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Modelo A - modelo fotoelástico com um implante de 7 mm localizado na linha média da mandíbula. As fotos foram tomadas em 3 situações simuladas com cargas de 10, 20 e 30 kgf (Figura 10). As imagens mostram a vista

vestibular do modelo fotoelástico no polariscópio circular de transmissão plana com fonte de luz incidente. Nota-se tensões concentradas no ápice do implante e região basal do modelo. Além disso, com o aumento da carga axial ocorreu aumento da intensidade das franjas.

Figura 10 – Imagens fotoelásticas do modelo A em relação às cargas exercidas.

Modelo A1 – Carga de 10 kgf Modelo A2 – Carga de 20 kgf

Modelo A3 – Carga de 30 kgf

Modelo B - modelo fotoelástico com um implante de 9 mm localizado na linha média da mandíbula. As fotos foram tomadas em 3 situações simuladas

de cargas de 10, 20 e 30 kgf. As imagens mostram a vista vestibular do modelo fotoelástico no polaroscópio circular de transmissão plana com a fonte de luz incidente. Nota-se tensões concentradas no ápice do implante e região basal do modelo. Além disso, verifica-se que a intensidade das franjas é muito similar para as cargas de 10 e 20 kgf. A carga axial de 30 kgf promoveu aumento da intensidade da franja.

Figura 11 – Imagens fotoelásticas do modelo B em relação às cargas exercidas.

Modelo B1 – Carga de 10 kgf Modelo B2 – Carga de 20 kgf

Modelo B3 – Carga de 30 kgf

Modelo C - modelo fotoelástico com um implante de 11 mm localizado na linha média da mandíbula. As fotos foram tomadas em 3 situações simuladas com cargas de 10, 20 e 30 kgf. As imagens mostram a vista

vestibular do modelo fotoelástico no polaroscópio circular de transmissão plana com a fonte de luz incidente. Nota-se que o modelo apresenta tensões concentradas no ápice do implante, região basal do modelo e na região cervical do implante. Além disso, verifica-se que a intensidade das franjas é muito similar para as cargas de 10 e 20 kgf. A carga axial de 30 kgf promoveu aumento da intensidade da franja.

Figura 12 – Imagens fotoelásticas do modelo C em relação às cargas exercidas.

Modelo C1 – Carga de 10 kgf Modelo C2 – Carga de 20 kgf

6 DISCUSSÃO

Os resultados obtidos neste estudo experimental permitiram analisar o comportamento das tensões induzidas por overdentures mandibulares suportadas por um implante com diferentes comprimentos (7, 9 e 11 mm), submetidas à carga oclusal promovida por prótese convencional maxilar em máxima intercuspidação por meio da visualização das tensões induzidas nos modelos fotoelásticos.

Considerando que ocorreram diferentes concentrações de tensões nos modelos fotoelásticos, a hipótese estudada que diferentes comprimentos de implantes e diferentes valores de carregamento axial promoveriam diferentes concentrações de tensões no modelo fotoelástico foi aceita.

Estudos aplicados na Odontologia utilizaram a fotoelasticidade para analisar as tensões representadas pelos valores da ordem de franja (N), ou seja, pela análise dos valores qualitativos (Haraldson, 1980; Deines et al., 1993; Meirelles, 2003; Cehreli et al., 2004). Encontram-se também na literatura trabalhos que comparam o uso de diferentes quantidades de implantes para ancoragem de overdentures (Campana et al., 2014) e a influência de sistemas de retenção em overdentures apoiadas sobre um implante (Alsabeeha et al., 2011), mostrando resultados favoráveis quanto a utilização de um implante. Entretanto, não existe nenhum trabalho com fotoelasticidade que compare a influência dos diferentes comprimentos na ancoragem de overdentures.

Retenção e estabilidade adequadas são determinantes fundamentais para um resultado bem sucedido no tratamento reabilitador com próteses convencionais totais maxilar e mandibular, o que nem sempre são obtidas com qualidade e satisfação do paciente. Assim, o método da ancoragem da prótese mandibular com um implante tem sido alegado para melhorar a estabilidade da prótese total (Wolfart et al., 2008) e consequente satisfação e função mastigatória do paciente (Krennmair & Ulm, 2001). Assim, esta técnica

cirúrgica, protética e financeiramente de menor custo poderia ser recomendada para a reabilitação de pacientes com prótese mandibular convencional.

Vários estudos analisados em longo prazo também mostraram que a simplificação do tratamento com overdenture mandibular usando cirurgia de um estágio (Liddelow & Henry, 2007) ou com carregamento imediato (Liddelow & Henry, 2010) com um implante pode proporcionar resultado terapêutico benéfico com menor custo financeiro. Outro fato importante é que a atrofia do rebordo alveolar de mandíbulas edêntulas tem sido considerada como atribuída à reduzida retenção, estabilidade e ação da carga mastigatória exercida pela prótese total, comprometendo a satisfação e função do paciente (Chan, 1995; Awad et al., 2003).

O tratamento com overdentures suportadas por um implante é uma modalidade de tratamento bem sucedida em comparação com próteses completas convencionais, pois oferecem resultados superiores para estética, fonética e mastigação e podem retardar a reabsorção óssea contínua e melhorar a qualidade de vida dos pacientes (Jacob et al., 1992; Von Wowern & Gotfredsen, 2001).

Alguns trabalhos anteriores mostraram que os implantes curtos tendem a ser uma solução satisfatória em regiões onde existe reduzida altura do rebordo alveolar ósseo e apresentam sobrevida semelhante a de implantes longos (Tawil et al., 2006; Arlin et al., 2006; Fugazzotto et al., 2008). Entretanto, conforme os resultados neste estudo, o aumento do comprimento do implante diminuiu a intensidade das tensões concentradas no ápice do implante e aumentou a área de distribuição, o que corrobora com relato de estudo anterior (Pellizer et al., 2013). Assim, no grupo C constituído com implantes de maior comprimento, a distribuição da tensão ao redor do ápice do implante foi em menor concentração e mais dissipada, atingindo regiões basais do modelo fotoelástico. Portanto, este resultado está de acordo com estudo que analisou pelo método de elementos finitos, a influência do comprimento do implante na

concentração de tensões no tecido ósseo alveolar (Himmlová et al., 2004). Esses autores verificaram que o aumento do comprimento do implante diminuía a intensidade das tensões geradas (von Mises). Com essa mesma metodologia, verificou-se que o aumento do implante diminuía as tensões geradas na trabécula óssea, o que seria importante para a longevidade da reabilitação implantossuportada (Baggi et al., 2008). Por analogia, o aumento do comprimento do implante poderia também ser benéfico para o período de osseointegração, sugerindo que o comprimento do implante pode aumentar a tendência de se atingir a estabilidade primária.

Tem sido alegado que o aumento da carga promove aumento das tensões concentradas ao redor dos implantes (Campana et al., 2014), fato observado em todos os grupos analisados neste estudo; entretanto, com maior valor no implante de menor comprimento (grupo A).

Estudos clínicos mostram a eficácia de implantes curtos com 10 mm de comprimento (El-Sheikh et al., 2012; Jingyin et al., 2012, Cheng et al., 2012;). Entretanto estudos com mini implantes mostram também resultados satisfatórios para suporte de overdentures (Maryod WH et al., 2014; Scepanovic et al., 2012; Elsyad et al., 2011; Jofre et al., 2010); porém, a

literatura é escassa em estudos fazendo uso dele como implante único em sínfise mandibular para retenção. propôs Além disso, foi proposto o uso de implante com 7mm de comprimento; porém, alegou-se ser necessário estudos clínicos randomizados para comprovação da eficácia clínica (Alsabeeha et al., 2009).

O maior interesse neste estudo foi verificar os valores das tensões

induzidos nos implantes com diferentes comprimentos suportando

overdentures. Portanto, os resultados obtidos sinalizam a possibilidade de

estabelecer níveis de referência clínica para escolha de diferentes modelos de

overdentures. Os resultados deste estudo permitiram melhor entendimento

literatura (Tawil et al., 2006). Pesquisas clínicas de acompanhamento longitudinal são indispensáveis a fim de se determinar as influências e consequências das tensões observadas nos implantes. Além disso, estudos clínicos concomitantes aos métodos de análise de tensão, com intuito de comparação dos resultados obtidos é de grande importância clínica.

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