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Seleção de Comportamentos-Alvo Para os Estudos 4 e

Estudos empíricos 3, 4 e

3.1. Estudo 3 – Estudo Piloto

3.1.2.4. Seleção de Comportamentos-Alvo Para os Estudos 4 e

55 Como a Correção do comportamento “levar uma faca para a escola” teve variância nula, não é possível correlacionar a

Correção com a Consequência.

56Doravante, os dígitos apresentados correspondem à ordem de apresentação dos comportamentos no respetivo

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Para a seleção dos comportamentos-alvo a utilizar nos Estudos 4 e 5, regemo-nos pelos seguintes critérios: em cada um dos estudos subsequentes tinham de ser utilizados dois comportamentos-alvo normativos e dois comportamentos-alvo desviantes (critério 1) e esses dois comportamentos-alvo tinham de ser o mais equivalentes possível entre si (critério 2).57

Adicionalmente, para a seleção dos comportamentos-alvo do Estudo 4, selecionámos aqueles que se situassem numa posição intermédia na dimensão Correção (critério 3) e se possível, apresentassem valores de correlação elevada entre as dimensões Correção e Consequência (critério 4). Para o Estudo 5, decidimos utilizar comportamentos-alvo que tivessem tido uma avaliação mais extrema na dimensão Correção (critério 5).58

Nos comportamentos normativos, na dimensão Correção, nenhum comportamento teve valor igual a [9] ou a [6]. Portanto, para um comportamento ter uma avaliação intermédia tinha de ter uma avaliação igual a [7] e para ter uma avaliação extrema, teria de ter uma avaliação igual a [8] (ou acima de [8] mas inferior a [9]).

Os comportamentos 2, 1, 7 e 5 tiveram uma avaliação na dimensão Correção igual a [7], os comportamentos 3, 9 e 6 tiveram uma avaliação na dimensão Correção igual a [8] e os comportamentos 4 e 8, tiveram uma avaliação nessa dimensão entre [8] e [9] (mas diferente, tanto do valor [8], como do valor [9]). Dos comportamentos com uma avaliação intermédia na dimensão Correção, excluímos o comportamento 7 (porque apresentava uma baixa correlação “Correção-Consequência”) e o comportamento 5 (porque nos pareceu um comportamento um pouco insípido e pouco capaz de elicitar avaliações diferenciadas). Dos comportamentos com uma avaliação extrema na dimensão Correção, excluímos o comportamento 4 (por ter um valor de frequência significativamente acima do ponto intermédio [5] da escala de resposta; t39 = 3.14, p = .003) e o comportamento 3 (porque também apresentava um valor na dimensão Frequência mais elevado).

Assim, para o Estudo 4 selecionámos os comportamentos normativos 2 e 1. Estes comportamentos tinham uma avaliação intermédia (igual ao valor [7]) na dimensão Correção, cumprindo assim o critério 3 (comportamento 1: Correção - M = 7.06 (2.15); comportamento 2: Correção - M = 7.46 (1.89); ambos equivalentes ao valor [7] da escala de

57 Do ponto de vista metodológico, a inclusão de dois comportamentos-alvo, em vez de apenas um, contribui para uma

interpretação mais clara dos resultados, uma vez que diminui a possibilidade da existência de um confound entre o efeito das VI’s e o comportamento específico utilizado.

58 O critério 5 foi adicionado depois de concluído o Estudo 4, uma vez que, depois de analisados os resultados do Estudo

4, constatámos que a utilização de comportamentos numa posição intermédia na dimensão Correção (critério 3), revelou efeitos pouco expressivos, pelo que optámos por incluir no Estudo 5 comportamentos que tivessem tido uma avaliação mais extrema nessa dimensão, para potenciar a manifestação de efeitos.

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resposta, maior t39 = 1.54, ns). Apresentavam também valores elevados de correlação entre as dimensões Correção e Consequência (critério 4) e eram equivalentes nas três dimensões (critério 2; todos t39 < 1).

Para o Estudo 5, selecionámos os comportamentos normativos 8 e 9. Estes comportamentos tinham uma avaliação extrema (igual ou superior ao valor [8]) na dimensão Correção, cumprindo assim o critério 5 (comportamento 8: Correção - M = 8.45, DP = 0.99; comportamento 9: Correção: M = 7.90, DP = 1.58; ambos equivalente ao valor [8] da escala de resposta, maior t39 = 2.89, ns). Apresentavam também valores significativos de correlação entre as dimensões Correção e Consequência (critério 4). Relativamente ao critério 2, a comparação entre os dois comportamentos nas três dimensões, revelou que apenas foram equivalentes na dimensão Consequência (t39 < 1). Não foram equivalentes na dimensão Frequência (t39 = 3.99, p < .001), nem na dimensão Correção (t39 = 2.29, p = .027).59

A avaliação da Correção dos comportamentos desviantes teve valores absolutos compreendidos entre [1] e [4]. Comportamentos com uma avaliação intermédia tiveram avaliações situadas entre [2] e [3] e comportamentos com avaliação extrema tiveram valores entre [1] e [2]. Os comportamentos 6 e 4 tiveram uma avaliação na dimensão Correção igual a [4], os comportamentos 8, 1 e 7 tiveram uma avaliação na dimensão Correção igual a [3], o comportamento 2 teve uma avaliação nessa dimensão situada ente [2] e [3], os comportamentos 3 e 9, tiveram uma avaliação nessa dimensão entre [1] e [2] e, finalmente, o comportamento 4 teve uma avaliação igual a [1].

Assim, os comportamentos 8, 1, 7 e 2 apresentaram um valor intermédio na avaliação da Correção e os comportamentos 3, 9 e 4, uma avaliação extrema nessa dimensão.

Dos comportamentos com uma avaliação intermédia na dimensão Correção, excluímos o comportamento 8 (por ter um valor de Frequência significativamente acima do ponto intermédio [5] da escala de resposta; t39 = 3.32, p = .002) e o comportamento 1 (por ter um baixo valor de correlação Correção-Consequência). Já dos comportamentos com uma avaliação extrema na dimensão Correção, excluímos o comportamento 4 por não apresentar variância.

59 Embora o comportamento normativo 8 (“Fazer reciclagem do lixo na escola”) tenha revelado diferenças na dimensão

Consequência, em função do Sexo, não nos pareceu que tal fosse fator de exclusão, uma vez que nenhuma outra diferença foi encontrada para este comportamento, em função deste mesmo fator.

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Para o Estudo 4, selecionámos os comportamentos desviantes 7 e 2. Estes comportamentos tiveram uma avaliação intermédia (entre os valores [2] e [3]) na dimensão Correção, cumprindo assim o critério 3 (comportamento 7: Correção - M = 2.69, DP = 1.24, equivalente ao valor [3] da escala de resposta, t39 = - 1.57, ns; comportamento 2: Correção

- M = 2.55, DP = 1.36, diferente do valor [3] da escala de resposta, t39 = - 2.10, p = .043 e

também do valor [2] da mesma, t39 = 2.56, p = .014). Estes dois comportamentos apresentavam ainda valores elevados de correlação entre as dimensões Correção e Consequência (critério 4) e eram equivalentes nas três dimensões (critério 2; maior t39 = 1.14, ns).

Para o Estudo 5, selecionámos os comportamentos desviantes 3 e 9. Estes comportamentos tiveram uma avaliação extrema (entre o valor [1] e o valor [2]) na dimensão Correção, cumprindo assim o critério 5 (comportamento 3: Correção - M = 1.38, DP = 0.77, diferente do valor [1] da escala de resposta, t39 = 3.06, p = .004 etambém do valor [2], t39 = - 5.11, p < .001; comportamento 9: Correção - M = 1.20, DP = 0.41, diferente do valor [1] da escala de resposta, t39 = 3.12, p = .004 etambém do valor [2] da mesma, t39 = -12.49, p

< .001). Quanto ao critério 4, apenas o comportamento desviante 9 apresentou uma

correlação significativa entre as dimensões Correção e Consequência (critério 4).60

À semelhança dos comportamentos normativos extremos selecionados para o Estudo 5, e relativamente ao critério 2, a comparação entre estes dois comportamentos desviantes nas três dimensões, revelou que apenas eram equivalentes numa das dimensões, neste caso, na dimensão Correção (t39 = 1.36, ns). Não foram equivalentes na dimensão Frequência (t39 = 3.10, p = .004), nem na dimensão Consequência (t39 = 4.07, p < .001).

60 A correlação entre as dimensões Correção e Consequência do comportamento desviante 3 não foi significativa. No

entanto, optámos pela sua utilização, uma vez que nos pareceu mais adequado utilizar este comportamento, do que a única outra alternativa (comportamento desviante 4), uma vez que este último foi avaliado por todos os participantes com o valor [1] na dimensão Correção.

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3.2. Estudo 4

“Embora todo mundo acredite saber o que é uma família, é curioso constatar que por mais vital, essencial e aparentemente universal que a instituição família possa ser, não existe para ela, como é também o caso do casamento, uma definição rigorosa.”

(Françoise Héritier, 1991, cit in Ceccarelli, 2007, p. 89) (…) Nos nossos dias, a imagem da maternidade e da paternidade encontra-se extremamente valorizada. Ter um filho tornou-se quase uma exigência no sistema de representações do indivíduo e da família. Símbolo da perenidade da espécie, um filho é também, muitas vezes, símbolo da identidade sexual, da integridade física e da integração social do indivíduo e do casal. Daí o desejo de ter um filho”.

(Leandro, 1987 cit in Mateus & Relvas, 2007, p. 125)

Estas duas citações introduzem-nos na temática da parentalidade, e na forma como parentalidades não biológicas ou não tradicionais podem desencadear mecanismos de diferenciação, conduzindo à emergência de atitudes preconceituosas e de comportamentos discriminatórios.