Elaine Cristina Santos (1); Jefferson Luan Bezerra da Silva (2); Josemar Ramos da Silva(3) (1) Faculdade Maurício de Nassau. E-mail: [email protected])
(2) Faculdade Maurício de Nassau. E-mail: [email protected]) (3) Faculdade Maurício de Nassau. E-mail: [email protected] Introdução
O presente trabalho faz uma discussão em relação políticas sociais voltadas para população LGBT. Muitas são as pesquisa voltada para a público LGBT, mais poucas enfatizaram existência e a importância das políticas sociais voltas para essa população, alguns desconhece a existência desta políticas e de seus direitos em relação as mesma. O trabalho tem o objetivo de identificar a intersetorialidade entre o Programa Brasil Sem Homofobia e a Política Nacional de Saúde Integral LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais).
Metodologia
Para o desenvolvimento desta pesquisa foi utilizado os métodos de pesquisa bibliográfica e documental. Pois, como destaca Lakatos (1992, p.4) “A pesquisa bibliográfica pode, portanto, ser considerado também como o primeiro passo de toda pesquisa científica”. Assim analisamos documentos oficiais do Governo Federal a exemplo do Programa Brasil Sem Homofobia e a Política Nacional de Saúde Integral LGBT. As políticas voltadas para a população LGBT são resultados de lutas do movimento LGBT que busca garantia de direitos e equidade social, é uma vitória contra o preconceito, a homofobia, a discriminação da sociedade machista e heterossexual. A Política Nacional de Saúde Integral LGBT têm a proposta de enfrentar as desigualdades que atingem a população LGBT, garantir, universalização e atendimento humanizado e da integralidade do cuidado. O Programa Brasil Sem Homofobia traz como proposta construir uma sociedade democrática livre do preconceito onde as pessoas possam expressarem suas diversidades e tenham seus direitos garantidos, o programa, busca atender os anseios e disputas da atualidade e elementos que lutam por reconhecimento da população LGBT.
Discussão: Intersetorialidade entre a Política Nacional de Saúde Integral LGBT e o Programa Brasil sem homofobia
Na década de 1950 a homossexualidade foi considerada como doença, sendo esta situação revertida por meio de pesquisas que fizeram desmascara à ideia de homossexualidade como doença mental. Foi em 17 de maio de 1990 que a Organização Mundial de Saúde (OMS) retira da lista internacional de doenças a homossexualidade, ficando o dia 17 de maio a ser comemorado como o Dia Internacional Contra a Homofobia. Isto só vem a reafirmar a importância dos movimentos sociais, mostrar como uma comunidade unida em busca de algo pode conquistar, e se lhes for dada visibilidade verá que grandes serão os avanços como é caso das duas políticas que veremos a seguir. O Programa Brasil Sem Homofobia foi um verdadeiro diferencial no segmento das políticas sociais, não só pelo fato de ser uma política voltada para uma camada da sociedade que é vitimada. Mais pelo fato para somar e alertar a sociedade para
dar visibilidade à aqueles que sofrem todos os dias, que são espancados, mortos, humilhados, expulsos de suas casas por sua condição. Sendo esta política social desenvolvida com o intuito de contribuir não só para a área dos direitos humanos, mais sim, para muitas outras, a exemplo da educação, saúde, segurança. Tornando-se este programa um grande marco na inclusão de LGBT nas políticas públicas. A Política Nacional de Saúde Integral LGBT ao contrário do Programa Brasil Sem Homofobia que na sua execução envolve vários setores do governo, e trabalha questões voltadas para a inclusão, conscientização, prevenção da saúde. A política é direcionada para as necessidades do público LGBT, por essa população ter necessidades específicas, a título de exemplo podemos citar o processo transexualizador (mudança de sexo) e o cartão SUS que passa a ter o nome civil o nome social da pessoas transexual. Foi pensando nesta política não só no exemplo citado acima, mais também no atendimento humanizado e integral de que essas pessoas precisam e merecem atendimento este que deve ir da recepção ao ambulatório; da consulta médica sem preconceitos advindos de condição física ou opção sexual.
Considerações
Ao fim da pesquisa identificamos que o programa Brasil Sem Homofobia e a Política Nacional de Saúde Integral LGBT, estão voltadas para garantia de direitos da população LGBT, devido a grande incidência e altos índices de violência, os mecanismos implementados ainda não conseguem assegurar a plena efetivação dos direitos da população LGBT, assim, é necessário reforçar a atuação intersetorial do governo nessa área e os mecanismos de fiscalização e monitoramento da Política Nacional de saúde Integral LGBT e do Programa Brasil Sem Homofobia.
Referências
ALBUQUERQUE, Grayce Alencar et al. Homossexualidade e o direito à saúde: um desafio para as políticas públicas de saúde no Brasil. 2013. Disponível em:
<www.scielo.br/pdf/sdeb/v37n98/a15v37n98pdf>
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa. Departamento de Apoio à Gestão Participativa. Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais. Ministério da Saúde, Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa, Departamento de Apoio à Gestão Participativa. Brasília: Ministério da Saúde, 2012.32 p.: il. (Série E. Legislação de Saúde).
CONSELHO Nacional de Combate à Discriminação. Brasil Sem Homofobia: Programa de combate à violência e à discriminação contra GLTB e promoção da cidadania homossexual. Brasília: Ministério da Saúde, 2004.
LIMA, Paulo César Ferreira de. A importância do movimento LGBT. 2013. Disponível em: <https://www.portaleducacao.com.br/direito/artigos/48888/a-importancia-do-movimento-lgbt>
MELUCCI, Alberto. Um objetivo para os movimentos sociais? Lua Nova: Revista de Cultura e Política, 1989. Disponível em:
<http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S010264451989000200004&script=sci_arttext> PRADO, Marco Aurélio Máximo; MACHADO, Frederico Viana. Preconceitos contra
homossexualidades: a hierarquia da invisibilidade. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2012. – (Coleção Preconceitos; v. 5)
SANTOS, Fabio. Homossexualidade não é doença segundo a OMS. Entenda, disponível em: <http://vidaeestilo.terra.com.br/ha-21-anos-homossexualismo-deixou-de-ser-considerado-
FORMAÇÃO PROFISSIONAL, ENSINO EaD E A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO PERMANENTE PARA O/A ASSISTENTE SOCIAL
Keila Cristina (1); Joelma Cruz (2); Edineusa Josefa da Silva (3)
(1, 2,3) Discentes do Curso de Serviço Social da Faculdade Asces. E-mail: [email protected]
Introdução
A elaboração desse artigo é fruto da participação no Projeto de Extensão Práticas no Serviço
Social. Tem como objetivo central refletir sobre a formação profissional em Serviço Social. A
temática é relevante visto que atualmente há no Brasil um número considerável de profissionais em Serviço Social com formação na modalidade EaD, e de acordo com vários estudos, na sua maioria, apresenta deficiências no processo de formação que interfere no exercício profissional. Faz-se mister ressaltar que o/a Assistente Social tem como campo com maior possibilidade de atuação as políticas sociais, pois tratam são profissionais que devem ter habilidade e competência para atuar nas expressões da questão social. Assim, refletir sobre a formação e também evidenciar a qualificação na direção de se pensar de forma crítica o campo sócio- ocupacional em que esses profissionais atuam. Assim, a formação permanente é um instrumento de fortalecimento dos princípios fundamentais do Código de Ética e de materialização do compromisso de atender com qualidades os usuários nos que buscam os serviços sociais.
Metodologia
Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de caráter exploratório e realizada através da pesquisa bibliográfica. Como resultado principal desta pesquisa, pretende-se contribuir nas discussões sobre a importância da formação permanente para a prática do profissional de Serviço Social. Discussão: Ensino à distância e formação permanente em Serviço Social: algumas reflexões
Com a lógica de mercantilização do ensino entra em vigor pela via da política neoliberal a educação à distância, preconizando e atribuindo a ela uma democratização e ampliação do ensino a todos. Dentro dessa lógica de precarização e da má qualidade do ensino prestado, a educação à distância é identificada como uma eficiente estratégia e diversificação das instituições de ensino superior garantido o acesso de segmentos populacionais pauperizados. Assim, a educação à distância pode ser eficaz para aumentar, a um custo moderado, o acesso dos grupos desfavorecidos que geralmente, estão efetivamente representados entre os estudantes universitários. (BANCO MUNDIAL, 1994). A década de 90 caracterizou a introdução da política neoliberal nos governos Fernando Henrique Cardoso e ganha espaço no governo Lula da Silva sobre financiamento de instituições privadas retratando sob a lógica do capital. O governo de lula da silva consolidou um importante arcabouço político-jurídico no que diz respeito à política de educação superior à distância. Esse arcabouço foi criado a partir de documentos, leis, medidas provisórias e decretos que reafirmaram a lógica do governo anterior no que concerne a política de educação superior à distância e adaptação de pacotes tecnológicos da formação profissional, especialmente dos segmentos mais pauperizados da população. (LIMA,
2007.) A educação à distância tem se constituído em um importante campo de ação dos empresários de educação. Empresas que estabelecem parceiras com instituições privadas e públicas sendo assim transmitidas as aulas por meio de teleconferência e um acompanhamento de tutor na sala é a nova reconfiguração da educação, medidas pelas empresas privadas. O exemplo disto é a UNOPAR (Universidade Norte do Paraná) criada por um grupo de empresários, em 1972 que oferece o curso de graduação à distância em Serviço Social utilizando um sistema identificado como presencial conectado, no qual o processo orienta via chat as atividades de tele aula. As aulas e atividades são realizadas em tempo real, em um dia na semana sendo o aluno atendido em salas de recepção por um tutor de sala. (LIMA, 2007.) Várias instituições têm se comprometido em analisar o ensino à distância. Instituições como o CFESS (Conselho Federal de Serviço Social), ENESSO (Executiva Nacional de Estudantes de Serviço Social), ABEPSS (Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social), onde o projeto ético-político construído ao longo de sua trajetória é fruto de muitos debates, colocando em cheque uma prática voltada para atender as demandas através do pensamento crítico construído no processo de formação. A categoria profissional dos Assistentes Sociais tem se comprometido em propor alternativas, visto que anualmente tem sido colocado no mercado de trabalho profissionais formados na modalidade EaD que é visto como precarizado, fragmentado e até desqualificado, formando profissionais técnicos e não críticos diante do contexto contemporâneo. Essa questão abre espaço para refletir que a educação é vista como atividade não exclusiva do Estado e abre precedentes para desresponsabilização do mesmo. A privatização é executada por instituições não estatais, o que foi concretização ao longo dos anos 1990 e permanece em consolidação na entrada do século 21. (LIMA, 2007.). Redefinindo o papel do Estado como já foi citado em comentários anteriores, abre um leque de possibilidades para a educação estar inserida no rol dos meios lucrativos de pequenos empresários. Há um mecanismo que coloca em cheque o ensino superior constituindo-se como extremamente lucrativo para o capital. Dentro dessa lógica de democratização ao acesso, à universidade é dado mecanismos pelo governo para garantir o acesso.
O discurso governamental baliza-se pela defesa da expansão da educação superior pela via da participação do setor privado presencial, por meio da ampliação da isenção fiscal, possibilitada pelo Programa Universidade Para Todos (PROUNI), participação do setor privado de ensino à distância, ampla reestruturação do sistema público de ensino, por meio do Programa de Apoio a Reestruturação e Expansão de Universidades Federais (REUNI), reforço na universidade pública da lógica da mercantilização, por meio das parceiras público-privada. (DAHMER, 2008, p. 43, 2008).
Desde a aprovação das diretrizes curriculares da ABEPESS, o número de cursos de Serviço Social no país aumentou consideravelmente de 2003 a maio de 2008 surgiram no país mais 160 novos cursos de Serviço Social, o que corresponde a 55,3% dos cursos existentes no país, majoritariamente de natureza privada. (LIMA, 2007.) É importante destacar a Política de Educação Permanente, desenvolvida pelo conjunto CFESS/CRESS com o objetivo de fortalecer um dos princípios fundamentais do Código de Ética do Assistente Social, com o compromisso, com a qualidade dos serviços prestados à população e com o aprimoramento intelectual. A educação permanente é uma necessidade em todas as profissões e áreas de conhecimento,
pois no contexto atual a dinâmica e a complexa realidade em transformação produz aceleramento das questões que precisam ser desveladas. (CFESS/CRESS, 2012, p.10). É neste sentido que as organizações competentes estão atuando para contrapor a tendência imediatista que leva muitas vezes os profissionais a participarem de cursos sem qualidade. A Política de Educação Permanente extrapola a formação voltada para a qualificação do exercício profissional, podendo alcançar a dimensão mais ampla da organização política da categoria. (CFESS/CRESS, 2012, p.13). Sendo assim, a Política de Educação Permanente constitui-se como instrumento para a construção e qualificação de ações cotidianas no exercício profissional. Considerações finais
No presente trabalho procuro fazer uma reflexão acerca da influência do ensino EaD para a formação em serviço social. Que a partir do governo Luís Inácio lula da Silva possibilitou um crescimento embasado no contexto da política neoliberal pautado sobre um viés da mercantilização e privatização do ensino, problematizando em uma má formação refletindo assim na atuação profissional. Assim, refletir sobre a formação e também evidenciar a qualificação na direção de se pensar de forma crítica o campo sócio ocupacional em que esses profissionais atuam.
Referência
CFESS/CRESS. Política de educação permanente. Brasília: CFESS, 2012.
DAHMER, Larissa. Mercantilização do ensino Superior, educação a distância em Serviço Social. Katálysis, v. 12, n. 1, 2008.