Um módulo bi-graduado de primeiro quadrante pCp,q, dp,qqp,qPZ de R-módulos e
de bi-grau pa, bq é uma coleção de R-módulos tCp,qup,qPZ com homomorfismos dp,q : Cp,q Ñ
Cp a,q b, chamados diferenciais, e que satisfazem
dp,q dpa,qb 0.
O primeiro quadrante significa que Cp,q 0 para p 0 ou q 0 (ou ambos). Podemos
calcular as homologias deste módulo bi-grau e construir um novo módulo bi-grau. Se temos novos diferenciais neste novo módulo bi-grau, podemos obter um novo módulo bi-grau, e assim por diante.
Uma sequência espectral de primeiro quadrante (tipo de homologia) é um módulo bi-grau de primeiro quadrante tpEp,qr , drp,qqur¥0 e de bi-grau pr, r 1q tal que
(i) Ep,qr 0 para qualquer p 0 ou q 0 (ou ambos), (ii) os diferenciais drp,q: Ep,qr Ñ Eprr,q r1 têm a propriedade
drp,q drp r,qr 1 0,
(iii) Ep,qr 1 é isomorfo à homologia de E , em pp, qq coordenada, isto é,
Ep,qr 1 kerpdrp,qq{impdrp r,qr 1q.
É fácil ver que quando r ¡ maxtp, qu 2, então Ep,qr Ep,qr 1 , e denotamos por Ep,q8:
Ep,q8 : Ep,qr Ep,qr 1
Definição 1.1. Dizemos que a sequência espectral de primeiro quadrante E , tEp,qr ur¥a
converge à família H tHnun¥0, e escrevemos
Ep,qa ñ Hp q,
se, para cada n¥ 0, Hn tem uma filtração de submódulos
0 F1Hn F0Hn Fn1Hn FnHn Hn,
tal que para qualquer 0¤ p ¤ n,
Ep,n8 p FpHn{Fp1Hn.
Normalmente, o número a é igual a 1 ou 2.
Lema 1.8. Seja Ep,q2 ñ Hp q. Então, para cada n,
(i) existe um homomorfismo sobrejetor E0,n2 Ñ E0,n8 , (ii) En,08 En,02 .
Demonstração. (i) Como Ep,q2 0 para p 0, temos que Ep,qr 0 para todo p 0 e r ¥ 2. Assim, kerpdr0,nq E0,nr e logo E0,nr 1 kerpd0,nq{impdr rr,nr 1q E0,n{impdr rr,nr 1q. Portanto temos os homomorfismos sobrejetores E0,n2 E0,n3 E0,nr E0,n8 .
(ii) Como En r,1r r 0 para r ¡ 1, temos que En,0r 1 kerpdrn,0q{impdrn r,1rq kerpdrn,0q. Daí En,02 En,03 En,08 .
Lema 1.9 (Lema de duas linhas). Seja Ep,q2 ñ Hp q e suponha que Ep,q2 0 para todo
q 0, 1. Então para todo n, temos a sequência exata
Ñ Hn 1ÑEn 1,02 d2 n 1,0 ÝÑ E2 n1,1 Ñ HnÑ En,02 d2 n,0 ÝÑ E2 n2,1 Ñ Hn1 Ñ .
Demonstração. Como Ep,q2 ñ Hp q, Hn tem uma filtração da forma
0 F1Hn F0Hn Fn1Hn FnHn Hn
tal que, para cada 0¤ p ¤ n,
Ep,n8 p FpHn{Fp1Hn.
Por um lado, como Ep,q2 0 para todo q 0, 1, temos que Ep,q8 0. Por outro lado, para
q 0 temos
Ep,03 kerpd2p,0q{impd2p 2,1q kerpd2p,0q{0 kerpd2p,0q Ep,02 .
É claro que para r ¥ 3, drp,q 0. Logo Ep,03 Ep,08 e portanto obtemos a sequência exata 0Ñ Ep,08 Ñ Ep,02 d 2 p,0 ÝÑ E2 p2,1 Ñ E 2 p2,1{impd 2 p,0q Ñ 0.
Analogamente, para q 1 temos
Ep32,1 kerpd2p2,1q{impd2p,0q Ep22,1{impd2p,0q, e Ep32,1 Ep82,1,
e logo obtemos a sequência exata
0Ñ Ep,08 Ñ Ep,02 d 2 p,0 ÝÑ E2 p2,1 Ñ Ep82,1 Ñ 0. (1.2) Se p ¤ n 2, então Ep,n8 p FpHn{Fp1Hn 0. Assim 0 F1Hn Fn2Hn.
Desde Fn2Hn 0, En81,1 Fn1Hn. Daí a fórmula En,08 Hn{Fn1Hndá-nos a sequência
exata curta
0Ñ En81,1 Ñ Hn Ñ En,08 Ñ 0. (1.3)
A partir das sequências exatas (1.2) e (1.3) para p n, obtemos a sequência exata 0Ñ En81,1 Ñ HnÑ En,02 ÝÑ E
2
n2,1 Ñ En82,1 Ñ 0. (1.4)
Além disso, a partir das sequências exatas (1.2) para p n 1 e (1.4), obtemos a sequência exata
0Ñ En 1,08 Ñ En 1,02 Ñ En21,1 Ñ Hn Ñ En,02 Ñ En22,1Ñ En82,1 Ñ 0.
Se continuamos esse processo, obtemos a sequência exata desejada.
Uma filtração canônica tFiC ui¥1 do complexo
C : Ñ C3 Ñ C2 Ñ C1 Ñ C0 Ñ 0. é uma cadeia de sub-complexos de C da forma
0 F1C FpC Fp 1C C
tal que, para qualquer p, FpCp Cp e F1Cp 0. Em particular, Cp tem a seguinte
filtração de Cp,
0 F1Cp F0Cp FpCp Cp.
Teorema 1.4 (Teorema da Convergência Clássica). Suponha que C é um complexo com Cp 0 para p 0.
(i) Qualquer filtração canônica F de C induz uma sequência espectral de primeiro quadrante
(ii) A convergência acima é canônica, isto é, se f : C Ñ C 1 é um morfismo de complexos filtrados, isto é, f pFpC q FpC 1, então temos um morfismo das sequências
espectrais
Ep,q1 Hp qpFpC {Fp1C q ñ Hp qpC q
ÓHp qpf q ÓHp qpf q
E11p,q Hp qpFpC 1{Fp1C 1q ñHp qpC 1q.
Isto significa que para qualquer par pp, qq, temos um diagrama comutativo Ep,qr dr p,q ÝÑ Er pr,q r1 Ó Ó E1rp,q d1rp,q ÝÑE1r pr,q r1,
no qual, para cada n ¥ 0, induz um homomorfismo Hnpf q como
Ep,n8p FpHnpC q{Fp1HnpC q Ñ FpHnpC 1q{Fp1HnpC 1q E18p,np.
Demonstração. Veja (WEIBEL,1994, teorema 5.5.1).
Um bi-complexo é uma família de módulos C , : pCp,qqp,qPZ com diferenciais
horizontais Bp,q1 de bi-grau p1, 0q e diferenciais verticais Bp,q2 de bi-grau p0, 1q, tais que B1
p,q1 Bp,q2 Bp21,q B1p,q, isto é, o diagrama a seguir é comutativo:
Cp,q B1 p,q ÝÑ Cp1,q ÓB2 p,q ÓBp21,q Cp,q1 B1 p,q1 ÝÑCp1,q1.
Um bi-complexo pode ser considerado, de duas maneiras diferentes, como um complexo na categoria de complexos. Para cada q, a partir do complexo horizontal C ,q com os diferenciais B ,q2 tB2p,q: Cp,q Ñ Cp,q1u, conseguimos os morfismos B ,q2 : C ,q Ñ C ,q1.
É fácil verificar queB ,q12 B2 ,q 0. Da mesma maneira, para cada p, a partir do complexo vertical Cp, com os diferenciais Bp,1 tBp,q1 : Cp,q Ñ Cp1,qu, conseguimos os morfismos
B1
p, : Cp, Ñ Cp1, tais que Bp11, B1p, 0.
Um bi-complexo C , dá-nos um complexopT Cq , o chamado de complexo total, da forma
pT Cqn :
à
p qn
Cp,q,
com os diferenciais Bn dados por
Bn|Cp,q : Cp,q Ñ Cp1,q ` Cp,q1, xÞÑ pB 1
O produto tensorial de dois complexos C 1 e C 2 é um bi-complexo C , : C 1 bRC 2 de modo que Cp,q Cp1 bRCq2, B1p,q: Bp1 b idCq2, B 2 p,q : idCp1 b B 2 q.
Portanto, o diferencial Bn do complexo total D : T pC 1 bRC 2q é dado por
Bn : pB 1 pb idCq2 p1q pid C1pb B 2 qqp qn. (1.5)
Definimos duas filtrações do complexo total D como
Fn1Dk : à p qk,p¤n Cp1 bRCq2, Fn2Dk: à p qk,q¤n Cp1 bRCq2.
Agora pelo teorema da convergência clássica 1.4, estas duas filtraçãoes induzem duas sequências espectrais de primeiro quadrante. De fato, provamos o seguinte conhecido teorema:
Teorema 1.5. Para quaisquer dois complexos não negativos C 1 e C 2, existem duas sequências espectrais de primeiro quadrante
E11p,q HqpCp1 bRC 2q ñ Hp qpT pC 1 bRC 2qq, E21p,q HqpC 1 bRCp2q ñ Hp qpT pC 1 bRC 2qq, onde d11p,q: HqpB 1 pb idC 2q e d21p,q : HqpidC 1 b B 2 pq.
Precisamos do teorema acima na construção da sequência espectral de Lyndon- Hochschild-Serre.
Teorema 1.6 (Sequência espectral de Lyndon-Hochschild-Serre). Para qualquer subgrupo
normal H de G e qualquer G-módulo M , existe uma sequência espectral canônica de primeiro quadrante
Ep,q2 HppG{H, HqpH, Mqq ñ Hp qpG, Mq.
Além disso, se pα, σq : pG, Mq ÝÑ pG1, M1q é um morfismo na categoria GM tal que αpHq H1, H1 um subgrupo normal de G1, então existe um morfismo de sequências espectrais
Ep,q2 HppG{H, HqpH, Mqq ñ Hp qpG, Mq
ÓHppα,Hqpα|H,σqq ÓHp qpα,σq
E12p,q HppG1{H1, HqpH1, M1qqñHp qpG1, M1q.
Demonstração. Suponha que F 1 Ñ Z é uma resolução livre de Z sobre ZG. Pelo lema 1.5,
F 1 bGM pF 1 bH MqG{H. Se C : F 1bH M , então
Mas F 1 Ñ Z é uma resolução livre de Z sobre ZH (veja o lema1.4), assim
HnpH, Mq HnpF 1bH Mq HnpC q.
Considere a ação natural de G{H sobre Cp Fp1 bH M pFp1b MqH. Seja F Ñ Z uma
resolução livre de Z sobre ZrG{Hs. Pelo teorema 1.5 temos duas sequências espectrais de primeira quadrante
E11p,q HqpFp bG{HC q ñ Hp qpT pF b C qq,
E21p,q HqpF bG{H Cpq ñ Hp qpT pF b C qq.
Pelo exemplo 1.10, o lema 1.6 e o corolário1.1, temos que
E21p,q HqpF bG{HCpq HqpG{H, Cpq HqpG{H, Fp1 bH Mq HqpG{H, p à I ZGq bH Mq à I HqpG{H, ZG bH Mq à I HqpG{H, ZrG{Hs b Mq $ ' & ' % à I M se q 0 0 se q 0 $ & % Fp1 bGM se q 0 0 se q 0. Assim, para qualquer q 0, E22p,q 0. Como E22p,0 é a homologia de
E21p 1,0Ñ E21p,0 Ñ E21p1,0,
pelo cálculo acima E22p,0 é a homologia de
Fp 11 bGM Ñ Fp1 bGM Ñ Fp11bGM.
Isto implica que
E22p,q $ & % Hp qpG, Mq se q 0 0 se q 0 .
Daí pelo lema 1.9, E22p,0 HppT pF b C qq e portanto para qualquer n,
HnpT pF b C qq HnpG, Mq.
Por outro lado, como Fp é um G{H-módulo livre, utilizando o exemplo 1.10 temos
HqpFp bG{HC q Hqp à J ZrG{Hs bG{HC q Hqp à J C q à J HqpC q à J ZrG{Hs bG{HHqpC q pà J ZrG{Hsq bG{HHqpC q Fp bG{HHqpC q.
Para calcular E12p,q, considere a sequência
HqpFp 1bG{HC q Ñ HqpFpbG{HC q Ñ HqpFp1bG{H C q
que, pelo cálculo acima, é isomorfo ao complexo
Fp 1bG{H HqpC q Ñ FpbG{HHqpC q Ñ Fp1bG{HHqpC q.
Assim, pela definição das homologias de um grupo,
E12p,q HppG{H, HqpC qq HppG{H, HqpH, Mqq.
Observe que a ação de G{H sobre HqpH, Mq foi descrita no corolário1.4. Se Ep,q2 : E12p,q,
então obtemos a sequência espectral
Ep,q2 HppG{H, HqpH, Mqq ñ Hp qpG, Mq.
Pelos argumentos acima, é fácil verificar que a sequência espectral Ep,q2 é canônica.
Corolário 1.8 (Sequência exata de cinco termos). Sejam H um subgrupo normal de G e
M um G-módulo. Então temos a sequência exata
H2pG, Mq Ñ H2pG{H, MHq Ñ H1pH, MqG{H Ñ H1pG, Mq Ñ H1pG{H, MHq Ñ 0.
Demonstração. A partir da sequência espectral de Lyndon-Hochschild-Serre associada a
extensão H G G{H, obtemos uma filtração de H1pG, Mq, 0 F1H1 F0H1 F1H1 H1pG, Mq,
de modo que E0,18 F0H1 e E1,08 F1H1{F0H1. Portanto, temos a sequência exata 0Ñ E0,18 Ñ H1pG, Mq Ñ E1,08 Ñ 0.
Claramente E1,08 E1,02 H1pG{H, MHq. Além disso, d22,0 dá-nos a sequência exata 0Ñ E2,03 Ñ E2,02 d 2 2,0 ÝÑ E2 0,1 Ñ E 3 0,1 Ñ 0.
É fácil ver que E0,13 E0,18 e E2,03 E2,08. Portanto os fatos acima implicam a sequˆncia exata
0Ñ E2,08 Ñ H2pG{H, MHq d2
2,0
ÝÑ H1pH, MqG{H ÝÑ H1pG, Mq Ñ H1pG{H, MHq Ñ 0.
De novo, a partir da sequência espectral de Lyndon-Hochschild-Serre temos uma filtração de H2pG, Mq,
0 F1H2 F0H2 F0H2 F2H2 H2pG, Mq,
de modo que Ei,28i FiH2{Fi1H2. Assim, E2,08 H2pG, Mq{F1H2 que dá-nos um homomorfismo sobrejetor
H2pG, Mq E2,08.
Agora, combinando este fato com a sequência exata acima obtemos a sequência exata desejada.
Proposição 1.6. Seja M um G-módulo. Seja H um subgrupo normal de índice finito de
G tal que rG : Hs é invertível em M. Então para cada n ¥ 0, o homomorfismo natural HnpH, Mq Ñ HnpG, Mq induz o isomorfismo
HnpH, MqG{H Ñ H npG, Mq.
Em particular, se a ação de G sobre M é trivial e H ZpGq, então HnpH, Mq
HnpG, Mq.
Demonstração. Considere a sequência espectral de Lyndon-Hochschild-Serre Ep,q2 HppG{H, HqpH, Mqq ñ Hp qpG, Mq.
Desde que G{H é finito e rG : Hs é invertível em M, rG : Hs também é invertível em
HqpH, Mq. Assim, pelo teorema 1.6,
Ep,q2 HppG{H, HqpH, Mqq 0 para todo p ¡ 0.
Sabemos que HnpG, Mq tem uma filtração
0 F1Hn F0Hn Fn1Hn FnHn HnpG, Mq
de modo que para qualquer 0 ¤ p ¤ n,
Ep,n8 p FpHn{Fp1Hn
Mas Ep,n8 p Ep,n2 p 0 para p ¡ 0 e E0,n8 E0,n2 HnpH, MqG{H. Portanto
HnpH, MqG{H F0Hn Fn1Hn FnHn HnpG, Mq.
Lema 1.10. Sejam Q um grupo, A um Q-módulo e G : A Q. Se M é um G-módulo
trivial, então os diferenciais drn,0 da sequência espectral de Lyndon-Hochschild-Serre Ep,q2 HppQ, HqpA, Mqq ñ Hp qpG, Mq
são triviais para r ¥ 2 e portanto En,08 En,02 HnpQ, Mq. Em particular, para qualquer
n ¥ 0, o homomorfismo natural
HnpA Q, Mq Ñ HnpQ, Mq
Demonstração. A partir do diagrama comutativo com linhas exatas
1Ñ t1u Ñ Q Ñ Q Ñ 1
Ó Ó Ó
1Ñ A Ñ G Ñ Q Ñ 1
obtemos um morfismo das sequências espectrais de Lyndon-Hochschild-Serre
E12p,q HppQ, Hqpt1u, Mqqñ Hp qpQ, Mq
Ó Ó
Ep,q2 HppQ, HqpA, Mqq ñHp qpG, Mq,
no qual, para todo r ¥ 2 e n ¥ 0, induz o diagrama conmutativo
E1rn,0 d1rn,0 ÝÑE1r nr,r1 Ó Ó En,0r dr n,0 ÝÑEr nr,r1. Para r 2 temos HnpQ, Mq E12n,0 d12n,0 ÝÑE12 n2,1 0 Ó Ó HnpQ, Mq En,02 d2 n,0 ÝÑ E2 n2,1,
em que claramente implica que d2n,0 0. Portanto
En,03 En,02 HnpQ, Mq e E13n,0 E12n,0 HnpQ, Mq. Se r 3, temos HnpQ, Mq E13n,0 d13n,0 ÝÑE13 n3,2 0 Ó Ó HnpQ, Mq En,03 d3 n,0 ÝÑ E3 n3,2,
o qual implica que d3n,0 0. Analogamente, podemos provar que para todo r ¥ 2, drn,0 0, o qual implica claramente que En,08 En,02 HnpQ, Mq.
Além disso, HnpG, Mq tem uma filtração
0 F1Hn F0Hn Fn1Hn FnHn HnpG, Mq
de modo que para todo 0¤ p ¤ n, Ep,n8 p FpHn{Fp1Hn. Já que
HnpQ, Mq En,08 FnHn{Fn1Hn HnpG, Mq{Fn1Hn,
vemos que o homomorfismo natural HnpG, Mq Ñ HnpQ, Mq é sobrejetor. Isso completa a
Lema 1.11. Sejam H um subgrupo normal de G e K um corpo. Considere a sequência
espectral de Lyndon-Hochschild-Serre
Ep,q2 HppG{H, HqpH, Mqq ñ Hp qpG, Mq,
onde M é um KG-módulo. Então, para cada n¥ 0,
dimKHnpG, Mq ¤ n
¸
p0
dimKEp,n2 p.
Demonstração. Sabemos que HnpG, Mq tem uma filtração
0 F1Hn F0Hn Fn1Hn FnHn HnpG, Mq
de modo que para todo 0¤ p ¤ n, Ep,n8 p FpHn{Fp1Hn. Portanto
dimKHnpG, Mq n ¸ p0 dimKEp,n8 p ¤ n ¸ p0 dimKEp,n2 p.