ESDRAS 6:13 similares. Esta era a política de Ciro, não
20. Os sacerdotes e levitas se tinham purificado. Esta tradução do verso prova
-velmente seja a correta. Há, porém, quem defenda a interpretação: "Porque os sace r-dotes tinham se purificado, enquanto os levitas estavam todos puros como se fossem um só homem." Aqueles que seguem esta interpretação acreditam que os levitas são aqueles a quem se faz referência na segunda parte do v. 20, como os que mataram o cor-deiro da Páscoa para todos os homens, tanto sacerdotes como leigos, estando eles mais vinhei-ros e para lavradores" (2Rs 25:12). Durante os longos anos elo exílio, quando os sacerdotes e líderes religiosos estavam em Babilônia, essas pessoas pobres e ignorantes parecem ter acei-tado algumas práticas pagãs. Os exilados adquiriram uma nova experiência religiosa sob a influência de homens íntegros como Daniel e Ezequiel. Portanto, eles pediram àqueles que não haviam estado em Babilônia para reformar sua vida a fim de pertencer àquele novo país. Alguns desses menciona-elos podem ter sido estrangeiros que aceita-ram totalmente a religião dos judeus e foram
ESDRAS 6:22
recebidos na congregação dos judeus como iguais. Assim como no tempo do êxodo, uma provisão havia sido feita para que todos aque-les que desejassem se juntar ao povo de Deus poderiam fazê-lo.
22. A Festa dos Pães Asmos. Era observada por uma semana, conforme reque-ria a lei (Êx 12:15; 13:7; Lv 23:6; sobre o sig-nificado espiritual da festa, ver ICo 5:8).
O rei da Assíria. Em geral, co mpreende-se que mpreende-se trata de Dario, e é surpreendente encontrá-lo como "rei da Assíria". É certo que os reis persas jamais chamaram a si mesmos de "rei da Assíria", embora Ciro a Xerxes tenham usado o título de "Rei de Babilônia" além de seus outros títulos. Já que
Babilônia tinha sido parte da Assíria durante séculos, mas, finalmente, substituiu o impé-rio, ocupando todas as suas antigas posses, é possível que o nome "Assíria" seja usado neste verso como sinônimo de Babilônia (ver com.
de 2Rs 23:29).
De acordo com outra interpretação, Assíria aqui é simplesmente uma designa-ção para o grande poder da Ásia Ocidental, ou, no tempo em que essa declaração foi feita, esse poder podia ser Babilônia, Pérsia ou qualquer outro reino. Encontra-se apoio para esse ponto de vista em documentos do período intertestamentário descobertos no século 20 nos quais os reis selêucidas são chamados de assírios.
COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE I, 2- PR, 579
3-5-PR, 558
7-IO, 12-PR, 579 PR, 607,698 14-17, 19- PR, 596 8-12- PR, 598; TM 203
14-OTN, 233; CC, 326;
CAPÍTULO 7
1 Esdras chega a Jerusalém. 11 A ordem benevolente de Artaxerxes a Esdras.
27 Esdras bendiz a Deus pelo Seu favor.
1 Passadas estas coisas, no reinado de Artaxerxes, rei da Pérsia, Esdras, filho de Seraías, filho de Azarias, filho de Hilquias,
2 filho de Salum, filho de Zadoque, filho de Aitube,
3 filho de Amarias, filho de Azarias, filho de Meraiote,
4 filho de Zeraías, filho de Uzi, filho de Buqui,
5 filho de Abisua, filho ele Fineias, filho de Eleazar, filho de Arão, o sumo sacerdote, este Esdras subiu da Babilônia.
6 Ele era escriba versado na Lei de Moisés, dada pelo SENHOR, Deus de Israel; e, segundo a
boa mão do SENHOR, seu Deus, que estava sobre ele, o rei lhe concedeu tudo quanto lhe pedira.
7 Também subiram a Jerusalém alguns dos filhos de Israel, dos sacerdotes, dos levitas, dos cantores, dos porteiros e dos servidores do te m-plo, no sétimo ano do rei Artaxerxes.
8 Esdras chegou a Jerusalém no quinto mês, no sétimo ano deste rei;
9 pois, no primeiro dia do primeiro mês, partiu da Babilônia e, no primeiro dia do quinto mês, chegou a Jerusalém, segundo a boa mão do seu Deus sobre ele.
lO Porque Esdras tinha disposto o coração para buscar a Lei do SENHOR, e para a cumprir, 393
7:1 COMENTÁHIO BÍBLICO ADVENTISTA e para ensina r em Israel os seus estatutos e os
seus juízos.
11 Esta é a cópia da carta que o rei Artaxerxes deu ao sacerdote Esdras, o escriba das palavras, dos mandamentos e dos estatutos do SENHOR sobre Israel:
12 Artaxerxes, rei dos reis, ao sacerdote Esdras, escriba da Lei do Deus do céu: Paz perfeital
l3 Por mim se decreta que, no meu reino, todo aquele elo povo de Israel e dos seus sacerdo-tes e levitas que quiser ir contigo a Jerusalém, vá.
14 Porquanto és mandado da parte do rei e dos seus sete conselheiros para fazeres inquiri-ção a respeito de Judá e de Jerusalém, segundo a Lei do teu Deus, a qual está na tua mão;
15 e para levares a prata e o ouro que o rei e os seus cansei heiros, espontaneamente, ofe-receram ao Deus de Israel, cuja habitação está em Jerusalém,
16 bem assim a prata e o ouro que achares em toda a província da Babilônia, com as ofertas voluntárias do povo e dos sacerdotes, oferecidas, espontaneamente, para a casa ele seu Deus, a qual está em Jerusalém.
17 Portanto, diligentemente comprarás com este dinheiro novilhos, e carneiros, e cordeiros, e as suas ofertas de manjares, e as suas I iba-ções e as oferecerás sobre o altar da casa ele teu Deus, a qual está em Jerusalém.
18 Também o que a ti e a teus irmãos bem parecer fazercles do resto da prata e do ouro, fa-zei-o, segundo a vontade elo vosso Deus.
19 E os utensílios que te foram dados para o serviço da casa de teu Deus, restitui-os perante o Deus de Jerusalém.
20 E tudo mais que for necessário para a casa de teu Deus, que te convenha dar, dá-lo-ás da casa dos tesouros elo rei.
1. Passadas estas coisas. O autor faz uma divisão entre a primeira e a segunda seções do seu livro, por meio de uma expressão que não é usada em outro lugar no livro de Esdras. O intervalo
21 Eu mesmo, o rei Artaxerxes, decre-to a todos os tesoureiros que estão dalém elo Eufrates: tudo quanto vos pedir o sacerdote Esdras, escriba ela Lei do Deus do Céu, pontu al-mente se lhe faça;
22 até cem talentos de prata, até cem coros de trigo, até cem batas de vinho, até cem batas de azeite e sal à vontade.
23 Tudo quanto se ordenar, segundo o mandado do Deus do Céu, exatamente se faça para a casa elo Deus elo Céu; pois para que ha-veria grande ira sobre o reino elo rei e de seus filhos?
24 Também vos fazemos saber, acerca ele todos os sacerdotes e levitas, cantores, portei-ros, ele todos os que servem nesta Casa ele Deus, que não será lícito impor-lhes nem direitos, nem impostos, nem pedágios.
25 Tu, Esdras, segundo a sabedoria do teu Deus, que possuis, nomeia magistrados e juí-<01~ zes que julguem a todo o povo que está dalém do Eufrates, a todos os que sabem as leis ele teu Deus, e ao que não as sabe, que lhas façam saber.
26 Todo aquele que não observar a lei do teu Deus e a lei do rei, seja condenado ou à morte, ou ao desterro, ou à confiscação de bens, ou à prisão.
27 Bendito seja o SENHOR, Deus de nossos pais, que deste modo moveu o coração elo rei para ornar a Casa do SENHOH, a qual está em Jerusalém;
28 e que estendeu para mim a Sua mise-ricórdia perante o rei, os Seus conselheiros e todos os Seus príncipes poderosos. Assim, me animei, segundo a boa mão elo SENHOR, meu Deus, sobre mim, e ajuntei de Israel alguns ch e-fes para subirem comigo.
real entre os eventos descritos nos cap.
6 e 7 parece ter sido quase 58 anos -da primavera de 515 a.C. (ver Ed 6:15) até os primeiros meses de 457 a.C. (ver Ed 7:7).
ESDRAS 7:7 ver Nota Adicional a este capítulo).
Esdras, filho de Seraías. Provavel-mente, Esdras era o tetraneto de Seraías.
6:7-10). Omitiu também outro nome (Meraiote) entre Zadoque e o Aitube do v. 2 (lCr 9:11). título profissional para escribas habilidosos, tal homem era treinado em cada fase da mas um dom diretamente divino- "a Lei do SENHOR" (v. 10), "dos mandamentos e dos estatutos do SENHOR sobre Israel" (v. 11) e
"na Lei que o SENHOR ordenara por inter-médio de Moisés" (Ne 8:14).
Tudo quanto lhe pedira. Esdras havia causado uma impressão favorável no rei e.,.~
7:8 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA civil judaico anual, que começava no outono
(ver vol. 2, p. 11 O, I I2, I 38, 140). O sétimo ano do reinado de Artaxerxes I começou no outono de 458 a.C. e terminou no outono uma caravana levava sete meses para com-pletar. De modo semelhante, as campanhas militares deviam começar na primavera.
O dia da partida, de acordo com o calendá-rio judaico (ver p. 99-lOl), foi, muito prova-velmente, 27 de março de 457 a.C. O tempo levado quatro meses para chegar a Jerusalém parece, a princípio, um longo tempo, mas não se deve esquecer de que uma caravana devia fazer várias paradas prolongadas para descansar, uma das quais ocorreu em Anabasis, ii.l.6). Não é surpreendente, por-tanto, que a viagem de Esdras levasse atacar a caravana no caminho (ver Ed 8:21-23, 31). exatamente como foi promulgado na chan-celaria persa. Ele se parece no conteúdo e na forma com os documentos encontra-dos nos cap. 4 a 6 e se harmoniza com os documentos descobertos em Elefantina, reconhecidos como genuínos até mesmo pelo erudito mais crítico. "Rei dos reis"
era um título reconhecido pelos monarcas persas e é encontrado em cada inscrição persa de qualquer tamanho considerável.
O título foi primeiramente usado pelos reis assírios, que assim expressavam o fato de que governavam sobre muitos reis vassa-los a quem conservavam em seus respecti-vos tronos depois de conquistar suas terras.
O título foi, mais tarde, assumido pelos reis de Babilônia (ver Dn 2:37) e depois pelos reis persas quando eles se tornaram senho-res daquelas civilizações.