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8. Gerenciamento de Riscos

8.1.3 Risco Operacional

O gerenciamento do risco operacional no BB tem a finalidade de identificar, avaliar,

controlar, mitigar e monitorar as exposições ao risco operacional inerentes a processos, à

formatação e ao lançamento de novos produtos e serviços, ao ambiente de negócios do

Banco.

Com o objetivo de melhorar a dinâmica de sua atuação, de manter-se atualizado frente às

melhores práticas de mercado e em conformidade com o ambiente regulatório, o Banco

promoveu mudanças na estrutura de gerenciamento de risco operacional, sendo

composta pela Diretoria de Gestão de Riscos (DIRIS) e pela Diretoria de Gestão da

Segurança (DIGES), sendo o Diretor de Gestão de Riscos, por meio de indicação do

Conselho de Administração, o responsável perante o Banco Central do Brasil pelo

gerenciamento do risco operacional.

A Diretoria de Controles Internos (DICOI) é responsável pela 2ª camada de controle que

contempla, entre outras atividades, a avaliação do controle e conformidade e a validação

dos modelos de gestão de riscos. O Conselho de Administração permanece responsável

pelas informações divulgadas.

A Auditoria Interna é responsável pela verificação do gerenciamento de risco operacional

e do funcionamento de sua estrutura. Ressalta-se que o processo de análise do risco

operacional é avaliado por auditoria externa, sendo seus resultados submetidos aos

Conselhos Diretor, Fiscal e de Administração.

Visando cumprir as estratégias e políticas definidas para Risco Operacional e, atendendo

aos requisitos regulatórios, foram revisadas as atividades referentes às fases de gestão,

conforme sintetizado na tabela a seguir:

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Tabela 31. Fases do processo de gerenciamento do risco operacional

Política de Risco Operacional

A Política de Risco Operacional aprovada e revisada anualmente pelo Conselho de

Administração (CA) contém orientações às áreas do Banco, que visam garantir a

efetividade do modelo de gestão do risco operacional.

Essa Política, aderente ao preconizado em Basiléia II e aos requisitos da Resolução CMN

3.380/06, permeia as atividades relacionadas ao gerenciamento do risco operacional, com

o objetivo de identificar, avaliar, mitigar, controlar e monitorar os riscos operacionais

inerentes aos produtos, serviços, processos e sistemas no âmbito do Banco do Brasil,

suas Subsidiárias Integrais e Controladas do Consolidado Econômico-Financeiro.

Estratégias e Processos de Gestão

O Banco do Brasil tem por objetivo gerir seus riscos operacionais de forma conservadora,

segregando as funções de gestão de riscos e de negócios. Para tal, o Banco adota as

melhores práticas em gestão de riscos, respeitadas as normas e diretrizes de supervisão

e de regulação bancária.

O atual Planejamento Estratégico do Banco, aprovado pelo Conselho de Administração,

insere perspectiva financeira objetivo estratégico de perdas, mensuradas por meio do

indicador Limite Global de Perdas Operacionais.

A gestão estratégica ocorre no Comitê de Risco Global (CRG), composto pelo Presidente

e Vice-Presidentes, que tem a finalidade de propor as políticas e decidir sobre as

diretrizes de riscos. Em especial, sobre o limite de tolerância ao risco operacional- Limite

Global - que está fundamentado no montante máximo de perdas operacionais definido

para o período de um ano.

Fases de Gestão Síntese das Atividades

Identificação

Consiste em identificar e classificar os eventos de risco operacional a que o Banco está exposto,

indicando áreas de incidência, causas e potenciais impactos financeiros associados a processos,

produtos e serviços da organização.

Avaliação

É a quantificação da exposição ao risco operacional com o objetivo de avaliar o impacto nos negócios

do Banco. Consiste, também, na avaliação qualitativa dos riscos identificados, analisando sua

probabilidade de ocorrência e impacto de forma a determinar o nível de tolerância ao risco.

Controle

Consiste em registrar o comportamento dos riscos operacionais, limites, indicadores e eventos de

perda operacional, bem como implementar mecanismos de forma a garantir que os limites e

indicadores de risco operacional permaneçam dentro dos níveis desejados.

Mitigação

Consiste em criar e implementar mecanismos para modificar o risco buscando reduzir as perdas

operacionais por meio da remoção da causa do risco, alteração da probabilidade de ocorrência ou

alteração das consequências do evento de risco.

Monitoram ento

É a ação que tem por objetivo identificar as deficiências do processo de gestão do risco operacional

de forma que as fragilidades detectadas sejam levadas ao conhecimento da Alta Administração. É a

fase de retroalimentação do processo de gerenciamento de risco operacional, onde é possível

detectar fragilidades nas fases anteriores.

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Visando conferir agilidade ao processo de gestão, as questões operacionais ligadas ao

risco operacional são deliberadas no Subcomitê de Risco Operacional (SRO), que tem o

objetivo de monitorar, sob periodicidade mínima mensal, o risco operacional via limites

específicos de perdas operacionais e indicadores chave de riscos. Também está entre as

atribuições do SRO, a proposição/aprovação de medidas para manter os parâmetros de

risco (exposições, limites etc)dentro da tolerância pré-definida pelo CRG.

Processos de Comunicação e Informação

São reportados, mensalmente, aos membros do Comitê de Risco Global (CRG) e

Subcomitê de Risco Operacional (SRO), informações de riscos e perdas operacionais,

posições de Indicadores Chave de Riscos (ICR), e limites globais e específicos.

Também são objeto de comunicação aos gestores, a posição das perdas operacionais

mensais, o comportamento dos ICRs, e a posição dos limites específicos de suas

respectivas áreas. Referidos relatórios visam possibilitar ao gestor a identificação de

riscos para proposição de ações de mitigação.

Como forma de promover o compartilhamento de informações sobre projetos e ações, a

Diretoria de Gestão de Riscos (DIRIS) vêm participando dos diversos fóruns estratégicos

do Banco nos quais são discutidos temas relacionados a risco operacional.

Essa dinâmica de prestação de informações permite que os níveis estratégicos,

executivos e operacionais, tenham acesso a informações de risco operacional que

viabilizem o processo de tomada de decisão no Banco.

Sistemas de Mensuração

A Resolução CMN 3.490/07, determinou a inclusão da Parcela de Risco Operacional

(POPR) no cálculo do Patrimônio de Referência Exigido (PRE). Por meio da Circular

3.383/08 e das Cartas-Circulares 3.315/08 e 3.316/08, o BACEN definiu os procedimentos

para o cálculo da parcela POPR e a composição do Indicador de Exposição ao Risco

Operacional (IE).

Em relação às abordagens de mensuração, o BACEN, por meio da Circular 3.383/08,

faculta às instituições financeiras, o cálculo da parcela POPR com base em uma das

seguintes abordagens: Indicador Básico, Padronizada Alternativa e Padronizada

Alternativa Simplificada. O Banco decidiu alocar capital para risco operacional sob a

Abordagem Padronizada Alternativa, em função da segregação do IE por linhas de

negócios.

Com o objetivo de estar qualificado à utilização de abordagem avançada, baseada em

modelo interno no cálculo da parcela relativa ao risco operacional, o Banco tem

concentrado esforços na gestão de seus riscos operacionais apoiado na utilização dos

quatro elementos: base de dados interna, dados externos, análise de cenários e os

fatores que refletem o ambiente de negócios e os controles internos do Banco (BEICF –

Business Environment and Internal Control Factors).

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Foi aprovado modelo de cálculo da Popr sob a abordagem avançada de risco operacional,

atendendo aos requisitos publicados pelo Bacen quanto ao envolvimento da alta

administração com a gestão de riscos, documentação dos modelos e utilização prévia -

"testes de uso" - de modelos anteriormente à sua efetiva autorização pelo Regulador.

Mitigação de Risco Operacional

As áreas gestoras de processos, produtos e serviços, com base nos riscos operacionais

apontados na etapa de identificação do risco operacional e nas decisões emanadas pelo

Subcomitê de Risco Operacional (SRO) e/ou Comitê de Risco Global (CRG), devem

elaborar e implementar planos de ação e instrumentos para a mitigação do referido risco

operacional.

As Diretorias de Gestão de Riscos (DIRIS) e de Gestão da Segurança (DIGES),

assessoram osgestores na elaboração dos planos de ação para mitigação do risco

operacional.

Estratégias e Processos de Monitoramento da Efetividade dos Mitigadores

O monitoramento das perdas operacionais é realizado mensalmente, por meio da

apuração dos valores observados em comparação com o limite global de perdas

operacionais, com reporte ao Subcomitê de Risco Operacional (SRO) e ao Comitê de

Risco Global (CRG). Nos casos de extrapolação do limite, a DIRIS, aciona a área gestora

para a proposição de ações de mitigação. Com o objetivo de tornar o monitoramento

ainda mais eficiente, foram adotados os seguintes limites específicos:

a) Problemas Trabalhistas;

b) Falhas nos Negócios:

- Planos Econômicos;

- Indenização Cobrança e Sucumbência;

- Cadastro Restritivo;

- Repetição de Indébito (Instrumento contratual e juros);

- Honorários e Custas Judiciais

- Falhas em Serviço

c) Fraudes e Roubos Externos:

- Roubos Externos;

- Fraude Eletrônica Externa;

- Fraude Documental;

- Perdas com Cartões.

d) Fraudes Internas;

e) Falhas em Sistemas; e

f) Rede Externa.

Havendo extrapolação de algum Limite Específico acima indicado é emitida RTR –

Recomendação Técnica de Risco na qual o gestor do Limite deve indicar as causas, bem

como ações de mitigação para reenquadramento do limite extrapolado.

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A tabela a seguir apresenta o acompanhamento das perdas operacionais do BB, realizada

por categorias de eventos de risco, em termos percentuais. Ressalta-se que o Banco do

Brasil considera as constituições e reversões de provisões para demandas contingentes

no total apurado de perdas operacionais para as categorias Problemas Trabalhistas e

Falhas nos Negócios.

Tabela 32. Acompanhamento das perdas operacionais

1T13 4T12 3T12 2T12 1T12

Problemas Trabalhistas 42,9% 42,5% 33,1% 34,2% 18,4%

Falhas nos Negócios 32,5% 41,2% 53,0% 56,2% 66,4%

Fraudes e Roubos Externos 18,4% 15,0% 9,2% 10,1% 11,0%

Danos ao Patrimônio Físico 1,4% 1,1% 0,5% 0,7% 0,4%

Fraudes Internas 1,3% 0,5% 0,7% 0,6% 0,5%

Falhas de Sistemas 0,0% 0,0% 0,0% 0,6% 0,1%

Interrupção das atividades 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0%

Falhas em Processos 3,5% -0,3% 3,5% -2,4% 3,2%

100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0%

Categorias

Banco do Brasil S.A. 60

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