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Seguro de vida 5% 100%

No documento A Lei do Triunfo Napoleon Hill (páginas 187-200)

No item Diversões estão incluídas, naturalmente, muitas despesas que realmente não divertem, tais como as quantias gastas com bebidas alcoólicas, jantares festivos e outras coisas semelhantes que, na realidade, podem servir para minar a saúde e destruir o caráter.

UMA ANÁLISE CUIDADOSA SOBRE 178 HOMENS CONHECIDOS COMO TRIUNFADORES REVELOU O FATO DE QUE TODOS ELES FRACASSARAM ALGUMAS VEZES ANTES DE TRIUNFAR.

Um analista experimentado já declarou que seria capaz de dizer, de forma muito precisa, examinando o orçamento mensal de um homem, que espécie de vida ele leva; além disso, tirará o máximo de informações do item Diversões. Assim, é esse um assunto que exige um cuidado igual àquele com que o guarda de uma estufa segue as oscilações do termômetro que controla a vida de suas plantas.

Todos os que fazem orçamentos de despesas incluem, muitas vezes, um item intitulado “distrações”, que, na sua maioria, desfalcam tanto a bolsa como a saúde.

Estamos vivendo numa época em que as “distrações” ocupam um lugar de grande destaque na maioria dos orçamentos. Dezenas de milhares de pessoas que não ganham mais de 50 dólares por semana gastam mais de um terço do ordenado no que chamam “diversões” na forma de bebidas com um rótulo duvidoso e que custam de 6 a 12 dólares. Essas pessoas insensatas não somente gastam o dinheiro que podia constituir uma boa economia, mas, ainda, o que é pior, estão destruindo o caráter e a saúde.

Nada, nesta lição, se destina a ser uma prédica de moral ou de outro qualquer assunto. Apresentamos aqui fatos que, em grande parte, constituem o material com que

se constrói o triunfo.

Seja como for, é esse um lugar apropriado para narrar alguns fatos que dizem respeito diretamente a essa questão de alcançar o triunfo, e que não podem ser omitidos, sob pena de enfraquecer todo o curso, em geral, e esta lição, em particular.

Não sou um reformador nem um pregador de moral, pois esse campo de esforços pertence já a pessoas competentes. O que declaramos aqui, porém, é parte necessária de um curso de filosofia, cujo objetivo é assinalar uma estrada garantida ao longo da qual se pode rumar em busca de realizações honestas.

Durante o ano de 1926, estive associado com o falecido Don E. Mellett, que era então o diretor do Canton Daily News (Ohio). O sr. Mellett interessava-se pela filosofia da Lei do Triunfo porque ela oferecia, conforme ele acreditava, sadios conselhos aos jovens de ambos os sexos que realmente desejassem triunfar na vida. Nas colunas do seu jornal, o sr. Mellett levava então a efeito uma tenaz campanha contra certas forças subterrâneas de Canton. Com o auxílio de detetives e investigadores, alguns dos quais enviados pelo governador de Ohio, Mellett e eu reunimos dados reais sobre os meios que a maioria das pessoas de Canton empregava então para viver.

Em julho de 1926, Mellett foi assassinado traiçoeiramente e quatro homens, entre os quais um ex-membro da polícia de Canton, estão ainda cumprindo pena de prisão perpétua na penitenciária do estado de Ohio, por crime de morte.

Durante uma série de investigações criminais, todos os relatórios eram levados ao nosso escritório, e os dados aqui descritos são absolutamente verídicos.

Um dos funcionários de uma grande indústria, cujo ordenado era de 6 mil dólares por ano, pagava a um contrabandista de bebidas uma média de 300 dólares por mês. Essas bebidas eram consumidas nas festas que ele costumava dar, nas quais sua esposa tomava parte e que muitas vezes se realizavam na sua própria residência.

Um funcionário de banco, cujo salário era de 150 dólares por mês, gastava em média 75 dólares mensais com bebidas, e como o seu ordenado não fosse dos mais compensadores, caminhava inexoravelmente para a ruína.

O superintendente de um grande estabelecimento industrial, ganhando 5 mil dólares por ano, e que poderia economizar uma média de 125 dólares mensais, nada poupava e a sua conta com bebidas ia a 150 dólares por mês, mais ou menos.

Um policial, cujo ordenado era de 160 dólares mensais, gastava mais de 400 dólares por mês em jantares numa hospedaria próxima da cidade. A maneira como ele conseguia a diferença, entre a sua renda legítima e as despesas que fazia, não é de modo algum para creditar a um policial.

Um empregado de banco, cuja renda, pelo que se pode deduzir de declarações anteriores sobre renda, era de cerca de 8 mil dólares por ano, gastava por mês, com

bebidas, mais de 500 dólares, isso durante os três meses em que as suas atividades foram controladas pelos investigadores de Mellett.

Um rapaz que trabalhava em uma loja conhecida, ganhando 20 dólares por semana, gastava uma média semanal de 35 dólares com bebidas. Pensa-se que roubasse a diferença ao seu empregador.

TODOS OS VENDEDORES DEVEM SE LEMBRAR DE QUE NINGUÉM DESEJA COMPRAR UMA COISA DE QUE OS OUTROS ESTÃO TENTANDO “SE VER LIVRES”.

Um vendedor de apólices de seguros de vida, cujos vencimentos não se puderam calcular bem, pois trabalhava na base de comissões, gastava em média 200 dólares mensais no fornecedor de bebidas. Não apresentava nota alguma de economias e presumiu-se que não possuía nenhuma, o que foi confirmado, pois dentro em pouco a companhia o denunciou e fez prender como suspeito de apropriação indébita de fundos. Sem dúvida, gastava o dinheiro que devia entregar à companhia. Hoje, esse rapaz cumpre pena na penitenciária do estado de Ohio.

Um rapazola que frequentava ainda o ensino médio despendia uma soma elevada com bebidas. Quanto era, realmente, não foi possível apurar, visto não ter sido registrado pelo fornecedor. Mais tarde os pais desse jovem tiveram de prendê-lo, para “salvá-lo de si próprio”. Apurou-se então que roubava as economias de sua mãe, tendo tirado mais de 300 dólares desse dinheiro.

Realizei uma série de conferências em 41 escolas de ensino médio, uma vez por mês, durante todo o ano letivo. Os diretores dessas escolas declararam-me que menos de 2% dos alunos demonstravam tendência para economizar dinheiro, e um exame feito por meio de um questionário preparado para tal fim revelou o fato de que apenas 5% dos estudantes, de um total de 11 mil, em idade de escola de ensino médio, acreditavam que o hábito da economia fosse essencial para o triunfo.

Não admira que os ricos estejam ficando mais ricos e os pobres cada vez mais pobres. Chame-se a isso afirmação socialista, se se quiser, mas os fatos vêm em apoio da sua exatidão. Não é difícil qualquer pessoa enriquecer num país de gastadores como os Estados Unidos, onde todo mundo gasta os centavos que lhe vêm às mãos. Há muitos anos, quando não se espalhara ainda a mania de gastar que assola hoje todo o país, F. W. Woolworth imaginou um meio muito prático de apanhar os níqueis e pratas que milhares de pessoas costumam desperdiçar. Esse sistema rendeu-lhe mais de 100 milhões

de dólares em poucos anos. Woolworth morreu, mas perdura o seu sistema de economizar e as suas lojas se tornaram cada vez maiores.

As Five and Ten Cent Stores têm sempre as fachadas pintadas de vermelho vivo, brilhante. É uma cor simbólica, pois o vermelho denota perigo. Cada uma dessas lojas é um monumento provando com exatidão que um dos defeitos principais da geração atual é o hábito de gastar.

Todos nós somos vítimas desse hábito!

Infelizmente, quase todos nós somos criados por pais que não possuem a menor noção da psicologia de tal hábito. Inconsciente da falta que comete, a maioria dos pais auxilia o desenvolvimento do hábito de gastar, tolerando as despesas e esquecendo-se completamente de iniciar os filhos na prática da economia.

Os hábitos da primeira infância nos acompanham sempre por toda a vida. Feliz é a criança cujos pais têm a visão e a compreensão do hábito da economia, como construtor de caráter, e o implantam desde cedo no espírito de seus filhos.

É um exercício que produz excelentes resultados.

Dê-se a qualquer homem 100 dólares com os quais ele não conte. Que fará ele? Começará logo por cogitar sobre o modo de gastar o dinheiro. Uma infinidade de coisas de que não precisa lhe surgirão imediatamente no cérebro, mas podemos apostar, sem medo de errar, que não lhe passará pela cabeça — a menos que tenha o hábito da economia — a ideia de abrir com essa quantia uma conta-corrente ou uma poupança num banco. Antes de anoitecer, já terá gasto os 100 dólares, ou pelo menos decidido o destino de toda a soma, acrescentando assim mais combustível à chama já brilhante do hábito de gastar.

Somos dirigidos por nossos hábitos.

Para abrir uma conta-corrente ou poupança num banco e passar a depositar nela, regularmente, parte do rendimento de que se dispõe, é necessário ter grande força de caráter, determinação e energia.

Há uma regra por meio da qual todo homem pode determinar, mesmo com antecedência, se desfrutará ou não de independência financeira, coisa tão desejada por todos, e essa regra nada tem a ver com o rendimento da pessoa.

Essa regra é a seguinte: se alguém seguir sistematicamente o hábito de economizar uma percentagem certa de todo o dinheiro que ganha ou recebe de outra maneira, pode estar certo de que alcançará uma situação financeira independente. Porém, se nada economiza, pode ter certeza de que jamais adquirirá independência financeira, seja qual for a renda de que possa dispor.

DEVEMOS PENSAR MUITO ANTES DE FALAR, POIS AS NOSSAS PALAVRAS PLANTARÃO A SEMENTE DO TRIUNFO OU DO FRACASSO NO ESPÍRITO DE ALGUÉM.

A única exceção a tal regra é apresentada pela pessoa que não economiza, mas herda uma fortuna tão grande que não pode gastá-la toda, ou que recebe a herança em usufruto. Mas são possibilidades raras, e talvez o leitor não espere que lhe aconteça esse milagre...

Privo da intimidade de muitas centenas de pessoas, nos Estados Unidos e em alguns outros países. Há quase 20 anos que venho observando esses amigos e conheço assim, por experiência, como vivem, por que motivo alguns deles fracassaram, enquanto outros triunfaram, e também as razões para esses fracassos e triunfos.

Essa lista de conhecidos inclui homens que controlam centenas de milhões de dólares, e de fato possuem milhões já adquiridos. Inclui também homens que tiveram milhões, e que hoje não possuem um níquel.

Com o objetivo de demonstrar ao leitor deste curso a maneira como a lei do hábito se torna uma espécie de pivô para o triunfo ou o fracasso, e a razão exata pela qual nenhum homem adquire independência financeira sem desenvolver antes o hábito da economia sistemática, descreveremos aqui a maneira como vivem alguns desses conhecidos.

Começaremos pela história completa de um homem que, segundo as suas próprias palavras, conseguiu ganhar 1 milhão de dólares em publicidade, e agora nada possui. Essa história verídica apareceu no American Magazine e será transcrita aqui, por gentileza dos editores da revista.

A narrativa é absolutamente verídica e foi incluída como parte da presente lição porque o seu autor, W. C. Freeman, quis tornar públicos os seus erros, na esperança de que outros possam evitá-los.

“GANHEI 1 MILHÃO DE DÓLARES E HOJE NÃO POSSUO 1 CENTAVO!” Conquanto seja difícil e mesmo humilhante confessar em público uma falta notável, que transtornou por completo a minha vida, resolvi fazer essa confissão pelo bem que daí pode advir para outros.

Farei uma confissão completa da maneira como deixei escorrer pelos dedos todo o dinheiro que ganhei, quantia que se aproximava de 1 milhão de dólares. Consegui esse dinheiro com o meu trabalho no campo da publicidade, tendo também alguns milhares de dólares que economizara até os 25 anos de idade, como professor, no campo, e escrevendo artigos para jornais do interior.

Pode ser que 1 milhão não pareça muito dinheiro, nestes dias de milhões e até mesmo bilhões; mas, seja como for, é uma grande quantia. Se alguém tem

alguma dúvida a esse respeito, tente contar 1 milhão. Por mim, procurei ter uma ideia, uma dessas noites, do tempo que gastaria para isso. Concluí que podia contar uma média de 100 por minuto. E nessa base precisaria de 20 dias, de oito horas cada um, e mais seis horas e 40 minutos. Como veem, a tarefa é difícil...

Devo dizer, logo de início, que não me arrependo nem por um minuto de haver gasto 90% do dinheiro que ganhei. Desejar a volta desses 90% me daria a impressão de que teria querido negar, à minha família e aos amigos, inúmeros prazeres.

Lastimo apenas ter gasto todo o meu dinheiro, e mais algum. Se eu tivesse hoje os 10% que podia ter facilmente economizado, teria 100 mil dólares empregados de maneira útil, e não teria dívidas. Se tivesse esse dinheiro, me sentiria rico. E não tenho dúvidas quanto a isso, pois nunca ambicionei acumular dinheiro com o fim de vê-lo empilhado.

As aulas e as correspondências para jornais me trouxeram alguns cuidados e responsabilidades, que enfrentei de maneira otimista.

Casei-me aos 21 anos, com absoluta aprovação das duas famílias, as quais acreditavam piamente na doutrina pregada por Henry Ward Beecher, de que “os casamentos de jovens são os bons”.

Exatamente um mês depois do meu casamento meu pai morreu, em circunstâncias trágicas: foi asfixiado pelo gás. Fora educador durante toda a vida — e um dos melhores educadores —, mas não juntara dinheiro.

Com o seu desaparecimento, compreendemos que devíamos permanecer unidos e prosseguir de qualquer maneira. Minha esposa e eu ficamos morando com minha mãe e minha única irmã.

Minha mãe, que era uma mulher de inteligência excepcional (ajudara meu pai na escola até a época do meu nascimento), resolveu tomar como pensionistas um casal conhecido, velhos amigos da família. Minha mãe era perita na arte culinária e os seus quitutes eram famosos nas redondezas. Mais tarde, duas senhoras conhecidas vieram também morar conosco, de modo que a nossa renda aumentou.

Minha irmã tomou a seu cargo uma classe de jardim de infância que funcionava no salão de nossa casa. Minha esposa contribuía, por sua parte, costurando e consertando toda a roupa da casa.

Vivemos, assim dias, felizes. Ninguém em casa era desperdiçado ou tinha tendências para a extravagância, exceto eu próprio, que sempre tivera certa inclinação para ser um tanto liberal em matéria de dinheiro.

Quando nasceu o meu primeiro filho, um menino, todos pensamos que as portas do céu se haviam aberto para nós. Os pais de minha mulher, que nutriam o mais sincero interesse por nós e estavam sempre prontos para nos auxiliar, sentiram-se igualmente felizes com o nascimento do primeiro neto. Meu cunhado, muito mais velho do que minha mulher, e solteirão, não podia a

princípio compreender a alegria de todos nós, porém, mesmo ele, dentro em pouco começou a rodear o pequeno e a lhe fazer agrados. A que ponto um bebê transforma uma casa!

Intercalo tais detalhes na minha história apenas para acentuar a maneira como vivemos naqueles primeiros tempos. Eu não tinha oportunidade para gastar muito, e, contudo, sentia-me tão feliz como nunca me havia sentido.

O mais estranho em tudo isso é que a experiência daqueles dias não me ensinou o valor do dinheiro. Se houve algum dia uma pessoa que tivesse tido uma lição prática para guiá-lo no futuro, essa pessoa, decerto, fui eu.

Mas deixem-me contar-lhes de que maneira me afetou essa experiência prematura. O nascimento de meu filho trouxe-me inspiração para ganhar mais do que ganhava ensinando e escrevendo artigos para jornais. Não queria dar à minha mulher, à minha mãe e à minha irmã a impressão de que continuariam indefinidamente a contribuir para manter a casa. Por que deveria um homem como eu, forte e sadio como sempre fui, e com certa capacidade para ganhar dinheiro, contentar-se sendo um simples raio da roda, em vez de ser a roda inteira? Por que não proveria inteiramente às necessidades da família?

Seguindo o meu desejo de ganhar mais, dediquei-me ao comércio de livros, além do trabalho habitual. Finalmente, abandonei o ensino e concentrei-me nas duas outras atividades.

O meu negócio de livros levou-me um dia a Bridgeton (Nova Jersey). Foi ali que comecei realmente a ganhar dinheiro. Precisava estar sempre fora de casa, mas o sacrifício era bem-compensado, pois os lucros eram animadores. Ganhei em algumas semanas o dinheiro necessário para enviar à família uma quantia maior do que a que lhe fornecera durante um ano inteiro com o trabalho na escola e os artigos para jornais. Depois de firmar-me na zona de Bridgeton, interessei-me por um jornal daquela cidade, o Morning Star. Pareceu-me que o editor do jornal precisava de um auxiliar. Procurei-o e disse-lhe isso. Ele me respondeu:

— Por Deus, rapaz, como poderei contratá-lo se não ganho o bastante para viver?

— É justamente por isso que o procuro — disse-lhe eu. — Creio que juntos poderemos transformar o Star, fazer dele um jornal triunfante. Vou dizer-lhe o que pretendo fazer: trabalharei para o senhor durante uma semana, à razão de 1 dólar por dia. No fim da semana, se tiver feito bons negócios, o senhor passará a me dar 3 dólares por dia, e se as coisas continuarem bem, na terceira semana, me pagará 6 dólares,e assim por diante, até que o jornal renda o bastante para que o senhor possa me pagar 50 dólares semanalmente.

O editor concordou com a minha proposta. Ao fim de dois meses eu recebia 50 dólares por semana, o que, naquela época, era considerado um grande salário. Compreendi, então, que começava a ganhar dinheiro, mas, se desejava

tanto o dinheiro, era apenas para dar conforto à minha família. Cinquenta dólares por semana representavam quatro vezes mais do que eu ganhava antes.

Meu trabalho no Star abrangia a redação de editoriais, reportagens, redação e negócios de anúncios — que davam muito resultado —, revisão de provas e cobranças. Trabalhava sem parar durante toda a semana, mas não me sentia fatigado, pois era forte e, além disso, o trabalho me interessava. Fazia também correspondências para o New York Sun, o Philadelphia Record e o Trenton Times, de Nova Jersey, o que me dava uma média de 150 dólares mensais, pois se tratava de uma boa região para jornais.

O Star deu-me uma lição que moldou finalmente o curso da minha vida. Compreendi que ganharia muito mais como agente de publicidade do que escrevendo para jornais. Os anúncios constituem um negócio lucrativo.

Consegui um anúncio no Star, sobre a indústria de ostras em Nova Jersey. Esse anúncio rendeu 3 mil dólares, e o diretor dividiu o dinheiro comigo. Eu nunca tinha visto uma soma tão grande. Mil e quinhentos dólares! Vinte e cinco por cento mais do que ganhei em dois anos na escola e em outros trabalhos.

Mas economizei esse dinheiro, ou ao menos uma parcela dele? Não. Que uso fiz dele? Com esse dinheiro, eu poderia proporcionar tantos prazeres à minha esposa, ao meu filhinho, à minha mãe e à minha irmã, que o gastei mais facilmente do que o ganhara.

Mas não teria sido o mesmo que jogar o dinheiro fora, num dia de chuva? Meu trabalho em Bridgeton atraiu a atenção de Sam Hudson, correspondente do Philadelphia Record em Nova Jersey. Hudson era dessa espécie de jornalistas cujo maior prazer na vida consiste em auxiliar os outros.

Disse-me ele que eu devia procurar me colocar numa grande cidade. E prometeu que arranjaria para mim um emprego na Filadélfia. E cumpriu a promessa. Mudei-me com minha mulher e meu filho para Germantown. Ali fui encarregado da seção de publicidade do semanário Germantown Gazette.

A princípio, não ganhei tanto como em Bridgeton, pois tive de abandonar as correspondências para jornais. Essa seção estava a cargo de outros correspondentes. Mas dentro em pouco eu ganhava 25% a mais. A Gazette

No documento A Lei do Triunfo Napoleon Hill (páginas 187-200)

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