
desafios, não seria a falta de motivação de alguns docentes que irá impedir que esses
critérios sejam implementados. Manter a motivação na universidade para muitos autores
tem sido quase que um dos mais importantes pontos.
Aqui, pode se destacar que a maior dificuldade exposta pelos discente foi a falta de
experiência para realização de tarefas demandadas pelo mercado que está inserido
e análogo a isso a falta de estágios de qualidade para poder possuir tal experiência
requisitada pelo mercado.
Quanto a isso, pode se propor aos discentes recém-formados que busquem vender
seus serviços para os clientes e se não dispõem de segurança suficiente para realizar tais
serviços, podem repassar os primeiros projetos para equipes terceirizadas com a condição
de que o próprio discente vá acompanhar a execução dos serviços, para assim, já ir
começando a ganhar experiência quanto a realização de tais obras e das próximas vezes
ele próprio já está capacitado e preparado para realização dos trabalhos futuros.
Assim, as oportunidades de mercado irão surgir em paralelo ao processo de
formação na universidade. Esse contato diário com o mercado seja por meio de pesquisas
e ou conhecimento físico dos possíveis locais, nos quais se deseja trabalhar são
fundamentais para a inserção no mercado. Embora esteja saturado para muitos,
oportunidades estão surgindo constantemente. A visão e visibilidade para pensamentos
inovadores proporcionaram leques diferenciados de opções a atuação profissional. Logo, é
indiscutível o fato de que aplicar técnicas e estratégias do marketing pessoal se tornam
aliados a escolha profissional.
35
No documento
CARAÚBAS-RN 2018
(páginas 24-35)