Julgamento de Processos
SUPERINTENDENCIA DOS COLEGIADOS
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CÂMARA ESPECIALIZADA DE ENGENHARIA ELÉTRICA
REUNIÃO N.º 552 REUNIÃO ORDINÁRIA DE 20/05/2016
Julgamento de Processos
C-405/2016 JOSÉ ALEXANDRE NALON
I- HISTÓRICO:
1.1O interessado consultou o CREA-SP em 12/04/2016, através do protocolo 47203/16 nos seguintes termos ( o texto que segue foi transcrito do original): Em concurso. realizado pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, realizado no ano de 2014, conforme edital anexo, fui aprovado para a vaga de Professor de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico. O requisito para investidura no cargo é “ Graduação na área de Computação e Informática. Ocorrendo a homologação e nomeação, publicadas no Diário oficial da União, conforme documentação em anexo, a instituição cancelou a nomeação e posse, alegando incompatibilidade na formação, pois sou engenheiro eletrônico e, portanto não satisfaço os requisitos para investidura no cargo. Em recurso administrativo( em anexo), entre outros argumentos, notei que, segundo a resolução 380~/93, engenheiros eletrônicos e de Computação possuem a mesma habilitação (sob o artigo 9º da Resolução 218/73). O recurso, no entanto foi indeferido. Assim, venho solicitar junto ao CREA-SP, parecer ou declaração que ateste a similaridade das atribuições, de forma que se ateste a capacidade do engenheiro eletrônico em desempenhar funções que envolvam sistemas computacionais e afins. Aguardando resposta, ,subscrevo-me, solicitando urgência no processamento. José Alexandre Nalon ( grifo nosso)
1.2 Consultando o sistema de dados do Conselho nesta data, verificamos que o Engenheiro Eletricista José Alexandre Nalon é formado pela Faculdade, com as atribuições dos artigos 8º e 9º da Resolução 218/73 do CONFEA, tem registro no CREA/SP sob nº 05062832616
. II- PARECER:
Considerando os artigos 8º e 9º da Resolução 218/73 e a Resolução 380/83 ambas do CONFEA e a solicitação do interessado.
III-VOTO:
Conforme solicitação deverá ser esclarecido ao interessado que o fato dele ter como atribuições os artigos 8º e 9º da Resolução 218/73 do CONFEA não lhe confere o que está estabelecido na Resolução 380/83- atribuições dos Engenheiros de Computação uma vez que no curso efetuado não se registram cadeiras de informática .
VLADIMIR CHOVOJKA JUNIOR
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Proposta Relator Processo/Interessado Nº de Ordem45
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C-469/2014 PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO
HISTÓRICO:
O interessado consultou o CREA-SP através do Protocolo 84669/2014, nos seguintes termos (o texto que segue foi transcrito do original):
“O CREA-SP em seu site, "Perguntas Frequentes" - "Atividades Técnicas" - "Elétrica", na questão nº 2, informa que Técnicos em Eletrotécnica podem assinar projetos de entrada e de rede de distribuição de energia elétrica, limitados em 800 KVA, em baixa tensão. A ANEEL estabelece baixa tensão até 1KV. Ocorre que técnicos tem apresentado projetos em média tensão (acima de 1KV) nesta prefeitura e também à CPFL. Já prevendo que o impedimento da elaboração de projetos em média tensão destes profissionais acarretará em contestações, solicitamos que este órgão se manifeste se a informação em seu site está correta, não sendo permitido aos técnicos a elaboração de projetos em média tensão. A partir da
confirmação não mais aceitaremos que os técnicos apresentem projetos e ART de instalações com tensão acima de 1 KV (1000 volts). Atenciosamente. Flávio Henrique Bertazzoni - Engenheiro Eletricista - CREA 5060192829.”.
Reproduz-se a seguir a questão nº 2 e sua resposta, conforme consta no portal do CREA-SP na internet na seção "Perguntas Frequentes" - "Atividades Técnicas" - "Elétrica":
“2. Qual a denominação das carreiras dos engenheiros e técnicos de nível médio que poderão assumir a responsabilidade por projetos elétricos de entrada e de rede de distribuição de energia elétrica? Qual a limitação de potência elétrica e classe de tensão que cada profissional poderá assumir? Como podemos identificar na carteira de identificação do profissional, os itens que o mesmo poderá se responsabilizar em tais projetos?
Os profissionais que podem exercer projetos elétricos e de rede de distribuição de energia são os
engenheiros eletricistas, com atribuições do artigo 8° da Resolução n° 218/73, do Confea ou do Art. 33 do Decreto Federal n° 23.569/33.
Não há limitação de potência elétrica nem classe de tensão para os engenheiros eletricistas. Quanto aos Técnicos em Eletrotécnica estão limitados a 800 KVA, em baixa tensão. Não é possível identificar em carteira.”
2. LEGISLAÇÃO DESTACADA:
2.1 - Lei Nº 5.194/66, que regula o exercício das profissões de Engenheiro, Arquiteto e Engenheiro-Agrônomo, e dá outras providências.
2.2 - Lei nº 5.524/68, que dispõe sobre o exercício da profissão de Técnico Industrial de nível médio. 2.3 - Decreto Nº 90.922/85, que regulamenta a Lei nº 5.524, de 5 de novembro de 1968, que "dispõe sobre o exercício da profissão de técnico industrial e técnico agrícola de nível médio ou de 2º grau.
3. ASPECTOS RELEVANTES: 3.1 – Destaca-se da Lei nº 5.194/66:
Art. 45 - As Câmaras Especializadas são os órgãos dos Conselhos Regionais encarregados de julgar e decidir sobre os assuntos de fiscalização pertinentes às respectivas especializações profissionais e infrações do Código de Ética.
3.2 – Destaca-se da Lei nº 5.524/68:
Art. 2º - A atividade profissional do Técnico Industrial de nível médio efetiva-se no seguinte campo de realizações:
I - conduzir a execução técnica dos trabalhos de sua especialidade;
II - prestar assistência técnica no estudo e desenvolvimento de projetos e pesquisas tecnológicas; III - orientar e coordenar a execução dos serviços de manutenção de equipamentos e instalações; IV - dar assistência técnica na compra, venda e utilização de produtos e equipamentos especializados; V - responsabilizar-se pela elaboração e execução de projetos compatíveis com a respectiva formação
EDSON FACHOLI
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Proposta Relator Processo/Interessado Nº de Ordem46
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profissional.
3.3 – Destaca-se do Decreto Nº 90.922/85:
Art. 3º - Os técnicos industriais e técnicos agrícolas de 2º grau, observado o disposto nos arts. 4º e 5º, poderão:
I - conduzir a execução técnica dos trabalhos de sua especialidade;
II - prestar assistência técnica no estudo e desenvolvimento de projetos e pesquisas tecnológicas; III - orientar e coordenar a execução dos serviços de manutenção de equipamentos e instalações; IV - dar assistência técnica na compra, venda e utilização de produtos e equipamentos especializados; V - responsabilizar-se pela elaboração e execução de projetos compatíveis com a respectiva formação profissional.
Art. 4º - As atribuições dos técnicos industriais de 2º grau, em suas diversas modalidades, para efeito do exercício profissional e de sua fiscalização, respeitados os limites de sua formação, consistem em: I - executar e conduzir a execução técnica de trabalhos profissionais, bem como orientar e coordenar equipes de execução de instalações, montagens, operação, reparos ou manutenção;
II - prestar assistência técnica e assessoria no estudo de viabilidade e desenvolvimento de projetos e pesquisas tecnológicas, ou nos trabalhos de vistoria, perícia, avaliação, arbitramento e consultoria, exercendo, dentre outras, as seguintes atividades:
1) coleta de dados de natureza técnica;
2) desenho de detalhes e da representação gráfica de cálculos;
3) elaboração de orçamento de materiais e equipamentos, instalações e mão-de-obra; 4) detalhamento de programas de trabalho, observando normas técnicas e de segurança; 5) aplicação de normas técnicas concernentes aos respectivos processos de trabalho;
6) execução de ensaios de rotina, registrando observações relativas ao controle de qualidade dos materiais, peças e conjuntos;
7) regulagem de máquinas, aparelhos e instrumentos técnicos.
III - executar, fiscalizar, orientar e coordenar diretamente serviços de manutenção e reparo de
equipamentos, instalações e arquivos técnicos específicos, bem como conduzir e treinar as respectivas equipes;
IV - dar assistência técnica na compra, venda e utilização de equipamentos e materiais especializados, assessorando, padronizando, mensurando e orçando;
V - responsabilizar-se pela elaboração e execução de projetos compatíveis com a respectiva formação profissional;
VI - ministrar disciplinas técnicas de sua especialidade, constantes dos currículos do ensino de 1º e 2º graus, desde que possua formação específica, incluída a pedagógica, para o exercício do magistério nesses dois níveis de ensino.
§ 1º - Os técnicos de 2º grau das áreas de Arquitetura e de Engenharia Civil, na modalidade Edificações, poderão projetar e dirigir edificações de até 80m2 de área construída, que não constituam conjuntos residenciais, bem como realizar reformas, desde que não impliquem em estruturas de concreto armado ou metálica, e exercer a atividade de desenhista de sua especialidade.
§ 2º - Os técnicos em Eletrotécnica poderão projetar e dirigir instalações elétricas com demanda de energia de até 800 Kva, bem como exercer a atividade de desenhista de sua especialidade.
§ 3º - Os técnicos em Agrimensura terão as atribuições para a medição, demarcação de levantamentos topográficos, bem como projetar, conduzir e dirigir trabalhos topográficos, funcionar como perito em vistorias e arbitramentos relativos à agrimensura e exercer atividade de desenhista de sua especialidade. 3-Conclusão:
Conforme o Decreto 90.922/85, os Técnicos em Eletrotécnica poderão elaborar projetos e dirigir instalações elétricas com demanda de energia de até 800 KVA, bem como exercer a atividade de desenhista de sua especialidade, onde no meu entendimento, não poderá assinar projetos de média tensão..
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C-908/2015 ESCOLA SENAI ”CRUZEIRO”
Histórico:
Trata-se o presente processo do cadastramento e fixação de atribuições aos formandos nos anos letivos de 2010/2 a 2015/2 do Curso Técnico em eletromecânica da Escola SENAI “Cruzeiro” – Cruzeiro-SP A escola anexou ao processo os seguintes documentos:
- Cópia do dispositivo legal de autorização ou reconhecimento do curso ou da alteração de cadastro, cf. fls. 04 a 15.
- Plano de Curso, cf.fls. 18 a 49, organização curricular, cf. fls. 27 a 28 e ementas de disciplinas, cf. fls. 31 a 46.
- Relação nominal do corpo docente, com CREA e disciplinas que ministram, cf. fls. 58
- Declaração da unidade de supervisão do estabelecimento do Curso Técnico sobre o funcionamento regular da instituição de ensino com seu curso, cf. fls 16 e 17.
Parecer:
Considerando a Lei Federal nº 12.513 de 26/10/2011:
Art. 20. Os serviços nacionais de aprendizagem passam a integrar o sistema federal de ensino com autonomia para a criação e oferta de cursos e programas de educação profissional e tecnológica, mediante autorização do órgão colegiado superior respectivo departamento regional da entidade, resguardada a competência de supervisão e avaliação da União prevista no inciso IX do art. 9º da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996.
Considerando que o Curso possui carga horária total de 1500 horas, cf. fl. 17 e 28, e o curso não prevê a realização de estágio supervisionado, cf. f. 47.
Considerando a Lei Federal nº 5.524 de 05/11/1968. Considerando o Decreto Federal nº 90.922/85 Considerando o Decreto Feral n nº 4.560 de 2002. Considerando a Resolução nº 473/02 do CONFEA
Considerando a decisão Plenária PL-1333/2015 do CONFEA.
Considerando que a Resolução CONFEA nº 1040/2012, em seu art. 1º, suspendeu a aplicabilidade da Resolução CONFEA nº 1.010/2005 até dezembro de 2013, a Resolução CONFEA nº 1.051/2013 estendeu a suspensão até 31 de dezembro de 2014; e a Resolução CONFEA nº 1.062/2014 manteve a suspensão até 31 de dezembro de 2015 e ressaltando que na Reunião Ordinária nº 520 da CEEE, ocorrida em 28/06/2013, foi aprovado o entendimento de que os processos de ordem “C”, cujos exames de atribuições sejam referentes à modalidade elétrica, sejam instruídos com base nos normativos anteriores à Resolução nº 1.010/05 do CONFEA até que o Conselho Federal aprimore a Matriz do Conhecimento, o Anexo II da Resolução nº 1.010/05 e o software para implementação desta Resolução.
Voto:
1)Pelo cadastramento do Curso Técnico em Eletromecânica da Escola SENAI “Cruzeiro” – Cruzeiro-SP. 2)Conceder atribuições “do artigo 2º da Lei Federal nº 5.524, de 1968, do artigo 4º do Decreto Federal nº 90.922, de 1985, e do disposto no Decreto Federal nº 4.560, de 2002, circunscritas ao âmbito dos respectivos limites de sua formação” aos egressos de 2010/2 a 2015/2, com o título profissional de “Técnico(a) em Eletromecânica” (código 123-03-00 da Tabela de Títulos Profissionais do Sistema Confea/Crea).
RICARDO MASSASHI ABE
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Proposta Relator Processo/Interessado Nº de OrdemCurso: TÉCNICO EM ELETROMECANICA