agricultor de seu cônjuge falecido. Entretanto, observo que durante a entrevista administrativa, a própria autora afirmou que o dono das terras não lhe concedeu autorização para plantar, mas tão somente para residir no local. Ainda, informou que seu companheiro é em- pregado do proprietário das terras onde residem. Demais, registre-se que a demandante recebe o benefício de pensão por morte desde 1995, e percebeu auxílio-doença por 3 meses, no ano de 2009. Em audiência, a autora afirmou que a sua roça tem dimensão de 1 tarefa e meia, utilizando-a para o plantio de feijão, milho, abóbora, entre outros. Todavia, foi verificado que a não possui características físicas de trabalhador rural, não ostentando calos em suas mãos e apre- sentando unhas grandes e bem cuidadas. A demandante justificou que não planta por conta da ausência de chuvas, afirmando que a última roça que plantou foi há dois anos, porém não chegou a colher. Apesar de existir início de prova material, não restou convencido este Juízo sobre a caracterização da autora na condição de trabalhador rural, em economia de subsistência, mormente em vista da incompatibilidade de sua condição física. A própria autora declarou que pelo menos há dois anos que não exerce atividade rural. A testemunha ouvida con- firmou o trabalho rural da autora, mas não é bastante para substanciar o direito ora perseguido. Dessarte, verifico que a autora não se de- sincubiu do ônus da prova, restando descaracterizada sua qualidade de segurada especial no período pretendido."
(...)
A pretensão de alterar o entendimento firmado pelo Tribunal a quo não é possível em virtude da necessidade de revisão de provas dos autos. Aplica-se, assim, a Súmula 42/TNU ("Não se conhece de incidente de uniformização que implique reexame de matéria de fa- to").
Ante o exposto, com fulcro no art. 8º, VIII, do RITNU, nego pro- vimento ao agravo.
Publique-se. Intimem-se. Brasília, 27 de maio de 2016.
Min. OG FERNANDES
Presidente da Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais PROCESSO: 0500725-60.2015.4.05.8105
ORIGEM: CE - SEÇÃO JUDICIÁRIA DO CEARÁ
REQUERENTE: CARLOS DANIEL MARCULINO CARNEIRO PROC./ADV.: ANTÔNIO SALDANHA FREIRE
OAB: CE-4072 REQUERIDO(A): INSS
PROC./ADV.: PROCURADORIA-GERAL FEDERAL
REPRESENTANTE LEGAL: MARIA DA CONCEIÇÃO MARCU- LINO
PROC./ADV.: ANTÔNIO SALDANHA FREIRE OAB: CE-4072
DECISÃO
Trata-se de agravo interposto contra decisão que inadmitiu o incidente de uniformização nacional suscitado pela parte ora requerente, pre- tendendo a reforma de acórdão oriundo de Turma Recursal de origem, no qual se discute a possibilidade de concessão de benefício de pensão por morte.
É o relatório.
No caso concreto, a parte recorrente não logra atacar todos os fun- damentos da decisão agravada e tampouco aponta razões específicas para impugná-la.
Verificando a ausência de refutação específica às razões da decisão ora embargada, entendo que é aplicável ao caso, por analogia, a Súmula 182 do STJ ("É inviável o agravo do art. 545 do CPC que deixa de atacar especificamente os fundamentos da decisão agra- vada").
Ante o exposto, com fulcro no art. 8º, VIII, do RITNU, nego pro- vimento ao agravo.
Publique-se. Intimem-se. Brasília, 15 de agosto de 2016.
Min. OG FERNANDES
Presidente da Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais PROCESSO: 0500812-13.2015.4.05.8106
ORIGEM: CE - SEÇÃO JUDICIÁRIA DO CEARÁ REQUERENTE: FRANCISCO IRAMAR DA SILVA PROC./ADV.: NARA PINHEIRO RÊGO
OAB: CE-28695 REQUERIDO(A): INSS
PROC./ADV.: PROCURADORIA-GERAL FEDERAL DECISÃO
Trata-se de agravo interposto contra decisão que inadmitiu o incidente de uniformização nacional suscitado pela parte ora requerente, pre- tendendo a reforma de acórdão da Turma Recursal de origem, no qual se discute a possibilidade de concessão de auxílio-doença/aposen- tadoria por invalidez à parte autora.
É o relatório.
O presente recurso não merece prosperar.
As instâncias ordinárias, de posse do caderno probatório dos autos, entenderam não haver comprovação dos requisitos legais para a con- cessão do benefício pleiteado (qualidade de segurado).
A pretensão de se alterar o referido entendimento não é possível em virtude da necessidade de revisão de provas dos autos. Aplica-se, assim, a Súmula 42/TNU ("Não se conhece de incidente de uni- formização que implique reexame de matéria de fato")
Ante o exposto, com base no art. 8º, VIII, do RITNU, nego pro- vimento ao agravo.
Publique-se. Intimem-se. Brasília, 27 de maio de 2016.
Min. OG FERNANDES
Presidente da Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais PROCESSO: 0500869-41.2014.4.05.8502
ORIGEM: SE - SEÇÃO JUDICIÁRIA DE SERGIPE REQUERENTE: ALOISIO SOUSA
PROC./ADV.: JOÃO PAULO DOS SANTOS MELO OAB: RN/5291
REQUERIDO(A): INSS
PROC./ADV.: PROCURADORIA-GERAL FEDERAL DECISÃO
Trata-se de incidente de uniformização nacional suscitado pela parte ora requerente, pretendendo a reforma de acórdão da Turma Recursal de origem que julgou improcedente o pedido inicial de pagamento do valor referente a 7/30 de 16,19% sobre a remuneração do servidor relativa aos meses de abril e maio de 1988, sob o fundamento de que, de fato, não ocorreu a prescrição do fundo de direito, conforme dispõe a Pet 7.154/RO, porém, com o advento do Decreto-Lei 2.453/88 e da Lei 7.686/88, e em virtude da modificação na estrutura remuneratória dos servidores, houve incorporação do referido rea- juste, de forma que inexiste direito ao pagamento de quaisquer di- ferenças.
Sustenta a parte requerente, primeiramente, que não há que se falar em prescrição, por se tratar de prestações sucessivas, o que enseja a constante renovação do prazo prescricional.
Aduz, ainda, que o entendimento firmado no acórdão recorrido en- contra-se divergente da jurisprudência do STJ, segundo a qual incide a Súmula 85/STJ na cobrança das diferenças referentes a 7/30 da URP dos meses de abril e maio de 1988, correspondentes ao índice de 3,77%. Assevera, por fim, não ter havido reposição da perda es- tipendiária nem absorção dessa perda pelos planos de carreira su- pervenientes
É o relatório.
O presente incidente não merece prosperar.
De início, cumpre salientar que arestos oriundos de Tribunal Regional Federal e do Supremo Tribunal Federal não ensejam a admissão do incidente de uniformização.
Com efeito, a Turma Nacional limita-se a dirimir divergência entre decisões de Turmas Recursais de Juizados Especiais Federais de di- ferentes regiões ou contrariedade à súmula ou jurisprudência do- minante do STJ, consoante determinação do art. 14, §2º, da Lei nº 10.259/2001 e do art. 6º do RITNU.
Ademais, no que tange aos paradigmas do STJ, verifica-se que não há similitude fática. Isto porque os paradigmas apontados reconhecem, em suma, que não ocorre a prescrição do fundo de direito do reajuste de 7/30 de 16,19% (3,77%), por se tratar de prestação de trato sucessivo. Já o acórdão impugnado, conquanto reconheça a prescrição parcial, entendeu que, em razão da absorção e da modificação na estrutura remuneratória dos servidores e dado o considerável lapso temporal transcorrido, eventuais diferenças já teriam sido pagas, não havendo reflexos nos salários posteriores.
Destarte, incide, na espécie, a Questão de Ordem 22/TNU ("É pos- sível o não-conhecimento do pedido de uniformização por decisão monocrática quando o acórdão recorrido não guarda similitude fática e jurídica com o acórdão paradigma").
No mesmo sentido, a TNU, no julgamento do PEDILEF 05058291720124058500, o qual é semelhante ao presente feito, de- cidiu nos seguintes termos:
"ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL. REAJUS- TE. ÍNDICE URP DE ABRIL E MAIO DE 1988 (3,77%). PRES- CRIÇÃO DE FUNDO DE DIREITO. INOCORRÊNCIA. REESTRU- TURAÇÃO DE CARREIRA. QUESTÃO DE ORDEM Nº 13. PA- RADIGMAS DO STF E DE TRF. PEDIDO DE UNIFORMIZAÇÃO NÃO CONHECIDO. 1. Trata-se de pedido de uniformização apre- sentado pelo autor em face de acórdão que manteve sentença de improcedência do pedido, ao fundamento de que, em que pese a pretensão não esteja fulminada pela prescrição de fundo de direito, não há diferenças a serem recebidas no qüinqüênio que antecede o ajuizamento da ação porque os reajustes pleiteados foram incorpo- rados pelos atos normativos posteriores que modificaram a estrutura remuneratória da carreira. 2. O requerente sustenta que o acórdão afronta a Súmula n° 85 do Superior Tribunal de Justiça, de modo que não haveria que se falar em prescrição de fundo de direito, mas apenas das parcelas anteriores ao qüinqüênio que antecede à pro- positura da ação. Alega, ainda, que a tese da absorção ou rees- truturação das carreiras se aplica apenas às perdas salariais, e não às perdas estipendiárias. 3. Os precedentes do Superior Tribunal de Jus- tiça indicados como acórdãos paradigmas não guardam correspon- dência com o caso específico dos autos, registrando que em todos foi aplicado o entendimento da Súmula 85 do STJ. Os paradigmas apon- tados reconhecem, em suma, que não ocorre a prescrição do fundo de direito do reajuste de 7/30 de 16,19% (3,77%), por se tratar de prestação de trato sucessivo. Já o acórdão impugnado, conquanto reconheça a prescrição parcial, entendeu que, em razão da absorção e da modificação na estrutura remuneratória dos servidores e dado o considerável lapso temporal transcorrido (demanda ajuizada vinte e três anos após a cessação da URP), eventuais diferenças já teriam sido pagas, não havendo reflexos nos salários posteriores. 4. Quanto à influência da reestruturação de carreiras sobre as diferenças plei- teadas, o requerente apontou apenas acórdãos paradigmas do Su- premo Tribunal Federal e do Tribunal Regional Federal da 5ª Região. Não obstante, a admissibilidade do pedido de uniformização de in- terpretação de lei federal pressupõe que o acórdão recorrido crie divergência com decisão de outra Turma Recursal ou contrarie a jurisprudência dominante do Superior Tribunal de Justiça (art. 14,
caput e § 2º, da Lei nº 10.259/2001). Impossibilidade jurídica de aferir divergência jurisprudencial com acórdão paradigma oriundo de Tribunal Regional Federal ou do STF. 5. Pedido não conhecido." Assim, incide a Questão de Ordem 13/TNU: "Não cabe Pedido de Uniformização, quando a jurisprudência da Turma Nacional de Uni- formização de Jurisprudência dos Juizados Especiais Federais se fir- mou no mesmo sentido do acórdão recorrido".
Ante o exposto, com fulcro nos art. 16, I, do RITNU, nego se- guimento ao incidente.
Publique-se. Intimem-se. Brasília, 18 de maio de 2016.
Min. OG FERNANDES
Presidente da Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais PROCESSO: 0500873-77.2015.4.05.8200
ORIGEM: PB - SEÇÃO JUDICIÁRIA DA PARAÍBA REQUERENTE: MARIA JOSÉ TAVARES DE OLIVEIRA PROC./ADV.: MARCOS ANTÔNIO INÁCIO DA SILVA OAB: PB-4007
REQUERIDO(A): INSS
PROC./ADV.: PROCURADORIA-GERAL FEDERAL DECISÃO
Trata-se de agravo interposto contra decisão que inadmitiu o incidente de uniformização nacional suscitado pela ora requerente, pretendendo a reforma de acórdão em que se discute a possibilidade de concessão de benefício assistencial à autora.
É o relatório.
As instâncias ordinárias, com base no contexto fático-probatório da lide concluíram que a parte não cumpriu o requisito da incapacidade laboral.
A pretensão de alterar o entendimento firmado pelo Tribunal a quo não é possível em virtude da necessidade de revisão de provas dos autos. Aplica-se, assim, a Súmula 42/TNU ("Não se conhece de incidente de uniformização que implique reexame de matéria de fa- to").
Ademais, a Turma Nacional de Uniformização firmou o entendimento no sentido de que "o julgador não é obrigado a analisar as condições pessoais e sociais quando não reconhecer a incapacidade do reque- rente para a sua atividade habitual" (Súmula 77/TNU).
Ante o exposto, com fulcro no art. 8º, VIII, do RITNU, nego pro- vimento ao agravo.
Publique-se. Intimem-se. Brasília, 17 de maio de 2016.
Min. OG FERNANDES
Presidente da Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais PROCESSO: 0500912-29.2015.4.05.8312
ORIGEM: 3ª Turma Recursal Seção Judiciária de Pernambuco REQUERENTE: THIAGO ANDRÉ SILVA DE SANTANA PROC./ADV.: CAIO GEYSON A. BARROS
OAB: PE-26715 REQUERIDO(A): INSS
PROC./ADV.: PROCURADORIA-GERAL FEDERAL REPRESENTANTE LEGAL: EDJANE MARIA DA SILVA PROC./ADV.: CAIO GEYSON A. BARROS
OAB: PE-26715
DECISÃO
Trata-se de agravo interposto contra decisão que inadmitiu o incidente de uniformização nacional suscitado pela parte ora requerente, pre- tendendo a reforma de acórdão oriundo de Turma Recursal de origem, no qual se discute a possibilidade de concessão do benefício de pensão por morte ao autor.
É o relatório.
O inconformismo não prospera.
De início, verifica-se que não é possível aferir a autenticidade do paradigma colacionado, posto que não fora indicado se quer o número do processo, nem sua origem. Assim sendo, aplicável a Questão de Ordem n. 3 desta TNU, segundo a qual "a cópia do acórdão pa- radigma somente é obrigatória quando se tratar de divergência entre turmas recursais de diferentes regiões, sendo exigida, no caso de julgado obtido por meio da internet, a indicação da fonte que permita a aferição de sua autenticidade".
]Entendo, ainda, que a sugerida divergência jurisprudencial não restou comprovada. Isto porque o recorrente não observou o regramento legal, deixando de efetuar o devido cotejo analítico, demonstrando a similitude fática entre as hipóteses trazidas a confronto com díspares conclusões.
Ante o exposto, com fulcro no art. 8º, VIII, do RITNU, nego pro- vimento ao agravo.
Publique-se. Intimem-se. Brasília, 27 de maio de 2016.
Min. OG FERNANDES
Presidente da Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais PROCESSO: 0500968-62.2015.4.05.8312
ORIGEM: 3ª Turma Recursal Seção Judiciária de Pernambuco REQUERENTE: RISOLANDA GOMES CANDIDO DE OLIVEI- RA
PROC./ADV.: HILTON SALES DA SILVA JÚNIOR OAB: PE-29447
REQUERIDO(A): INSS
PROC./ADV.: PROCURADORIA-GERAL FEDERAL DECISÃO
Trata-se de agravo interposto contra decisão que inadmitiu o incidente de uniformização nacional suscitado pela parte ora requerente, pre- tendendo a reforma de acórdão da Turma Recursal de origem em que se discute a concessão de benefício assistencial à parte autora.
Nº 174, sexta-feira, 9 de setembro de 2016
ISSN 1677-7042
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COMERCIALIZAÇÃO PROIBIDA POR TERCEIROS
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É o relatório.O presente recurso não comporta provimento.
As instâncias ordinárias, com base no contexto fático-probatório da lide e já analisadas as condições socioeconômicas da parte, con- cluíram pelo não preenchimento dos requisitos legais para a con- cessão do benefício pleiteado (miserabilidade).
A pretensão de alterar o referido entendimento não é possível em virtude da necessidade de revisão de provas dos autos. Aplica-se, assim, a Súmula 42/TNU: "Não se conhece de incidente de uni- formização que implique reexame de matéria de fato".
Ante o exposto, com fulcro no art. 8º, VIII, do RITNU, nego pro- vimento ao agravo.
Publique-se. Intimem-se. Brasília, 25 de maio de 2016.
Min. OG FERNANDES
Presidente da Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais PROCESSO: 0500979-21.2015.4.05.8109
ORIGEM: CE - SEÇÃO JUDICIÁRIA DO CEARÁ REQUERENTE: MARIA DE FATIMA DOS REIS PROC./ADV.: CLÁUDIA HELENA BARROS MARTINS OAB: CE-18206
REQUERIDO(A): INSS
PROC./ADV.: PROCURADORIA-GERAL FEDERAL DECISÃO
Trata-se de agravo interposto contra decisão que inadmitiu o incidente de uniformização nacional suscitado pela parte ora requerente, pre- tendendo a reforma de acórdão oriundo de Turma Recursal de origem, no qual se discute a possibilidade de concessão de aposentadoria por idade rural à autora.
É o relatório.
O inconformismo não prospera.
Entendo que a sugerida divergência jurisprudencial não restou com- provada. Isto porque o recorrente não observou o regramento legal, deixando de efetuar o devido cotejo analítico, demonstrando a si- militude fática entre as hipóteses trazidas a confronto com díspares conclusões.
Ademais, a pretensão de se alterar o referido entendimento adotado não é possível em virtude da necessidade de revisão de provas dos autos. Aplica-se, assim, a Súmula 42/TNU ("Não se conhece de incidente de uniformização que implique reexame de matéria de fa- to").
Ante o exposto, com fulcro no art. 8º, VIII, do RITNU, nego pro- vimento ao agravo.
Publique-se. Intimem-se. Brasília, 25 de maio de 2016.
Min. OG FERNANDES
Presidente da Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais PROCESSO: 0501010-17.2015.4.05.8311
ORIGEM: 3ª TURMA RECURSAL SEÇÃO JUDICIÁRIA DE PER- NAMBUCO
REQUERENTE: GERCINA GOMES DA SILVA PROC./ADV.: MARCOS ANTÔNIO INÁCIO DA SILVA OAB: PE 573
REQUERIDO (A): INSS
PROC./ADV.: PROCURADORIA-GERAL FEDERAL DECISÃO
Trata-se de agravo interposto contra decisão que inadmitiu o incidente de uniformização nacional suscitado pela parte ora requerente, pre- tendendo a reforma de acórdão da Turma Recursal de origem que indeferiu o pedido de concessão de pensão por morte à parte autora, tendo em vista a não comprovação da dependência econômica da mãe para com o filho falecido.
É o relatório.
O recurso não merece prosperar.
Verifica-se que os paradigmas juntados pela requerente abordam a questão da dependência econômica exclusiva entre pais e filhos, ma- téria esta que não foi enfrentada no aresto impugnado. Razão pela qual aplica-se na hipótese a Questão de Ordem 10 da TNU, segundo a qual "Não cabe o incidente de uniformização quando a parte que o deduz apresenta tese jurídica inovadora, não ventilada nas fases an- teriores do processo e sobre a qual não se pronunciou expressamente a Turma Recursal no acórdão recorrido."
Ainda que assim não fosse, inexiste similitude fática e jurídica entre os arestos confrontados. A requerente colacionou paradigmas cuja tese orienta-se no sentido de que a dependência econômica entre pais e filhos não precisa ser exclusiva e o acórdão recorrido discutiu tão- somente a tese de não comprovação da dependência.
Incide na hipótese, portanto, a Questão de Ordem 22 da TNU, se- gundo a qual "é possível o não conhecimento do pedido de uni- formização por decisão monocrática quando o acórdão recorrido não guarda similitude fática e jurídica com o acórdão paradigma." Ante o exposto, com fulcro no art. 8º, VIII, do RITNU, nego pro- vimento ao agravo.
Publique-se. Intimem-se. Brasília, 18 de maio de 2016.
Min. OG FERNANDES
Presidente da Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais
PROCESSO: 0501027-56.2015.4.05.8310
ORIGEM: 1ª Turma Recursal Seção Judiciária de Pernambuco REQUERENTE: INSS
PROC./ADV.: PROCURADORIA-GERAL FEDERAL REQUERIDO(A): CLEONICE RISALVA XAVIER PROC./ADV.: BERTONIO FEITOSA DA SILVA OAB: PB-15926
DECISÃO
Trata-se de agravo interposto contra decisão que inadmitiu o incidente de uniformização nacional suscitado pela parte ora requerente, pre- tendendo a reforma do acórdão da Turma Recursal de origem que acolheu o pedido de aposentadoria rural por idade à parte autora. É o relatório.
O recurso não merece prosperar.
As instâncias ordinárias, de posse do caderno fático-probatório dos autos, decidiram que a parte comprovou o labor rural pelo tempo de carência necessário.
Logo, a pretensão de alterar o referido entendimento não é possível, em virtude da necessidade de revisão de provas dos autos. Aplica-se, assim, a Súmula 42/TNU ("Não se conhece de incidente de uniformização que implique reexame de matéria de fato"). Ante o exposto, com fulcro no art. 8º, VIII, do RITNU, nego pro- vimento ao agravo.
Publique-se. Intimem-se. Brasília, 18 de maio de 2016.
Min. OG FERNANDES
Presidente da Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais PROCESSO: 0501080-76.2015.4.05.8200
ORIGEM: PB - SEÇÃO JUDICIÁRIA DA PARAÍBA REQUERENTE: INSS
PROC./ADV.: PROCURADORIA-GERAL FEDERAL REQUERIDO(A): ANA CAROLINA SANTOS NASCIMENTO PROC./ADV.: MARCOS ANTÔNIO INÁCIO DA SILVA OAB: PB-4007
REPRESENTANTE LEGAL: ELIANE AMANCIO DOS SANTOS PROC./ADV.: MARCOS ANTÔNIO INÁCIO DA SILVA OAB: PB-4007
DECISÃO
Trata-se de agravo interposto contra decisão que inadmitiu o incidente de uniformização nacional suscitado pela parte ora requerente, pre- tendendo a reforma de acórdão da Turma Recursal de origem que concedeu benefício assistencial à parte autora.
É o relatório.
O presente recurso não comporta provimento.
As instâncias ordinárias, com base no contexto fático-probatório da lide e condições socioeconômicas, concluiu pelo preenchimento dos requisitos legais para a concessão do benefício pleiteado.
A pretensão de alterar o referido entendimento não é possível em virtude da necessidade de revisão de provas dos autos. Aplica-se, assim, a Súmula 42/TNU: "Não se conhece de incidente de uni- formização que implique reexame de matéria de fato".
Ante o exposto, com fulcro no art. 8º, VIII, do RITNU, nego pro- vimento ao agravo.
Publique-se. Intimem-se. Brasília, 27 de maio de 2016.
Min. OG FERNANDES
Presidente da Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais PROCESSO: 0501217-20.2013.4.05.8106
ORIGEM: CE - SEÇÃO JUDICIÁRIA DO CEARÁ REQUERENTE: PAULO DELADIER CAZUZA PINHEIRO PROC./ADV.: MANOEL EDUARDO HONORATO DE OLIVEIRA OAB: CE-8342
REQUERIDO(A): INSS
PROC./ADV.: PROCURADORIA-GERAL FEDERAL
REPRESENTANTE LEGAL: MARINEZ CUSTODIO CAZUZA