Situacional simplifi cado.*
Prof. Dra. Elizabeth Artmann1
1. Listar livremente os problemas que afetam a sua organização com base no resultado do levantamento a partir do roteiro de atividades já utilizado.
2. Selecionar os problemas estratégicos com base no protocolo de seleção de problemas do PES.
3. Descrever o problema a ser processado
A descrição corresponde à identifi cação dos fatos que expres- sam a existência do problema selecionado. Estes fatos, deno- minados de descritores, possibilitam delimitar e expressar
precisamente o conteúdo do problema, eliminando as ambi- güidades de compreensão sobre o mesmo.
Os descritores devem possibilitar a construção de indicadores quantitativos e/ou qualitativos que deverão permitir a moni- torização do problema. A descrição deve ser realizada a partir das seguintes questões:
• Quais são os sintomas do problema? • Como ele se manifesta?
4. Listar as causas do problema
Listar as causas por descritor; a seguir, enxugar o elenco agre- gando o máximo possível as primeiras causas e selecionando as mais representativas. Se possível, estabelecer a rede de
causalidade que interliga as várias causas e as causas e
os descritores. Para tal, é necessário dispor espacialmente as causas colocando as imediatas mais próximas dos descritores e as mediatas atrás das imediatas.
1 Referência autor.
* Adaptação feita por Elizabeth Artmann e Francisco Javier Uribe Rivera.
5. Selecionar os nós críticos ou pontos de enfrenta- mento
Os nós críticos são as causas principais que serão objeto de intervenção do plano. Para selecioná-los, o grupo deverá apli- car à todas as causas do problema os seguintes critérios: • Impacto: Esta causa produz alto impacto sobre o pro-
blema?
• Possibilidade de intervenção: É possível atuar direta e efi cazmente sobre esta causa (eu ou outro ator envolvido
com o problema)? É um centro prático de ação? (um nó
crítico não pode ser um efeito de síntese de outras causas práticas que aparecem anteriormente na cadeia causal) • Oportunidade política de intervenção: É possível poli- ticamente intervir sobre esta causa?
Ao fi nal da análise serão selecionados como nós críticos
aquelas causas que cumprirem simultaneamente os três
critérios.
6. Defi nir operações e ações, com seus produtos e re- sultados
Após a descrição, os grupos deverão elaborar as operações e ações do plano. Para cada nó - crítico deverá ser elabora- do pela menos uma operação que corresponde à proposta
global de intervenção sobre o mesmo. A operação deverá ser enunciada de forma sintética e deve expressar uma proposta concreta de intervenção.
O grupo deverá então defi nir os recursos, produtos e resulta- dos esperados para as ações elaboradas anteriormente, utili-
zando, nesta etapa, a Matriz 1 em anexo.
Os recursos serão defi nidos de forma genérica, ou seja, re- cursos político, econômico, organizativo e cognitivo. Deve-se atribuir pesos de (1) uma a (3) três cruzes para cada um dos tipos, con forme a sua importância para cada ação.
Matriz 1 - Operações, Recursos, Produtos e Resultados
EX. OP1A1 - RECURSOS - Econômico: + + + - Político: + + - Organizativo: + - Cognitivo: +
Os produtos correspondem aos efeitos imediatos esperados para cada ação. Expressam bens e serviços produzidos devendo ser bem precisos e de preferência quantifi cados.
Os resultados correspondem aos efeitos fi nalísticos das ações na situação analisada, esperados como conseqüência dos pro- dutos alcançados.
EX. Problema principal: Baixa produção de consultas • Ação: Implantar sistema de controle de freqüência no Hospital • Produto: todos os serviços do hospital com sistema de con- trole de freqüência dos profi ssionais implantados
• Resultado: diminuição do absenteísmo; aumento da pro- dutividade
OBS. Os produtos e resultados são categorias relacionais, isto é, são defi nidos em uma determinada situação, com base
na análise de um determinado problema. Assim espera-se
que os resultados das ações sejam coerentes com os descri-
tores do problema principal e os produtos com suas causas.
8. Fazer uma análise de viabilidade simples das ope- rações e desenhar estratégias de viabilização quando necessário (entrar no site www.aids.gov.br e verifi car as estratégias utilizadas para combate à epidemia)
Sugere-se usar a seguinte matriz 2,onde terá que se:
• Especifi car os recursos de poder necessários às operações e ações: número e especialização dos profi ssionais; salas de en- fermaria; equipamentos; aprovação e realização de concurso; aprovação do plano de cargos na Câmara, etc.
• Indicar os atores que controlam esses recursos
• Indicar a posição dos atores em face das operações em ter- mos de favorável, desfavorável e neutro em relação ao enfren- tamento positivo das mesmas.
• Destacar o nível de viabilidade e se necessário destacar que operações estratégicas seriam necessárias para viabilizar as operações do plano.
9. Escolher a melhor trajetória possível. Entende-se por trajetória estratégica a seqüência de realização das operações/ações
Exemplo de uma péssima trajetória. t: tempo, momento, oportunidade t1 t2 t3 t4 t5 DOP5 DOP4 OP1 OP3 OP2 Exemplo da melhor trajetória: t1 t2 t3 t4 OP3 OP1 DOP4 DOP5 OP2
10. Assinale os principais condicionantes `letais` das operações, entendendo por condicionantes letais con- dições fora do controle do ator que tem um peso deci- sivo no alcance dos resultados inerentes às operações. O que poderia ser feito em termos de ações alternati- vas para compensar o efeito da ocorrência dos condi- cionantes (contexto/cenário)
Exemplo:
Operação: Fortalecer o Conselho Municipal de Saúde (como meio para atingir outras operações)
Condicionante letal: “Se o nível de participação é baixo e não há possibilidade de recursos para capacitação e sensibilização, não se poderá fortalecer o conselho”. Caso se dê este condicio- nante, o que fazer para não comprometer outras operações?