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ÒSegundo alguns soci—logos, vivemos hoje numa Ôsociedade do conhecimentoÕ ou Ôsociedade da informa•‹oÕ ... [e] segundo alguns economista, vivemos numa Ôeconomia do conhecimentoÕ ou Ôeconomia da informa•‹oÕ, marcada pela expans‹o de ocupa•›es produtores ou disseminadoras de conhecimentoÓ (BURKE, 2003, p. 11), economia essa Ò a s s o c i a d a a o s u r g i m e n t o d e u m n o v o m o d o d e d e s e n v o l v i m e n t o , o informacionalismoÓ (CASTELLS, 1999, p. 51), cujas principais fontes de produtividade se encontram na Òtecnologia de gera•‹o de conhecimentos, de processamento de informa•‹o e de comunica•‹o de s’mbolosÓ (p.53). O conhecimento e a informa•‹o sempre estiveram

presentes nos diversos modos de desenvolvimento e foram elementos vitais nos processos produtivos ao longo da historia social do Homem. Contudo, h‡ uma caracter’stica particular do modo informacional de desenvolvimento que n‹o se verificava anteriormente: a a•‹o da informa•‹o e do conhecimento sobre os pr—prios processos de gera•‹o de informa•‹o e conhecimento como principal fonte de produtividade, Òem um circulo virtuoso de intera•‹o entre as fontes de conhecimentos tecnol—gicos e a aplica•‹o da tecnologia para melhorar a gera•‹o de conhecimentos e o processamento de informa•‹oÓ (CASTELLS, 1999, p. 54); Ž por este motivo que os tempos que vivemos s‹o da sociedade da informa•‹o.

Entretanto, para alŽm de caracterizar a sociedade contempor‰nea como sociedade da informa•‹o, v‡rios autores caracterizam-na tambŽm como sociedade do conhecimento. A grande diferen•a entre sociedade da informa•‹o e sociedade do conhecimento reside no sujeito cognoscente, a pessoa que internaliza a informa•‹o. O que Ž registrado transforma-se em informa•‹o que, quando internalizado, se transforma em conhecimento individual. Nesta rela•‹o entre informa•‹o e conhecimento, o que Ž ÔregistradoÕ Ž o conhecimento explicito, isto Ž, Òaquele que pode ser expresso formalmente com a utiliza•‹o de um sistema de s’mbolos, podendo portanto ser facilmente comunicado ou difundidoÓ (CHOO, 2006, p.189), e o Ôconhecimento individualÕ Ž o conhecimento t‡cito, que Òconsiste em modelos mentais, cren•as e perspectivas t‹o arraigadas que s‹o tidas como algo certo, n‹o sujeitas a f‡cil manifesta•‹oÓ (NONAKA, 2001, p. 33).

Em ÔA vida social da informa•‹oÕ (2001), os pesquisadores John Seely Brown e Paul Duguid fazem elucidativa distin•‹o entre, por um lado, a era/economia da informa•‹o associada ˆ gest‹o de processos e gest‹o de tecnologias de informa•‹o e, por outro, a era/economia do conhecimento que para alŽm do conhecimento explicito proporcionado pela gest‹o da informa•‹o, assenta no conhecimento t‡cito que Ž produzido e reside nas pessoas e suas intera•›es em rede. No processo hist—rico de evolu•‹o da sociedade da informa•‹o para a sociedade do conhecimento,

o conhecimento ganhou suficiente ’mpeto para colocar de lado n‹o apenas os conceitos como a reengenharia, mas tambŽm a informa•‹o, cuja regra anteriormente parecia t‹o segura. Ser, adotando-se o termo de Peter Drucker, um Ôoper‡rio do conhecimentoÕ atualmente parece muito mais respeit‡vel que ser um mero Ôoper‡rio da informa•‹oÕ, muito embora durante algum tempo esse œltimo realmente parecia ser

a op•‹o desejada. Da mesma maneira, os entendidos est‹o afastando a Ôeconomia da informa•‹oÕ e a vener‡vel era da informa•‹o em nome de termos mais modistas: Ôeconomia do conhecimentoÕ e Ôera do conhecimentoÕ (BROWN e DUGUID, 2001, p.104).

H‡ realmente algumas distin•›es geralmente aceites entre o conhecimento e a informa•‹o e duas delas ocorrem como particularmente interessantes. Em primeiro lugar, o conhecimento geralmente implica a exist•ncia de um conhecedor, Òou seja, nos locais onde as pessoas tratam a informa•‹o como independente e mais ou menos autossuficiente, elas parecem mais inclinadas a associarem o conhecimento com alguŽmÓ (BROWN e DUGUID, 2001, p.105), ou de outra forma, Òo conhecimento s— existe na mente humana e no espa•o imagin‡rio entre mentes criativas em sinergia de prop—sitosÓ (ALVARENGA NETO et al., 2007, p.7). Por outro lado, e por esse motivo de rela•‹o pessoal, parece ser mais dif’cil atomizar o conhecimento que a informa•‹o, isto Ž, a informa•‹o Ž para muitos uma subst‰ncia aut™noma mas o conhecimento Ž indissoci‡vel do indiv’duo.

A informa•‹o Ž algo que as pessoas coletam, possuem, passam para outros, colocam em bancos de dados, perdem, acham, anotam, acumulam, contam, comparam e assim por diante. Em contrapartida, o conhecimento n‹o aceita t‹o amavelmente essas ideias de recebimento, transporte e quantifica•‹o. Ele Ž dif’cil de ser coletado e transferido (BROWN e DUGUID, 2001, p.105).

Nos processos de evolu•‹o da sociedade industrial para a sociedade da informa•‹o e, posteriormente, para a sociedade do conhecimento, Ž poss’vel assinalar uma importante distin•‹o na forma de integrar o indiv’duo no modelo econ™mico subjacente a cada um desses tipos de sociedade. A sociedade do conhecimento diferencia-se tanto da sociedade industrial como da sociedade da informa•‹o, na medida em que ambas exibem uma grande indiferen•a em rela•‹o ˆs pessoas.

A economia industrial, por exemplo, tratou-as Ôen masseÕ como partes intercambi‡veis Ð as Ôm‹osÕ das fabricas do sŽculo XIX. A economia da informa•‹o amea•a trata-las como mais ou menos consumidores intercambi‡veis e processadores de informa•‹o. Dar aten•‹o ao conhecimento, em contrapartida, devolve a aten•‹o ˆs pessoas, ao que elas sabem, como chegaram a saber e como elas diferem umas das outras (BROWN e DUGUID, 2001, p.107).

A circula•‹o do conhecimento humano exige procura e recupera•‹o de conhecimentos existentes. Entretanto, se por um lado a procura pode n‹o ser uma tarefa t‹o complexa com os meios tecnol—gicos que foram proporcionados pela economia da informa•‹o, por outro lado, a recupera•‹o, que abre caminho ˆ constru•‹o de conhecimento t‡cito, est‡ intimamente relacionada com os processos de aprendizagem dos indiv’duos, enquanto sujeitos cognitivos. Id•ntica perspectiva relativamente ˆs distin•›es entre sociedade da informa•‹o e conhecimento Ž expressa por Barreto quando diz que

a sociedade do conhecimento contribui para que o indiv’duo se realize na sua realidade vivencial. Compreende configura•›es Žticas e culturais e dimens›es pol’ticas. A sociedade da informa•‹o, por outro lado, est‡ limitada a um avan•o das novas tŽcnicas devotadas para almoxarifar e transferir, o que pode ser uma massa de dados indistintos para aqueles que n‹o t•m as compet•ncias necess‡rias para se beneficiarem deste tecno espa•o (BARRETO, 2005b).

Para finalizar, importa notar que alguns autores alertam para os riscos da an‡lise genŽrica e generalizada da sociedade contempor‰nea como sociedade do conhecimento, chamando a aten•‹o para o fato de que

os aspectos cognitivos e socioculturais est‹o distribu’dos e s‹o apropriados de modos muito diversos. Geram diferen•as, desigualdades e desconex›es. Por isso, Ž arriscada a generaliza•‹o do conceito de sociedade do conhecimento ˆ totalidade do planeta, incluindo centenas de etnias e na•›es (GARCIA CANCLINI, 2005, p. 225).

Este terceiro cap’tulo, Ô3. Sociedade: complexa, em rede e do conhecimentoÕ, procurou concretizar o terceiro objetivo proposto para este trabalho que Ž 3) Ôapresentar argumentos em favor de que a sociedade contempor‰nea, reflexo da qual e no bojo da qual vivem e se desenvolvem as organiza•›es contempor‰neas, Ž complexa, em rede e do conhecimentoÕ. Tendo terminado este cap’tulo caracterizando a sociedade da informa•‹o e do conhecimento, o pr—ximo cap’tulo, procura dar resposta aos tr•s objetivos seguintes deste estudo, isto Ž, 4) Ôrevis‹o bibliogr‡fica dos diversos conceitos de informa•‹oÕ; 5) Ôdiscutir a informa•‹o no ‰mbito da cultura e da sociedade da informa•‹o em redeÕ; e 6) Ôpropor recorte epistemol—gico do conceito de informa•‹o para contextos de ARSI em organiza•›esÕ.

C

APêTULO

4.I

NFORMA‚ÌO

4.1.A

INFORMA‚ÌO COMO FENïMENO COMPLEXO

Definir Ôinforma•‹o como coisaÕ (Buckland) ou dizer que Ôinforma•‹o Ž uma diferen•a que faz a diferen•aÕ (Bateson), que Ôinforma•‹o existe independentemente do pensamento humanoÕ (Stonier) ou ainda que Ôinforma•‹o Ž informa•‹o, n‹o matŽria ou energiaÕ (Wiener) s‹o quatro formas de pensar e de nos referirmos a informa•‹o, mas n‹o s‹o as œnicas, isso porque existe um conjunto extenso de defini•›es de informa•‹o e esta assume formas e acess›es diferentes consoante o per’odo hist—rico, a perspectiva filos—fica e o paradigma de onde se pensa e olha a informa•‹o. Uma sequ•ncia de dados com significado, como no c—digo genŽtico de um organismo ou o c—digo bin‡rio de um software, Ž por muitos vista como informa•‹o. Noutros contextos, informa•‹o Ž contrastada com ru’do, e ambos os fen™menos s‹o entendidos como aleat—rios e n‹o previs’veis, i.e., informa•‹o n‹o se refere a uma s— mensagem mas sim ao car‡ter estat’stico de todo um conjunto poss’vel de mensagens e n‹o tem nada a ver com significado. Uma formula•‹o nova e consent‰nea com as teorias da complexidade, que parte do homem e da sua a•‹o sobre a informa•‹o, Ž o conceito fenomenol—gico-ontol—gico de informa•‹o (Mucheroni e Gon•alves, 2011) no qual a rela•‹o entre sujeito e objeto da informa•‹o Ž compreendida atravŽs de uma perspectiva de rede de rela•›es que remete a toda a complexidade da a•‹o de cada ator dentro do amplo processo de informar e ser informado. H‡ muitas formas de conceber informa•‹o sendo que o termo informa•‹o ter‡ tido origem no conceito de dar forma, tang’vel ou intang’vel, a algo ou alguŽm (informatum, informatur, informator) e atualmente uma das defini•›es mais

utilizadas Ž a de informa•‹o como ato de comunicar conhecimento. Capurro e Birger Hjorland (1947- ), proporcionam uma fundamentada viagem hist—rica atŽ ˆ etimologia e ao longo da evolu•‹o do termo e explicam quais s‹o, na atualidade, as diferentes concep•›es e defini•›es de informa•‹o e como estas dependem dos contextos em que s‹o utilizadas (CAPURRO e HJORLAND, 2007). ƒ nessa importante revis‹o bibliogr‡fica que se baseiam as pr—ximas se•›es deste cap’tulo.

4.1.1.DIFICULDADES NA DEFINI‚ÌO DE INFORMA‚ÌO ENQUANTO TERMO CIENTêFICO

Na sociedade do conhecimento, retratada no capitulo anterior, Ž frequente colocar-se a informa•‹o a par de capital, trabalho e matŽria-prima como fator de produ•‹o e desenvolvimento humano e social, tendo a informa•‹o assumido esse estatuto devido essencialmente ˆ sua natureza digital. Certo Ž tambŽm que o uso pr‡tico ou ordin‡rio do termo informa•‹o pode muitas vezes diferir das suas defini•›es mais formais, implicando que vis›es te—ricas conflitantes podem surgir entre as defini•›es cient’ficas expl’citas e as defini•›es impl’citas de uso comum. Alvin Schrader estudou aproximadamente 700 defini•›es de informa•‹o e seus antecedentes entre 1900 e 1981 e concluiu que a literatura de CI Ž caracterizada pelo caos conceitual. Um exemplo, dessas diversas defini•›es Ž a defini•‹o de Brooks, K(S) + "I # K(S + "S)10 que seria tambŽm um exemplo de uma defini•‹o

persuasiva, isto Ž, seria uma defini•‹o usada mais para impressionar do que para esclarecer (CAPURRO e HJORLAND, 2007, p.154). Os autores consideram que quando se usa o termo informa•‹o em CI devemos sempre lembrar que Òinforma•‹o Ž o que Ž informativo para determinada pessoaÓ (2007, p.154) e ressaltam o processo de cogni•‹o do indiv’duo como elemento importante, fazendo com que o que Ž informativo dependa das suas necessidades e habilidades interpretativas, muitas vezes compartilhadas com os membros de uma mesma comunidade de discurso.

Alan Chalmers, conceituado professor e investigador em filosofia da ci•ncia, diz que Òproposi•›es acerca de observa•›es devem ser expressas na linguagem de alguma teoria. Consequentemente, as proposi•›es e os conceitos que nela figuram ser‹o t‹o precisos e informativos quanto a teoria em cuja linguagem se ap—iam seja precisa e informativaÓ (CHALMERS, 1999, p.105 Ð tradu•‹o livre do autor). Assim, por exemplo, o conceito de massa de Newton tem um significado mais preciso do que o conceito de democracia ou informa•‹o, porque o primeiro representa uma fun•‹o espec’fica e bem definida no contexto de uma teoria precisa e bem elaborada como Ž a mec‰nica newtoniana, ao passo que as teorias sociais nas quais se usa o termo democracia e os contextos em que se utiliza informa•‹o s‹o vagos e mœltiplos. Ainda de acordo com Chalmers, a hist—ria de qualquer conceito, mais ou menos preciso, passa pela emerg•ncia do conceito como uma ideia

10 K(S) Ž a estrutura de conhecimento S, !I uma varia•‹o de informa•‹o. Adicionadas proporcionam uma nova

vaga seguido de um processo de esclarecimento gradual ˆ medida que a teoria na qual est‡ inserido adquire uma forma mais precisa e coerente. As defini•›es cientificas de termos menos precisos, como Ôinforma•‹oÕ, podem depender das fun•›es que lhes s‹o dadas nas diferentes teorias ou seja, do tipo de trabalho metodol—gico que elas devem fazer (CHALMERS, 1999).

4.1.2.RAêZES LATINAS E GREGAS

Ao explorar as ra’zes latinas e gregas da palavra informa•‹o Ž importante considerar os dois contextos b‡sicos nos quais o termo informa•‹o Ž usado, isto Ž, o ato de moldar a mente e o ato de comunicar conhecimento.

Em latim, os temos informatio e informo, desde Virg’lio (70-19 a.c.) atŽ ao sŽc. VIII, podem aparecer num contexto tang’vel, dar forma a alguma coisa como informatum (produzir) as flechas de raios de Zeus ou o feto que Ž informatur (informado) pela cabe•a e coluna vertebral, ou num contexto intang’vel ou espiritual, quando est‡ relacionado a usos morais e pedag—gicos, como quando Tertuliano (160-220 d.c.) chama MoisŽs de populi informator ou seja educador ou modelador de pessoas. Varias palavras gregas foram traduzidas como

informatio e informo, tais como hypotyposis que significa modelo num contexto moral e prolepsis significando representa•‹o; conceitos chave na ontologia e epistemologia gregas

como eidos, idea, typos e morphe s‹o origem dos usos mais elevados de informatio e informo (CAPURRO e HJORLAND, 2007, p.156).

Agostinho de Hipona, ou Santo Agostinho na tradi•‹o cat—lica (354-430 d.c.), expressa a influ•ncia da ontologia e epistemologia gregas a par da tradi•‹o crist‹. Ele chama o processo de percep•‹o visual de informatio sensus e usa a met‡fora da impress‹o, imprimitur, de um anel de selo de cera para se referir ˆs imagens e representa•›es dos objetos percebidos. Estas s‹o armazenadas na mem—ria e constituem reflex›es, cogitatio, e permitem a faculdade de lidar com representa•›es internas o informatio cogitationis. Nesse sentido, o filosofo grego Ep’curo (341-270 a.c.) ter‡ usado prolepsis para se referir ˆs representa•›es de deuses e ˆs coisas impressas em nossas almas antes de qualquer experi•ncia (a priori para Kant) (CAPURRO e HJORLAND, 2007, p.157).

4.1.3.USOS MODERNOS DA INFORMA‚ÌO

Depois da idade media, informatio transforma-se nos termos ÔinformationÕ e Ôinforma•‹oÕ das l’nguas modernas. O conceito moderno de informa•‹o j‡ n‹o inclui o uso ontol—gico de

informatio, ligado ˆ constitui•‹o ˆ priori do ser, que Ž abandonado aquando da nega•‹o das

ideias cl‡ssicas e escol‡sticas medievais por parte da emergente filosofia racionalista renascentista. A partir do sŽc. XIV, nas l’nguas modernas europŽias, informa•‹o passa a ter um uso mais restrito relacionado com forma•‹o, modelagem da mente ou do car‡ter, treinamento, instru•‹o, ensino e comunica•‹o. Com a transi•‹o da idade mŽdia para a modernidade, o conceito de informa•‹o passou de Ôdar forma (substancial) ˆ matŽriaÕ para Ôcomunicar alguma coisa a alguŽmÕ, de significar Ômoldado porÕ, passou a significar Ôrelatos recebidos deÕ. A Ôdoutrina das ideiasÕ de Descartes abandona as concep•›es escol‡sticas de comunh‹o imediata entre o intelecto e a Natureza e interp™s as ideias entre ambos. As ideias informam a mente do sujeito para que este possa a partir da’ com seu processo racional construir conhecimento e entender o objeto, o mundo. O local da informa•‹o muda do mundo amplo para a mente humana e para os sentidos, passa do cosmos ordenado pela divindade para a consci•ncia (CAPURRO e HJORLAND, 2007, p.158). ÒA informa•‹o foi prontamente acomodada na filosofia empirista porque parecia descrever o mecanismo dos sentidos: os objetos do mundo in-formam os sentidosÓ (2007, p.159). Na modernidade, a informa•‹o refere-se cada vez menos ˆ organiza•‹o interna ou forma•‹o j‡ que o empirismo n‹o aceitava formas intelectuais prŽ-existentes conduzindo a informa•‹o num movimento gradual da forma para a subst‰ncia, da ordem intelectual para os impulsos sensoriais.