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3. JORNALISMO E MÍDIA

4.3 SEQUÊNCIAS DISCURSIVAS

É através das características de produções da análise do discurso que trabalharemos o funcionamento da linguagem. E isto só é possível através do embasamento teórico que foi apresentado anteriormente. E por esta pesquisa analisaremos o roteiro televisivo do Profissão Repórter. Assim foram segmentadas algumas seqüências do programa que será mostrado como se dá o modo de condições de produção, seus atravessamentos e a construção autoral.

Seqüência 1

Vídeo Áudio

VINHETA DE ABERTURA / Trilha produzida

Imagens do movimento no trânsito mostrando o pessoal do corpo de bombeiro fazendo um resgate de um atropelamento.

Cenas o carro de resgate; de uma explosão numa favela; bombeiros apagando fogos.

OFF: Cenas de bombeiros treinando na praia,

mergulhando no mar. A repórter correndo; helicóptero resgatando uma pessoa no mar; Duas pessoas numa sala vendo fotos e medalha; Imagens de um garoto; salva-vidas reanimando uma pessoa; Repórter emocionada ao ver o garoto se reanimando. Salva–vidas voluntário se arrumando e correndo para a ambulância; cenas de sirene e uma senhora com um copo na mão e atendendo o celular.Imagens de uma repórter correndo num trânsito com acidentes; Bombeiros saindo de moto pelo trânsito. Uma repórter na praia e imagens de um carro de bombeiros.

Vivo Caco Barcellos:

Imagens dos bombeiros fazendo resgate em uma mulher num trânsito bem movimentado/

Caco Barcellos vivo: Uma mulher caída num

asfalto, atropelada na hora do rush de São Paulo recebe atendimento da equipe de resgate. No profissão repórter de hoje, o trabalho dos bombeiros.

Trilha produzida.

OFF Caco Barcellos: Guarda-vidas; treinamento; socorro no mar e um reencontro. O menino resgatado que emocionou os bombeiros e uma jovem repórter. Volonmevade, a cidade dos voluntários. A dona de casa comanda a central do atendimento. A seleção do nosso novo repórter chega ao fim, o programa de hoje é a prova final. São três candidatos na disputa por uma vaga. Bastidores da notícia, desafios da reportagem. Agora no profissão repórter.

Na sequência número 1 o discurso jornalístico com todas as técnicas de imagens e sonorização feita pelo técnico do programa, como todo jornalismo cada

um tem sua função. E com essa seqüência lógica temos o então chamado Caco Barcellos o dito ”professor” dos recém-formados jornalistas, apresentando a entrada do programa com as manchetes, com isso relatamos um pré-construído da comunicação/mídias. E nessa seqüência acima a um sujeito apresentando um discurso pedagógico. Esse sujeito possui um pré-construído de raciocínio lógico, pois suas falas já possuem uma história.

Seqüência 2

Vídeo Áudio

Imagem de um carro de bombeiros; um garoto entrando na sala do profissão repórter e sendo abraçado por todos da equipe do profissão repórter. Depois imagens de uma garota animada andando por dentro da sala do profissão repórter. Em seguida mostra um garoto dando um beijo no rosto de uma repórter também do profissão repórter. Cenas de Caco Barcellos rindo e falando com uma garota; imagens de toda sala do profissão repórter. Em seguida vem imagens com pessoas em uma reunião.

Olá pessoal... E aí galera... Bem vindo... Tudo bem?

Off Caco Barcellos: Bruno tem 23 anos e mora

em Cascadura, zona norte do Rio . Esse aqui é o Héliton... Tudo bom Héliton prazer.

Off Caco Barcellos: Caroline, 22 anos, veio de

Santa Maria interior do Rio Grande do Sul. Uélen é Paranaense e mora em Maringá, tem 22 anos. Aonde?...uuhm... Mikael.

Off Caco Barcellos: Nossa redação recebe três

finalistas do concurso que vai definir pelo novo integrante da equipe. Bom, eu vou falar um pouquinho do programa. O desafio deles é fazer uma reportagem para este programa.

Cenas de um botão stop e rec; bombeiro chegando à direção a um senhor para pegar água, nisso uma repórter pergunta se pode acompanhar o trabalho dos bombeiros em uma operação. Em seguida mostra imagens do bombeiro saindo em direção a um incêndio e outros bombeiros estão trabalhando para tentar apagar o fogo.

Repórter: Oi eu posso acompanhar o trabalho

de vocês? Bombeiro: Fica aqui ta?! Repórter: Não pode não? Bombeiro: Não, não Repórter: Só para pegar vocês trabalhando? Bombeiro:Ta perigoso! Fiquem aí, fiquem aí! Ta perigoso lá.

Já nessa seqüência nos deixa bem claro que há explícito o sujeito discursivo com as falas do jornalista Caco Barcellos, do repórter e por ultimo do bombeiro, sendo que essas diferentes vozes sociais estão dentro de um mesmo sujeito e na Análise do Discurso o sujeito se dá através de uma heterogeneidade. E com essas diferentes vozes temos a polifonia que segundo Ducrot (apud INDURSKY

& CAMPOS 2000, p.163) “o conceito de polifonia, segundo o qual se pressupõe que toda fala está atravessada pela fala do outro”.

Seqüência 3

Vídeo Áudio

Imagem de bombeiros correndo, dando jato de água para tentar apagar o fogo, cena geral do local mostrando os carros e o pessoal do corpo de bombeiro no local do resgate.

Off Caco Barcellos: O recurso que a gente usa

pra levar para os telespectadores, para dar uma informação com mais qualidade....

Imagens do jornalista Caco Barcellos explicando. Caco Barcellos: É como se chegasse pro cara e falasse: Invés do senhor me falar, me mostra como é sua vida.

O jornalista nesta seqüência traz novamente a heterogeneidade que visa à compreensão do sujeito e também deixa bem claro na locução e nas imagens a heterogeneidade mostrada, onde se apresentada de uma forma explicita com a voz do outro e que é identificada como materialidade lingüística.

Seqüência 4

Vídeo Áudio

Em seguida cenas de um cinegrafista filmando e uma repórter preocupada andando e olhando para os lados.

Cenas do jornalismo dentro da redação explicando para o repórter.

Off Jornalista Caco Barcellos:Falando assim

parece simples.

Repórter: Não.

Jornalista Caco Barcellos: Mas da trabalho,

pra dana.

Imagens de um incêndio e os bombeiros jogando água para apagar. Imagens de casas e carros queimados.

Cenas do local do incêndio; Em seguida imagens da redação com a imagem do jornalista Caco Barcellos explicando a um repórter o que se deve fazer.

Imagem de uma explosão. Em seguida mostra

Off repórter: O incêndio no depósito de

produtos químicos se alastrou pelo bairro. Queimou casas e carros em Diadema na Grande São Paulo.

Off Caco Barcellos: Bom, aqui é um programa

de reportagem e muito rigoroso em relação a qualidade da nossa apuração.

uma jornalista e um cinegrafista no meio de uma estrada olhando o incêndio.

Imagens da redação com o jornalista Caco Barcellos explicando para um repórter.

Caco Barcellos: Esteja sempre com seu

microfone atento aos acontecimentos que você quer registrar.

Os recortes de imagens é umas das coisas que é tirado de um pré-raciocínio lógico pelo técnico de imagens, que se encontra nos discursos midiáticos. E deixa bem claro que há uma autoria nas imagens selecionadas. Autoria segundo Orlandi quer dizer: (2001, p. 86), “[...] as palavras não significam em si. Elas significam porque têm textualidade, ou seja, porque sua interpretação deriva de um discurso que as sustentam que as provê de realidade significativa”. Como Foucault (p.46) (apud Lagazzi–RODRIGUES 2006, p.91) deixa bem claro que é o autor que acaba selecionando , ordenando e organizando seus textos. É dessa forma que vimos nessa seqüência 4, onde o autor é o jornalista Caco Barcellos, pois é ele que seleciona tudo que deseja no seu programa até mesmo as matérias feitas pelos seus jornalistas e tudo é feito de acordo com que o professor Caco Barcellos deseja. Assim sabemos que o autor do programa acaba sendo o jornalista Caco Barcellos, pois é ele que seleciona o que deve e o que não deve ser mostrado para os sujeitos leitores. Aos demais jornalistas, cabe somente o efeito de autoria e o discurso pedagógico fica em um atravessamento discursivo muito forte com o jornalístico. Temos um professor que diz o que deve ser feito, de forma autoritária, sem causar polêmica e, ainda, o discurso jornalístico presente, em que se fala sobre, ao invés de aprofundar o assunto em questão.

Sequência 5

Vídeo Áudio

Imagens de um prédio em chamas; bombeiros subindo um morro com a mangueira d’água.

O jornalista Caco Barcellos explica para uma repórter sobre a vida dos bombeiros.

Imagens do Caco falando para o repórter.

Off Caco Barcellos: Eles são conhecidos

principalmente por combate ao fogo.

Caco Barcellos: Mas em SP a principal

atividade deles hoje não é mais o combate ao fogo. É o asfalto.

Na seqüência acima o pré-construído está latente, pois o sujeito possui uma base de idéias em outros dizeres já existentes. Courtine (apud BRANDÃO 2004, p.49) relata que: [...] O pré-construído remete assim às evidências através das quais o sujeito dá a conhecer os objetos de seu discurso: “o que cada um sabe” e simultaneamente “o que cada um pode ver” em uma situação dada. Caco Barcellos em sua explicação com o repórter acaba deixando em seu vídeo uma fala sem raciocínio, pois no vídeo a frase fica solta com relação às duas falas anteriores.

Sequência 6

Vídeo Áudio

Imagens dos candidatos. Em seguida imagens de um bloco de anotações.

Off Caco Barcellos: Caroline, Bruno e Suelen

terão exatamente o mesmo tempo; Dois dias.

Imagens de uma repórter (candidata) dentro de uma ilha de edição com a repórter (Mariane). Em seguida vêm imagens de outra candidata conversando com uma pessoa logo é mostrado seu caderno de anotação. Por último imagem do outro repórter (candidato) conversando com o chefe de comunicação dos bombeiros, em seguida vem à imagem do candidato entrando em um elevador. E a seguir mostra outra candidata conversando também com o chefe de comunicação dos bombeiros.

Off Caco Barcellos: Quem tiver o melhor

desempenho na frente e atrás das câmeras, será o novo integrante da nossa equipe. O ponto de partida é o mesmo para os três. Uma entrevista com o chefe de comunicação dos bombeiros.

Durante todo o programa é possível perceber que há um discurso pedagógico, pois o próprio jornalista, Caco Barcellos, acaba comandando todo o seu programa de uma forma pedagógica. Assim o jornalista acaba sendo visto como o “Professor” dos repórteres recém-formados. Segundo Orlandi (2003, p. 28) o Discurso Pedagógico (DP) é “definido como um discurso circular, isto é, um dizer institucionalizado [...] por está vinculado à escola, a uma instituição, portanto, faz do DP aquilo que ele é, e o mostra (revela) em sua função”. Pela lógica o programa Profissão Repórter é apenas um programa com jovens jornalistas, mas através da

analise do discurso percebemos que o programa passa ser uma aula normal, como qualquer universidade com seus pré-construídos existente na área da comunicação.

Seqüência 7

Vídeo Áudio

Imagem do guarda-vida subindo pelo cordão para dentro do helicóptero. Depois mostra imagens da repórter e do cinegrafista (repórter) na praia. Em seguida vem imagem de dois guardas – vidas na praia e o treinamento dos bombeiros fazendo abdominais na área da praia.

Alunos de guarda – vidas fazem treinamentos na praia e depois de fazerem abdominais correm para o mar e lá ficam nadando.

Imagens da repórter correndo e logo vêm imagens dos bombeiros se arrumando bem rápido para uma ocorrência. Depois saem todos de moto pelo trânsito da grande São Paulo.

Off Caco Barcellos: Guarda - vidas é uma

profissão admirada e concorrida. Os repórteres Juliana Bandeira e Felipe Suri, acompanham o trabalho e o treinamento dos novos bombeiros.

Off repórter: A maioria dos alunos desistem no

caminho. O último concurso para guarda – vidas teve nove mil inscritos. Depois de sete meses de curso, só cento e trinta vão se formar.

Off Caco Barcellos: Os bombeiros motociclistas

são chamados sempre que a casos com vitimas em regiões com trânsito intenso. Para acompanhá-lo, só mesmo de moto.

Primeiramente nesse texto vimos que os sujeitos já possuem um pré- construído já formado sobre os bombeiros, pois as informações e as imagens fazem com que os telespectadores pensam da mesma maneira. Sendo assim as palavras têm sentido em conformidade com as formações ideológicas em que os sujeitos (interlocutores) se inscrevem. Pois segundo Pêcheux (apud GREGOLIN 2004, p.63).

[...] ideologia é a que fornece as evidências pelas quais ‘todo mundo sabe’ o que é um soldado, um operário, um patrão, uma fábrica, uma greve, etc., evidências que fazem com que uma palavra ou um enunciado ‘queiram dizer o que realmente dizem’ e que mascaram, assim, sob a ‘transparência da linguagem’, aquilo que chamaremos o caráter material do sentido das palavras e dos enunciados

Sequência 8

Vídeo Áudio

prestando socorro à vitima. A repórter sai do carro e vai em direção a vitima no chão.

Imagens de um trânsito com muitas motos. Em seguida o repórter candidato se assusta pela moto boy passar pelo meio dos carros. Em seguida cenas de muita movimentação e ambulância paradas e uma vítima no chão com as mãos sujas de sangue.

Ele ta machucado então chega com calma.

Repórter vivo candidato: Percebam agora o

movimento de motos que acompanha a gente. Aqui ó, é muita movimentação de moto, por todo local. Calma, calma. Os bombeiros saíram muito na frente. Aqui ta parada a ambulância. Parece que tem um ferido é um pouco grave.

Nesta seqüência vimos que os sujeitos mostram pessoas machucadas e acabam não se preocupando com as imagens das vitimas é um verdadeiro discurso jornalístico. O sensacionalismo é próprio do discurso jornalístico e faz com que os sujeitos não se preocupem muito com essas exposições. Angrimani (1995) relata que o sensacionalismo é tornar sensacional um fato jornalístico e que os elementos como proximidade, subjetividade e a emocionalidade não são apenas estratégias, pois os sujeitos leitores correspondem a esse tipo sensacional. Com isso, para Orlandi (2001, p. 86), [...] “as palavras não significam em si. Elas significam porque têm textualidade, ou seja, porque sua interpretação deriva de um discurso que as sustentam, que as provê de realidade significativa”.

Sequência 9

Vídeo Áudio

Imagem de uma repórter candidata com um bloco de anotações caminhando junto com o chefe da comunicação dos bombeiros. Depois vem a imagem do outro candidato com a repórter (Mariane) que está segurando uma câmera e ele está segundo um microfone em frente a um caminhão dos bombeiros e depois vem a imagem da outra candidata se levantando com seu bloco de anotações. Logo vem cenas de bombeiros arrumando suas coisas para fazer uma ocorrência e temos as imagens do carro dos bombeiros em um trânsito.

Off Caco Barcellos: A reportagem do candidatos a uma vaga para o profissão repórter começa agora. A missão é registrar o resgate no asfalto.

Repórter candidata sai correndo ao lado de um carro de bombeiros. Em seguida vem à imagem de outro repórter candidato segurando um microfone em meio ao transito parado, em seguida ele vai até onde tem uma vítima no chão junto com dois bombeiros no chão. Logo vem imagem de outra candidata correndo com falando em um microfone e logo parece a imagem do carro de bombeiro. A imagem segue com um policial dando informação para outra pessoa que está anotando em seu caderno.

reportagem dos candidatos ainda continua só um deles vai fazer parte da nossa equipe.

Em todo momento do programa o jornalista Caco Barcellos, faz questão de lembrar que apenas um candidato fará parte de sua equipe no programa. Ele se remete varias vezes como o “Professor” de todos. Fazendo com que o sujeito leitor não esqueça que esse programa é para selecionar um repórter. Esse programa acaba sendo totalmente pedagógico por conta da presença do jornalista nos offs do programas e nas cenas de explicação que faz com cada candidato.

CONCLUSÃO

Através dos dispositivos teóricos da análise do discurso podemos perceber suas materialidades teóricas e as opacidades textuais. A princípio, o programa Profissão Repórter parecia ser um programa para abordagem de grandes reportagens produzidas por jornalistas recém-formados, com cunho investigativo. Contudo, sabemos que com os estudos da análise discursiva da corrente francesa de Michael Pêcheux, através dos gestos interpretação, temos a compreensão da produção dos sentidos e os atravessamos discursivos existentes no programa.

Respondendo ao problema de como se dá essa textualidade discursiva do programa televisivo Profissão Repórter, da Rede Globo, concluímos que, as formações discursivas predominantes são as dos discursos jornalístico e pedagógico. E o programa não traz nenhuma grande reportagem, que é o gênero jornalístico que se estuda anos sobre um tema especifico, como Truman Capote em seu livro A sangue frio que foi feito um estudo de seis anos para ser desenvolvida essa história, mas sim reportagem grande feitas em menos de uma semana. Segundo Criado (2006, p. 34) grande-reportagem tem a pretensão de mergulhar na realidade, aprofundando a compreensão de fenômenos que o jornalismo cotidiano não consegue. Edvaldo Lima (apud CRIADO 2006, p.35)

[...] informar e orientar em profundidade sobre ocorrências socias, episódios factuais, acontecimentos duradouros, situações, idéias, e figuras humanas, de modo que ofereça ao leitor (...) o sentido, o significado do mundo contemporâneo.

Os atravessamentos discursivos são mostrados a todo instante na reportagem, pois os sujeitos trazem vários discursos de um mesmo tema. Com isso, Orlandi (1996, p.55) afirma que “o discurso não é um conjunto de textos, é uma prática. Para se encontrar sua regularidade não se analisam os produtos, mas os processos de sua produção”. E a autoria do programa é mostrada claramente que é o jornalista Caco Barcellos, pois é o mesmo que seleciona tudo que deseja mostrar para seus sujeitos leitores. Assim podemos dizer que aos jovens repórteres, cabe mais um efeito de autoria, e o jornalista Caco Barcellos, o nome do figurão que

conta, pois há um pré-construído muito forte em relação à figura dele. Assim ao invés dele fazer uso da polêmica, da troca, de indagação sobre a reportagem, ele deixa claro que é ele quem avalia, seleciona e decide quem será o felizardo a seguir em frente em seu programa.

A princípio, me interessei pelo programa por gostar de jornalismo investigativo e acreditava que o programa tinha realmente a linha investigativa. Em virtude das análises feitas, percebi que tudo isso mudou para um programa com reportagens grandes, produzidas em menos de uma semana e sem nenhum aprofundamento. Em virtude disso, percebe-se que no primeiro problema de como se dá essa textualidade discursiva do programa televisivo Profissão Repórter, o foco está na identificação do modo como o jornalista Caco Barcellos trabalha o conhecimento dos discursos jornalísticos, pois o mesmo tem sua própria história e ideologia e assim passa suas histórias para os repórteres. Já as condições de produção do programa Profissão Repórter apresentam-se através do mesmo ser para as pessoas que estudam comunicação, por ser um programa que mostra os bastidores de uma notícia, mas ao contrário do que prega a sua linha editorial, não tem o jornalismo investigativo e muito menos a grande reportagem.

Contudo, a autoria é pautada através do jornalista Caco Barcellos que está à frente do programa como professor dos jovens jornalistas, assim é ele quem selecionada e recorta o que deseja do programa. Os recém-formados acabam sendo o efeito-autor que produzem o que o autor pede em cima de suas informações.

REFERÊNCIAS

AMARAL. Márcia Franz. Jornalismo Popular. São Paulo: Contexto, 2006.

ANGRIMANI, Danilo. Espreme que sai sangue: um estudo do sensacionalismo na imprensa. São Paulo: Summus, 1995

BARBOSA FILHO, André. Gêneros radiofônicos: os formatos e os programas em áudio. Paulinas. 2003.

BARBEIRO. Heródoto, LIMA. Paulo Rodolfo. Manual de Telejornalismo: Os segredos da notícia na TV. São Paulo: Campus, 2000.

BORDENAVE. Juan E. Diaz. O que é comunicação. São Paulo: Editora Brasiliense 1982.

BRANDÃO, Helena H. Nagamine. Introdução à Análise do Discurso. Campinas, SP: Editora Unicamp, 2004.

___. Introdução à Análise do Discurso. 8. ed. Campinas: Unicamp, 2002.

CRIADO, Alex. Falares: a oralidade como elemento construtor da grande- reportagem, 2006. Acesso em:

http://poseca.incubadora.fapesp.br/portal/bdtd/2006/2006-do-criado_alex.pdf

FRANCO. Benedito Luiz. Proteção Constitucional do Sigilo da Fonte na

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