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SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1 SERVIÇOS E TECNOLOGIAS

2.1.4 Software-as-a-Service

SaaS - Software-as-a-Service (em português Software como um Serviço) está inserido no contexto de Cloud Computing por se tratar de uso de um software na nuvem (DIKAIAKOS et al., 2009). SaaS é o modelo de fornecimento e uso de software em que os clientes deixam de

comprar licenças e passam a ser “assinantes” dos softwares, que são acessados pela Internet (HANCHENG e CHANGQI, 2008).

Neste modelo de uso de software, o cliente também pode ser chamado de inquilino (por se tratar de um aluguel de software) ou tenant (do inglês, inquilino) (ZHIQIANG, 2010), e o fornecedor também pode ser chamado de provedor (CHOU, 2009).

São diversos os benefícios do uso desse modelo, como a redução de custo, já que não é necessária compra de hardware nem aplicativos (banco de dados ou ferramentas), uma vez que o software está na Internet, onde é dispensada a aquisição de uma licença física (MA, 2007).

O usuário desse modelo também conta com agilidade, pois como o software está pronto para o uso no servidor do fornecedor, o processo de implantação normalmente é mais rápido. Pelo mesmo motivo, o suporte técnico é facilitado, não sendo necessário, por exemplo, deslocamento de equipe técnica. A acessibilidade também é facilitada já que o software está na Internet, ele pode ser acessado pelos assinantes de qualquer lugar do mundo e a qualquer momento, permitindo mais integração entre unidades de uma mesma empresa (KRISHNAN et al., 2009). A Figura 7 ilustra esse cenário.

Figura 7 - Visão geral SaaS Fonte: própria

Diferentemente do licenciamento, a quantidade de assinantes de um software como serviço pode aumentar e diminuir de acordo com a necessidade do contratante. Isso permite flexibilidade e adequação do custo da empresa à sua realidade. Com o modelo SaaS a evolução dos sistemas não precisa ser mais adquirida. A tendência é que os novos

recursos e atualizações de versões sejam incorporados automaticamente e simultaneamente aos produtos, facilitando a escalabilidade dos sistemas e a elasticidade da infraestrutura. A Figura 8 ilustra essa estrutura.

Figura 8 - Visão SaaS com detalhes do provedor Fonte: própria

Com o surgimento do software como um serviço (SaaS), foi necessário formalizar as novas relações entre o prestador/fornecedor de serviços e o cliente, no que diz respeito à disponibilidade de serviços, condições gerais da prestação de serviços entre outros itens (ELIADIS e RAND, 2007). O Service Level Agreement (SLA) evoluiu para se tornar uma ferramenta útil que rege tanto as expectativas de serviço e as consequências do descumprimento dos itens acordados (CANCIAN et

al., 2009; COMUZZI et al., 2009).

SLAs são acordos de nível de serviço, em que são definidas as condições, valores e responsabilidades entre clientes e provedores. Esses atributos podem variar de contrato para contrato. Ele documenta as expectativas e responsabilidades de ambas as partes (ARENAS e WILSON, 2008). Esse contrato, em geral, possui os termos mensuráveis descrevendo quais serviços o fornecedor vai prestar e são definidos no início de qualquer relação de terceirização (ELIADIS e RAND, 2007). Um SLA é elaborado para cada serviço individual e é feito antes da contratação do serviço, antes de poder invocá-lo e utilizá-lo.

Um aspecto importante da arquitetura SaaS é o envolvimento de uma infraestrutura compartilhada entre diversos clientes, o que caracteriza um de seus grandes desafios de construção. Quando se pensa em SaaS, o conceito de multi-inquilino está presente. Ele é referente ao uso do mesmo software e instância por vários clientes e empresas de forma simultânea. O objetivo dessa abordagem é disponibilizar os mesmos recursos de software para um número muito maior de clientes, trazendo assim vantagens ao provedor (HONG et al., 2010).

Toda essa facilidade de acesso das soluções de software oferecidas pelo SaaS, apoiada pelos conceitos Cloud Computing, já fizeram muitas empresas desistir de desenvolver suas próprias aplicações de TI, investindo assim o seu tempo nas áreas de negócio foco de suas empresas. Desta forma, o outsourcing apareceu em muitas empresas trazendo grandes benefícios para quem adere e grande apoio aos provedores desse tipo de solução (SEBESTA, 2010). Outsourcing é qualquer tarefa, operação, trabalho ou processo que uma empresa terceiriza, ou seja, contrata outra empresa ou pessoa para desenvolver esta atividade (WEIHUA, 2006; WÜLLENWEBER et al., 2008). Outsourcing permite que as empresas se concentrem em suas questões de negócios, deixando as áreas, como por exemplo, de TI, para empresas terceirizadas cujo negócio principal é a TI.

Isso significa que uma grande quantidade de recursos e atenção, que iria ficar sob responsabilidade dos profissionais de gestão, pode ser usada por questões mais amplas dentro da empresa. A empresa especializada que trata do trabalho terceirizado é muitas vezes simplificada e tem capacidades de nível mundial e acesso às novas tecnologias que a empresa não poderia acompanhar por conta própria (WÜLLENWEBER et al., 2008).

2.2 COLABORAÇÃO

Com a crescente consolidação do cloud computing, do paradigma SOA e do modelo SaaS, os provedores de serviço de software começam a ser encorajados a oferecer serviços sob demanda com soluções inovadores via Internet. Neste sentido, as alianças estratégicas trazem benefícios e oportunidades para os provedores, uma vez que eles começam a trabalhar colaborativamente.

Durante os últimos anos, uma grande variedade de formas de colaboração em rede tem surgido para enfrentar as dificuldades encontradas no mundo dos negócios, ou simplesmente objetivando

melhores resultados (GUPTA e FERNANDEZ, 2011). Colaboração é trabalhar em algo com uma ou muitas pessoas, cooperar, agir com outras pessoas para a obtenção de determinado resultado (FERREIRA, 2000). Um dos aspectos que estimulou sua utilização foi o rápido progresso das tecnologias de informação e comunicação (TICs).

Além disso, o aumento da disponibilidade de tecnologia, especialmente aquelas relacionadas às redes de computadores, e a substancial diminuição de seus preços fizeram com que Pequenas e Médias Empresas (PMEs) agora pudessem tentar alcançar novos mercados, ou lutar contras as dificuldades, estabelecendo alianças estratégias e utilizando esta poderosa vantagem competitiva. Essas PMEs têm dificuldades em envolver ativos para manter os recursos e investimentos em inovação, pesquisa & desenvolvimento e profissionais preparados. Além disso, utilizando a abordagem de fazer alianças estratégicas uma empresa pode concentrar esforços somente em suas competências especiais, compartilhando competências com outras empresas especializadas a fim de fabricar produtos com maior valor agregado (BOUKADI et al., 2009).

Com o uso do Modelo proposto nesta tese de doutorado pretende- se também apoiar a colaboração entre as empresas desenvolvedoras. A colaboração pode vir a existir por diversos motivos, questões mercadológicas ou necessidade. Já existe classificação para esses agrupamentos, e eles serão descritos nas próximas subseções.

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