UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA CAMPUS CARAÚBAS CURSO BACHARELADO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA
BRENDEL FREITAS DUARTE
PERCEPÇÃO DISCENTE SOBRE ESTRATÉGIAS DO MARKETING PESSOAL NOS CURSOS DAS ENGENHARIAS/UFERSA CAMPUS
CARAÚBAS - RN
CARAÚBAS-RN
2018
BRENDEL
FREITAS DUARTE
PERCEPÇÃO DISCENTE SOBRE ESTRATÉGIAS DO MARKETING PESSOAL NOS CURSOS DAS ENGENHARIAS/UFERSA
CAMPUS CARAÚBAS - RN
Trabalho de Conclusão de Curso Apresentado ao Curso de Bacharelado em Ciência e Tecnologia da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, como requisito para obtenção do título de Bacharel em Ciência e Tecnologia.
Orientadora: Prof.ª Mª. Gilmara Elke Dutra Dias - UFERSA
CARAÚBAS-RN
2018
BRENDEL
FREITAS
DUARTEPERCEPÇÃO DISCENTE SOBRE ESTRATÉGIAS DO MARKETING PESSOAL NOS CURSOS DAS ENGENHARIAS/UFERSA
CAMPUS CARAÚBAS - RN
Trabalho de Conclusão de Curso Apresentado ao Curso de Bacharelado em Ciência e Tecnologia da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, como requisito para obtenção do título de Bacharel em Ciência e Tecnologia.
APROVADO EM 13 /09/2018
BANCA EXAMINADORA
_________________________________________
Prof.
Mª.
Gilmara Elke Dutra Dias(UFERSA) Presidente
_________________________________________
Prof. Mª Ana Cláudia Araújo Fernandes (UFERSA) Membro Examinador
_________________________________________
Prof. Dra. Rejane Ramos Dantas (UFERSA)
Membro Examinador
Aos meus pais, Rondeixarley e Lurdiana,
por todo o amor, atenção, dedicação e
incentivo dados em todos os momentos da
minha vida.
AGRADECIMENTOS
Esta fase da minha vida é muito especial e não posso deixar de agradecer a Deus por ter me dado saúde е força para superar as dificuldades, pela família e amigos que tenho e pelos objetivos alcançados.
Agradeço também a minha Orientadora por toda atenção, paciência, dedicação e por ter acreditado que juntos poderíamos planejar, desenvolver e finalizar essa pesquisa.
Agradeço a está Universidade pela ótima estrutura que disponibiliza e pelo excelente corpo de docentes que me acompanharam até aqui e foram essenciais à minha formação como profissional e além disso, minha evolução como pessoa.
Por fim, agradeço a todos os amigos e amigas que estiveram comigo nessa
jornada, vocês com certeza são parte dessa vitória.
“Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.”
(Cora Coralina)
RESUMO
Esse estudo teve como objetivo principal propor estratégias do marketing pessoal que possibilitem auxiliar discentes dos cursos das engenharias para inserção no mercado de trabalho, além das seguintes análises de pesquisa, tais sejam: expor relevância da fundamentação teórica sobre estudos mercadológicos do marketing pessoal e estratégias de mercado; conhecer e mostrar reais necessidades do mercado de trabalho na área das engenharias em estudo; apontar critérios atuais de contratação pelas organizações; identificar principais dificuldades encontradas segundo a percepção dos discentes e propor estratégias de marketing pessoal para inserção no mercado de trabalho. Os métodos utilizados na pesquisa foram coleta dos dados, estudo de caso por meio da aplicação de questionário para possibilitar identificar dificuldades e percepções apresentadas pelos discentes. A partir desse estudo, foi possível perceber a importância do conhecimento sobre estratégias do marketing pessoal, como destaque: aplicabilidade da técnica para qualificação profissional, redução de limitações, eficácia e melhores desempenhos para inserção no mercado de trabalho. Considera-se, nesse estudo, dificuldades que os discentes apresentam quando se trata de mercado de trabalho, bem como a relevância de expor estratégias de marketing pessoal para auxiliá-los a inserção.
Palavras-Chaves: Estratégia. Marketing Pessoal. Engenharia.
ABSTRACT
The main objective of this study was to propose personal marketing strategies that could help students of engineering courses to enter the labor market, in addition to the following research analyzes, such as: exposing the relevance of the theoretical foundation on marketing studies of personal marketing and market strategies; know and show real needs of the labor market in the field of study engineering; to indicate current contracting criteria by organizations; identify main difficulties encountered according to students' perceptions and propose personal marketing strategies for insertion into the job market. The methods used in the research were data collection, case study through the application of a questionnaire to enable identification of difficulties and perceptions presented by the students. From this study, it was possible to perceive the importance of knowledge about personal marketing strategies, such as: applicability of the technique for professional qualification, reduction of limitations, effectiveness and better performance for insertion in the job market. It is considered, in this study, difficulties that students present when it comes to the labor market, as well as the relevance of exposing personal marketing strategies to assist them in insertion.
Keywords: Strategy. Personal marketing. Engineering.
LISTA DE GRÁFICOS
Gráfico 1– Gênero (pré-teste) ...………...….……....24
Gráfico 2 – Idade (pré-teste) …………...…....24
Gráfico 3 – Qual a sua relação com o curso (pré-teste) …….…...…. 25
Gráfico 4 – Gênero…………...…...….…...26
Gráfico 5 – Idade…………...………... 26
Gráfico 6 – Graduando(a) em qual Engenharia.……...…... 27
Gráfico 7 – Ano que iniciou na engenharia...27
Gráfico 8 – Qual a sua relação com o curso...28
Gráfico 9 – Sabe como o marketing e o marketing pessoal pode contribuir para sua carreira profissional ...29
Gráfico 10 – Sabe organizar currículo ...30
Gráfico 11 – Participação segura nos processos seletivos...30
Gráfico 12 – Conhece algum tipo de estratégia pessoal que possa auxiliá-lo na inserção ao mercado de trabalho ...31
Gráfico 13 – Conhece as necessidades do mercado de trabalho na sua área...32
Gráfico 14 – Conhece os critérios atuais de contratação pelas
organizações...33
Sumário
1. INTRODUÇÃO ... 12
2. OBJETIVOS ... 13
2.1 OBJETIVO GERAL ... 13
2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS ... 13
3. REFERENCIAL TEÓRICO ... 14
3.1 MARKETING ... 14
3.2 MARKETING PESSOAL ... 15
3.3ESTRATÉGIAS ... 16
3.4MERCADO DE TRABALHO NA ÁREA DAS ENGENHARIAS ... 17
3.5 CRITÉRIOS DE CONTRATAÇÃO PELAS ORGANIZAÇÕES NAS ENGENHARIAS ... 18
4. METODOLOGIA ... 20
4.1LÓCUS DA PESQUISA ... 20
4.2 TIPO DE ESTUDO... 20
4.3 TÉCNICAS DE COLETA ... 21
4.4 UNIVERSO E AMOSTRA DA PESQUISA ... 22
4.5COLETA DE DADOS ... 23
5. RESULTADOS E DISCUSSÕES ... 24
5.1ANÁLISE DOS RESULTADOS DO PRÉ-TESTE ... 24
5.2ANÁLISE DOS RESULTADOS DO QUESTIONÁRIO DEFINITIVO ... 26
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS ... 35
7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ... 36
APÊNDICE – ROTEIRO DE ENTREVISTA ... 38
12
1. INTRODUÇÃO
O marketing pessoal, tem sido aplicado como técnica para divulgar carreiras e ou profissões, por meio da aplicação de estratégicas práticas que possam expor competências e responsabilidades a inserção e ou manutenção no mercado de trabalho.
Nessa perspectiva, observa-se que nos últimos anos, diversos aspectos surgem colaborando para o aumento de profissionais disponíveis no mercado. A busca por diferenciais se torna constante e o marketing pessoal se destaca como sendo umas das principais maneiras que possibilitam essa inserção imediata no mercado. Utilizar de pensamentos e procedimentos desse princípio deixa o profissional gradativamente mais capacitado.
É perceptível a dificuldade dos discentes e recém-formados, em especial, nos cursos das engenharias para a inserção no mercado de trabalho. Com base nessa análise empírica esta pesquisa busca reunir dados, informações e conhecimento acerca da seguinte problemática: Como é possível identificar estratégias do marketing pessoal que auxiliem discentes dos cursos das engenharias em estudo para inserção no mercado de trabalho?
Além de mostrar a relevância da fundamentação teórica sobre os estudos mercadológicos do marketing pessoal e estratégias de mercado, bem como apresenta os seguintes resultados, tais sejam: reais necessidades do mercado de trabalho na área das engenharias em estudo, critérios de contratação pelas organizações, maiores dificuldades encontradas segundo a percepção dos discentes analisados e apresentar estratégias de marketing pessoal para inserção no mercado de trabalho.
Por fim, observação, análise e sistematização dos resultados, nos quais postos no trabalho como dificuldades encontradas, para assim destacar quais tipos de estratégias do marketing pessoal podem ser aplicadas para o grupo em estudo.
Com base nesses aspectos, esse estudo, busca propor estratégias do
marketing pessoal que auxiliem discentes dos cursos das engenharias/campus
Caraúbas-RN para inserção no mercado de trabalho.
13
2. OBJETIVOS
2.1 OBJETIVO GERAL
Propor estratégias do marketing pessoal que auxiliem discentes dos cursos das engenharias em estudo para inserção no mercado de trabalho.
2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
1. Mostrar a relevância da fundamentação teórica sobre estudos mercadológicos, do marketing pessoal e estratégias de mercado;
2. Conhecer e expor as reais necessidades do mercado de trabalho nos cursos das engenharias em estudo;
3. Indicar critérios atuais de contratação pelas organizações;
4. Identificar as principais dificuldades encontradas segundo a percepção dos discentes em estudo;
5. Identificar estratégias do marketing pessoal para inserção no mercado de
trabalho aos discentes em estudo
14
3. REFERENCIAL TEÓRICO
3.1 MARKETING
Segundo Kotler (2000), marketing estuda mercado e busca identificar necessidades e desejos não realizados. Para assim, definir estratégia, medir potencial de lucro e satisfazer a carência do público-alvo. Como nos assegura Richers (2017), o marketing pode criar valor e gerar vantagem competitiva, por meio da troca de interesse para impetrar benefícios particulares.
Finalmente, a forma de satisfazer essas necessidades e desejos é através do intercâmbio de valores, não ficando exclusivamente restrito a relação organização-consumidor, incluindo também todas as transações intermediárias nas quais não intervêm o consumidor final (COBRA, BREZZO, 2010, p.8).
De acordo com (COBRA, BREZZO, 2010), o marketing pode ser aplicado em diversas áreas, desde a identificação das necessidades dos consumidores até a criação e ou melhoria de produtos, marcas, serviços e outros. Essas estratégias podem ser aplicadas tanto na criação, divulgação e processo de manutenção.
Tendo em vista que o marketing cria e utiliza imagem de confiança, para repassar ao consumidor segurança em produto e ou serviços, vistos geralmente por meio de diferentes tipos de propagandas, que usam imagem de artistas que possam repassar credibilidade, confiança e aceitabilidade param os clientes.
Ainda para Cobra e Brezzo (2010, p. 11), o marketing funciona “com a finalidade deliberada de desenvolver e registrar relações de confiança a longo prazo com os clientes, distribuidores, fornecedores ou outras partes no ambiente do marketing”.
Logo, permite para a empresa relação duradoura com seus colaboradores,
além da confiança. É importante compreender que o marketing sempre busca suprir
as necessidades do mercado alvo, na busca da fidelidade.
15
3.2 MARKETING PESSOAL
De acordo com Viera (2016), marketing pessoal é o principal instrumento de comunicação que cada um pode possuir. Refere-se as características de personalidade, habilidades e competências, porém ainda se pensa que seria apenas transformar pessoas em produtos.
Para Rizzo (2017), o marketing pessoal facilita transmitir a solução das necessidades e desejos de cada indivíduo e fazer com que eles fiquem satisfeitos com cada solução apresentada e ainda permite com que o candidato se apresente de forma convincente, com boa postura e personalidade, causando assim uma ótima primeira impressão.
Assim, é possível perceber que o marketing pessoal é aplicado nas mais diversas áreas com o intuito de direcionar o profissional na busca de sua melhor imagem dentro do mercado de trabalho.
Evidentemente, esses conceitos podem ser utilizados para o candidato demonstrar suas qualidades e capacidades, com isso, pode se tornar referência no mercado. Sendo esse, vitrine própria, em que recém-formados terão alcance de possibilidades para divulgar suas habilidades, competências e qualidades.
O marketing pessoal é um fator indispensável no atual contexto competitivo, ferramenta que permite a exposição dos seus atributos - competências e habilidades - e o reconhecimento dos profissionais de forma mais eficiente e eficaz nas organizações (BRANCO, 2008, p.77).
O marketing pessoal permite ao profissional demonstrar somatório de valores de forma harmônica para repassar o máximo de credibilidade possível, com o objetivo de fortalecer marca pessoal do profissional, destacando peculiaridades, aptidões e reconhecimento, ou seja, ferramenta eficaz quando se trata de reconhecimento profissional.
Existem várias estratégias que podem ser utilizadas para aplicabilidade do marketing pessoal, as mais usadas e comentadas vêm sendo da teoria do Gehringer (2002), considerando que o marketing tem sido um conjunto de ferramentas que qualquer organização usa para realização, por meio do reconhecimento, apreciação e vendas.
No marketing pessoal, em organizações, essa regra continua para o benefício
da própria carreira, para que isso ocorra são necessários 10 mandamentos, segundo
16
Gehringer (2002), tais sejam: 1) liderança: habilidade de influenciar pessoas, como formador de opinião; 2) confiança: ser a pessoa que quando as outras precisam a procura; 3) visão: entender o que está fazendo e porquê para sugerir mudanças e aperfeiçoar o próprio trabalho e o trabalho dos colegas; 4) espírito de equipe: oferecer auxílio mesmo sem solicitado; 5) maturidade: solucionar conflitos sem procriar mais;
6) integridade: altruísmo e não excessividade em ambição; 7) visibilidade: voluntário para alguma tarefa; 8) empatia: saber elogiar o trabalho de um colega e reconhecer o mérito dos outros; 9) otimismo: não permitir que a pressão leve a imaginar situação pior; 10) paciência: essa é a que mais pode prejudicar se não a tivermos. É saber esperar oportunidade e ocasião certas.
Nessa perspectiva, nada adianta essa aplicabilidade, se não é possível conceber aquilo que está sendo pago para realizar, como, excelentes resultados em curto prazo. Em atividade séria, quem executa a teoria do marketing pessoal, geralmente, acolhe atenção e apoio. Por outro lado, em organizações medianas, a mesma pessoa pode ser vista como ameaça. Em caso assim, não adianta querer mudar a organização. É mais eficaz mudar de organização.
3.3 ESTRATÉGIAS
Segundo Kotler (2000), estratégia é a representação de uma configuração única de muitas atividades de complemento que dificultam sua reprodução de forma pura e simples. Já segundo Marques (2012), a estratégia busca maximizar os lucros da empresa possibilitando reconhecimento, foco e características próprias.
Para Mintzberg, Ahlstrand, Lampel (2010), a estratégia facilita localizar determinados produtos em determinados mercados, que permite ser aplicada nas mais diversas áreas, desde agregar valor em seus produtos até criar inovações para um determinado mercado. Evidentemente sua aplicação pode ser utilizada para planejar e alcançar certos objetivos, podendo ser a curto, médio ou em longo prazo.
Ainda para Mintzberg, Ahlstrand, Lampel (2010), a estratégia funciona
promovendo a coordenação das atividades. “Sem a estratégia para concentrar os
esforços, as pessoas puxam em direções diferentes e sobrevêm o caos”. Nesse
sentido, a estratégia permite estruturar os caminhos de uma marca para que ela siga
com maior tranquilidade no mercado de trabalho.
17
Assim, a estratégia é utilizada para criar plano de mercado, reconhecimento e aceitação de mercado. Cita-se, como exemplo, as propagandas da coca cola que na maioria das vezes buscam demonstrar uma família feliz usando seus produtos, com isso, repassa uma imagem familiar da empresa e com maior aceitação de mercado.
[...] ela resolve as grandes questões para que as pessoas possam cuidar dos pequenos detalhes - como voltar-se para os clientes e atendê-los, em vez de debater qual os mercados são os melhores. Até mesmo os executivos principais, na maior parte do tempo, precisam tratar de gerenciar suas organizações em determinados contextos, eles não podem questionar constantemente esse contexto (Mintzberg, Ahlstrand, Lampel, 2010, p.32).
Assim, aplicar conceitos estratégicos muitas vezes não tornar produtos e ou serviços melhores, mas sim em escolhas positivas e eficazes dentro de um mercado alvo.
3.4 MERCADO DE TRABALHO NA ÁREA DAS ENGENHARIAS
Segundo Castro (2015) o mercado de trabalho é o local onde possui ofertas e procura de emprego, possibilitando em especial, aos profissionais dos cursos das engenharias à prática de todo conhecimento visto em sala de aula.
Para Rebellato, Mariano, Camioto, Leite (2016), o mercado de trabalho seleciona os melhores profissionais, dos quais inovam, empreende e gerenciam. Já para Oliveira (2006) as necessidades e exigências do mercado atual, tem facilitado a economia, devido a demanda de profissionais que buscam qualificação diferenciada dos demais.
O mercado de trabalho permite compreender que o crescimento econômico é condição necessária (ainda que insuficiente) para garantir a expansão da demanda por trabalho. Evidentemente, isso não elimina a existência de assimetrias nas taxas de crescimento do emprego entre setores e espaços, pois, como já discutido antes, o avanço do capital ocorre de forma desigual e combinada (OLIVEIRA, 2006, p.111).
O constante crescimento em áreas de atuação, em especial nos cursos das
engenharias, tem sido diversificado, possibilitando assim, aos profissionais atuarem
de acordo com as suas habilidades e competências (REBELLATO, MARIANO,
CAMIOTO, LEITE, 2016).
18
Nesse aspecto, é possível considerar também, a necessidade de renovar conhecimentos, habilidades, atitudes e conhecimento em novas tecnologias. Bem como, a relevância da qualificação profissional por meio da implementação e execução do marketing pessoal.
3.5 CRITÉRIOS DE CONTRATAÇÃO PELAS ORGANIZAÇÕES NAS ENGENHARIAS
A cada ano as organizações exigem diferentes critérios de contratação, neste contexto, para Capelli (2017) esses contratos tem exigido mais dos profissionais a capacitação e qualificação de forma diferenciada, que antes, era papel das organizações, assim profissionais não capacitados tem valor atrativo reduzido.
O mais preocupante é que essa medida estabelece necessidade de cursos e treinamentos específicos de muitos que não tem renda e ou capital para investirem em diferentes tipos de qualificações, tornando-os assim, excluídos do mercado.
O novo perfil valoriza traços como participação, iniciativa, raciocínio e discernimento. Da perspectiva da empresa, não basta mais contar com o típico "operário-padrão", pronto-a-vestir a camisa da empresa". É preciso, antes de tudo, garantir o trabalhador "competente", capaz de "pensar pela empresa”. Em contrapartida, grande parte das empresas começa a assumir responsabilidades no processo de qualificação dos trabalhadores (VOGEL, 2000, p. 129).
O autor deixa claro que quanto mais qualificado for o profissional, mais chances de ser contratado ele terá. Mas, há um fato que se sobrepõe, conforme citado acima, a no mercado muitas empresas que investem na qualificação de seus profissionais. Mesmo assim, não parece haver razão para que isso seja um problema.
É sinal de que há, enfim, uma necessidade de profissionais qualificados dentro do mercado.
A deixa aqui tem a função de informar a pessoa do que você está procurando.
É essencial comunicar que você tem grande interesse em manter contato com ela ou conseguir um emprego. As pessoas, principalmente os gerentes de contratação, querem recomendar ou contratar alguém, que demonstre paixão por certa área ou função, não alguém indiferente ou que decida largar o emprego depois de seis meses (POLLAK, 2008, p. 108).
Conforme verificado, mesmo os autores terem publicado seus livros com 8
anos de diferença de uma obra para outro, pode se observar a mesma linha de
19
raciocínio entre suas ideias. Trata-se de conceitos que estão evoluindo ao longo do tempo, porém, sempre estão seguindo a mesma concepção, contudo, seria um erro levar em consideração somente a qualificação do profissional.
Nessa perspectiva, implementar e executar o marketing pessoal como processo de renovação na profissão tem sido para muitos autores o diferencial.
Essa estratégia tem favorecido por meio de diversos fatores, tais sejam:
seleção de emprego, vantagem competitiva, busca de novos conhecimentos, uso de novos conceitos, técnicas e outros.
Você deve estar pensando: "Eu não sou uma empresa!". De fato, você não é uma empresa; no entanto, diversos princípios e conceitos mercadológicos podem ser adequados e aplicados ao desenvolvimento individual de cada um de nós por meio da adoção de uma estratégia de marketing pessoal. Para tal, devemos entender o marketing pessoal como um conjunto de ações planejadas que facilitam a obtenção de sucesso pessoal e profissional [...]
(RITOSSA, 2009, p.17).
Assim, entende-se que a aplicabilidade do marketing pessoal para inserção no mercado de trabalho, em especial nos cursos das engenharias em estudo, tem diferentes e divergentes relevâncias, tais sejam: Auxilio de novas oportunidades;
Qualificação diferenciada; Incentivo ao sucesso; Conhecer estratégias para prática
profissional; Aprender a explorar competências e responsabilidades; Visão
diferenciada sobre liderança, maturidade, integridade e outros.
20
4. METODOLOGIA
Entende-se que pesquisa é o processo de formação de pensamentos para percepção de determinado fato. Neste contexto, para Tozoni-Reis (2009) fica claro que pesquisa está sempre associada a interpretação do conhecimento. O mais preocupante, contudo, é constatar que para obter esse conhecimento deve se passar por diversos processos.
Conforme verificado por Fulgencio (2007), pesquisa é realizada com propósito de adquirir novos conhecimentos. Trata-se inegavelmente de analisar caso próprio e descobrir novas técnicas para alcançar objetivo específico. Por fim, devido a finalidade desta pesquisa, este trabalho se enquadra na natureza aplicada.
4.1 LÓCUS DA PESQUISA
Pesquisa de campo realizada na Universidade Federal Rural do Semi-Árido:
Campus Caraúbas-RN, que segundo (ANDRADE, 2003, p.121), “pesquisa é um conjunto de procedimentos sistemáticos, baseados no raciocínio lógico, que tem por objetivo encontrar soluções para problemas propostos, mediante a utilização de métodos científicos”.
Nesse contexto, a pesquisa de campo fundamenta-se na relevância da aplicabilidade das teorias do marketing pessoal aos discentes dos cursos em estudo.
Desta forma, o estudo foi realizado na UFERSA, situada na cidade de Caraúbas-RN. Essa escolha foi devido a Universidade oferecer diferentes cursos que são fundamentais para análises em diversos tipos de pesquisas.
A escolha desse estudo foi nos cursos das engenharias: civil, elétrica e mecânica, nas quais tem sido possível observar algumas dificuldades dos discentes para inserção no mercado de trabalho.
4.2 TIPO DE ESTUDO
A metodologia utilizada foi pesquisa bibliográfica, nas principais fontes: livros,
revistas, dissertações, artigos, sites e periódicos; de mesmo modo, foi utilizado
pesquisa de campo, com aplicação de questionário mediante perguntas fechadas e
de múltiplas escolhas; e por fim, análises e sistematização dos resultados, nos quais
21
postos no trabalho em forma de gráficos com análises discursivas, para assim responder aos objetivos propostos.
4.3 TÉCNICAS DE COLETA
As técnicas “são consideradas um conjunto de preceitos ou processo de que se serve uma ciência; é, também, a habilidade para usar esses preceitos ou normas, na obtenção de seus propósitos”, segundo (LAKATOS E MARCONI, 2006, p. 107).
As técnicas de coletas de dados para o trabalho seguiram uma ordem, que foi desde a pesquisa bibliográfica ao estudo de caso e análise dos resultados.
Pesquisa bibliográfica é um procedimento reflexivo sistemático, controlado e crítico, que permite descobrir novos fatos e dados, relações ou leis, em qualquer campo do conhecimento.
De acordo com essa temática, a pesquisa bibliográfica trata-se de um levantamento da bibliografia já publicada, em forma de livros, revistas científicas e outros. A referida técnica coloca o pesquisador em contato direto com tudo aquilo que será publicado acerca da temática em questão, relata (LAKATOS E MARCONI, 2006).
Já o estudo de caso é uma investigação empírica que investiga um fenômeno contemporâneo dentro de seu contexto da vida real, especialmente quando os limites entre os fenômenos e o contexto não estão claramente definidos. Sendo assim, pode- se dizer que o estudo de caso é uma técnica de se fazer pesquisa no campo. Neste contexto, para Yin (2015) fica claro que o estudo de caso é uma análise pratica de um determinado problema dentro de seu contexto real.
Conforme verificado por Stake (2016), a forma de abordagem das pesquisas qualitativas tem como sustentação a análise e interpretação do pesquisador. Trata-se inegavelmente de uma pesquisa mais aceitável para o objetivo desse trabalho, seria um erro, porém, atribuir toda a pesquisa somente para análises qualitativas. Assim, reveste-se de particular importância a análise quantitativa para definir um perfil dos discentes.
Desta forma, a pesquisa tem como abordagem qualitativa devido a aplicação do questionário com perguntas abertas que requerem a interpretação do pesquisador.
Já o método de análise escolhido foi o hipotético-dedutivo devido a pesquisa está
relacionada com análises hipotéticas de um problema específico que requer
interpretação para suas possíveis soluções.
22
É importante ressaltar que essa pesquisa tem como procedimento de coleta de dados o uso de questionários, logo pode-se abordar sobre os problemas expostos pelos discentes, além da melhor interpretação das dificuldades encontradas.
Fontes Primárias - dados históricos, bibliográficos e estatísticos;
informações, pesquisas e material cartográfico; arquivos oficiais e particulares; registros em geral; documentação pessoal (diários, memórias, autobiografias); correspondência pública ou privada etc. (MARCONI, LAKATOS, 2003, p.159).
De acordo com a citação anterior, essa pesquisa utilizou-se de fontes primárias, devido os questionários não terem sido interpretados até então.
De início, foi realizado todo um estudo de caso e logo foi constatado a necessidade da aplicação de questionários, analise das dificuldades e percepções dos discentes. Com isso, foi essencial a realização de pré-testes para análise de avalição parcial das perguntas escolhidas para o questionário, que após reanálise e correção foi aplicado o questionário final.
No questionário constam 12 perguntas que são divididas entre definição do perfil dos discentes e identificação dos critérios expostos nos objetivos específicos.
Do universo definido, foram aplicados 102 questionários para os discentes concluintes dos cursos das engenharias. A pesquisa possui 100% de grau de confiabilidade dos dados apresentados e analisados, visto que no total de 163 alunos, com uma margem de erro amostral de 5% e com um nível de confiança de 90%, dos questionários respondidos. Deste modo, na pesquisa constam o cálculo amostral automatizado com base em uma ferramenta publicada por Santos (2016).
Assim, considera-se que foram aplicados os questionários com o intuito de alcançar os objetivos da pesquisa. Logo, é indiscutível que a aplicação de tais questionários foi essencial para toda a conclusão do trabalho. Nesse sentido, é possível destacar a grande importância da interpretação desses resultados, para assim apresentar possíveis soluções viáveis e diretas para as dificuldades apresentadas pelos discentes.
4.4 UNIVERSO E AMOSTRA DA PESQUISA
Compreende um universo total até o ano de 2018, nos cursos das engenharias,
os seguintes dados: 94 alunos na civil, 54 na elétrica e 62 alunos na mecânica.
23
Nesta pesquisa o universo foi defino, apenas com os discentes dos últimos períodos de cada engenharia, tais sejam: 78 alunos da civil, 49 da mecânica e 36 alunos da elétrica, totalizando 163 discentes como público alvo desse estudo.
4.5 COLETA DE DADOS
Os procedimentos mais usuais para a coleta de dados em um estudo de caso são a observação, a análise de documentos, questionários e a história de vida da organização, segundo (GIL, 2002).
O primeiro método utilizado nesse estudo foi à pesquisa bibliográfica, posteriormente referente a construção da parte teórica; além do uso da internet, como fonte de acesso a dados atuais que pudessem ser agregados a este estudo.
Em um segundo momento, após a análise do material documental, deu-se início a pesquisa de campo, onde a coleta de dados foi do tipo aleatório utilizada como ferramenta o questionário.
Na pesquisa foram utilizados questionários com perguntas fechadas para determinar o perfil dos discentes e questões abertas para melhor análise de suas percepções.
Antes da definição do questionário final, foi aplicado um pré-teste para 9 discentes, com objetivo de identificar algumas possíveis fragilidades no questionário referente ao entendimento das perguntas, posteriormente após algumas correções foi definido o questionário final.
Inicialmente aplicou-se o pré-teste com 5% dos discentes analisados, totalizando em 9 questionários respondidos, dos quais 4 foram respondidos por alunos da Engenharia Civil, 3 da Engenharia Mecânica e 2 da Engenharia Elétrica.
A princípio, para conhecer o perfil dos discentes foram destinados 6 campos
para as respostas, tais sejam: gênero, idade, graduação, satisfação com o curso e
área que pretende atuar no mercado de trabalho.
24
5. RESULTADOS E DISCUSSÕES
5.1 ANÁLISE DOS RESULTADOS DO PRÉ-TESTE
Desta forma, a primeira pergunta sobre o gênero, no gráfico 1, foi definido que 66,7%
dos discentes homens e 33,3% mulheres. Identifica-se que, tem sido recorrente a maior procura por homens nos cursos das engenharias.
Sobre a idade, observando o gráfico 2, pode-se interpretar que todos os discentes que participaram do pré-teste têm entre 22 e 26 anos.
33%
22%
22%
11%
11%
22 anos 23 anos 24 anos 25 anos 26 anos
Gráfico 2 – IDADE (pré-teste)
Fonte: Autor (2018).
66,7%
33,3% MASCULINO
FEMININO
Gráfico 1 – Gênero (pré-teste)
Fonte: Autor (2018).
25
No que se refere ao grau de satisfação que os discentes têm em relação ao curso, no gráfico 3, identificou-se que 77,8% estão satisfeitos com o curso, 11,1% estão muito satisfeitos e os outros 11,1% pouco satisfeitos. Observa-se que não apresenta alunos insatisfeitos com o curso, mostrando então, um alto nível de satisfação.
Sobre área de atuação observou que os alunos da Engenharia Civil estão divididos entre a área de projetos e construção civil, os alunos da Engenharia Mecânica pretendem a área de manutenção industrial e os alunos da Engenharia Elétrica estão divididos entre as áreas de energias e de potência.
E para concluir o questionário foram expostas mais 6 questões com a finalidade de obter a percepção dos discentes quanto aos objetivos da pesquisa. A partir de então, foi constatado a necessidade de fazer algumas alterações no questionário para propor melhor parecer nas respostas.
Sendo assim, foi realizado alteração na questão 4, deixando de forma clara que o ano de ingresso que estava sendo abordado era o ano letivo que ingressou na engenharia e não seu ano no campus que foi o que ocorreu em algumas respostas e com isso não foi possível analisar um perfil especifico quanto a esse critério. Logo, também foi observado a necessidade da realização de um ajuste na questão 9 para uma melhor interpretação da mesma e assim ter um retorno maior da percepção dos discentes.
11%
78%
11%
Muito Satisfeito Satisfeito Pouco Satisfeito Insatisfeito
Gráfico 3 – Qual a sua relação com o curso (pré-teste)
Fonte: Autor (2018).
26
5.2 ANÁLISE DOS RESULTADOS DO QUESTIONÁRIO DEFINITIVO
Após alterações do pré-teste, foi aplicado o questionário (encontra-se no apêndice) com todos os discentes dos últimos períodos das engenharias em estudo, no entanto dos questionários respondidos foram 102, de um universo de 163.
Considerando o perfil discente, identificou-se os seguintes resultados. No gráfico 4, sobre gênero, 76,5% são homens e 23,5% mulheres, esse resultado tem mostrado que nos cursos das engenharias em estudo, ainda, tem sido de maior escolha os homens, embora as mulheres estejam crescendo nesse perfil.
Sobre o gráfico 5, referente a idade, os resultados foram: entre 24 a 27 anos 53,9%, 25,5% entre 20 a 23 anos, 17,6% entre 28 a 31 anos e 2,9% entre 32 a 35 anos. Não consta discentes com mais de 35 anos.
76,5%
23,5%
MASCULINO FEMININO
Gráfico 4 – Gênero
Fonte: Autor (2018).
25,5%
53,9%
17,6%
2,9%
De 20 a 23 De 24 a 27 De 28 a 31 De 31 a 35 Mais de 35
Gráfico 5 – Idade
Fonte: Autor (2018).
27
Seguindo com a análise dos questionários para definição de perfil dos discentes, na terceira questão foi abordado sobre a graduação que estão cursando.
No gráfico 6, observa-se que a maioria dos discentes estão cursando Engenharia Civil, em um total de 48%, na Engenharia Mecânica 28,4% e Engenharia Elétrica 23,6%.
Sobre o ano de início nos cursos, 49% ingressaram em 2017, em um total de 47,1%
em 2016 e 3,9% em 2015. Alguns em 2014, porém os mesmos não foram localizados no momento da pesquisa.
Sobre a relação com o curso 80,4% estão satisfeitos, 12,7% muito satisfeito, 6,9%
pouco satisfeitos, e por fim, pode-se destacar que não apresentaram discentes insatisfeitos.
48%
28,4%
23,6%
Civil Mecânica Elétrica
Gráfico 6 – Graduando(a) em qual Engenharia
Fonte: Autor (2018).
49%
47,1%
3,9%
2017 2016 2015 2014
Gráfico 7 – Ano que iniciou na engenharia
Fonte: Autor (2018).
28
Já na sexta questão, foi abordado quanto a sua área de atuação e os alunos da Engenharia Civil estão bem divididos entre as áreas de projetos, geotecnia, construção civil, estruturas, estradas e por seguir na carreira de docentes.
Os alunos da Engenharia Mecânica estão divididos entres as áreas de manutenção industrial, indústria automobilística, motores e poucos alunos apresentaram que queriam seguir na profissão de docente.
Na Engenharia Elétrica estão distribuídos entre as áreas de energias, telecomunicação, processadores, sistema de controles, potência e alguns tem a intenção de seguir como docente.
Com esses resultados, torna-se possível identificar e perceber a relevância dos conceitos do marketing pessoal, que objetiva satisfazer necessidades e desejos de cada indivíduo, onde permite ao profissional demonstrar um conjunto de valores que proporciona a divulgação de suas habilidades e capacitações para promover atividades de maneira eficaz.
No gráfico 9, pode ser observado que 56,9% dos discentes não conhecem ou não sabem como usar essas técnicas a seu benefício no momento de ingressar no mercado de trabalho. No entanto, 43,1% afirmaram que conheciam o marketing pessoal e citaram algumas ocasiões onde essas técnicas são utilizadas, entre elas podemos destacar que grande maioria dos alunos disseram que esses conhecimentos são utilizados na divulgação de suas qualidades profissionais e agregando valor a sua marca pessoal.
12,7%
80,4%
6,9%
Muito Satisfeito Satisfeito Pouco Satisfeito Insatisfeito
Gráfico 8 – Qual a sua relação com o curso
Fonte: Autor (2018).
29
Diante desses dados, cabe o seguinte questionamento: Será mesmo que os alunos não sabem usar o marketing pessoal a seu favor? Não cabe, portanto, traçar um perfil indiscutível dos discentes, visto que, exige-se cautela para afirmar tal fato, pois muitos não podem estar dando a importância devida para esses conceitos tão importantes na carreira de todo profissional.
Logo, é de grande importância que o profissional se apresente de forma convincente, com boa postura e personalidade e sempre destacar suas peculiaridades e aptidões, causando assim uma ótima primeira impressão.
De acordo com Trindade (2015), o currículo tem como função indispensável apresentar para a empresa onde o profissional deseja trabalhar suas qualidades e qualificações, de tal forma, estimular o interesse do recrutador a agendar uma entrevista pessoal para melhor avaliação.
Assim, tem sido importante obter conhecimentos prévios de como fazer a preparação de currículo para assim, ingressar no mercado de trabalho.
Na oitava questão foi levantado o questionamento de quando se trata sobre o mercado de trabalho os discentes sabem organizar seu currículo? e se possuem segurança para participar de processos seletivos.
Observa-se no gráfico 10 que 44,1% dos discentes não sabiam organizar seus currículos e os outros 55,9% consideram que sim.
43,1%
56,9%
SIM NÃO
Gráfico 9 – Sabe como o marketing pessoal pode contribuir para sua carreira profissional
Fonte: Autor (2018).
30
Com esse resultado, após análise teórica é possível indicar que todo currículo apresente nome do profissional, contato, objetivos e conhecimento em relação a empresa, formação acadêmica e principalmente qualificações e capacitações.
Deste modo, o recém-formado terá grandes chances de conseguir na entrevista expor qualificação de forma devida, bem como busca por novas habilidades, por meio de capacitações diferenciadas. No processo seletivo é o momento que o profissional tem de demonstrar qualidades e aptidões para se destacar entre os demais concorrentes e assim conquistar espaço no mercado de trabalho.
Na oitava questão, sobre a segurança em participar de processos seletivos: Quanto a essa abordagem, observar-se no gráfico 11 que 53,9% dos discentes afirmaram estão preparados, os demais 46,1% não se sentem seguros o suficiente em tais processos.
55,9%
44,1%
SIM NÃO
Gráfico 10 – Sabe organizar currículo
Fonte: Autor (2018).
46,1%
53,9%
SIM NÃO
Gráfico 11 – Sente segurança para participar de processos seletivos
Fonte: Autor (2018).
31
Nessa análise, alguns autores consideram que qualquer processo seletivo o candidato deve buscar conhecer de forma específica a cultura da empresa e setor que irá trabalhar, bem como história da organização e dados em percentuais de crescimento, por meio de argumentações seguras e tranquilas.
No que refere as estratégias, foi possível entender, em especial, a relevância em agregar valor às qualificações dos profissionais, de forma que possibilite aceitação e reconhecimento dentro do mercado de trabalho.
Na questão nove, sobre percepção dos discentes sobre aplicabilidade de estratégias pessoais que possam auxilia-los na inserção ao mercado de trabalho.
Nessa análise no gráfico 12, 69,6% dos discentes não conhecem ao menos uma estratégia que possa auxiliar, 30,4% disseram que conhecem ao menos uma estratégia que facilite sua inserção ao mercado de trabalho, que segundo eles foram as seguintes: boa comunicação, conhecer novos idiomas, apresentar-se de forma segura durante o processo seletivo e qualificação.
Nessa análise, inicialmente o profissional deve conhecer seu público alvo e focar nele. A divulgação deve acontecer de forma específica, assim tornar-se possível traçar planos mais eficazes.
Como já mencionado, mercado de trabalho é o local onde possui oferta e procura de empregos, seja para estudantes e ou profissionais. Desta maneira, os discentes já têm na graduação oportunidade em demandar conhecimentos diferenciados seja por meio do ensino, pesquisa e ou extensão, quando executados com dedicação e disciplina.
30,4%
69,6%
SIM NÃO
Gráfico 12 – Conhece algum tipo de estratégia pessoal que possa auxiliá-lo na inserção ao mercado de trabalho
Fonte: Autor (2018).
32
Essa prática dos discentes na Universidade, ainda, tem tornado diferencial de mercado para muitas organizações, além de vários outros fatores já citados nessa pesquisa.
Na décima questão, foi abordado se os discentes conheciam as necessidades do mercado de trabalho na sua área de atuação e no gráfico 13, pode-se observar que 64,7%
dos discentes não sabem quais necessidades do mercado, 35,3% que responderam sim, expressaram que o mercado está carente de profissionais com mão de obra específica, profissionais com conhecimentos de outros idiomas e principalmente qualificação na área.
Com o aumento do número de profissionais disponíveis no mercado, as empresas estão cada vez mais rígidas em seus processos seletivos. Desta maneira, os profissionais devem buscar capacitação de forma contínua, o investimento em capacitação como forma de manter-se atualizado as reais mudanças e inovações do mercado de trabalho.
Na décima primeira questão, sobre critérios de contratação usados pelas empresas e no gráfico 14, pode-se observar que apenas 6,8% responderam que conheciam tais critérios e citaram que as empresas buscam por profissionais que apresentam boa desenvoltura e acima de tudo uma ótima comunicação, já os outros 93,2% não souberam expressar quais critérios as organizações usavam.
35,3%
64,7%
SIM NÃO
Gráfico 13 – Conhece as necessidades do mercado de trabalho na sua área
Fonte: Autor (2018).
33
Assim, vale considerar que a busca pela qualificação, preparação, visão de mercado dentre outros, são fundamentais para não fragilizar oportunidades de mercado.
Para finalizar, sobre maiores dificuldades encontradas para se inserir no mercado de trabalho, as respostas foram as mais variadas, tais sejam: falta de experiência profissional, porque para os discentes as organizações não têm interesse em profissionais sem experiência de trabalho, embora esse fator tenha mudado (eles consideram que na Universidade o foco em teoria tem influenciado a prática, importante tão quanto ao conteúdo); poucas vagas para estágios de qualidade na região ( impossibilitando aprendizado amplo e limitando conhecimento); e alta concorrência, devido saturação do mercado.
A esses aspectos, considera-se assim, que implementar estratégias do marketing pessoal em atividades diárias dos discentes e ou profissionais, são critérios que podem sim auxiliar para inserção ao mercado de trabalho, tais sejam: busca por novos conhecimentos, comunicação aguçada, aprender outro e ou novos idiomas, postura profissional, pesquisar e estudar sobre processos seletivos, qualificação contínua, principalmente com o incentivo da Universidade proporcionando novos projetos de extensão e realização de minicursos focando no dia a dia do mercado de trabalho, assim como, visão, visibilidade, empatia, maturidade, integridade, paciência, otimismo e outros.
Por mais que o mercado esteja saturado, ainda existe espaço para os diferenciados.
É na universidade que esse processo inicia, considerando que ensino não está isolado da pesquisa e extensão. Essa preparação é fundamental para o início de novos e futuros
6,8%
93,2%
SIM NÃO
Gráfico 14 – Conhece os critérios atuais de contratação pelas organizações
Fonte: Autor (2018).
34
desafios, não seria a falta de motivação de alguns docentes que irá impedir que esses critérios sejam implementados. Manter a motivação na universidade para muitos autores tem sido quase que um dos mais importantes pontos.
Aqui, pode se destacar que a maior dificuldade exposta pelos discente foi a falta de experiência para realização de tarefas demandadas pelo mercado que está inserido e análogo a isso a falta de estágios de qualidade para poder possuir tal experiência requisitada pelo mercado.
Quanto a isso, pode se propor aos discentes recém-formados que busquem vender seus serviços para os clientes e se não dispõem de segurança suficiente para realizar tais serviços, podem repassar os primeiros projetos para equipes terceirizadas com a condição de que o próprio discente vá acompanhar a execução dos serviços, para assim, já ir começando a ganhar experiência quanto a realização de tais obras e das próximas vezes ele próprio já está capacitado e preparado para realização dos trabalhos futuros.
Assim, as oportunidades de mercado irão surgir em paralelo ao processo de
formação na universidade. Esse contato diário com o mercado seja por meio de pesquisas
e ou conhecimento físico dos possíveis locais, nos quais se deseja trabalhar são
fundamentais para a inserção no mercado. Embora esteja saturado para muitos,
oportunidades estão surgindo constantemente. A visão e visibilidade para pensamentos
inovadores proporcionaram leques diferenciados de opções a atuação profissional. Logo, é
indiscutível o fato de que aplicar técnicas e estratégias do marketing pessoal se tornam
aliados a escolha profissional.
35
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS
O desenvolvimento do presente estudo possibilitou a apresentação da importância da fundamentação teórica sobre estudos mercadológicos do marketing pessoal e suas estratégias de mercado. Bem como, foi possível analisar a percepção dos discentes sobre seus conhecimentos estratégicos relacionados com o marketing pessoal e especialmente as dificuldades encontradas na hora de se inserir no mercado de trabalho.
E como muitos dos alunos demonstram que não conhecem formas de usar o marketing pessoal a seu favor e principalmente não entendem qual os critérios utilizados pelas organizações para contratar seus funcionários, com o presente estudo foi possível definir tais critérios de contratações e por fim, demonstrar a importância do marketing pessoal na carreira profissional.
De um modo geral, as dificuldades e desafios que os discentes apresentaram já eram o esperado, porém, com a aplicação do questionário foi viável analisar mais detalhadamente sobre os objetivos abordados e assim tornou-se possível traçar estratégias que possam auxiliar os discentes a ingressar no mercado de trabalho.
Logo, torna-se visível que os discentes necessitam ter uma maior atenção relacionada com as estratégias do marketing pessoal, pois é através das mesmas que se pode conquistar diferencial sobre os demais concorrentes do mercado de trabalho. Assim, é indiscutível o fato que depois desse estudo ficou bem explicito tais estratégias e que os objetivos propostos pela pesquisa foram realmente alcançados.
Neste ponto, pode se destacar também, que o uso dos questionários foi essencial para ter-se uma análise do perfil dos discentes, tão quanto, foi de grande importância para analisar as percepções e dificuldades apresentadas por cada aluno.
Dada a importância do tema, é bem vista a ideia da realização de novos projetos de extensão e minicursos que possibilitem conciliar o aprendizado em sala de aula com as práticas e técnicas que o mercado exige atualmente e assim, ter uma maior otimização do tempo que é disponibilizado para a formação profissional.
Por fim, com a realização desse estudo fica bem claro as estratégias para se
inserir no mercado de trabalho, o que as empresas buscam em seus funcionários e acima
de tudo, a importância da aplicação das estratégias relacionadas ao marketing pessoal
como forma de qualificação profissional.
36
7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ANDRADE, Maria Margarida de. Introdução à metodologia do trabalho científico. 6. ed.
São Paulo: Atlas, 2003.
BRANCO, Valdec Romero Castelo. Rumo ao sucesso: aprenda como tornar sua vida profissional em uma carreira de sucesso. Rio de Janeiro: E-papers, 2008. 122 p.
CAPELLI, Peter. A difícil tarefa de contratar uma pessoa certa: o mito das habilidades que não existem. Rio de Janeiro: Elsevier Brasil, 2017. 152 p.
CASTRO, Robson. Jovens X Mercado De Trabalho. Joinvile: Clube de Autores, 2015. 100 p.
COBRA, Marcos; BREZZO, Roberto. O novo marketing. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010.
359 p.
FULGENCIO, Paulo Cesar. Glossário - Vade-mécum. Rio de Janeiro: Mauad Editora Ltda, 2007. 680 p.
GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2002.
GEHRINGER, Max. Marketing Pessoal e Sucesso Profissional. Campo Grande: UCDB, 2002.
GEHRINGER, Max. Emprego de A a Z: a importância do marketing pessoal. Campo Grande: UCDB, 2002.
KOTLER, Philip. Administração de marketing: a edição do novo milênio. Trad. Bazán Tecnologia e Linguística. São Paulo: Prentice Hall, 2000.764 p.
LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de Metodologia Científica. 4ª ed. São Paulo. Atlas 2006.
MARCONI, Marina de Andrade, LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos de divulgação científica. 5ª ed. São Paulo: ATLAS SA, 2003. 311 p.
MARQUES, Cícero Fernandes. Estratégia de gestão de produção e operações. Curitiba:
IESDE BRASIL SA, 2012. 144 p.
MINTZBERG, Henry; AHLSTRAND, Bruce; LAMPEL, Joseph. Safari de estratégia. 2ª. ed.
Porto Alegre: Bookman, 2010. 392 p.
OLIVEIRA, Alberto de. Território e Mercado de Trabalho: discursos & teorias. São Paulo:
UNESP, 2006. 198 p.
POLLAK, LINDSEY. Da escola para o mercado de trabalho: 90 dicas para conseguir um
bom emprego. São Paulo: Summus, 2008. 296 p.
37
REBELLATO, Daisy; MARIANO, Enzo; CAMIOTO, Flavia; LEITE, Leonardo. Marketing para Cursos de Engenharia. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016. 224 p.
RICHERS, Raimar. O que é marketing. 12ª ed. São Paulo: Brasiliense, 2017. 76 p.
RITOSSA, CLAUDIA MONICA. Marketing pessoal: quando o produto é você. Curitiba:
Ibpex, 2009. 187 p.
RIZZO, Cláudio. Marketing pessoal no contexto pós-moderno. 4ª. ed. São Paulo:
Trevisan, 2017. 153 p.
SANTOS, Glauber Eduardo de Oliveira. Cálculo amostral: calculadora on-line. Disponível em: <http://www.publicacoesdeturismo.com.br/calculoamostral/ >. Acesso em: [14 de julho de 2018].
STAKE, Robert E. Pesquisa qualitativa: Estudando como as coisas funcionam. São Paulo: Penso Editora, 2016. 263 p.
TOZONI-REIS, Marília Freias De Campos. Metodologia de pesquisa. 2ª ed. Curitiba:
IESDE BRASIL SA, 2009.
TRINDADE, Luiz Valério De Paula. Currículo sem mistérios. Joinville: Clube de Autores, 2015. 65 p.
VIEIRA, Maria Cristina De Andrade. Marketing pessoal: das ideias aos projetos. Paraná:
Editora Ibpex, 2016.
VOGEL, Arno. Políticas públicas de trabalho e controle democrático: a qualificação dos executivos estaduais de trabalho no brasil. São Paulo: UNESP, 2000. 205 p.
YIN, Robert K. Estudo de caso: Planejamento e métodos. 5ª ed. Porto Alegre: Bookman
Editora, 2015. 320 p.
38
APÊNDICE – ROTEIRO DE ENTREVISTA
UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO CURSO BACHARELADO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA
QUESTIONÁRIO ACADÊMICO COMO REQUISITO PARCIAL PARA ELABORAÇÃO DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO/SEMESTRE 2018.1.
Prezado(a) discente: É perceptível a dificuldade de nós alunos e recém-formados, em especial nos cursos das engenharias, para inserção no mercado de trabalho. Com base nessa análise empírica esta pesquisa busca reunir dados, informações e conhecimento que possam propor estratégias, por meio do Marketing Pessoal para auxiliá-los a essa inclusão. Gratos pela colaboração.
TÍTULO DO PROJETO: PERCEPÇÃO DISCENTE SOBRE ESTRATÉGIAS DO MARKETING PESSOAL NOS CURSOS DAS ENGENHARIAS/UFERSA CAMPUS CARAÚBAS - RN
Discente: Brendel Freitas Duarte / Orientadora: Gilmara Elke Dutra Dias
1. Gênero:
( ) masculino ( ) feminino
2. Idade: _______
3. Graduando(a) em qual Engenharia?
( ) Civil ( ) Elétrica ( ) Mecânica
4. Ano que iniciou na engenharia:_________
5. Qual a sua relação com o curso?
( ) Muito satisfeito ( ) Satisfeito
( ) Pouco Satisfeito ( ) Insatisfeito
6. Já seria possível identificar em qual área irá atuar na sua Engenharia?
( ) Não ( ) Sim. Qual? _____________
39 7. Sobre Marketing e Marketing Pessoal:
a) Sabe como essas teorias podem contribuir para sua carreira profissional?
( ) Não
( ) Sim Como? ____________________________________________________
8. Sobre Mercado de Trabalho:
a) Sabe organizar currículo?
( ) Sim ( ) Não
b) Sente segurança para participar de processos seletivos?
( ) Sim ( ) Não
9. Conhece algum tipo de estratégia pessoal que possa auxiliá-lo na inserção ao mercado de trabalho?
( ) Não
( ) Sim. Qual? _______________________________________________________
10. Conhece as necessidades do mercado de trabalho na sua área?
( ) Não
( ) Sim Quais? ____________________________________________________
11. Conhece os critérios atuais de contratação pelas organizações?
( ) Não
( ) Sim Quais? ____________________________________________________
12. Na sua percepção, quais as maiores dificuldades encontradas para se inserir no mercado de trabalho?
____________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
Gratos pela colaboração
40