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Os boxplots7 dos retornos absolutos anuais dos FIAs segregados por

categorias e valores dão indicativos de que há certa estabilidade (em algumas características) nas diferenças entre os retornos dos FIAs que apresentam ou não cada uma das características analisadas, mas ao mesmo tempo mostra que em períodos específicos (04-05, 07-08 e 13-14) essas tendências se invertem para quase todas as características. É possível notar na Figura 1 que a segregação em função do PL médio (maior ou menor que a mediana do período anterior) não produz médias e medianas de retornos absolutos persistentemente maiores para nenhuma das classes. Já no que diz respeito ao tipo de gestor (Figura 2), os retornos por

período mostram uma maior variabilidade dos retornos dos FIAs geridos por gestores independentes, mas com retornos ligeiramente mais altos (exceto nos períodos 04-05 e 13-14) – o que reforça a ideia de que os grandes bancos comerciais oferecerem, em média, FIAs com estratégias mais conservadoras para não arriscar um de seus maiores ativos – a marca.

Em sete dos dez períodos, os FIAs que cobram taxa de performance apresentaram média e mediana dos retornos maiores dos que os que não cobram tal taxa (Figura 3), um indicativo de que os gestores desses FIAs capturam parte do valor gerado por sua habilidade, mas não todo. A volatilidade dos retornos anuais médios não apresentou diferenças significativas entre os FIAs que cobram ou não taxa de performance, no período analisado. Os FIAs com investimento em cotas também apresentaram maiores médias e medianas dos retornos anuais maiores dos que os que não investem em cotas (Figura 4) em sete dos dez períodos analisados, além disso, apresentaram menores volatilidades em nove dos dez períodos.

Já os FIAs destinados a investidores qualificados apresentaram melhores retornos que os sem restrição quanto ao tipo de investidor em 8 períodos (Figura 5), entretanto as volatilidades dos retornos anuais não foram consistentemente maiores ou menores para esses FIAs. A análise dos retornos médios dos FIAs segregados de acordo com a longevidade (Figura 6) nos permite inferir uma correlação entre essas duas grandezas, uma vez que os FIAs com longevidade baixa superaram os demais em questão de média e mediana dos retornos em sete dos nove períodos. Os retornos anuais dos FIAs com permissão para alavancagem (Figura 7) superaram, em média e mediana, os retornos dos FIAs sem permissão em sete períodos, entretanto em apenas dois períodos apresentaram menor volatilidade do que os sem permissão – um indicativo de que essa estratégia pode gerar retornos mais elevados ao custo de um maior risco, assim como esperado.

As análises dos boxplots dos retornos dos FIAs com retornos e com IS maiores que a mediana no período anterior (Figuras 8 e 9) levam a uma mesma conclusão: há indicativo de que os FIAs que performam melhor em um período tendem a repetir essa performance melhor no próximo período quando comparados aos seus respectivos grupos complementares. Os grupos de FIAs que se enquadram nessas duas categorias são muito semelhantes (mais de 96% de coincidência para toda a amostra), logo espera-se que um modelo de regressão que

possua simultaneamente os fatores RAcM e ISAcM sofra de multicolinearidade. Desta forma, nenhum modelo apresentado contará com esses dois fatores simultaneamente.

É flagrante a diferença nas performances obtidas entre os FIAs em seu primeiro período completo de atividade e os demais: a Figura 10 mostra que em oito dos nove períodos analisados, os FIAs Novos superaram, em média e mediana de retorno absoluto os demais FIAs da amostra. Este fato é um indicativo de que os gestores podem estar se esforçando mais nos primeiros períodos de atividade ou, até mesmo, de que os FIAs iniciantes são capazes de obter melhores retornos dado que ainda não atingiram um tamanho suficientemente grande para atrapalhar a aplicação da sua estratégia.

Figura 2 – Boxplot dos FIAs segregados por Tipo de Gestor

Figura 4 – BoxPlot dos FIAs segregados por Investimento em Cotas

Figura 6 – BoxPlot dos FIAs segregados por Longevidade

Figura 8 – Boxplot dos FIAs segregados por Retornos Anuais no período anterior

Figura 10 - Boxplot dos FIAs Novos versus Antigos

É interessante notar (Tabela 4) que no período 13-14 apenas os FIAs com investimento em cotas, com o PL alto e os Novos superaram os seus respectivos complementares – claramente um período atípico, assim como 04-05 e 07-08. No período 04-05, nenhuma das características ligadas a uma geração de retornos mais elevada na maioria dos outros períodos superou a sua complementar.

Tabela 4 - Períodos em que os FIAs que apresentam as características estudadas proveram médias e medianas de retornos anuais maiores que os seus respectivos complementares

Período FIC Alavancado PL Alto Gestor Indepen- dente Taxa de Perf. Longevi- dade Baixa Investidor Qualificado Retorno Anterior > Mediana IS Anterior > Mediana Fundos Novos

04/05 Não Não Não Não Não N/A Não N/A N/A N/A

05/06 Sim Sim Não Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim

06/07 Não Não Não Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim

07/08 Não Sim Não Sim Não Não Sim Não Não Não

08/09 Sim Sim Não Sim Sim Sim Sim Não Não Sim

09/10 Sim Sim Não Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim

10/11 Sim Sim Não Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim

11/12 Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim

12/13 Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim

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