AS CONCEPÇÕES DO HOMEM NA FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA
r 51. Em sua obra bem conhecida, Introduction à la lecture de Hegel, Paris,
98. Sobre a formação da linguagem e dos conceitos antropológicos no século
XIX ver o esquema de A. Diemer, Philosophische Anthropologie, pp. 47-54. Segundo P. Teilhard de Chardin, o conceito de evolução toma-se o conceito fundamental ao qual devem submeter-se doravante todas as concepções sobre o homem e o univer so. Ver, entre outros numerosos textos, os ensaios recolhidos no livro L'Avenir ã è. VHomme (Oeuvres, vol. 5), Paris, Seuil, 1959.
99.0 termo passou a ter uma conotação pejorativa desde que foi usado como falta de ‘ realismo* por Napoleão I, e a partir do uso dele feito por Marx na Ideo
logia Alemã.
100. Ver, sobre os ideólogos, o volume de G. Gusdorf, La conscience ré-
volutionnaire: les Idéologues (Les sciences humaines et la pensée occidentale, Vlll), Paris, Payot, 1978; S. Moravia, ã pensiero degli Idéologues, Florença, La Nuova Italia,
1974.
101. Ver J.-P. Enthoven in Histoire de la Philosophie (Plêiade), III, pp. 197-214. .•]
102. Ver O. Marquard, art. ‘ Anthropologie’ n. 6, ap. Historisches Wörterbuch j der Philosophie, I, cols. 369-374.
103. Dentre a vasta bibliografia sobre Kierkegaard convém citar P. Mesnard, Le
vrai visage de Kierkegaard, Paris, Beauchesne, 1948 (o pensamento de Kierkegaard desde o ponto de vista de sua personalidade); J. Colette, Histoire et Absolu. essai
sur Kierkegaard, Paris, Cerf, 1972; uma releitura de Kierkegaard que pretende pôr em evidência a originalidade de sua concepção do Cristianismo é a de H.-B. \fergote,
Sens et Répétition: essai sur 1’ironie kierkegaanUenne, Paris. Cerf-Orante, 2 vols., 1982. 104. Ver H.-B. Vergote, Sens et Rêpétàtion, sobretudo a Introdução (I, pp. 13-66) e a Conclusão (II, pp. 510-551).
105. A edição crítica definitiva dos escritos de Nietzsche (Obras e Correspon
dência), que deverá contar cerca de 50 volumes (30 + 20) só recentemente foi em preendida por dois estudiosos italianos, G. Coili e C. Montinari. sendo editada por Walter de Gruyter (Berlim e Nova Iorque, 1967ss.). Dessa edição é feita igualmente uma tradução italiana (Roma, Adelphi), francesa (Paris, Gallimard) e em outras línguas. Da enorme bibliografia sobre Nietzsche convém destacar, no que diz res peito à concepção do homem e da cultura, G. Morel, Nietzsche: introduction à une
premiere lecture, 3 vols., Paris, 1970. O 1° vol. estuda a evolução do pensamento de Nietzsche, o 2o vol., a crítica da cultura sob a metáfora da doença do mundo mo derno, o 3o vol., a concepção do indivíduo em Nietzsche como superação do niilismo. Ver também a síntese de M. Haar em Histoire de la Philosophie (Plêiade), III, pp. 307-353; e G. Diem em M. Landmann, De Homine, pp. 510-532. Ver a recente e brilhante síntese de Scarlett Marston, Nietzsche: das forças cósmicas aos valores
humanos, São Paulo, Brasiliense, 1990. 106. Ver G. Diem, De Homine, pp. 510-511.
107. Tema explorado por M. Heidegger na conferência *Quem é o Zaratustra de Nietzsche?" (1958), in Vorträge und Aufsätze, Pfüllingen, Neske, 1954, 1, pp. 93- -118 (tr. fr. em Essais et Conferences, Paris, Gallimard, 1958, pp. 116-147). Segundo Heidegger, Nietzsche assinala o cumprimento do destino da Metafísica ocidental e a sua superação: ver Nietzsche, II, Pfüllingen, Neske, 1961.
108. Ver M. Haar em Histoire de la Philosophie (Plêiade), DI, pp. 314-320. 109. Sobre o “sim’ em Nietzsche ver G. Morel, Nietzsche, in, pp. 17-68. Escreve Nietzsche: ‘ A suprema vontade em vista do poder é imprimir o caráter do ser no devir’ (Werke, ed. Schlechta, III, p. 895).
110. Sobre o niilismo na acepção de Nietzsche ver M. Haar, Histoire de la
Philosophie (Plêiade), III, pp. 320-325; G. Morel, Nietzsche, II. pp. 255-321. 111. No pensamento de Nietzsche não fica claro se o super-homem, anunciado por Zaratustra, se define em continuidade com o homem histórico ou representa um tipo superior de vida, essencialmente distinto do homem tal como o conhece mos. Ver as explicações de G. Morel, Nietzsche, III, pp. 272-274.
112. Ver H. Heimsoeth, citado por G. Diem, De Homine, p. 512, n. 68. Revolução copemicana, darwinismo, historicismo, ateísmo científico: eis os momentos, segun do Nietzsche, da dissolução da imagem antiga do homem. Ver Genealogie der Moral
(Werke, ed. Schlechta, III, p. 29).
113. Ver G. Diem, De Homine. pp. 518-524.
114. Ver Fröhliche Wissenschaft, I, 11 (Werke, ed. Schlechta, II 44).
115. Ver Also sprach Zarathustra, I, von den Verächtern des Leibes (Werke, ed. Schlechta, II, 300-301).
116. Ver G. Morel, Nietzsche, III, pp. 114-177.
117. Ver Also sprach Zarathustra, I, 4 (Zarathustras Vorrede) (Werke, ed. Schlechta, n, pp. 279-281).
118. Ver J. Granier, Le problème de la vérité dans la philosophie de Nietzsche,
Paris, Seuil, 1968.
119. No que diz respeito a Bergson ver. P. TVotignon, L’idée de la vie chez Bergson et la critique de la Métaphysique, Paris, PUF, 1968.
120. Ver A. Diemer, Philosophische Anthropologie, pp. 56-73; O. Pöggeler, Existenziale Anthropologie, ap. Die Frage nach dem Mensch, op. cit., pp. 443-460
(aqui, pp. 443-445); O. Marquard, art. Anthropologie, 7, ap. Historisches Wörterbuch der Philosophie, Bd. I, cols. 372-374.
121. Sobre o pensamento de Max Scheler ver M. Dupuy, La philosophie de Max Scheler, 2 vols. (col. Epimethée), Paris, PUF, 1959. Sobre a origem e significação da nova Antropologia filosófica ver M. Landmann, Fundamental-Anthropologie, op. cit., pp. 32-49.
122. Sua obra principal é Der Mensch: seine Natur und seine Stellung in der
Welt, Bonn, Athaenaeum Verlag, 1940; sobre Gehlen ver O. Pöggeler, Existenziale Anthropologie, op. cit., pp. 454-456; M. Landmann. Fundamental-Anthropologie, pp.
273-279,
123. Ver Kant und das Problem der Metaphysik, Frankfurt a. M., V. Klostermann,
3a ed., 1965, pp. 185-197.
124. Com feito, uma ontologia do homem deverá implicar, aos olhos de Heidegger, a aceitação do esquema ontoteológico que, segundo a sua leitura da metafísica ocidental, chegou a seu termo com a Wille zur Macht nietzschiana.
125. Ver M. Müller, Über einige zeitgenössische Menschenbüder in philosophischer Sicht, ap. Erfahrung und Geschichte, Friburgo-Munique. Alber, 1971, pp. 177-197.
126. Sobre a categoria de existência ver A. Diemer, Philosophische Anthropologie, pp. 125-126.
127. Ver M. Dufrenne e P. Ricoeur, Karl Jaspers et la philosophie de l’existence, Paris, Seuil, 1947.
128. O primeiro volume da Lógica filosófica, Von der Wahrheit (1947), não foi ' seguido dos outros projetados. Assim também Die grossen Philosophen (1957) ficou no Io volume. A melhor apresentação do pensamento de Jaspers é a de X. Miette,
Karl Jaspers, Paris, Aubier, 1960. Ver também o capítulo sobre Jaspers, de Tilliette, em Histoire de la Philosophie, III (Plêiade), pp. 597-606.
129. Os fios condutores dessa Analítica existencial são a atividade operante do homem manifestada na estrutura do ‘ cuidado* (Sorge) e a “consciência moral* (Gewisse») que se manifesta na estrutura da existência autêntica. Sobre o sentido de Ser e Tempo e a antropologia, ver M. Heidegger, Nietzsche, II, Pfullingen, Neske, 1961, pp. 194-195.
130. Ver a passagem de Kant und das Problem der Metaphysik citada acima, nota 123.
131. Ver O. Pöggeler, Existenziale Anthropologie, op. cit.r aqui pp. 457-460. So bre a concepção do homem em Heidegger ver também J. B. Lotz, Martin Heidegger
132. Sobre L. Binswanger ver J. P. Giovanetti, "O existir humano na obra de Ludwig Biswanger”, Síntese, 50 (1990): 87-99.
133. O. F. Pucciani distingue {Histoire de la Philosophie, III, Plêiade, p. 642) quatro fases na evolução do pensamento de Sartre.
134. Outras obras importantes de Merleau-Ponty para sua concepção do ho mem são Signes (1960), L‘oeil et 1'esprit (1961) e Le visible et Vinvisible (póstuma, 1964). 135. Ver M. Theunissen, Skeptische Betrachtungen über den anthropologischen Personbegriff, ap. Die Frage nach dem, Menschen, op. dt., pp. 461-490 (aqui, pp. 461-462).
136. Das obras de Maritain convém citar Humanisme Intégral (1936), de larga influência; La personne et le bien commun, Paris, Desclée, 1947. As Obras Comple tas de Maritain estão em curso de publicação: J. e E. Maritain, Oeuvres Completes, Friburgo na Suíça-Paris, Éditions Universitaires/Éditions Saint Paul, 1986ss.; uma edição em dois volumes dos escritos principais: J. Maritain, Oeuvres (éd. H. Bars), '
paris, Desclée, 1975-1978. i
137. Sobre Mounier ver C. Moix, La Pensée d’Emmanuel Mounier, Paris, Seuil, j
I960; de M. Nédoncelle ver Pour une phüosophie de I’amour et de la personne, Paris, Aubier, 1957; Conscience et Logos: horizons et méthode d ’une phüosophie j
personnaliste, Paris, L’Epi, 1961. j
138. De J. de Finance ver sobretudo Essai sur l’agir humain, Roma, Université Grégorienne, 1962; Citoyen de deux mondes: la place de Vhomme dans la création, | Roma-Paris, Gregoriana/Pierre Téqui, 1980. , 139.Ver P. Wust, Die Dialektik des Geistes, Augsburg, Benno Filser Verlag, 1928. j
140. Ver sobretudo o artigo ‘ Person’ no Staatslexikon, VI, pp. 197-206, “Person und Funktion", ap. Erfahrung und Geschichte, op. cit., pp. 81-198.
141. Um texto conhecido é o do filósofo romeno C. Gouliane, Le marxisme devant l’homme, Paris, Payot, 1967 (tr. port. Rio de Janeiro, Paz e Terra); ver A. Diemer, Philosophische Anthropologie, pp. 61-44.
142. Sobre Bloch, ver a obra de L. Bicca, Marxismo e liberdade (col. Filosofia,
5), São Paulo, Edições Loyola, 1987. Uma brilhante exposição do "marxismo ociden tal’ e de suas incidências antropológicas encontra-se em L. Kolakowski, Main
Currents of Marxism, IE, The Breakdown, op. cit.
143. Há uma abundante bibliografia a respeito. Ver o sugestivo artigo de P. Marchai, “La question des origines.- science et/ou mythe”, ap.Études d’Anthropologie
philosophique, I, op. cit., pp. 1-18. 144. Ver UÉvolution créatrice (1913).
145. A síntese antropológica de Teilhard de Chardin encontra-se em Le
Phénomène humain (Paris, Seuil, 1956).
146. VerLe Hasard et la Nécessité, Paris, Seuil, 1970 (tr. port. Petrópolis, Vozes, s. d.).
147. Ver J. Eccles-K. Popper, The Self and its Brain: an argument for interactionism, Berlim, Springer, 1977; J. P. Changeux, VHomme neuronal, Paris, Fayard, 1987.
148. Ver P. Grassé, Toi, ce petit Dieu: essai sur Vhistóire naturelle de l’homme,
149. Ver, por ex., P. Teilhard de Chardin, La place de l'homme dans la nature, •; Paris, UGE, 1956. Do ponto de vista das ciências físicas e, em particular, da •; Cosmologia, ver J. Ladrière, Le principe anthropique: l’homme comme etre cosmique.Ú, C.E.S.P.R., 2,1987, pp. 7-31, e Anthropologie et Cosmologie, ap. Études d‘Anthropology':
philosophique, I, op. cit., pp. 154-166. . 5 150. Ver A. Diemer, Philosophische Anthropologie, pp. 64-66.
151. Ver o capítulo de J.-L. Donnet sobre UÉvolution de la Psychanalyse em -
Histoire dé la Philosophie, III (Plêiade), pp. 707-749, e o artigo de T. Brachet, "La psychanalyse aujourd’hui’ , in Encyclopedia Philosophique Universelle, I, pp. 1265- -1269; ver também, C. R. Drawin “Psicanálise e Metafísica: o esquecimento da Ra- zão*, Síntese, 50 (1990): 13-30, e A. de Waelhens, Anthropologie, Psychiatrie,
Psychanalyse: quelques rêhexions sur leur rapport, ap. Études d’Anthropologie
philosophique, I, op. cit., pp. 19-32.
152. De Lévi-Strauss ver sobretudo, no que diz respeito a suas convicções filo- , sóficas, La Pensée sauvage, Paris, Pion, 1962. j
153. Ver a suma do pensamento de Ricoeur no que diz respeito à sua filosofia do homem em Soi-même comme un autre, Paris, Seuil, 1990.
154. Uma boa introdução a essa situação da reflexão filosófica contemporânea : sobre o homem é a de P.-J. Labarrière, Dimensions pour l’homme: essai sur
1‘expérience du sens, Paris, Desclée, 1975.
155. Eis aqui três modelos de Antropologias filosóficas construídos segundo o esquema de uma perspectiva englobante da pluriversidade das experiências de sentido com as quais o homem se defronta.-
a) H. Hak, Mensch und Menschheit: Entwürfe zur Grundlegung und Durchführung ;
einer philosophischen Anthropologie, Bonn, Bouvier Verlag. H. Grundmann, 1977. A perspectiva aqui adotada é a da idéia da Humanidade e de sua autonomia no *; processo emancipatório dos tempos modernos.
b) H. E. Hengstenberg, Philosophische Anthropologie, 3* ed.! 1966 (citado na Bibliografia geral, supra, Introdução n. 3). O A. adota a perspectiva de uma descri- ' ção fenomenológica do homem como ser orientado para a “coisidade* ^Sachlichkeit) do mundo, sobre o qual se edificam os níveis do seu ser. Essa fenomenologia^^ interpretada metafisicamente na 2a parte como metafísica do Espírito; na 3a parte ■ como metafísica da vida humana, e na 4ft parte como metafísica da pessoa.
c) J. de Finance, Citoyen de deux mondes: la place de l’homme dans la création (citado na nota 138 acima). A teologia cristã da criação é a perspectiva adotada por ; J. de Finance para situar o homem, segundo a imagem clássica, na linha divisória ' entre o mundo corporal e o mundo espiritual e para defini-lo segundo tuna dupla leitura, a ascendente e a descendente que encontram sua interpretação definitiva *; a partir da leitura tomada possível pela revelação do Mediador.
156. nème partie, tome 2, Paris-Haia-Nova Iorque, Mouton Éditions-Unesco, s. d!, pp. 1125-1645.
157. Ver as explicações de P. Ricoeur, ibid., pp. 1127-1131.
158. Paris, PUF, 1989. i 159. Ver A. Jacob, Präsentation générale, XVII (grifado no texto).
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