3.3 Modelos O ultos de Markov
3.3.6 Solução para o Problema 3
Oter eiroemais omplexoproblema onsisteemajustarosparâmetrosdomodelo(
A
,B
,π
) demodoa maximizar aprobabilidade dedeterminada seqüên ia ser observada. Esse problemanãopossuisolução analíti a. Dadaumaseqüên ia deobservaçõesnitaparaotreinamento, nãohámaneiraótimadeestimarosparâmetrosdomodelo[Rabiner,1989 ℄.
Podemos,entretanto, es olher
λ = (A, B, π)
talqueP (O|λ)
sejamaximizadolo almente utilizando umalgotirmoiterativo omoo métodode Baum-Wel h (ou equivalentementeo EM - Expe tation-Maximization), ou utilizar té ni as baseadas no gradiente. Nessa
subseção será apresentado um método iterativo para sele ionar os parâmetros do mo-
delobaseado nos trabalhosini iais de Baum [BaumePetrie, 1966 ,Baum e Egon,1967,
Baum eSell,1968 , Baum etal.,1970 ,Baum,1972 ℄, ompiladopor [Rabiner,1989℄.
Parades rever opro edimento de reestimação (melhoriaeatualização iterativa) dos
parâmetros do MOM será denida
ξ
t
(i, j)
, a probabilidade de se estar no estadoi
no instantet
e noestadoj
no instantet + 1
, dadoo modeloe aseqüên ia de observações.ξ
t
(i, j) = P (q
t
= i, q
t+1
= j|O, λ)
(3.24)Partindo da denição das variáveis direta e reversa podemos es rever
ξ
t
(i, j)
da seguintemaneiraξ
t
(i, j) =
α
t
(i)a
ij
b
j
(O
t+1
)β
t+1
(j)
P (O|λ)
(3.25)=
PN −1
α
t
(i)a
ij
b
j
(O
t+1
)β
t+1
(j)
i=0
PN −1
j=0
α
t
(i)a
ij
b
j
(O
t+1
)β
t+1
(j)
(3.26)ondeonumeradorésimplesmente
P (q
t
= i, q
t+1
= j, O|λ)
eadivisãoporP (O|λ)
forne e aprobabilidade desejada.Podemos denir a variável
γ
t
(i) = P (q
t
= i|O, λ)
(3.27)que representa a probabilidade de se estar no estado
i
no instantet
dadas a seqüên ia deobservaçõesO
eomodeloλ
. A Equação(3.27)podeserexpressadasimplesmenteem termosdasvariáveisdireta ereversa da seguinte maneiraγ
t
(i) =
α
t
(i)β
t
(i)
P (O|λ)
=
α
t
(i)β
t
(i)
PN −1
i=0
α
t
(i)β
t
(i)
uma vez que
α
t
(i)
leva em onta a seqüên ia par ial de observaçõesO = O
0
O
1
· · · O
t
e o estadoi
emt
, enquantoβ
t
(i)
leva em onta o restante da seqüên ia de obser- vaçõesO
t+1
O
t+2
· · · O
T −1
, dado o estadoi
emt
. O fator de normalizaçãoP (O|λ) =
PN −1
i=0
α
t
(i)β
t
(i)
ara terizaγ
t
(i)
omo probabilidade demodoqueN −1
X
i=0
γ
t
(i) = 1
(3.29)Dadaaseqüên iadeobservaçõeseomodelo,podemosen ontrararelaçãoentre
γ
t
(i)
eξ
t
(i, j)
somando todosospossíveisj
,γ
t
(i) =
N −1
X
j=0
ξ
t
(i, j)
(3.30)Se somarmos
γ
t
(i)
ao longo do tempot
, obteremos uma quantidade que pode ser interpretada omo o número de vezes que o estadoi
é visitado ao longo do tempo, ou seja, o número de transições realizadas a partir do estadoi
(se ex luirmos o instantet = T − 1
da soma). Similarmente, a soma deξ
t
(i, j)
det = 0
at = T − 2
pode ser interpretada omo o número esperadode transiçõesdo estadoi
parao estadoj
. Então temosT −2
X
t=0
γ
t
(i) =
número detransiçõesesperadodei
(3.31)T −2
X
t=0
ξ
t
(i, j) =
número detransiçõesesperadodei
paraj
(3.32)Utilizandoasfórmulasa ima(eo on eitode ontaro orrên iasdeeventos)podemos
obter ummétodo para reestimar osparâmetros de umMOM. Para reestimar
π
,A
eB
temos¯
π
i
=
númeroesperadode vezesno estadoi
noinstante(t = 0) = γ
0
(i)
¯
a
ij
=
número de transiçõesesperadode
i
paraj
númerode transiçõesesperadodei
=
PT −2
t=0
ξ
t
(i, j)
PT −2
t=0
γ
t
(i)
¯b
j
(k) =
número esperadodevezes no estado
j
observando o símbolov
k
número esperadode vezes noestadoj
=
PT −1
t=0, Ot=vk
γ
t
(j)
PT −1
t=0
γ
t
(j)
Considerando o modelo atual
λ = (A, B, π)
, e utilizando-o para omputar o lado direitodasequaçõesa ima,en ontramosomodeloreestimado¯
λ = ( ¯A, ¯B, ¯π)
. Foiprovado por Baum e Sell [Baum eSell,1968 ℄ que ou o modelo ini ialλ
dene um ponto ríti o na verossimilhança eλ = λ¯
ou o modelo reestimado apresenta verossimilhança maior eP (O|¯λ) > P (O|λ)
,ouseja, o modeloreestimado temmaior probabilidade de produzir a seqüên iaO
.Dessamaneira podemos utilizar essasequaçõesiterativamenteparaaumentar apro-
babilidade de
O
ser observado pelo modelo até atingir o limite. O resultado nal desse pro edimento édenominadoestimativademáximaverossimilhança(maximumlikelihoodestimate) doMOM.
Este apítuloapresentouasprin ipais ara terísti asdas adeiasdeMarkoveMOMs,
quesãoos sistemasa eventosdis retosutilizados na metodologia proposta nesta disser-
Metodologia
A metodologia proposta nestadissertação sebaseia nautilizaçãode algoritmosde visão
omputa ionalamplamente onhe idoseutilizadoseferramentasesto ásti asdere onhe-
imento de linguagens sensíveis ao ontexto. Cada omando é subdividido emsímbolos
simples,maisfá eisdeseremre onhe idosporalgoritmosdevisão omputa ionaldoque
um úni o símbolo omplexo. É utilizado um sistema a eventos dis retos para interpre-
tar então a seqüên ia de símbolos. Com o objetivo de simpli ar o sistema de visão e
tornar o re onhe imento maisrobusto foram onsiderados apenas gestossimples, omo
movimentos nasdiversas direções.
O sistema onsiderado é apresentado na Figura 4.1 sendo omposto pelo módulo
de Aquisição de Imagens, Sistema de Visão Computa ional e pelo Sistema a Eventos
Dis retos. Os módulos do sistema tem entradas e saídas bemdenidas, omo pode ser
observado. Essesmódulosserão des ritosnaspróximas seções.
4.1 Sistema de Visão Computa ional
O sistema de visão omputa ional é responsável por pro essar ada quadro adquirido
pela âmera forne endo o vetor deslo amento orrespondente ao movimento do objeto
Sistema a Eventos Discretos
Sistema de
Visão
Computacional
Aquisição
da
Imagem
imagem
vetor
deslocamento
Processamento
e Classificação
do Vetor
Deslocamento
Reconhecimento
símbolo
comando
Identificação dos blobs
Pré-Processamento
Identificação / Rastreamento do Objeto
Cálculo do Vetor Deslocamento
Sistema de Visão Computacional
Imagem
Vetor Deslocamento
Figura4.2: Sistema de Visão Computa ional - diagramade blo os.
de interesse na ena, permitindo assima identi ação datrajetóriado gesto. Osistema
projetadofoiomaissimplespossívelquepermitissearealizaçãodesse trabalho,umavez
queofo odoestudoéopro essamentodasinformaçõesenãoaaquisiçãodasinformações
emsi.
O sistema de visão é baseado na segmentação por or, assim omo diversos sis-
temas utilizados no re onhe imento de gestos omo, por exemplo, [Hong et al.,2000a ,
Davise Shah,1994a , Siskind e Morris,1996℄. O fun ionamento do sistema de visão é
apresentado na Figura 4.2 e ada um dos sub-módulos será des rito nas subseções a
seguir. Aentradadosistemaéaimagemadquiridadetamanho
w × h
ondew
éalargura eh
a altura, ambos em pixels. A saída do sistema é o vetor deslo amento do objeto rastreado, queindi a o gestoque estásendo realizado.Oobjetivo prin ipaldo sistemafoiarobustez, emboraerros naidenti açãopossam
ser orretamente tratados pelo pro essamento do móduloa eventosdis retos.