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10 PROCEDIMENTOS ÉTICOS

11.5 SUBCATEGORIA DE SENTIMENTOS ,,,

Esta subcategoria demonstra sentimento é recebido pelo cuidador. A fala seguinte retrata bem esta subcategoria.

a. “(...) Nada que ele faz me incomoda, ele é muito tranquilo, sabe?

Pra você ter uma ideia: às vezes ele pega o copo ou qualquer outra coisa deixa cair no chão depois que eu já limpei tudo, e nem isso me incomoda. Me dá uma compaixão, não sinto raiva... E é a hora que tenho mais compaixão. (...) Eu sofro assim, mas não de me desesperar, é de ver ela assim sofrendo, né? Por que isso dói na gente ne?” (C 2).

Por meio desta fala revela-se forte tendência à compreensão e à aceitação da sua condição de familiar cuidador. Interessante observação faz Schoenmakers et al., (2010) filosofo alemão do século XIX, sobre compaixão. Não visão deste pensador, compadecer é “sofrer com”. Ter compaixão é compartilhar o sofrimento do outro. De fato, por meio da fala apresentada, fica evidente a forma como o familiar cuidador compartilha do sofrimento dos idosos por ele cuidado, afirmando que não se incomoda com as dificuldades surgidas no cuidado.

CONCLUSÃO

Esta pesquisa teve como objetivos investigar a prevalência de depressão em familiares cuidadores de idosos com Doença de Parkinson, identificar o estado emocional dos familiares, observar quais eram os motivos que poderia aumentar as chances de desenvolver depressão e identificar quais eram os aspectos positivos e negativos causados ao familiar na execução do cuidado prestado ao idoso. Os dados correspondentes indicaram as expectativas.Em um país em que a população idosa vem crescendo, inúmeros estudos que abordam este grupo – em especial a gerontologia – têm surgido. Esta pesquisa buscou contribuir neste importante campo do saber com uma proposta autêntica, trazendo a lume um aspecto tão comum, mas por vezes despercebido pela classe médica e da Enfermagem, qual seja: o risco em desenvolver depressão a que se submetem os cuidadores de familiares com Doença de Parkinson, bem como estratégias de solução a esta situação.

A presença de sobrecarga emocional e física aumenta o risco dos familiares desenvolverem depressão, identificando o estado emocional deles, e relacionando tais fatores ao cuidado prestado pelos familiares cuidadores e o impacto negativo nesta relação de cuidado, que são os objetivos propostos pelo estudo.

Podemos inicialmente entender que ser cuidador de um familiar com tal patologia demanda sacrifícios e custos (tempo, dinheiro, energia, etc.). Trata-se de perdas graduais que o idoso nestas condições apresenta e que exigem do seu familiar cuidador capacidade de adaptação altamente funcional para que se estabeleça um convívio satisfatório.

As classificações em subcategorias detalharam os sentimentos surgidos, denotando por meio das falas existentes como o familiar cuidador se encontra emocionalmente. São falas que retratam a realidade enfrentada por estas pessoas, demonstrando efetivamente como reagem à situação por eles enfrentada na lide diária do familiar cuidado do idoso com Doença de Parkinson.

É de fundamental importância, portanto, que sejam criados modelos de atenção ao familiar cuidador do idoso com Doença de Parkinson, em articulação com os vários setores da sociedade, com o propósito de fazer valer a Política Nacional do Idoso e a saúde da família.

Para aplicação futura de novos estudos, sugere-se a aplicação de outras metodologias para a certificação de novas contribuições nesta relevante área de estudo, na busca constante da promoção de melhor qualidade de vida aos familiares cuidadores de idosos com Doença de Parkinson.

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