So Food So Good – Portugal Taste é um evento bienal dedicado à gastronomia, panificação, restauração, hotelaria e turismo. Este ano (2018) realizar-se-á a sua segunda edição, de 27 a 30 de outubro (sábado a terça-feira), das 10h às 19h. No primeiro dia, será aberto ao público e nos restantes apenas terão acesso os profissionais da área, sendo que o custo de entrada é de 10€. A EXPONOR garante exibir as novas tendências da indústria
agroalimentar, naquele que é um certame dedicado aos amantes da boa comida. O evento afirma-se como uma mostra de inovação e criatividade, direcionado aos setores da panificação, restauração, hotelaria e turismo em geral. A par da exposição de produtos, promove uma dinâmica agenda de eventos, como showcookings, degustações e palestras, que contam com a participação dos mais prestigiados Chefs nacionais e internacionais. O objetivo é criar uma plataforma de contacto entre a indústria, o mercado e os grandes influenciadores, promovendo uma permanente interação e partilha de experiências. (EXPONOR, 2018)
A So Food So Good é um certame diferente de todos os outros realizados pela EXPONOR.
A estrutura foge à forma tradicional (construção em formato paralelo) e é organizada em forma de estrela. Os stands são, também, diferentes dos usuais, sendo mais modernos e dinâmicos. É, por isso, um evento mais dispendioso, com uma organização fora do vulgar e com experiências inovadoras no que ao setor tradicional das feiras diz respeito O modelo dinâmico com ações de demonstração é uma das mais valiosas vantagens do evento, que reforça a notoriedade de cada empresa, aumentando a sua quota de mercado. Promove, ainda, contacto direto com decisores e influenciadores da área.
O certame vai contar com seis espaços diferentes, sendo que em cada um os intervenientes podem usufruir de uma experiência distinta. Na parte expositiva, encontram-se expostas as últimas novidades do setor a nível de produtos, serviços e maquinaria. O Creative Show Cooking exibe os produtos tradicionais portugueses, com especialidade em pão e pastelaria. No Cooking Lab, são apresentadas as últimas tendências, criativas e inovadoras, da área gastronómica. O Tic Tac Tasting promove instantes de degustação de artigos expostos (como compotas, azeites, vinho, etc.) No Food Talks, conversa-se com profissionais do setor, debatendo-se temas relacionados com a área em questão. Por fim, no Show Cooking Central é onde se podem encontrar os Chefs de renome nacional e internacional – estão já confirmados
47 Mais informações em:
www.sofoodsogood.exponor.pt
111 Maria José Aragão, Vinicius Massucato, Ana Maio, Hélio Loureiro, Vasco Coelho Santos e Filipe Melo.
Em exposição estão produtos como Alimentação Ecológica, Biológica e Glúten Free; Água; Bebidas (Refrigerantes, Sumos, Cerveja); Café; Azeite; Bebidas Espirituosas; Carnes e Derivados; Conservas; Frutas e Hortícolas; Leite e Derivados; Panificação e Pastelaria; Peixes e Derivados; Serviços e Equipamentos para o Canal Horeca48; Serviços e Equipamentos para
Padarias e Pastelarias e Vinho. Assim, os expositores exibem os seus Produtos, Equipamentos, Acessórios e Serviços do setor agroalimentar para Chefs e profissionais de Restauração, Retalho, Distribuição, Padarias e Pastelarias; Empresas de Catering; Cantinas Escolares; Compradores Estrangeiros e Canal Horeca.
Paralelamente à So Food So Good irá decorrer, pela primeira vez, o So Veggie, um evento dedicado aos amantes da alimentação vegetariana e vegan: “numa época em que a alimentação se torna mais consciente e completa, em que opções de estilo de vida moldam as escolhas alimentares e em que se aumenta o registo de consumo destes produtos, a oferta alimentar tem forçosamente de acompanhar esta tendência.” (EXPONOR, 2018) Esta será uma
área dedicada à Alimentação Infantil, aos Produtos Biológicos, à Dieta Alcalina, às Soluções de Produtos a Granel, à Alimentação Especial (para celíacos, sem lactose, etc.) e a produtos alimentares Vegetarianos e Vegans para profissionais do setor.
O evento detém o selo de garantia da UFI – Approved Event e é certificado pela apcer e IQNet. Tem o apoio da Aliança Animal (AA), organização sem fins lucrativos que promove a Alimentação, a Educação e o Direito, através da publicitação do consumo de alimentação de origem vegetal. Tem como Apoio Institucional a PRO.VAR, como Fornecedor Oficial a Makro e como Parceiros a Delta Cafés, a Internova Market-Food, a AIPAN, o Turismo de Portugal (Escola do Porto) e a Estrella Damn.
Para além dos responsáveis pelas Delegações do Centro, Sul e Internacional, a equipa de trabalho é constituída por Oriana Noronha (Diretora de Feira), Jorge Pimenta (Gestor Comercial), Paulo Silva (Consultor Comercial), Olívia Morais (Gestora de Marketing de Produto) e Matilde Lopes (Assistente de Feira).
A So Food So Good é um evento periódico e internacional, com intuito Social e Cultural. Tem uma componente Técnico-Científica através da realização de Fóruns e discussão de
48 Segmento que abrange os estabelecimentos de Hotelaria (HO), Restauração (RE) e Cafetaria (CA).
112 ideias e uma área de Turismo/Lazer para os amantes da gastronomia, mas é, no sentido clássico das Feiras e Exposições, de cariz Comercial/Industrial. Tem uma finalidade promocional, embora algumas entidades participantes tenham como objetivo o aperfeiçoamento/propagação da imagem da marca. É, por fim, um Grande Evento, direcionado para o consumidor, onde o público participa de forma envolvente.
A organização da feira teve início aquando do meu estágio na EXPONOR, mas apenas se
realizará no mês de outubro deste ano, pelo que a minha colaboração foi de curta duração. Foram efetuadas as seguintes funções:
4.1. Contactos com possíveis expositores
29 de janeiro de 2018 – 15 de março de 2018
Os contactos com possíveis expositores foram realizados através de várias etapas. No dia 29 de janeiro de 2018 iniciei uma investigação na página web do PortugalFoods49, a partir da
qual ingressei nos websites das entidades aí inscritas, para recolha de informação. “A PortugalFoods é uma associação formada por empresas, por entidades do sistema científico e tecnológico nacional e por entidades regionais e nacionais que representam os vários subsetores que compõem o setor agroalimentar português.” (PortugalFoods, s.d.) Assim, retirei informações como nomes de empresas, pessoas de contacto, endereços, localizações, contactos telefónicos (telemóvel, telefone, fax), contactos de e-mail, páginas web, página de redes sociais, produtos, mercados e principais clientes. A base de dados contém 128 nomes, utilizados para contacto pelo Comercial da Feira.
A 14 de fevereiro de 2018, iniciei as ligações telefónicas para os expositores da última edição da feira, questionando qual a pessoa de contacto e contactos telefónicos e de e-mail, para posterior envio da promoção da So Food So Good 2018. A base de dados foi um guia de auxílio, uma vez que os contactos foram sendo estabelecidos durante o mês seguinte - tendo em vista uma segunda participação por parte das empresas. Foram contactadas todas as 47 entidades por diversas vezes.
Por fim, procedi a contactos por e-mail e telefone com empresas da Base de Dados Geral, estimulando a participação das entidades na segunda edição do evento. Foram contactadas 227 instituições e organizadas as informações numa terceira base de dados.
49 www.portugalfoods.org
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4.2. Promoção nas Redes Sociais
5 de março de 2018 – 15 de março de 2018
Para um melhor conhecimento da feira, foi realizado um trabalho de investigação acerca da mesma. Foram lidas a apresentação, revistas as publicações na página de Facebook e investigada a página web. A única atividade realizada em relação a este ponto foi a promoção nas redes sociais, sob a forma de reações e partilhas.
4.3. Marcação de reuniões
20 de fevereiro de 2018 – 15 de março de 2018
Paralelamente ao contacto com organizações de interesse, foram marcadas reuniões entre o Comercial da feira e entidades interessadas em participar no evento. Estas, tal como na Qualifica, servem como briefing para moldar a participação no certame.
4.4. Participação em reuniões
24 de janeiro de 2018
Durante o intervalo de tempo da preparação da So Food So Good em que estive presente, participei numa reunião realizada na EXPONOR, a 24 de janeiro de 2018, das 15h às 16h30.
Esta teve como intuito dar início ao planeamento da feira, e contou com a presença da organização, da responsável de marketing do evento, da responsável da No More (agência aliada ao certame) e da responsável pela assessoria de comunicação. Foram apresentados o projeto, as datas, e o conceito do certame, bem como discutidos os objetivos.
4.5. Tarefas várias
24 de janeiro de 2018 – 15 de março de 2018
Paralelamente às restantes atividades desenvolvidas ao longo da organização da So Food So Good em que participei, foram realizadas outras tarefas, como a assinatura de e-mail50 e
investigações requeridas pela organização, bem como trocas de e-mails e chamadas telefónicas várias.
50 Disponível em Apêndices, p. 200.
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Apreciação Crítica do Estágio
O estágio realizado ao longo do último ano letivo, referente ao mestrado, foi o segundo por mim efetuado no âmbito das Ciências da Comunicação. Este define-se, contudo, de forma mais completa temporal e estruturalmente, pois reflete todo um ano de estudo universitário. O resultado global é extremamente positivo e satisfatório, uma vez que reconheço ter terminado o projeto com aprendizagens que não possuía quando o iniciei.
Ao longo das 900 horas em que fiz parte da EXPONOR, pude colocar em prática
conhecimentos de unidades curriculares, tanto de mestrado como de licenciatura. O saber- fazer é deveras o componente mais importante de qualquer sabedoria, contudo, este só se completa em aprendizagem quando aliado ao saber-saber. Foi esta junção das componentes teórica e prática a verdadeira mais-valia do estágio.
Os conhecimentos adquiridos em Criatividade e Inovação auxiliaram-me na conceção de material original, construtivo e diferente, um conceito importantíssimo no marketing atual. Com Direção de Comunicação, pude compreender e utilizar as diversas ferramentas tecnológicas ao meu dispor, bem como melhor perceber, numa situação prática, qual o verdadeiro poder da comunicação em empresas de renome internacional. Médias Digitais e E- Marketing foram os impulsionadores da correta gestão das redes sociais e restantes páginas online, e da eficaz e eficiente utilização das mesmas. Plataformas de Gestão de Conteúdos, Design e Multimédia e Produção Audiovisual foram úteis também na gestão das redes, mas sobretudo na construção de material de divulgação, tal como coletâneas de fotografias e, principalmente, nos vídeos realizados para a Normédica-Ajutec.
Através da utilização de uma Comunicação Interpessoal e Organizacional, pude enquadrar-me numa comunicação empresarial, sendo que esta difere em muito dos restantes géneros de comunicação aos quais estamos habituados. Por fim, através de Estudos da Receção e Metodologia e Quantificação da Informação, fui capaz de organizar bases de dados sucintas e estruturadas.
Como todos os projetos existentes, o estágio teve os seus pontos menos positivos. O facto de não trabalhar diretamente com eventos (ou com eventos de variadas tipologias), mas com feiras, limitou um pouco a aprendizagem relativa à organização dos diferentes tipos de acontecimentos. Isto porque, apesar da grande panóplia de certames inseridos nos que realizei, muitos destes foram organizados por entidades exteriores, e também porque, apesar da
115 organização destes, a preocupação primária era, evidentemente, a feira em si. O facto de o estágio decorrer quase na sua totalidade dentro dos escritórios da EXPONOR delimitou um
pouco a busca por uma aceção mais profunda do que é organizar um evento nas suas variadas vertentes – corrida contra o tempo, busca por locais, patrocínios, entidades colaboradoras, etc. Não tive, também, a oportunidade de seguir a organização de uma ocorrência desde o início até à sua realização, uma vez que todos os eventos de estruturação da Feira Internacional do Porto, sendo certames de grande prestígio e dimensão, são realizados com meses e até anos de antecedência (todos tinham já nomes, objetivos, públicos-alvo, localização interior e diversos outros fatores previamente definidos). Tive, na reta final do projeto, um problema com o meu computador pessoal, utilizado diariamente no estágio, pelo que perdi alguma informação crucial, tanto para a realização do presente relatório, como para a estruturação das bases de dados que na altura se perderam. Assim, não estão presentes alguns documentos e vídeos efetuados. Por fim, fiz pouca utilização de línguas estrangeiras.
Muito mais do que as fraquezas, são bastantes os pontos-fortes que podem ser retirados desta aprendizagem. É, antes de mais, uma preparação para o mercado de trabalho, uma experiência enriquecedora em que nos é dada a oportunidade de praticar conhecimentos da área de formação. Paralelamente, é-nos fornecida a sensação de pertença a uma instituição, o que nos prepara para os projetos em equipa - um dos maiores desafios do mercado de trabalho. Até aqui, os trabalhos em grupo foram executados juntamente com colegas por nós selecionados, o que não sucede fora do mundo escolar/académico.
Aprendi, mais especificamente, a estruturar e organizar bases de dados e, simultaneamente, a trabalhar com o programa Microsoft Excel de forma mais completa (era um desígnio com o qual nunca tinha tido contacto direto de modo aprofundado). Aprendi a melhor conceber e-mails e chamadas telefónicas e a saber identificar a linguagem a utilizar conforme o público em questão. Paralelamente, lidei com variados tipos de público, desde formal a informal, pelo que necessitei de moldar o meu discurso sempre que surgiu a necessidade.
Melhorei a minha performance ao nível da Gestão de Conflitos, uma vez que fui obrigada a reagir em situações de stress, durante as quais uma resolução célere dos problemas foi essencial. Pude, ainda, melhor compreender e administrar a gestão do tempo. A organização e gestão de eventos é uma das áreas em que uma boa gestão de tempo é
116 imprescindível: os períodos exatamente antes, durante e depois das feiras são intervalos críticos, picos de trabalho intenso em que todos os minutos são preciosos e utilizados de forma eficaz, enquanto os intervalos de tempo mortos requerem a realização de tarefas que antecipem as atividades posteriores: “a gestão do tempo é considerada um dos fatores de maior risco para a organização de um evento e considerado um dos princípios sólidos da gestão organizacional e individual.” (Isidoro et al. 2014: 26-27)
Um dos grandes pontos fortes da realização de Feiras e Exposições foi o facto de estas, sendo de grande porte, deterem em si vários outros acontecimentos associados, o que alarga em muito a minha experiência de organização e gestão de eventos. A Normédica-Ajutec, por exemplo, é um certame que conta com eventos dentro da própria feira, tais como Workshops, Palestras, e demais acontecimentos Técnico-Científicos. A Expozoo é realizada juntamente com duas Exposições/Concursos de animais de companhia, pelo que a estruturação do evento depende de outros que são efetuados em paralelo. A QUALIFICA é a mais completa de todas,
sendo um mix de eventos de várias tipologias e dimensões. Por fim, a So Food So Good é, também, uma feira estruturada e dividida em diversas áreas inovadoras.
Fui verdadeiramente bem-recebida na EXPONOR. Foi-me oferecido um espaço de trabalho
como um membro da casa: secretária, telefone, e-mail, gavetas para arrumação e uma área para poder trabalhar confortavelmente. Os colegas foram sempre prestáveis, todos eles oferecendo ajuda sempre que necessário, inclusive em casos onde esta não foi solicitada. Disponibilizaram-se para ensinar, mas também para aprender comigo e com as minhas capacidades.
As duas pessoas com quem trabalhei mais diretamente foram Oriana Noronha e Jorge Pimenta. O último, Comercial de Feiras com imensa experiência, foi uma ajuda incansável durante os seis meses, não só pela aprendizagem da área e das constantes lições de vida, mas também pelo bom ambiente que proporciona a todos com quem trabalha. Oriana Noronha, orientadora institucional, foi uma líder exemplar. Com uma experiência exímia, soube sempre ensinar, dialogar, demonstrar e, acima de tudo, confiar no trabalho de alguém que não conhecia. A educação, autonomia e liberdade de trabalho que me foram concedidos foram as realidades mais enriquecedoras do estágio.
Guardo no coração algo que me tocou de forma muito particular: o facto de nunca naquela casa me ter sido dada uma ordem – tudo me foi pedido.
117 “É próprio do chefe exigir obediência, mas a humildade do líder conquista o respeito.” Neemias Bispo
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Considerações Finais
O event-marketing é uma estratégia de grande vantagem para as marcas, constituindo-se como uma forma de aproximação entre estas e os seus públicos. É, contudo, muito dispendiosa e, muitas vezes, apresenta um retorno do investimento baixo, devido ao facto de se lidar por objetivos mais institucionais do que promocionais.
Em crescente utilização e investigação, os eventos vieram inovar por completo a comunicação institucional. Em Portugal, ainda em crescimento, são já amplamente utilizados pelas marcas que mais se destacam a nível do marketing. São uma estratégia complexa, existindo de diversas tipologias, dimensões, temáticas, com distintas finalidades, e para diferentes públicos-alvo. Os marketeers têm estudado os acontecimentos, estruturando-os de forma a que estes dependam de uma estrutura pré-definida, mas a que cada um se reja por regras próprias, dependendo dos contextos em que está inserido.
Para as marcas, é o event-marketing uma estratégia que pode ou não ser lucrativa a nível monetário, mas que é extremamente proveitosa a nível institucional. A fidelização de clientes, sendo a nova regra de ouro das empresas do século XXI, é uma das mais importantes mais- valias da utilização dos eventos como forma de publicitação de uma entidade. Estes servem como modo de provocar engagement no(s) seu(s) público(s)-alvo, ou seja, como forma de os consumidores se identificarem com a marca, tornando-se parte desta e promovendo-a gratuitamente através dos seus contactos pessoais. Esta lógica serve também para os meios de comunicação social, os quais são uma grande aposta na promoção dos acontecimentos. Hoje, só acontece o que é publicitado, e uma boa relação com a Imprensa é essencial para que o nosso evento esteja nas bocas do mundo.
São os jovens os grandes consumidores dos eventos mais inovadores, pois são o grande público-alvo, geralmente, dos acontecimentos. Dependendo da sua tipologia, a faixa etária dos mais novos é usualmente alvo de uma atenção especial, uma vez que são estes os que mais se identificam com a criação de sensações e memórias perduráveis, e são estes os compradores do futuro. Através de um ambiente propositadamente criado para a publicitação livre de concorrência, os organizadores potenciam a imagem de uma marca jovem e de futuro. A crescente utilização dos eventos como estratégia de marketing, deve-se, deste modo, à necessidade da criação de novas estratégias comunicacionais, face à nova geração de consumidores que se tem vindo a desenvolver. Estes estão, atualmente, muito mais críticos,
119 atentos e exigentes. Querem ser parte envolvente da comercialização e não simples peões na troca de bens e serviços. Atualmente, os clientes são parte integrante da empresa, existindo uma comunicação em círculo, ao invés da ultrapassada comunicação em cadeia.
A meu ver, os eventos são uma estratégia altamente rentável, mas apenas a médio-longo prazo. Os objetivos de um acontecimento têm de ser claramente definidos a longo tempo, e não podem nunca ser avaliados em datas-limite reduzidas. Falando como consumidora e, simultaneamente, como investigadora e praticante da área, posso afirmar que são os acontecimentos uma das mais importantes estratégias de marketing existentes atualmente.
Os eventos são um estilo de vida, pois vieram acabar com a imagem de uma empresa que não é mais do que um conjunto de escritórios e trabalhadores das 9h às 5h. Hoje, a marca é uma entidade corporativa parte integrante da sociedade.
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