- Cala a Boca!
- Quem é você para me mandar calar a boca!
Neste momento Rogério esbofeteia Raquel, que tropeça e bate com a cabeça na parede desfalecendo.
Batem à porta da casa de Rogério, anunciando ser a polícia. Rogério recua ao mesmo tempo em que grita: - Ninguém chamou a polícia! Os policiais arrombam a porta da casa, entram gritando: - os vizinhos chamaram. Dois policiais invadem a casa.
Como Rogério exibia resistência, os policiais o espancam e o algemam. Uma policial feminina corre para cuidar de Raquel.
Passa-se dois anos.
Rogério se encontrava em um bar, sentava ali todos os dias após o seu expediente de trabalho. Falava da vida com alguns conhecidos. Acreditava ser vítima de sua própria arrogância, ganância e estupidez. Uma vida repleta de uma falsa segurança.
Atentamente Marcio, amigo que Rogério encontrava neste estabelecimento sempre neste horário, escutava e balançava a cabeça, vezes segurava o ombro do amigo e o aconselhava.
Vida de erros e desleixos. Desleixo como no trabalho, que após tantas faltas o perdera. Engenheiro civil, trabalhava em construções e era muito requisitado. Agora se virava com alguns bicos em pequenas construções, sem a alta remuneração e a consideração de seus chefes. Vagava pelas ruas da cidade odiando
Prova 01 CBJE
a felicidade alheia, se refugiava em uma pequena quitinete. Seu espaço, uma cama, uma mesa e um bar.
Em um dia como outro, Rogério senta, para no seu ponto e pede uma bebida de fim de expediente, Marcio não se encontrava, um homem desconhecido se aproxima de Rogério e joga um cartão à sua mesa, se aproxima e lhe fala, este número é a sua solução. Rogério fica intrigado, observa o homem que se afasta, tenta falar-lhe algo, mas não é correspondido, então levanta e vai para a sua casa. Chegando lá ele senta em sua cama, pega o telefone e disca o número, 0800..., alguém lhe fala: -0800 suicídios. Rogério joga o telefone na cama, se afasta trêmulo.
Convencido de que não escutara bem a telefonista, disca novamente e escuta: - 0800 suicídios, pois não Senhor Rogério.
Ele joga novamente o telefone na cama, pega uma bebida que tinha em casa, termina com a garrafa e adormece.
Rogério acorda atordoado, um pouco pela ressaca decorrente da garrafa de bebida que esvaziara na noite anterior e o restante pela ligação que realizara que lhe parecia um pesadelo. Sai para a rua, caminha lentamente para o ponto de ônibus, chega próximo a um posto de gasolina e desce.
Cumprimenta algumas pessoas que lá trabalhavam, até que chega próximo ao proprietário.
- Bom dia sou Rogério. - Rogério lhe estende a mão, ele buscava ali tentar participar de uma grande obra a muito programada pelo proprietário.
- Bom dia, desculpe perguntar, mas o senhor bebe? Não pude deixar de sentir o cheiro. - Rogério abre um sorriso sem graça e logo após alguns minutos o proprietário lhe avisa que caso necessitasse de seus serviços lhe ligaria.
Prova 01 CBJE
Rogério caminha até o bar que frequentava e lá encontra o seu amigo Marcio. Fala-lhe de seu dia e do acontecimento intrigante da noite anterior, Marcio lhe conta que para ele não era novidade e que até conhecia pessoas que tinham escolhido aquele caminho. Rogério ficou mais perturbado ainda. Marcio lhe falou que agendara com a empresa, ao qual ele classificou de excelente, um serviço parecido, estendeu um copo para Rogério cheio de conhaque. Rogério ficou atordoado e saiu do bar em direção à sua casa.
Rogério sentado à cama observava o telefone. Após alguns minutos pegou o telefone e discou o número, uma voz o respondeu:
- 0800 suicídios, pois não senhor Rogério.
- Eu só quero algumas informações.
- Claro senhor, mas para isso necessitamos de sua assinatura em um contrato de associado, mandaremos um mensageiro.
- Você não entendeu. - Antes que Rogério terminasse de falar alguém bate a porta.
Rogério levanta para atendê-la:
- Sim.
- Eu sou o mensageiro. - E o jovem rapaz estendeu-lhe um contrato.
- Como, eu ainda estou ao telefone, falando com a telefonista!
- É só o senhor assinar que todas as perguntas serão respondidas. - Então Rogério assinou o contrato, observou o
Prova 01 CBJE
jovem rapaz caminhando pelo corredor e voltou para terminar ao telefone.
- O que está acontecendo!
- Não se preocupe, receberá após alguns dias todas as informações.
A telefonista desligou o telefone, Rogério ficou perturbado, pois não lera o que acabara de assinar, toca o seu telefone:
- Rogério, aqui é o Marcio, tenho belas novidades para você, encontre-me amanha no nosso local de encontros, pela manhã. - Rogério fica curioso, deita-se e dorme.
Ao acordar, Rogério se arruma rapidamente e corre para o encontro com Marcio. Marcio o informa de uma construção que se iniciara próximo à sua casa e da necessidade de que aparentemente está tinha que correspondia ao conhecimento que Rogério continha. Marcio leva Rogério até a uma loja de roupas, providencia um traje, esporte fino. Fala para Rogério que não deveria se preocupar pois com o seu primeiro pagamento ele quitaria aquela dívida, ambos caminham para o imóvel em construção. Chegando próximo ao imóvel Marcio se despede de Rogério e o orienta quanto ao local para a entrevista.
Rogério, bem alinhado, caminha até a construção, entra em uma sala bem arrumada e é recebido pelo proprietário. Uma bela mulher, aparentando seus 36 anos o recebe. Informa das necessidades de sua empresa, estende a mão para Rogério e lhe informa que estava contratado, mas não antes de preencher alguns documentos. Helena, a proprietária, convida Rogério para um jantar a fim acertar os detalhes finais da contratação.
Prova 01 CBJE
Rogério vestido com sua melhor roupa chega ao restaurante, observa ao entrar Helena, bela, radiante, sentada com uma saia que além de acentuar as suas curvas, deixava uma grande parte de suas belas pernas aparecerem, fazendo com que todos à sua volta procurassem encontrar aquela brecha que engenhosamente ela cobria a fim de manter a sua dignidade.
Rogério se aproximou, segurou a mão de Helena e a conduziu até uma mesa. Ambos aproveitaram a noite para se conhecerem melhor, Helena levou Rogério até a sua casa.
Amanheceu e Rogério percebeu Helena ao seu lado.
Helena levantou e o serviu de um belo café. Aproveitou para lhe informar quando começaria no serviço. Rogério comunicou Helena que deveria ir a sua casa para organizar seu dia, Helena adiantou a metade do pagamento que Rogério receberia e emprestou o seu carro para um maior conforto de Rogério.
Rogério rodava pela cidade extremamente feliz, recapitulava o seu dia, a bela conquista, o emprego. Olhava para o belo carro que sua chefe o emprestara. Passou a quarta marcha e experimentou a potencia do veículo, ao passar a quinta marcha uma corrente elétrica partiu do câmbio tomando o corpo de Rogério causando-lhe um ataque cardíaco, o carro capotou e parou ao bater em um poste. Segundos se passaram e Rogério despertou, estava em meio à lataria do carro, um bombeiro falava-lhe ao ouvido, Rogério o reconheceu, era Marcio. - Calma Rogério, já está acabando, todas as despesas serão pagas através da apólice de seguro que você assinou, sei que teve uma boa vida.
Rogério arregalou os olhos enquanto Marcio tapava-lhe a narina e a boca.
“Rogério morto, não me deixou nada, quanta tristeza trago nesta minha vida. A casa que ele deixara, agora está sendo
Prova 01 CBJE
disputada por outra mulher, que lhe acusa de estupro e roubo de carro”. Pensava Raquel enquanto chorava, suas lágrimas desciam pelo seu rosto; viajavam pelo ar e caiam sobre o chão.
Raquel pega o telefone e um cartão que se encontrava em uma mesa à sua frente e disca um número, escuta uma atendente falar: - 0800 suicídios, pois não senhorita Raquel...
Fim.
Prova 01 CBJE
Vingança Sangrenta
Huggo caminhava pela cidade. Passava das quatro da manhã.Embriagado se segurava nas paredes a caminho de sua casa, quando ao longe pôde ver uma figura que aos poucos ia ficando nítida. Huggo se esconde atrás de um poste.Rua deserta, escura. A figura se aproxima, passa ao seu lado sem perceber sua presença. Num salto Huggo segura o braço de uma mulher.
Coloca sua mão sobre a sua boca. Ela em um vestido preto que lhe cobria o corpo até o tornozelo, é arrastada para uma rua adjacente enquanto se debatia. Huggo a carrega eaos sussurros, ao seu ouvido falava: - Agora é tarde demais para gritar.
Passa-se dois anos.
Em frente à casa de Huggo
Três horas da tarde, todos os sons da cidade invadem.
Huggo se encontrava aflito, caminhava em passos apressados.
Em seu ombro uma sacola. Perto de sua casa, ao observar com cuidado, percebeu que dois homens se postavam de forma suspeita. De um lado da Rua, sentado na calçada, um fumava tranquilamente um cigarro, enquanto oferecia limões a quem passava, em uma pequena banca de frutas. Na entrada de sua casa outro homem, aparentemente aguardando alguém, se encontrava encostado na parede com um dos pés apoiado em uma caixa, aparentemente vazia.
Huggo não poderia deixar de desconfiar de tudo que lhe parecesse diferente em sua rotina, devido aos fatos da madrugada.
Prova 01 CBJE
Na madrugada.
Duas horas da manhã, Huggo se encontrava sentado em um bar, cujo ponto ficava em um Bairro próximo do seu. Uma luz fraca tomava o recinto. Quem entrava pouco podia ver da cara do Barman. Onde Huggo se encontrava podia-se ver mesas de sinuca, mulheres da noite procurando atenção. No fundo do bar encontrava-se o ambiente que Huggo procurava - jogo.
Uma pequena sala. uma mesa no meiorodeada deseis cadeiras.Dinheiro à mesa e cartas espalhadas no centro. Huggo olha o relógio, caminha lentamente dentro do ambiente.
Fumaça, bebida, olhares desconfiados e atentos. Caminhando em direção à mesa, os curiosos abrem caminho. Os espectadores e participantes do jogo o conheciam muito bem. Um homem acompanhado de seu vício. Huggo novamente olha o relógio, volta o seu corpo para a saída do bar como se a procurar por algo. Uma bela mulher entra no bar, vestida de mine-saia e uma pequena blusa muito generosa ao deixar o volume de seus seios bem marcados em um pequeno bustiê. Se escora no balcão.
Colocado ali para servir as pessoas que apenas desejam se embriagar, olhar o que ocorre e deixar o tempo passar.Acomodada em uma cadeira sem encosto, redonda, de cor grafite, tal como o balcão. Seu corpo se volta em direção ao Barmen que prontamente a entrega um drinque. Claramente ele percebera a sua cliente e ao seu gosto lhe serve Drink de Gin com Uva - gin, uva-verde e refrigerante de limão -, sabendo que a bebida lhe serviria de companhia pelo resto da noite.
Huggo volta a sua atenção à sala de jogo. Fumaça de cigarro, bebidas largadas e caras emburradas. Huggo pediu para entrar no jogo, sentou e começou algo que lhe traria um grande arrependimento.
Prova 01 CBJE
Cinco horas da manhã, uma mulher para em frente à porta que dá acesso ao jogo, começa a chamar Huggo que naquele momento estava tirando todo o dinheiro dos participantes da mesa. Huggo olha para trás e fala: - Só está rodada do jogo querida e vou. Na mesa todos o olham, desconfiados e enraivecidos. Do lado de fora da sala a mulher começa a escandalizar. Principiou a balançar o corpo, se exibia enquanto falava que toda a beleza que tinha seria servida a outro. Huggo termina a rodada ganhando, se levanta, caminha em direção a mulher e fala ao ouvido da dela que o esbofeteia. Huggo volta à mesa, pega todo o dinheiro que ganhara e fala a todos: - Vou resolver tudo e volto. Huggo não voltou,sabia que no jogo que iria participar só teria a permissão para sair quando estivesse perdendo, então ele convocou Elisa para auxiliá-lo a sair quando estivesse ganhando.
Pela manhã
Em frente à casa de Huggo
Três horas da tarde, Huggo pega o telefone e liga para Elisa (a mulher que o acompanhara no bar). Ela atende o telefone e ele a orienta a pegar alguns documentos que lhe seriam necessários. Estes em seu apartamento. Após muito reclamar ela caminha até um apartamento que Huggo usava como segunda alternativa de residência. Elisa, agora vestida de forma comportada, nem aparentava ser aquela mulher que estava no bar na madrugada insinuante. Ao entrar no prédio de Huggo onde se encontrava o apartamento alternativo, Elisa, foi segura pelos braços por um homem acompanhado de outros dois, que aguardavam algum movimento no apartamento de Huggo. Elisa foi arrastada para fora do prédio, colocada em um carro. O motorista, depois de ver todos acomodados, acelerou para um destino incerto.
Prova 01 CBJE
Huggo olhou pela janela, percebeu que a rua estava livre das pessoas que desconfiava. Saiu de seu esconderijo e foi ao seu apartamento que pedira para Elisa entrar e pegar documentos.
Recolheu tudo que pôde e pensou em seguir para o destino de sua fuga, toca o celular de Huggo: - Estamos com a sua parceira, se você não nos entregar todo o dinheiro que você ganhou ela morre! Huggo parou, como a estudar a solução do problema, resolveu voltar e entregar o dinheiro.
Seis horas da tarde, Huggo se encontrava em frente ao bar que jogara na madrugada, dois homens o abordaram: - Está com todo o dinheiro!
- Sim, onde está Elisa?
- Passa o dinheiro! - Neste momento foi-lhe retirado à mochila que carregava e após alguns minutos o homem que a revistava deu-se por satisfeito.
- A sua Elisa está dentro daquele carro estacionado do outro lado da rua.
Huggo correu para o outro lado da rua enquanto os homens que o abordara partiam em seus carros rindo e gritando:
- Olha no Porta-malas!
Huggo congelou, parando no meio da rua entre os carros que buzinavam ao seu lado, do seu rosto um suor frio descia, lentamente ele se aproximou do caro indicado, olhou o porta-malas que se encontrava ligeiramente aberto.
Huggo abriu o porta-malas e viu Elisa, ainda viva, retirou-a do portretirou-a-mretirou-alretirou-as. Elisretirou-a sretirou-angrretirou-avretirou-a, seu brretirou-aço retirou-apretirou-arentretirou-avretirou-a estretirou-ar quebrado. Huggo pegou Elisa e a levou para um hospital.
Chegando ao hospital ela foi colocada em uma Maca:
Prova 01 CBJE
- Como você está Lisa! - Perguntava Huggo a Elisa.
- Estou bem e me desculpe por ter estragado tudo!
- Como você estragou?
- Enquanto você jogava, eu aceitei uma bebida de um homem que se encontrava no bar e acabei falando do nosso plano. - Huggo beijou o rosto de Elisa e saiu do hospital procurando se lembrar da placa do carro dos agressores.
Lembrando, anotou a placa em sua mão, procurou raciocinar quanto aos fatos ocorridos.
Huggo pegou seu celular e através de um conhecido conseguiu informações quanto ao carro e o motorista dos agressores. Ligou novamente, mas agora para alguns amigos, teve que fazer algumas promessas envolvendo dinheiro, naquele momento não pensava em lucro e sim em compensação quanto ao estado em que ficou a sua amiga Elisa. Huggo ligou para Elisa e a informou quanto ao que faria naquela noite, Elisa o desejou sorte e que para que tomasse cuidado.
Duas Horas da Manhã.
Através das informações que colhera, Huggo pôde determinar o local onde os agressores de Elisa se encontrariam naquele horário, estariam em uma casa na periferia da cidade.
Seus amigos se encontravam escondidos observando a casa que Huggo indicara como a que deveria ser invadida, ao sinal de Huggo seus amigos invadiram a casa. Com um chute a porta foi arrombada, todos entraram rapidamente e para surpresa de todos, a casa estava vazia. Huggo ainda vasculhou alguns cômodos mais nada fora encontrado. Ricardo, amigo de
Prova 01 CBJE
Huggo, caminhou até um dos quartos, ao tentar abrir um dos armários foi golpeado no peito.Uma faca que cortou o seu peito o deixando desequilibrado. Neste momento ele gritou e conseguiu chamar a atenção dos outros que ainda permaneciam na casa.
Todos correram em direção ao quarto onde se encontrava o amigo, neste momento a casa foi invadida por vários homens, comparsas dos homens que agredira Elisa. Entraram atirando e aos poucos derrubando todos os amigos de Huggo que ferido jogou a sua arma ao chão, implorando pela sua vida.
Tudo foi clareando lentamente, Huggo pôde então ver a face de seus agressores, dois homens ao lado de uma mulher, Huggo a reconheceu.
- Elisa?
- Sim Huggo!
- Mas como, o que faz aqui?
- Quero te apresentar uma pessoa. - Neste momento outra mulher entra no ressinto, Huggo não a reconhece, então Elisa fala:
- Não se preocupe em reconhecer, você não conseguirá, mas tente lembrar o que ocorreu há exatamente dois anos atrás, exatamente em um horário como este, então você saberá onde que a minha irmã entra em sua história.
Naquele momento Huggo arregalou os olhos enquanto a irmã de Elisa se aproximava. Huggo berrava perguntando o que estava acontecendo. Huggo foi amarrado em uma cadeira, a irmã de Elisa encostou uma faca no peito de Huggo e foi a
Prova 01 CBJE
pressionando lentamente, Huggo sangrava e gritava não saber o que acontecia, então a irmã de Elisa sussurrou ao ouvido de Huggo: - Agora é tarde demais para gritar.
Enquanto falava, aprofundava a lâmina da faca no peito de Huggo.
A mão da irmã de Elisa avermelhava-se com o sangue que jorrava da ferida na mesma proporção que seus olhos.
Fim.
Prova 01 CBJE
Sentença de Morte
Quatro horas da manhã, pés e costa cansadas. Em frente ao hospital público, após algumas horas esperando pelo atendimento, fui informado que o hospital não tinha os recursos necessários para o meu tratamento. deveria procurar um hospital alternativo, pois tinha pouco tempo de vida. Vou para o meu carro, espero o tempo passar observando meu rosto no espelho retrovisor. Duzentos mil reais, apenas essa quantia para poder sobreviver mais um dia.
Chego em casa, porta aberta e um universo em descoberto. Tudo está cinza, as paredes de tantas histórias, a TV chia, como uma garrafa vazia. Cheia de ar e o cheiro de algo que vicia. Meu espaço se resume a onze passos, livro na estante, instante de contemplação do tempo que perdi, do tempo que ganhei. Nos livros, filmes e revistas, tudo que me estraga vista.
Visto isto me visto, calça, camiseta tudo que completa a minha beleza. Antes de tudo pego a agenda para talvez encontrar alguém que me ajude. Observo todos os nomes, dezenas de amigos que de certo ficariam tristes e presentes no meu enterro, mas de certo aborrecidos e meus inimigos pelo pedido insípido. Grande problema, ter amigos a minha volta em minha despedida, ou inimigos em revolta por um pedido que ninguém suporta, dívida.
Cabeça entre as pernas, sofrimento e rancor me esperam.
Na agonia da dor que principia, ansiedade lúgubre noites sem dia. No horror da morte, que uma simples consulta resolve; para os tantos vivos dezenas de mortes, descritas em uma folha,
Prova 01 CBJE
dinheiro, que perfaz em covas, para bonecos sem notas. O que noto no meu futuro, um livro que me anotam, vai não volta.
Pego a agenda queimo. Pego o meu travesseiro, um cheiro.
De um perfume distante, deixado por uma amante, que em seu tempo de luz, deitou-se com alguém que conduz; do desespero à fonte do prazer sem mote.
Quebro a TV, de tantos programas de dramas, arte que imita a vida em dramas, para a vida que vive a arte. Derrubo livros, DVD, tudo que me leva a crer, que haverá outro dia.
Olho-me no espelho, mesmo com a fantasia de um dia me vejo, face que não esconde enlace, desespero aos moldes do quem sabe. Quebro janelas aos murros, sangrando, chorando. Meu peito dói, a cabeça queima, é chegado à hora me beira?
Um toque ao telefone:
- Senhor Marcelo, aqui é do Hospital ao qual o senhor se consulto. O senhor deve voltar, pois trocamos o seu prontuário, o senhor tem uma simples gripe.
Desligo o telefone, estou vivo. Acaba minha face da morte. Olho a minha volta, destruição não falta. Levanto a cabeça com a esperança de que o verdadeiro erro seja o primeiro e que alguém por aímorre por mim.
Fim.
Prova 01 CBJE
A loucura de Nanda
Duas horas da manhã, Nanda começa a gritar, se joga de um lado para o outro em um minúsculo quarto. Segundo andar,
Duas horas da manhã, Nanda começa a gritar, se joga de um lado para o outro em um minúsculo quarto. Segundo andar,