TÓPICO 3 – BANHO DE LUA, ÉTICA PROFISSIONAL E
EMPREENDEDORISMO
TÓPICO 1
SOBRANCELHAS: DA COLORIMETRIA AO DESIGN
UNIDADE 3
1 INTRODUÇÃO
As sobrancelhas, por um bom tempo, tinham como objetivo apenas ser um órgão de proteção para a área dos olhos. No entanto, a partir da década de XX e até os dias atuais, se tornou evidente a finalidade do seu uso para a melhora da estética facial. As tendências da moda ditam como as sobrancelhas se comportam a cada década, desde mais finas ou grossas, raspadas, retas e arqueadas.
Transmitem um estado emocional e indicam o relacionamento com outras pessoas. Através dos movimentos do tecido muscular elas se movem, demonstrando, por exemplo, sentimento de superioridade ou desconfiança quando apenas uma erguida, de susto ou admiração quando as duas erguem ao mesmo tempo, ou de atenção, quando franzidas.
Na época em que estamos, as mulheres vêm buscando muito o ar de naturalidade. As sobrancelhas, mesmo que feitas em centros de embelezamento, devem ter a aparência natural de acordo com seu tipo de pele e coloração dos pelos. Assim, é importante o profissional estar atento às novas técnicas, recursos disponíveis no mercado, ao estilo e informações biológicas do cliente para um melhor resultado.
Assim, antes de iniciar a parte prática deste tópico, vamos estudar sobre colorimetria e visagismo. Então, vamos lá!
2 COLORIMETRIA – CLASSIFICAÇÃO DAS CORES NATURAIS
Os pigmentos contidos na fibra capilar determinam a cor natural do cabelo, variando do preto intenso ao louro claríssimo. Existem dois tipos de pigmentos:
• Difusos: Com tons que vão do amarelo claro ao avermelhado.
• Granulosos: Com tons que variam do avermelhado ao preto intenso. Quando predomina o pigmento granuloso, temos cores mais escuras.
Para compreendermos como chegamos até as cores naturais dos pelos, vamos entender qual o processo químico e divisão das cores. Temos cores acromáticas (preto, cinza e branco) e cromáticas (qualquer cor distinta das acromáticas, denominadas também coloridas).
O instrumento principal que utilizamos para classificar as cores é a Estrela de Oswald, criada pelo físico e químico Friedrich Wilhelm Oswald (1858-1932).
IMPORTANTE
A Estrela de Oswald é o princípio básico quando for fazer atendimentos de coloração de sobrancelha, micropigmentação e microblanding. Mantenha sempre por perto no seu local de atendimento.
FIGURA 1– ESTRELA DE OSWALD
FONTE: <www.pinterest.com>. Acesso em: 10 dez. 2018.
Veja que temos as cores primárias ou puras, denominadas assim pois não são obtidas por meio de misturas, e são elas: azul, vermelha e amarela. Pela mistura das cores primárias, temos as secundárias: verde, violeta e laranja. Dentre elas, subdividimos em cores frias (violeta, azul e verde) e em cores quentes (amarelo, laranja e vermelho). Ainda, misturando as cores primárias com as secundárias, temos as cores terciárias, sempre determinadas nos triângulos menores da estrela.
Juntando todas elas, chegamos ao marrom, que é a cor principal que vamos trabalhar utilizando as outras cores para clarear, escurecer ou neutralizar os tons de acordo com a melanina do cliente. Para clarear ou escurecer, utilizamos as cores acromáticas e, para neutralizar, utilizamos as cromáticas, baseando-se na Estrela de Oswald.
Na neutralização, existe uma regra fundamental: uma cor secundária irá neutralizar uma cor primária e vice-versa. No caso, se analisarmos a Estrela de Oswald, será sempre a cor oposta à posição: azul neutraliza laranja, vermelho neutraliza verde e amarelo neutraliza violeta. Será uma cor fria neutralizando uma cor quente. Assim, quando selecionarmos o pigmento na coloração do pelo do cliente, precisamos analisar sua melanina. Em clientes de melanina fria utilizamos pigmento com base quente, e em clientes de melanina quente utilizamos pigmento de base fria.
Para identificarmos o tipo de melanina do cliente, também chamado de subtom, precisamos analisar algumas características pessoais. Primeiramente, vamos aprender sobre os fototipos. Fitzpatrick, em 1976, classificou a pele em seis fototipos e especificou quanto ao bronzeado, à sensibilidade e à frequência com que a pele fica com a coloração avermelhada.
FIGURA 2 – TABELA DE FITZPATRICK
FONTE: <http://esteticaliacapez.blogspot.com>. Acesso em: 22 fev. 2019.
É importante conhecermos a tabela de Fitzpatrick, pois teremos uma noção básica sobre os tipos de melanina. Além da tabela, também existem características físicas de cada fototipo:
• Fototipo I: Cabelos loiros ou ruivos, olhos azuis ou verdes, presença de sardas ou pintas.
• Fototipo II: Cabelos claros, olhos geralmente claros, mas existem casos de olhos escuros, porém a pele será muito clara. Na idade adulta, apresentam pintas em grande quantidade.
• Fototipo III: Representa a maioria dos brasileiros. São pessoas de cabelo castanho claro e castanho médio, pele de coloração marrom clara e apresentam pequena quantidade de pintas na idade madura.
• Fototipo IV: Cabelo castanho (escuro) ou preto, olhos castanhos (escuros).
• Fototipo V: Cabelos pretos e olhos totalmente escuros.
• Fototipo VI: Cabelos crespos e pretos, olhos totalmente escuros.
Agora, conhecendo sobre os fototipos, conseguiremos classificar facilmente o tipo de melanina de cada cliente, determinando o subtom a ser trabalhado, pois este é determinado pela melanina predominante.
Uma pessoa morena ou negra tem o subtom azulado ou esverdeado, ou seja, predominância de melanina fria. Já as pessoas claras, em sua maioria, são determinadas por melanina quente, por possuírem subtom avermelhado ou rosado. Ainda, é importante estarmos atentos aos clientes de origem oriental.
Embora sejam de raça amarela (quente), também encontramos casos de subtom esverdeado (frio). Na tabela a seguir, percebemos as diferenças entre a melanina fria e a melanina quente:
FIGURA 3 – DIFERENÇA DE PELE
FONTE: A autora
3 VISAGISMO
Segundo Hallawell (2009), “o pai do visagismo”, o conceito surgiu nos anos 30 para valorizar cada ser desde a sua beleza individual, acentuando as melhores características. O termo visagismo foi criado pelo cabeleireiro francês Fernand Aubry, em 1936. Ele dizia que o visagismo é uma arte e o visagista é o artista escultor do rosto humano.
Hallawell (2009) diz que algo é bonito quando seus elementos são dispostos de tal maneira que criam sensações de equilíbrio, harmonia, saúde e vigor e estão em sintonia. São qualidades apreciadas por todos e que fazem com que a pessoa seja aceita. O contrário cria a rejeição e é visto como sendo feio. O belo vai além: atrai. De acordo com Falafeiro (2004), o estudo das linhas geométricas traz grandes vantagens técnicas aos profissionais, mesmo após anos de trabalho e experiência.
IMPORTANTE
Estude cada fisionomia, formato de olhos, boca e sobrancelha, pois mudam de formato, e sempre leve em consideração os principais pontos: as linhas externas do rosto, tipos de orelha, testa, pescoço e nariz.
Um bom visagista não deve seguir um padrão de regras e dizer que tal rosto só combina com tal sobrancelha ou cabelo. Deve colocar a criatividade em prática e aprender técnicas novas, novos saberes e mudar procedimentos, além de analisar a personalidade e as características pessoais de cada indivíduo.
Falafeiro (2004) também afirma que, quando se entende que todas as linhas e formas possuem expressões, sensações, emoções e conceitos, consegue-se ter uma maior autonomia da própria imagem na prática. Por meio da consultoria ou muitas vezes em conversas informais, o bom profissional visagista consegue identificar o que o cliente em potencial deseja.
IMPORTANTE
A sobrancelha tem grande importância, pois forma a moldura dos olhos. Um dos mais importantes itens do visagismo é o design de sobrancelhas, podendo modificar a expressão de uma pessoa radicalmente (HALLAWELL, 2009).
4 FORMATOS DE ROSTO
Dentro do visagismo, o formato do rosto é um aspecto fundamental para o profissional avaliar antes de determinados procedimentos. No caso das sobrancelhas, decidir a melhor angulação e espessura será de total importância, para não deixar o cliente com expressão de tristeza ou de raiva.
Hallawell (2006) relata que o formato da sobrancelha é definido pelo formato do osso frontal. Elas podem ter os seguintes formatos: retas, curtas, longas, caídas ou levantadas. Ainda, é importante ressaltar que o profissional visagista deve também analisar o comportamento que revelará a personalidade e as características pessoais de cada indivíduo.
Os principais formatos de rosto, apontados por Hallawell, são:
FIGURA 4 – FORMATOS DE ROSTO
FONTE: <http://visagismoartedatransformacao.blogspot.com>. Acesso em: 10 out. 2018.
• Oval: Formado por linhas totalmente arredondadas e lateral curva. A linha de largura é ⅔ da linha de comprimento e não possui ângulos proeminentes, pois os cantos são suaves e delicados. O rosto oval é um pouco mais estreito na mandíbula que nas têmporas e a linha do cabelo é, geralmente, mais arredondada. Até o século XX, o formato foi considerado como o ideal feminino do Renascimento e ainda hoje é usado como parâmetro para correções na maquiagem ou cirurgia plástica.
• Redondo: Encontrado com mais frequência em raças orientais e indígenas, sendo pouco comum entre os ocidentais. Pode ser confundido com o oval, por ter a linha do cabelo também arredondada. Contudo, a grande diferença está na testa, que é pequena, além da distância entre a parte de baixo do nariz e o queixo ser menor que o comprimento de todo o nariz. No geral, as maçãs do rosto são mais largas, enquanto testa e queixo são mais finos.
• Retangular: Tem a mesma proporção do rosto oval, ou seja, a linha de largura é proporcional à linha de comprimento. As laterais, assim como testa e queixo, são retas. O rosto retangular é mais longo que largo e a testa possui a mesma largura da mandíbula.
• Quadrado: Também equivale às proporções do rosto oval. O rosto quadrado tem suas proporções iguais às do rosto redondo, porém com linhas extremamente retas e duras. A testa, mandíbula e maçãs do rosto possuem a mesma largura. Seu contorno não é alto, mas largo em todos os pontos e apresenta um queixo angular.
• Triangular: No rosto triangular, a parte inferior (mandíbula) é mais larga do que a testa, bem como a lateral é levemente inclinada. É um formato de rosto com cantos em ângulos retos, localizados abaixo da linha do centro da boca.
• Triângulo invertido: Também conhecido como rosto no formato coração, é um tipo de rosto com a fisionomia mais larga na parte superior e mais afinada na parte inferior. Se observada de frente, a testa é mais larga, além do queixo mais fino. A diferença é que o crescimento do cabelo no meio da testa faz o formato coração.
• Hexagonal: A lateral do rosto é uma linha inclinada, mas o queixo tem uma linha reta horizontal. A testa também é, geralmente, reta no topo, e possui bochechas salientes. Pode ser confundido com o quadrado, por ter as laterais e ângulos retos, porém, a diferença é que os ângulos da mandíbula estão alinhados na linha do centro da boca.
IMPORTANTE
Se você ainda não tem um olhar crítico e experiente de visagismo, vai precisar testar seu olhar da seguinte maneira: imprima fotos de familiares ou artistas, tiradas de frente, sem estarem com o rosto abaixado ou levantado, com um semblante natural. Com a foto e um lápis em mãos, trace linhas em volta do contorno do rosto e então você encontra um dos formatos citados anteriormente. Com o tempo, você conseguirá fazer automaticamente ao olhar o rosto do cliente.
Agora que aprendemos a identificar os formatos de rosto, vamos para a parte de medidas.
O rosto humano está dividido em partes que proporcionam construir as feições principais de cada indivíduo com harmonia e simetria. Designou Regra das Metades, e funciona da seguinte maneira:
FIGURA 5 – REGRA DAS METADES
FONTE: <http://ulbravisagismo1.blogspot.com>. Acesso em: 11 out. 2018.
• Os olhos estão colocados na linha que divide o rosto ao meio, horizontalmente.
• As sobrancelhas são posicionadas ligeiramente acima da linha.
• A parte inferior do nariz está sobre a linha média, entre a linha dos olhos e a linha do queixo. É a mesma linha que passa pelo lóbulo da orelha.
• As orelhas alinham-se superiormente com a linha dos olhos e, inferiormente, com a linha do nariz.
• A parte inferior do lábio fica em uma linha na metade, entre a linha do queixo e a do nariz.
O padrão de medidas é uma base para alcançar o melhor alinhamento facial. Sempre contamos que os rostos não são simétricos, então terá uma diferença natural de um lado para o outro. Assim, tire as medidas, mas também utilize o bom senso visual e o que ficará melhor para o cliente.
Para criar o senso visual, experimente aplicar a técnica em várias pessoas antes de começar seu atendimento profissional.
DICAS
5 DESIGN SOBRANCELHA – PRÁTICA
Para o atendimento de design de sobrancelhas, você irá precisar de:
• algodão;
• loção adstringente;
• lápis de olho (para marcações);
• paquímetro;
• 1 pinça ponta reta;
• 1 pinça ponta diagonal;
• 1 pinça ponta fina;
• tesourinha;
• escovinha de sobrancelhas;
• 1 lápis 6b ou lápis de sobrancelhas.
Além da técnica de visagismo facial, utilizamos um método específico de medidas. Veja, a seguir, as definições segundo Lima (2009):
FIGURA 6 – TRAÇANDO PONTOS A, B, C
FONTE: <www.institutoembelleze.wordpress.com>. Acesso em: 20 out. 2018.
Na imagem, notamos que existem duas maneiras de medidas. Ambas têm como referência o canto externo da aba do nariz e são utilizados lápis e paquímetro para a delimitação das áreas:
• Ponto A: Marca o início do corpo sobrancelha. Uma referência vertical com o lápis ou paquímetro, formando uma linha no canto externo da aba do nariz, passando pela glândula lacrimal dos olhos e chegando até às sobrancelhas (LIMA, 2009).
• Ponto B: Marca o ápice ou ponto alto da sobrancelha, a divisão do corpo com a cauda. É muito importante que o cliente mantenha o olhar focado em um ponto fixo sinalizado pelo profissional para manter centralizada a íris. Na primeira imagem é utilizada uma referência vertical com o canto externo da íris. Na segunda imagem temos como referência uma linha reta saindo do canto externo do nariz e passando pela extremidade externa da pupila, até alcançar a sobrancelha (LIMA, 2009).
• Ponto C: Marca o ponto final da cauda, iniciando pela extremidade externa do nariz e passando pelo canto externo dos olhos, até alcançar a sobrancelha (LIMA, 2009).
Primeiramente, iniciamos limpando as sobrancelhas com loção adstringente. Caso tenha maquiagem, você pode aplicar demaquilante antes da loção. Em seguida, com o apoio do lápis de olho e do paquímetro, começamos a marcar os pontos A, B e C, que acabamos de aprender. Após, traçar os pontos principais e medir com um paquímetro, verificando se as medidas das duas sobrancelhas estão iguais:
FIGURA 7 – DELIMITANDO PONTOS A, B E C
FONTE: <www.institutoembelleze.wordpress.com>. Acesso em: 20 out. 2018.
Então, delimite o desenho da sobrancelha. É através do desenho que vamos fazer a retirada de pelos e a aplicação de outros procedimetos solicitados pelo cliente. É importante fazer a marcação completa em todos os clientes até que você tenha experiência visual e segurança para executar os procedimentos com excelência. Veja a próxima imagem:
FIGURA 8 – DELIMITANDO A SOBRANCELHA
Após, iniciamos a retirada de pelos, penteando os fios e cortando os excessos. Muitas vezes, alguns pelos não se encaixam no desenho devido ao seu comprimento e não por sua posição. Assim, alguns profissionais provocam falhas na sobrancelha fazendo a retirada de tais pelos.
Você pode utilizar as pinças quadrada e diagonal para retirar os pelos entre sobrancelhas, e os excessos mais afastados. Já a pinça de ponta fina é utilizada para a retirada dos pelos mais próximos ao desenho. Assim, teremos uma melhor precisão de cada pelo, sem causar falhas indesejadas.
Quando finalizar todos os pelos, você limpará as marcações com a loção adstringente. Então, penteie novamente as sobrancelhas e visualize de frente se estão harmônicas ou se ainda há a necessidade de retirar algum pelo.
Feito, você pode fazer a aplicação de coloração com método escolhido pelo cliente ou, caso opte apenas pelo design, você utilizará o lápis 6B ou de sobrancelhas, fazendo um esfumado para que realce seu trabalho final.
O designer de sobrancelhas pode contar com várias técnicas para entregar um serviço especial para cada cliente, trabalhando medidas exatas para deixá-las simétricas e buscando a harmonia perfeita.
Veremos, a seguir, como podemos corrigir as falhas de pelos de maneira simples e através de duas técnicas: usando a henna (coloração que pinta a pele e esfuma levemente o pelo) ou a tinta para tingir pelos. Além disso, outra técnica em que também podemos nos especializar, sendo mais complexa e permanente, é a micropigmentação.
6 HENNA
A história da origem da henna é difícil de traçar, com séculos de migração e interação cultural, e é difícil determinar onde a tradição particular começou.
Contudo, há uma evidência muito convincente do povo neolítico em Catal Huyuk, no 7º milênio a.C., onde a henna foi usada para ornamentar mãos em conexão com a deusa da fertilidade.
As mulheres, na Índia, são tradicionalmente pintadas de henna nas mãos e nos pés, interior de seus braços e até as canelas, para um casamento ou outra ocasião especial. Às vezes, o peito, pescoço e garganta. O assunto é muito abstrato e, muitas vezes, incorpora símbolos religiosos e auspiciosos (RODRIGUES, 2010).
FIGURA 9 – ARTE DE HENNA EM CERIMÔNIA
FONTE: <https://lvsitania.wordpress.com/2010/08/20/henna/>. Acesso em: 1 nov. 2018.
A henna tem sua origem na palavra árabe Al-Hinna. Em termos botânicos, é Lawsonia Enermis, uma planta que cresce de 4-8 pés de altura em climas quentes, encontrada no Irã, Paquistão, Síria, Pérsia, Marrocos, Palestina, Iêmen, Egito, Uganda, Tanzânia, Afeganistão, Senegal, Quênia, Etiópia, Eritreia e na Índia.
As folhas, flores e galhos da planta são triturados até sobrar um pó fino com propriedades naturais. No ramo estético, ela é usada para coloração de cabelos e pintura na pele e, na sobrancelha, é usada para fazer correção de falhas.
Na sobrancelha, tem uma durabilidade que varia de sete a 21 dias, sendo que em peles oleosas pode durar apenas sete dias, dependendo dos cuidados do cliente. É importante compreender que a henna não pigmenta os pelos e sim a pele, então o resultado do procedimento é de pelos esfumados e, por não pigmentar o pelo, a técnica não cobre os pelos brancos da sobrancelha. Nesses casos, utilizamos a técnica com tinta.
Pode-se encontrar a henna na forma de pó ou de creme. O produto já pronto em creme pode facilitar a sua aplicação, mas não é tão recomendado, pois, em geral, é misturado com outras plantas e agentes. É importante ficar atento à composição, pois algumas marcas possuem aditivos e corantes químicos em sua formulação.
A vantagem da henna é que, por ser um cosmético natural e não penetrar a estrutura dos fios, dificilmente causará alergia, garantindo a integridade e saúde dos pelos. Mesmo assim, é recomendado fazer um teste de contato antes do procedimento. Com o tempo e o uso frequente, a utilização da henna na sobrancelha vai tornando os fios mais volumosos e estimulando o crescimento de novos fios. Sobre as contraindicações: pessoas alérgicas à planta e também não é
Como é um método de pouca duração, sempre lembre seus clientes dos cuidados após a aplicação:
• Não lavar a sobrancelha no primeiro dia, peça que utilize lenços de limpeza para o rosto, sem que haja contato com as sobrancelhas.
• Não esfregar as sobrancelhas com toalhas após o banho. A ação faz com que a henna seja removida rapidamente, pois promove uma esfoliação local e, consequentemente, durando menos tempo.
• Não passar lápis por cima das sobrancelhas enquanto elas estiverem com henna, pois o atrito do lápis na pele pigmentada retira o pigmento.
• Não passar cremes hidratantes no rosto durante os primeiros três dias, ou ter muita cautela na região das sobrancelhas. A oleosidade de cremes e loções provoca uma emoliência na pele, promovendo a pouca fixação do pigmento.
• Não ficar passando a mão nas sobrancelhas, pois a umidade faz com que o pigmento saia mais rápido.
IMPORTANTE
O pó de henna é utilizado há mais de mil anos como corante (para cabelo, pele, unhas e tecidos), conservante e antifúngico. As flores de henna são utilizadas em perfumes e óleos essenciais na Medicina Ayurvédica, devido ao seu efeito calmante e relaxante, promovendo paz mental e a redução da fadiga.
Agora, vamos para a prática da henna. Primeiramente, você irá fazer o design. Em seguida, escolha a cor que melhor se encaixa para o biotipo de pele e pelo. Após a escolha, siga o passo a passo descrito nas instruções do fabricante.
FIGURA 10 – TÉCNICA DE HENNA
FONTE: <http://sobrancelha.eco.br>. Acesso em: 1 nov. 2018.
ANTES
RESULTADO FINAL DURANTE AÇÃO
Passo a passo do método de henna:
• Hidratar duas medidas (use o medidor que vem junto na embalagem) de henna em oito gotas de água mineral ou soro fisiológico, juntamente com quatro gotas de fixador de henna.
• Aplique sobre a sobrancelha com um pincel fino e usando a técnica adequada, de preferência seguindo o desenho natural das sobrancelhas do cliente.
• Deixe agir de cinco a 20 minutos. O tempo de aplicação depende da intensidade da cor final que você deseja (nunca ultrapasse o tempo de 20 min, pois a henna resseca e pode causar quebras nos pelos).
• Retire com algodão úmido em água ou soro fisiológico.
• Retire com algodão úmido em água ou soro fisiológico.