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RESULTADOS E DISCUSSÕES

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Como explicitado na metodologia, esta pesquisa foi realizada em uma turma com 25 alunos18 entre 14 e 18 anos, inseridos no 1º ano do ensino médio. Esta seção está dividida em: I) Levantamento e categorização dos vídeos; II) Análise do perfil dos alunos quanto o uso da televisão e uso de recursos audiovisual em sala de aula; III) Construção da FlexQuest “Radioatividade”; IV) Análise das tarefas realizadas pelos alunos.

5.1 Levantamento e categorização de vídeos da televisão19

A busca pelos vídeos foi iniciada em sites da televisão de canais abertos (TV Cultura, Canal Futura, TV Record, TV Globo), canais de televisão por assinatura (TV Rá-Tim-Bum, NET, SKY) e ainda a TV Escola, que é um canal do Ministério da Educação, levando em consideração que os mesmos estivessem disponíveis na internet e nas escolas públicas do país.

Dos canais abertos, foram levantados os seguintes programas:

TV Globo: Ação, Globo Ecologia, Globo Ciência, Os Simpsons (por temporada), Magavayer (não mais transmitido), Linha Direta (não mais transmitido), Fantástico (Quadros: Mundo Invisível, Poeira nas Estrelas, Neuro Lógica);

TV Cultura (De onde vem?; Almanaque Educação; Saúde Brasil; Repórter ECO; Planeta Terra; Castelo Rá-tim-bum);

Canal Futura (Um Pé de Quê?; A incrível casa de Eva; Globo Ciência; Mundo de Beackman; Universo de Blaster; Capitão Planeta; Estação Saúde, dentre outros);

TV Record (CSI Miami).

TV SBT (Eliana – quadro Ciência em Show)20.

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No decorrer da aplicação da FlexQuest, dois alunos faltaram em todas as atividades, com exceção da sondagem inicial - o que reduziu o número de alunos participantes, de 25 para 23 alunos.

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A categorização dos vídeos e as concepções apresentadas pelos alunos nesta pesquisa foram apresentadas no XV ENEQ (Encontro Nacional do Ensino de Química), com o trabalho intitulado A utilização de programas de televisão

como recurso didático em aulas de química. Esta amostragem foi inserida em uma pesquisa mais ampla, com uma

Em relação a TV por assinatura (NET e SKY) foi realizada uma busca em sua programação para verificar a presença de alguns canais que apresentavam algum programa que tivesse alguma informação de cunho científico, dentre os quais destaca-se:

Nicklendon (Dora, a Aventureira; As aventuras de Jimmy Neutron, Menino Gênio; Os Padrinhos Mágicos);

Animal Planet (A Presa do Predador; Natureza em massa; Mundo natural); Discovery

Kids (Sid, o pequeno cientista; George, o curioso); Discovery Channel (Documentários);

Nacional Geographic (Documentários);

Greenpeace (Documentários);

Cartoon Network (Laboratório de Dexter);

FOX (Simpsons);

The History Chanel (Documentários);

TV Rá-Tim-Búm (De onde vem?; Os reciclados; Passeio Animal; Qual é o bicho?, Ecoturistinhas; Programa Cambalhota; Grandes Personangens e X-Tudo) – única TV brasileira direcionada a crianças em canal por assinatura.

Na TV Escola, encontrou-se uma programação totalmente voltada à educação com apresentação de documentários, tele-aulas, séries, desenhos, entrevistas, etc. que capacita e aperfeiçoa os educadores em sua prática didática. Dentre os programas destaca-se: Glóbulos-X; O Átomo; A origem das coisas; Lendas da Ciência; Evolução; Matéria e suas propriedades; A Odisséia da Vida; A Química do quase tudo; O Corpo humano (Home & Health).

Na busca realizada na internet, destaca-se que o site de vídeos “Youtube”, apresenta uma série de produções caseiras ou de reprodução do que é transmitido na televisão. Não foram realizadas buscas neste site, mas alguns vídeos que foram levantados nesta pesquisa estão disponíveis neste site. Foi encontrado também o grupo de pesquisa Ponto Ciência, da UFMG, que produz e

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A programação dos programas transmitidos por esses canais foram visualizados em no dia 08 de dezembro de 2009, podendo estes inserir ou retirarem outros programas a serem transmitidos.

disponibiliza um espaço para vídeos experimentais versados nas ciências da natureza (química, biologia, física, astronomia), este é coordenado pelo professor Alfredo Matheus. O Ponto Ciência é um portal que funciona como banco de dados que apresentam não apenas os vídeos, mas também as explicações do que ocorre nos experimentos e qual o método de execução da experimentação. Qualquer usuário pode colocar os vídeos no site, sendo necessária a criação de uma senha de acesso, como também a validação do vídeo como experimental, por parte dos responsáveis do site.

Por outro lado, o Espaço Ciência – museu de ciências do estado de Pernambuco – possui um acervo21 com mais de 200 VHS e DVD‟s que contem séries, desenhos, entrevistas, documentários, bem como recortes de programas televisivos, cedidos pelo Ministério da Ciência e Tecnologia. Muitos dos vídeos presentes em seu acervo são transmitidos pelo Canal Futura, TV Globo, TV Cultura, TV Escola e também com os documentários transmitidos em canais por assinatura. Este espaço facilita ao professor o acesso aos mesmos, sendo necessária a visualização prévia das informações presentes no vídeo, para que possa ser utilizado em sala de aula de forma sistemática.

Após esta primeira etapa da seleção dos vídeos, eles foram categorizados segundo Serrano e Paiva (2008), como meio de facilitar a sua utilização em sala de aula dentro da proposta metodológica do professor, ou seja, uma categorização por agrupamento conceitual; metodologia aplicada sem a utilização de rótulos ou denominações específicas para os objetos, permitindo que pertençam a um ou mais grupos, resultando uma pluralidade de seções e possibilidades de utilização.

Essa categorização tem como objetivo disponibilizar ao educador a visualização de informações que possam facilitar o seu acesso ao recurso, bem como direcionar o que ele busca no mesmo, como a estratégia a ser aplicada em sala de aula. Lembrando que, o enquadramento em qualquer categoria não anula a possibilidade dos conteúdos também estarem adequados a outras classificações (SERRANO e PAIVA, 2008). Na Tabela 1, apresenta-se a categorização que

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Lista do acervo da videoteca do museu disponível em < http://www.espacociencia.pe.gov.br/espacociencia/acao_educativa/videoteca.html > acessado em: 14 out. 2010.

engloba os vídeos que foram selecionados, e que podem ser utilizados como recurso didático sem distinção de canal que o apresenta, devido a alguns programas estarem presentes em mais de um canal televisivo.

Alguns vídeos, como por exemplo: De onde vem?, Cosmos; Poeira nas Estrelas; Mundos

Invisíveis, dentre outros estão disponíveis no site do Youtube podendo ser feito download dos

mesmos. O primeiro vídeo também pode ser acessado no portal do governo federal, aqui mencionado (p. 26 e 27).

CATEGORIAS VÍDEOS

DESENHOS Os Simpsons; De onde vem?; Universo de Blaster; Capitão Planeta; Dora, a Aventureira; As aventuras de Jimmy Neutron; Menino Gênio; Os Padrinhos Mágicos; Sid, o pequeno cientista; George, o curioso; Laboratório de Dexter; Os reciclados; Ecoturistinhas; Glóbulos-X.

DOCUMENTÁRIOS Saúde Brasil; Planeta Terra; A Presa do Predador; Natureza em massa; Mundo natural; Discovery Channel; Nacional Geographic; Greenpeace; The History Chanel; O Corpo humano (Home & Health).

PROGRAMAS DE TELEVISÃO Ação; Globo Ecologia; Globo Ciência; Linha Direta; Fantástico; Almanaque Educação; Repórter ECO; Castelo Rá-tim-bum; A incrível casa de Eva; Passeio Animal; Qual é o bicho?; X-Tudo

SÉRIES Magavayer; Mundo Invisível; Poeira nas Estrelas; Neuro Lógica; Um Pé de Quê?; Estação Saúde; CSI Miami; O Átomo; A origem das coisas; Lendas da Ciência; Evolução; Matéria e suas propriedades; A Odisséia da Vida; Grandes Personagens.

EXPERIMENTAIS Mundo de Beackman; Eliana – quadro Ciência em Show; Cambalhota; www.pontociencia.org.br;

Tabela 1. Resumo das principais categorias de vídeos com seus exemplos.

Cabe ressaltar que a categorização aqui apresentada dos vídeos televisivos foi validada através da realização de um processo de categorização independente por parte de dois integrantes do grupo de pesquisa do Ponto Ciência (UFMG). Cada integrante recebeu a lista com os nomes dos programas e tabela 2 com as categorias selecionadas neste trabalho. O integrante 1 apresentou como categorização a tabela 3.

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