parcialmente por que os reis persas e os ofi-ciais demonstravam, em geral, boa vontade para com os judeus a respeito de seus dese-jos e aspirações.
Grandes pedras. Literalmente, "pedras de rolagem", indicando que pedras de tal tamanho requeriam roletes para serem transportadas. Nos tempos antigos, pedras enormes eram usadas na construção de tem-plos e de edifícios públicos. Algumas des-sas pedras podem ser vistas em templos egípcios, como em Karnak, ou em constru-ções posteriores, como o templo romano em Baalbek ou a superestrutura da tumba de de Ciro fez menção a esse procedimento de modo claro (Ed 6:3, 4), e os judeus escavação de Megido, um prédio público do tempo de Salomão foi descoberto, e em sua a única explicação plausível para essa provi-são ocorrer num decreto oficial, já que não era costume dos persas nem de nenhuma outra nação daquele templo construir desse modo, tanto quanto se saiba. persa e, provavelmente, recebeu Tatenai e sua comitiva em sua mansão oficial.
Zorobabel parece não ter revelado a Tatenai sua própria parte na reconstrução do parte do conhecimento de Zorobabel deve -ria permanecer velado, se houvesse alguma investigação. Eles poderiam ter arrazoado que, se Tatenai interrompesse a obra e se mandasse líderes responsáveis à Pérsia para dar um relatório dos seus feitos, o estado não seria privado de Zorobabel, cuja liderança aparentemente significava muito para eles naquele tempo.
10. Seu nome. Ver com. do v. 4. Tatenai considerou importante enviar com sua carta uma lista de nomes de líderes respon sá-veis pelo plano de reconstrução. Os oficiais na capital persa poderiam se certificar se alguns desses homens haviam se envolvido em atividades subversivas e se eram líde -res reconhecidos dos judeus. Infelizmente, a lista de nomes não foi incluída no livro de Esdras e não sabemos quais nomes Tatenai incluiu. O nome de Jesua, o sumo sacerdote, deve ter encabeçado a lista, mas o nome de
5:12 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA judeus, consideradas a extensão e a prospe-ridade de seu reino e a posição que ocupou entre outros reinos de sua época.
12. Nossos pais provocaram à ira.
Principalmente, devido à sua flagrante idolatria e às abominações morais SENHOR tinha santificado em Jerusalém"
(2Cr 36:14). Cambises assistiu ao festival do Ano Novo, no qual o rei de Babilônia recebia seu reino ao tomar as mãos de Bel Marduque, o deus principal. Mais tarde, naquele ano, e depois, encontram-se documentos prefi-xando Ciro como "rei de Babilônia", com o nte-mente usada para enfatizar o fato de que as atividades de reconstrução não representa-vam um espírito de rebelião, mas estavam de acordo com um decreto real.
Sesbazar. Ver com. de Ed 1:8; 5:9.
A partir da informação dada aqui, en tende-se que Sesbazar, ou Zorobabel, como ele era mais comumente conhecido, fora nomeado governador da Judeia, fato não relatado pre-viamente à comitiva de Ciro.
15. Faze reedificar a Casa de Deus.
O local do templo era um terreno antigo e sagrado, escolhido pelo próprio Deus.
Foi o local para onde Deus dirigiu Abraão quando ele foi sacrificar seu filho (Gn 22:2), onde o anjo parou e interrompeu a prová-vel. Possivelmente Tatenai não soubesse que durante alguns anos, antes do segun-do ano de Dario, a obra fora interrompida.
Parecia que a obra tinha progredido rapi-damente, ou Tatenai não teria concluído que a construção poderia representar mais de 15 anos de trabalho. Também é possí-vel que um tempo considerável decorres-se desde o reinício das obras no segundo ano de Dario.
17. Nos arquivos reais. Escavações têm mostrado que documentos religiosos ou literários eram preservados em arqui-vos no templo ou em palácios, enquanto documentos políticos e econômicos eram guardados nas bibliotecas dos palácios.
Vários arquivos extensos consistindo de milhares de tabletes cuneiformes foram encontrados em ruínas do mundo antigo.
O mais valioso desses arquivos é a famosa biblioteca de Assurbanípal, encontrada em um de seus palácios em Nínive. Outras bibliotecas, ou arquivos estatais, foram
ESDRAS 6: l encontradas em palácios reais em Mari,
na região central do Eufrates, na capital hitita de Khattushash (Boghazkoy), no palácio de Ugarit (Ras Shamrah), no palá-cio de Ikhnaton em Amarna e em outros locais. Não se sabe, ao certo, se os tesou-ros reais eram guardados nesses arqui-vos, mas este pode ser facilmente o caso.
Por isso, foi, provavelmente, com base em informação segura que Tatenai propôs uma busca na casa do tesouro para encon-trar o decreto de Ciro, a fim de comprovar se os judeus tinham dito a verdade.
Na Babilônia. Pensando que o decreto havia sido promulgado em Babilônia, Tatenai sugeriu uma investigação nos a rqui-vos mantidos ali. É provável que nem os
~ .. judeus, que sugeriram a busca, nem o pró
-prio Tatenai soubesse que o decreto havia
sido feito em Ecbátana, a antiga capital da Média. Parece estranho que os judeus não produzissem uma cópia do documento para comprovar a verdade de suas afirmações.
É possível que seus inimigos, em um ata-que surpresa, tenham roubado e destruído seus arquivos oficiais. Isso teria deixado os judeus sem qualquer evidência legal pela qual pudessem provar seu direito de reconstruir o templo.
Deve-se observar, nessa negociação, que Tatenai pode ter tido uma impressão favorável sobre a sinceridade e a boa fé dos judeus. Ele não ordenou a interrupção do trabalho, mas permitiu que eles continuas-sem até que uma rigorosa investigação determinasse a validade de suas reivindi-cações e o rei pudesse proferir uma decisão a respeito.
COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE l - PR, 573 2- PR, 577, 579 5, 6- PR, 578
CAPÍTULO 6
Dario encontra o decreto de Ciro e faz um novo decreto para o avanço da construção. 13 Com a ajuda dos inimigos e a orientação dos profetas,
o templo é concluído. 16 A festa da dedicação. 19 A Páscoa.
l Então, o rei Dario deu ordem, e uma busca se fez nos arquivos reais da Babilônia, onde se guardavam os documentos.
2 Em Acmetá, na fortaleza que está na pro-víncia ela Média, se achou um rolo, e nele esta-va escrito um memorial que dizia assim:
3 O rei Ciro, no seu primeiro ano, baixou o seguinte decreto: Com respeito à Casa de Deus, em Jerusalém, deve ela edificar-se para ser um lugar em que se ofereçam sacrifícios;
seus fundamentos serão Firmes, a sua altura, de sessenta côvados, e a sua largura, de sessenta
côvados, com três carreiras de grandes pedras e uma ele madeira nova.
4 A despesa se fará ela casa do rei.
5 Demais disto, os utensílios de ouro e ele prata, ela Casa de Deus, que Nabucoclonosor ti-rara elo templo que estava em Jerusalém, leva n-do-os para a Babilônia, serão devolvidos para o templo que está em Jerusalém, cada utens í-lio para o seu lugar; serão recolocaclos na Casa de Deus.
6 Agora, pois, Tatenai, governador dalém elo Eufrates, Setar-Bozenai e seus companheiros, 385
6:1 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA
os afarsaquitas, que estais para além do rio, reti-rai-vos para longe dali.
7 Não interrompais a obra desta Casa de Deus, para que o governador dos judeus e os seus anciãos reedifiquem a Casa de Deus no seu lugar.
8 Também por mim se decreta o que haveis de fazer a estes anciãos elos judeus, para que re-eclifiquem esta Casa ele Deus, a saber, que ela tesouraria real, isto é, elos tributos dalém elo rio, se pague, pontualmente, a despesa a estes ho-mens, para que não se interrompa a obra.
9 Também se lhes dê, dia após dia, sem falta, aquilo ele que houverem mister: novilhos, car-neiros e cordeiros, para holocausto ao Deus dos Céus; trigo, sal, vinho e azeite, segundo a deter-minação elos sacerdotes que estão em Jerusalém;
10 para que ofereçam sacrifícios ele aroma agradável ao Deus elos Céus e orem pela viela elo rei e ele seus filhos.
11 Também por mim se decreta que todo homem que alterar este decreto, uma viga se ar-rancará ela sua casa, e que seja ele levantado e pendurado nela; e que ela sua casa se faça um monturo.
12 O Deus, pois, que fez habitar ali o Seu nome derribe a todos os reis e povos que es-tenderem a mão para alterar o decreto e para destruir esta Casa ele Deus, a qual está em Jerusalém. Eu, Dario, baixei o decreto; que se execute com toda a pontualiclacle.
13 Então, Tatenai, o governador daquém elo Eufrates, Setar-Bozenai e os seus companheiros
~ assim o fizeram pontualmente, segundo decre-tara o rei Dario.
14 Os anciãos dos judeus iam edificando e prosperando em virtude elo que profetizaram
1. Então, o rei Dario. O pedido de Tatenai, representante da satrapia de "Além do Rio", recebeu imediata atenção de Dario (cap. 5:17).
Deu ordem. Neste caso, um decreto não era necessário para se fazer uma busca
os profetas Ageu e Zacarias, filho de Ido.
Edificaram a casa e a terminaram segundo o mandado do Deus de Israel e segundo o decreto de Ciro, de Dario e de Artaxerxes, rei da Pérsia.
15 Acabou-se esta casa no dia terceiro do mês de aclar, no sexto a no do rei nado do rei Dario.
16 Os filhos de Israel, os sacerdotes, os levi-tas e o restante elos exilados celebraram com re-gozijo a dedicação desta Casa de Deus.
17 Para a dedicação desta Casa de Deus ofe-receram cem novilhos, duzentos carneiros, qua-trocentos cordeiros e doze cabritos, para oferta pelo pecado de todo o Israel, segundo o número das tribos ele Israel.
18 Estabeleceram os sacerdotes nos seus turnos e os levitas nas suas divisões, para o ser-viço ele Deus em Jerusalém, segundo está escri-to no Livro ele Moisés.
19 Os que vieram do cativeiro celebraram a Páscoa no dia catorze do primeiro mês;
20 porque os sacerdotes e os levitas se ti -nham purificado como se fossem um só homem, e todos estavam limpos; mataram o cordeiro ela Páscoa para todos os que vieram elo ca tivei-ro, para os sacerdotes, seus irmãos, e para si mesmos.
21 Assim, comeram a Páscoa os filhos ele Israel que tinham voltado do exílio e todos os que, unindo-se a eles, se haviam separado da imundícia dos gentios da terra, para buscarem o SENHOR, Deus de Israel.
22 Celebraram a Festa dos Pães Asmos por sete dias, com regozijo, porque o SENHOR os tinha alegrado, mudando o coração do rei da Assíria a favor deles, para lhes fortalecer as mãos na obra da Casa de Deus, o Deus de Israel.
do documento nos arquivos reais, por isso o rei deu ordem para que o decreto fosse procurado.
Arquivos reais. Literalmente, "casa dos livros", ou seja, a biblioteca ou os arquivos reais (sobre a observação de que
ESDRAS 6:3 os "tesouros" eram guardados ali, ver com.
de Ed 5:17).
Da Babilônia. Durante sua visita a Jerusalém, parece que Tatenai recebeu dos judeus a informação de que, provavelmente, o documento original estaria nos arquivos reais de Babilônia; portanto, ele sugeriu que Babilônia era o lugar em que a busca deve-ria ser feita (Ed 5:17). Dario seguiu a suges-tão e ordenou a busca em Babilônia, porém sem sucesso.
2. Em Acmetá. Quando o documento mencionado por Tatenai não foi encontrado, uma ordem posterior aparentemente foi dada para continuar a busca aos arquivos reais de outras capitais persas, Ecbátana e Susa. Isso indica um esforço sincero da parte do rei e de seus oficiais para serem justos, procedendo a uma rigorosa investigação antes de tomar uma decisão final. Isso coloca os persas em uma perspectiva muito favorável. Facilmente, eles poderiam ter abandonado a busca, já que em Babilônia não havia nenhum decreto de Ciro em relação aos judeus. Ao prosseguir na busca em outros lugares, embora se soubesse, aparentemente, que os documentos oficiais do primeiro ano de Ciro foram depositados em Babilônia, esses funcionários fizeram todo o possível para se chegar a uma indica que Ciro residia ali quando o decreto foi promulgado (sobre a relação desse fato climáticas nessas terras, doeu mentos es-critos em material perecível como o papi-ro ou pergaminho não teriam sobrevivido.
No entanto, documentos persas dessa épo-ca, escritos em papiro e pergaminho, foram preservados no Egito, comprovando a preci -são da declaração aqui feita de que o decre-to de Ciro foi escrito em um rolo, e não em um tablete de argila. Já que a língua oficial e universal do império persa era o aramaico, como comprovam os documentos encontra-dos no Egito, pode-se garantir que o para uso oficial, enquanto a outra foi publi-cada. O decreto publicado continha uma licença para retornar à Palestina, recons-truir o templo ali, e arrecadar dinheiro para esse propósito, mas não faz menção a
6:4 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA discrepância entre os fatos observados.
É mais razoável pensar que Ciro deu que as dimensões dadas no decreto de Ciro tenham sido apenas para a fachada do tem-plo, que seria de proporções mais magnifi-centes que as do resto do edifício.
De madeira nova. Ver com. de Ed 5:8. ser que o autor do relato oficial incorporado em Esdras 6 tenha abreviado ou conden-sado a carta de Dario e dado apenas as par-tes essenciais dela- um resumo do decreto de Ciro e o decreto de Dario confirmando o anterior, de Ciro. O primeiro ponto impor-tante da carta de Dario é um aviso para que os oficiais da satrapia "Além do Rio" não interferissem no trabalho de construção em Jerusalém. Os termos da carta toda mos-tram que um rei forte e determinado gover-nou o império. Alguns decretos de outros governantes persas, como os registrados em Esdras e Ester, revelam claramente vacila-ção por parte dos monarcas emissores.
8. Por mim se decreta. Dario não se contentou em enviar uma cópia do decreto de Ciro a Tatenai para informá-lo a respeito
dos direitos dos judeus de prosseguir na reconstrução do templo. Ele confirmou o antigo decreto com um novo, de seu pró-prio punho, decreto que superou as genero-sas provisões do antigo (ver com. de Ed 1:7). sama-ritanos aparentemente foram bem-sucedi-dos em frustrar as boas intenções de Ciro.
Quando Dario soube, através da cópia do decreto de Ciro encontrada em Ecbátana, que apoio financeiro havia sido prometido aos judeus, provavelmente ele perguntou ao tesoureiro real quanto dinheiro havia sido gasto no templo desde a emissão do decreto não fosse cumprido.
Ciro tinha definido apenas vagamente a fonte de ajuda financeira ao dizer "a casa do rei" (v. 4), o que poderia significar que os fun-dos deviam partir do tesouro real, embora todo o dinheiro público fosse desembolsado a critério do rei. Dario, no entanto, ordenou que as despesas dos homens empregados no templo fossem pagas pelo sátrapa de "Além do Rio", do tributo real da província. Desse modo, nenhum ônus adicional foi colocado sobre os contribuintes.
Muitos comentaristas têm duvidado da autenticidade dessa parte do decreto, declarando ser impensável que um rei persa pudesse estar tão interessado no templo de uma nação distante e insignificante. No entanto, a história secular apresenta casos
ESDRAS 6:13