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Sujeitos da pesquisa

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CAPÍTULO 2 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

2.3 Sujeitos da pesquisa

Tendo em vista que nosso objetivo geral é compreender como se dá a contextualização para o Ensino de Genética no processo formativo dos licenciandos em Ciências Biológicas de uma Instituição de Ensino Superior de Pernambuco (IES-PE) no tocante a PCC de Genética, nossos sujeitos de pesquisa são compostos pelos os licenciandos matriculados na disciplina de Prática de Genética do referido curso, tanto do turno vespertino (Turma LB3) como noturno

(Turma LB1), e também a docente formadora que ministrou tal disciplina durante o período letivo de 2016.1.

Esses sujeitos foram eleitos como pertinentes à nossa pesquisa, visto que a construção da concepção sobre contextualização durante um processo formativo se dá mediante as interações entre professor-estudantes, estudante-professor e estudante-estudante. Ou seja, a construção da concepção, e consequentemente sua aplicação, embora seja uma atividade de elaboração feita por cada um de nós, está permeada pelas ideias de outras pessoas e objetos com os quais interagimos, tratando-se de um processo pouco estável e altamente interativo como são os momentos de formação de todas as disciplinas.

Desta forma, ao entrevistarmos a formadora esperávamos compreender como a sua concepção de contextualização influenciou seu planejamento e ações no momento da formação ofertada, uma vez que a PCC deverá ser desenvolvida com ênfase nos procedimentos de observação e reflexão direta das ações pedagógicas ou através de outros recursos centrados na resolução de situações-problemas (BRASIL, 2002b). E também compreender como os licenciandos, após vivenciarem um período de estudo voltado para o Ensino de Genética, concebem uma prática de Ensino de Genética contextualizada – tendo em vista se tratar de um princípio estruturador do currículo da Educação Básica e arduamente defendido nas políticas curriculares nacionais e também estaduais de Pernambuco.

Isto se deve ao fato de que, para melhor compreendermos qual o sentido atribuído pelos futuros professores, é preciso também entender quem é o formador da área e de como ele compreende a contextualização, e se esse princípio curricular se manifesta durante as atividades da disciplina dedicada à formação em Prática de (Ensino de) Genética.

2.3.1 Perfil da professora formadora

Por uma questão ética, o nome da profissional participante da pesquisa será omitido, recebendo um nome fictício de Prof.ª Carol. Ela é formada em licenciatura e bacharelado em Ciências Biológicas na época do modelo ―3+1‖ por uma universidade pública do Estado de Pernambuco no ano de 2001, cursou mestrado (2001-2003) e doutorado (2004-2008) em Biologia Vegetal pela mesma instituição. Trabalhou como professora da Rede de Educação Básica do Estado de Pernambuco entre os anos de 2006 e 2008, atuando como professora nos Anos Finais do Ensino Fundamental e Médio, além de também exercer funções na parte administrativa da secretaria e coordenação.

No ano de 2008 foi aprovada no concurso para Botânica de uma universidade pública do Estado da Paraíba. Exerceu função de chefe de departamento do Centro de Educação e Saúde, e ministrou, de forma alternada, disciplinas da área de Botânica e Ecologia e de Prática e Instrumentação de Ensino de Ciências Biológicas.

Trabalhou nessa universidade até o semestre de 2013.1 quando foi redistribuída para a IES-PE investigada em 2013.2 para atuar na Área de Ensino de Ciências Biológicas. Vem atuando na Prática de Genética desde 2014.2 até o presente momento da pesquisa, nunca atuando com a disciplina de Prática de Biologia Vegetal na atual instituição.

2.3.2 Perfil dos licenciandos

Inicialmente contando com 24 e 26 licenciandos matriculados, respectivamente, em LB1 e LB3, a disciplina chegou ao final do semestre com um total de 41 licenciandos efetivamente participantes (21 da LB3 e 20 da LB1, codificados em L1, L2 e assim sucessivamente – começando por LB3) desta pesquisa.

Por meio dos dados de identificação provenientes do questionário foi possível elaborar a figura 7, a qual apresenta, de um modo geral, algumas informações sobre os licenciandos.

Figura 7 - Perfil dos licenciandos quanto ao sexo (A), à idade (B), ao período matriculado (C), e ao tempo de

docência (D).

Como se pode notar, a maioria é do sexo feminino. Isso acontece em ambas às turmas, porém com destaque para a Turma LB3 com 81% do sexo feminino contra 55% na Turma LB1, o que denota ser a profissão docente ainda predominante um campo de trabalho dominado pelas mulheres.

A faixa etária varia entre 20 e 37 anos de idade, com maior destaque para o grupo de jovens entre 20 e 22 anos de idade, sendo que quatro licenciandos não informaram suas idades (três da LB1 e um da LB3). Além disso, grande maioria está regularmente matriculada no curso, ou seja, não estão cursando outras disciplinas que não sejam as do 7º período.

Também buscamos conhecer se esses licenciandos já possuíam algum tipo de experiência como professores, embora apenas dois licenciandos não tenham respondido a esta pergunta (um de cada turma). Conforme ilustra a figura 7d, 64% dos licenciandos que participaram desta pesquisa nunca trabalharam como professores, ao passo que 21% e 15% deles, respectivamente, estejam ou já trabalharam como professores. Dos que estavam trabalhando como professores na época da pesquisa, cinco estudavam no período da noite, e três à tarde. Vale frisar também que os licenciandos que informaram já terem trabalhado como professor são todas do sexo feminino (quatro da turma LB3 e duas da turma LB1), igualando- se em número de pessoas com experiência na atuação docente (sete por turma de um total de 14 licenciandos).

Salientamos que ao longo da disciplina as turmas LB1 e LB3 mantiveram uma média, na sequência, de 20 e 22 licenciandos presentes durante as aulas, o que representa a presença de mais de 90% dos que efetivamente participaram das atividades de Prática de Genética.

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