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SOBRE O ATAQUE

No documento Fundamentos Do Handebol II (1) (páginas 62-66)

Sabemos que o handebol apresenta-se como uma disputa constante entre o ataque e a defesa. Portanto, cabe aos professores e treinadores das equipes estudarem táticas e aplicá-las de forma que uma procure sobrepujar a outra.

Neste tópico procuramos apresentar uma forma didática baseada nas situações encontradas durante o jogo, mostrando as condições e fases necessárias para sua execução.

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undamentos do Handebol II

As características mais marcantes de um ataque encontram-se no momento em que a equipe está de posse de bola, nas várias situações em que os jogadores se encaminham em direção ao gol, através de passes combinados com um grupo de jogadores que se organizam de forma a agredir o gol. As situações em que os jogadores se encaminham em direção ao gol podem ser: defesa do goleiro interceptação de um passe ou arremesso cobrança de um lateral; cobrança de um tiro livre, saída de bola, entre outros.

Mas afi nal de contas, quando começa o ataque no handebol ?

Uma equipe inicia um ataque quando está de posse de bola, ou ainda, quando está para entrar em posse de bola.

1. Condições necessárias para execução correta de uma tática de

ataque

1.1 Preparação Teórica – são todos aqueles esforços empreendidos

com o objetivo de facilitar a assimilação por parte dos atletas referentes ao desenho ofensivo da equipe, essas ações podem se executadas através de explanações ou quadro de avisos destacando os princípios básicos que norteiam todas as ações ofensivas, como, por exemplo: a) Ataque à meta; b) manter a posse de bola; c) Especificação de cada tipo de adversário; d) Ritmos diferentes nas fases do jogo; e) Falso ataque; f) Superioridade numérica; g) Explorar os pontos fracos do adversário; h) Frente ampla de ataque.

a) Ataque à meta – Consiste na máxima a se explorar, definir

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as precauções que deve tomar uma equipe atacante para que esteja constantemente atacando a meta adversária, mesmo quando a sua intenção principal não seja o arremesso ao gol.

b) Manter a posse da bola – é de vital importância, uma vez

que a equipe que está de posse de bola é a que efetivamente encontra-se em ataque. Então, mantendo a posse de bola, a equipe estará sempre procurando uma maneira de chegar ao gol adversário, ao mesmo tempo em que reduz o tempo que teria o seu adversário para atacá-lo.

c) Especificação de cada tipo de adversário - Em um jogo,

uma equipe modifica o seu sistema de ataque dependendo da situação usada pela defesa adversária, procurando, assim, envolver os seus oponentes através de jogadas pré- estabelecidas, com variações de acordo com as situações apresentadas pelas defesas.

d) Ritmos diferentes nas fases do jogo – Em um ataque pode-

se contar com mudanças no ritmo do jogo, que servirá para modificar o equilíbrio defensivo usado pelo adversário. Para efeito de ilustração, exemplificamos uma equipe que começa com ataque posicional e modifica rapidamente para circulação complexa, obtendo, com isso, uma falha na movimentação da defesa e, assim, consegue o arremesso em condições favoráveis.

e) Falso ataque – São tentativas dos atacantes, utilizando-se

de fintas, trocas de passes e mudanças de posição em ataques de circulação, no sentido de atrair os defensores em um setor da quadra, para que em outro setor, haja uma melhor oportunidade para penetração de seus companheiros.

f) Superioridade numérica – São as formas de criar situações

de jogo, em determinados setores da quadra, procurando colocar um número maior de atacantes do que defensores, na tentativa de dificultar as ações defensivas, a fim de possibilitar melhores condições de finalização.

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observar os pontos fracos da defesa adversária, como: demora ao retornar para posição de defesa, ou defensores com baixa estatura, posicionamento em desequilíbrio defensivo, entre outras, procurando, com isso, tirar proveito desses elementos negativos.

h) Frente ampla de ataque – São as diversas maneiras

utilizadas pelos atacantes em ocupar amplamente os espaços físicos da quadra de jogo, obrigando, assim, os defensores a abrirem espaços entre seus companheiros para poderem executar a marcação, deixando espaços livres de marcação para infiltração.

1.2 Preparação Física – é uma parte indispensável e essencial a

todo programa de treinamento, caso não haja uma boa preparação física não haverá a possibilidade de haver uma boa execução técnica e tática em nenhuma fase do ataque. De outra parte, o atleta bem preparado fisicamente tem plenas condições de executar todos os movimentos, pois, está no ápice das suas capacidades físicas (velocidade, força, reflexo, explosão, entre outras).

1.3 Preparação Técnica – é a parte do treinamento no qual a

preocupação maior está em aprimorar as condições técnicas individuais dos jogadores. Desta feita, fazendo com que eles executem com rapidez, perfeição e precisão todos os movimentos que compõem os gestos próprios do handebol. Esse aprimoramento das condições técnicas é desenvolvido através de trabalhos didáticos crescentes e exercícios que estimulam cada vez mais o interesse do jogador ou atleta em se aperfeiçoar para que possa atingir os objetivos desejados.

Assim, a técnica é o desenvolvimento das habilidades individuais do jogador.

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1.4 Preparação Tática – é o conjunto de movimentos estudados e

treinados, procurando utilizar ao máximo as habilidades das técnicas individuais, aproveitando-as de forma conjunta para aplicação através dos sistemas que serão utilizados nas varias situações do jogo durante uma partida.

Portanto, a tática é uma aplicação das potencialidades e habilidades individuais de cada jogador para desempenho coletivo.

SEÇÃO 2

No documento Fundamentos Do Handebol II (1) (páginas 62-66)

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