miúdas
7 dólares e 47
centavos
Casa e
comida
12
dólares
Dinheiro
em mão
53 centavos
Total
20 dólares
Tais números contam uma história trágica, que pode muito bem ser aplicada a milhares de outras pessoas jovens. De 20 dólares, economiza apenas 53 centavos. Gasta 7 dólares e 47 centavos com coisas que poderiam ser bastante reduzidas e algumas até mesmo eliminadas. Na verdade, com exceção da barba e do lustro dos sapatos, ele poderia economizar todo o restante dos 7 dólares e 47 centavos.
Na tabela organizada pela Associação de Empréstimos e Construções (Building and Loan Association) pode-se ver o que representa uma economia de 7 dólares e 47 centavos por semana. Suponhamos que aquele rapaz guardasse 25 dólares por mês. No fim de dez anos, com os juros, teria nada menos de 5 mil dólares.**
CADA FRACASSO, CADA ADVERSIDADE, CADA SOFRIMENTO PODEM SER UMA BÊNÇÃO DISFARÇADA, POIS ABRANDA A PARTE ANIMAL DA NOSSA NATUREZA.
O jovem em questão tinha 21 anos de idade no momento em que realizou o balanço das suas despesas. Aos 31 anos, poderia dispor de uma quantia substancial, num banco, tendo economizado 25 dólares por mês, e essa economia lhe teria dado muitas oportunidades que o conduziriam à independência financeira.
Alguns indivíduos de visão estreita, pseudofilósofos, vivem dizendo que ninguém pode ficar rico economizando apenas alguns dólares por semana. Isso pode conter uma boa dose de verdade, mas o outro lado do caso é que a economia, mesmo de uma pequena quantia, coloca o indivíduo em situação tal que, muitas vezes, lhe dá vantagens comerciais que podem encaminhá-lo rapidamente para a independência financeira.
A tabela da Associação de Empréstimos e Construções, de Nova York, mostra que uma economia mensal de 5 dólares, durante dez anos, proporciona uma soma bem razoável. Seria interessante para o leitor copiar essa soma, pregá-la no espelho no qual se mira todas as manhãs e todas as noites, pois isso lhe incutirá a ideia da economia. A tabela deve ser reproduzida em letras grandes e colocada nas paredes de todas as escolas públicas do mundo, onde possa servir de constante lembrete às crianças sobre o valor do hábito da economia.
Há alguns anos, antes de dar grande importância ao hábito de economia, fiz um balanço do dinheiro que gastava facilmente. A quantia foi tão alarmante que me levou a escrever esta lição e a acrescentar o Hábito da Economia às 15 Leis do Triunfo.
Do balanço que realizei, constatei o seguinte:
4 mil dólares herdados, empregados num negócio de peças de automóveis, de sociedade com um amigo, que perdeu o dinheiro dentro de um ano.
3.600 dólares, dinheiro extra, ganho com artigos escritos para jornais e revistas, todo ele gasto inutilmente.
30 mil dólares, ganhos com o treinamento de 3 mil vendedores, com o auxílio da filosofia da Lei do Triunfo. Esse dinheiro foi empregado numa revista, que não teve êxito por falta de capital-reserva.
3.400 dólares, dinheiro extra, ganho com discursos e conferências públicas, todo gasto à medida que ia entrando.
6 mil dólares, quantia que podia ter sido economizada durante o período de 10 anos dos salários regulares, na base de 50 dólares mensais.
Se essa quantia tivesse sido economizada e empregada nas Associações de Empréstimos e Construções, ou em outro negócio que rendesse juros compostos, ascenderia à soma de 94 mil dólares.
Não sou vítima de nenhum dos hábitos mais comuns de dissipação, como jogos, bebidas e excessos de diversões. É quase incrível que um homem com hábitos de vida razoáveis e moderados tivesse gasto, infrutiferamente, 47 mil dólares em pouco mais de dez anos. Mas isso pode acontecer.
Uma reserva de capital de 94 mil dólares, rendendo juros compostos, é o suficiente para dar a qualquer homem a independência financeira de que necessita.
Lembro-me de uma ocasião em que o presidente de uma grande corporação me enviou um cheque de 500 dólares, por um discurso que pronunciei num banquete oferecido aos empregados dele, e lembro-me ainda do que me veio à mente, quando abri a carta com o cheque. Eu pretendia comprar um automóvel novo e aquela quantia dava exatamente para pagar a primeira prestação. Em 30 segundos eu havia, assim, gasto todo o dinheiro que recebera.
Talvez muitas pessoas já tenham passado pela mesma experiência. Quase todos pensam mais na maneira de gastar, negligenciando completamente o hábito da economia, e qualquer ideia que frequenta a mente humana, sendo sempre bem-recebida, volta a ela muitas vezes.
Na verdade, o hábito da economia pode ser tão fascinante como o hábito de gastar, mas isso somente depois de se tornar um hábito bem arraigado e sistemático. Gostamos de fazer o que é sempre repetido, ou, por outras palavras, conforme descobriram os cientistas, somos vítimas dos nossos hábitos.
O hábito da economia requer mais força de caráter do que a que desenvolve a maioria das pessoas, porque economizar significa, também, negar a si mesmo diversões e prazeres de vários gêneros.
Por essa razão, o indivíduo que desenvolve o hábito da economia adquire, ao mesmo tempo, muitos dos outros hábitos que conduzem ao triunfo; especialmente autocontrole, confiança em si mesmo, coragem, equilíbrio e a libertação do medo.
QUANTO UMA PESSOA PODE ECONOMIZAR
A primeira pergunta que surge é a seguinte: “Quanto poderá um indivíduo economizar?” A resposta não pode ser dada em poucas palavras, pois a quantia que alguém pode economizar depende de muitas condições, das quais algumas podem ser controladas, ao passo que outras não dependem da sua vontade.
Falando de modo geral, um homem que trabalha na base de vencimentos fixos pode dividir a sua renda da seguinte maneira: