3 IMPLEMENTAÇÃO DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS) DO BRASIL POR
3.2 SUS COMO FORMA DE GARANTIA DO DIREITO HUMANO À SAÚDE
Será abordada nessa seção o reconhecimento do direito à saúde por meio da implementação do SUS na década de 1990. O documento da Federação brasileira proporcionou atenção ao debate de aspectos relacionados à saúde, destacando em seu preâmbulo artigos deferidos ao comprometimento do Estado quanto à garantia do direito a cada indivíduo da sociedade, independente de raça ou religião tanto no âmbito nacional quanto no internacional e os mesmos deveriam ser prezados e praticados como prioridade estabelecida por meio das leis.
Para promover a análise do momento que o SUS foi realmente consolidado no Brasil será apresentada uma breve contextualização e principalmente as consequências que essa inovação da saúde pública proporcionou ao cidadão na conquista pela garantia de seu direito à saúde.
Para argumentar acerca desse tópico, apresentaremos o SUS como resposta a uma necessidade fundamental reproduzida dentro da sociedade, isto é, o direito humano à saúde.
Com isso, pode-se compreender que o direito à saúde assumiu maior proporção desde os debates realizados na 8° Conferência Nacional de Saúde22, que colocou a visibilidade do SUS no centro da política brasileira. Ao discursarmos sobre a colocação do direito à saúde dentro das diretrizes da política brasileira necessitamos entender tamanha dimensão do SUS como ator mobilizador de novas transformações no modelo de saúde do país.
A priori, para interpretar o Sistema Único de Saúde como ferramenta do direito humano à saúde, necessitou partir do pressuposto da consolidação do documento brasileiro da década de 1980, portanto, o mesmo será utilizado como suporte ao providenciarmos essa análise, lembrando como já foi citado no capítulo anterior, que o sistema de saúde pública brasileira trouxe a perspectiva da universalidade para dentro do modelo de saúde do Brasil. A Constituição Federal com as diretrizes na área da saúde está na Lei N° 8.080, de 19 de setembro de 1990:
A lei que regulamentou a CF foi a 8.080 que definiu, bem claramente, os objetivos do SUS: identificar e divulgar os condicionantes e determinantes da saúde; formular a política de saúde para promover os campos econômico e social, para diminuir o risco de agravos à saúde; fazer ações de saúde de promoção, proteção e recuperação integrando ações assistenciais e preventivas (CARVALHO, 2013, p. 11).
22De acordo com o Ministério da Saúde, a 8ª Conferência Nacional de Saúde, realizada entre 17 e 21 de março de 1986, foi um dos momentos mais importantes na definição do Sistema Único de Saúde (SUS) e debateu três temas principais: ‘A saúde como dever do Estado e direito do cidadão’, ‘A reformulação do Sistema Nacional de Saúde’
e ‘O financiamento setorial’. Para mais informações consultar o site a seguir:
https://conselho.saude.gov.br/ultimas-noticias-cns/592-8-conferencia-nacional-de-saude-quando-o-sus-ganhou-forma.
A Lei 8.08023 se tornou um marco essencial na construção de diretrizes voltadas as questões da saúde em específico, parte do documento de 1990 promoveu condições que disponibilizaram o acesso a saúde como um direito único e fundamental. Logo no Art. 1º da Lei, pode-se constar que o objetivo da mesma é regular no Brasil todas os procedimentos e funções que estejam relacionados a saúde, sejam eles conduzidos de forma individual ou coletiva, por índole fixa ou circunstancial, sendo promovido por pessoas naturais ou jurídicas de direito público ou privado (BRASIL, 1990).
A relação entre as propostas da década de 1980 e as ideias do governo, começaram a disponibilizar atenção específica a assuntos voltados a segurança e promoção da qualidade de vida a sociedade. A Constituição de 1988 foi elaborada com o propósito de executar o compromisso e a responsabilidade do Estado para com os direitos e deveres do cidadão, essa inclusão da sociedade na participação efetiva dos exercícios de seus direitos trouxe maior visibilidade a questões firmadas no bem-estar do ser humano, consequente vinculado ao direito à saúde. A Lei 8.080 da Constituição Federal destaca:
Art. 2º A saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o Estado prover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício. § 1º O dever do Estado de garantir a saúde consiste na formulação e execução de políticas econômicas e sociais que visem à redução de riscos de doenças e de outros agravos e no estabelecimento de condições que assegurem acesso universal e igualitário às ações e aos serviços para a sua promoção, proteção e recuperação. § 2º O dever do Estado não exclui o das pessoas, da família, das empresas e da sociedade (BRASIL,1990).
O Art. 198 que se vincula a Lei de 8.080 como foi apresentado, foram constituídos para assegurar por meio de políticas acessíveis o direito a saúde de maneira igualitária buscando sanar problemas que afetam a saúde do indivíduo, e da mesma forma a lei colocou em evidência as ações do SUS no Brasil. Para que cada cidadão tenha o pleno acesso as possibilidades de proteção e resguardo, os artigos da federação trouxeram de maneira estrutural a colocação de indispensabilidades para com o ser humano. A Constituição da República Federativa do Brasil evidenciou a importância do SUS quanto ao aprimoramento da qualidade de vida e da expectativa de vida, promovendo assim ao indivíduo segurança e liberdade.
A lei 8.080 que aponta os princípios e diretrizes do SUS, estabelecem por meio da Constituição Federal todos os fundamentos existentes no sistema de saúde pública e o que conduz sua prestação de serviços, sendo eles: universalidade de acesso, integralidade de assistência, preservação da autonomia, igualdade da assistência à saúde, direito a informação,
23Segundo informações do planalto, a lei fornece entendimento sobre condições voltadas à promoção, proteção e recuperação da saúde do indivíduo, juntamente ela dispõe do quesito de organização, funcionamento dos seus serviços e de outros fatores envolventes. Para mais informações consultar o site a seguir:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8080.htm.
utilização da epidemiologia para estabelecimento de prioridades, participação da comunidade, descentralização político - administrativa, integração a nível executivo, conjugação dos recursos financeiros, capacidade de resolução dos serviços em todos os níveis assistenciais, organização dos serviços públicos e pôr fim a organização do atendimento público especifico (BRASIL, 1990).
De acordo com o entendimento de Silva et al. (2010) a proposta do Sistema Único de Saúde (SUS) veio para possibilitar ao cidadão o acesso a prestação de atividades vinculadas a saúde, tendo o intuito maior de criar novas oportunidades de tornar o SUS como um sistema acessível a todo cidadão e sem nenhum tipo de distinção, isto é, uma sugestão que dispõe da prestação de ações médicas específicas. A abordagem do sistema coloca em práticas ações que exigiram do governo a organização de um financiamento próprio que sustentasse a gestão do sistema de maneira sistemática, sendo assim, as pessoas obteriam o acesso ao atendimento e leitos para internação caso se fizesse necessário.
De acordo com o Art. 5° da Lei de N° 8.080 de 1990, estão constituídos como objetivos do SUS; I conseguir descobrir e divulgar fatores condicionantes e determinantes da saúde; II a elaboração de um conjunto de políticas que visam possibilitar no âmbito econômico e social, aquilo que está exposto por meio § 1º do art. 2º desta lei e por fim promover atos que levem a promoção, proteção e recuperação da saúde por meio do auxílio oferecido a cada cidadão, promovendo de maneira integral a colaboração e procedimentos profiláticos (BRASIL, 1990).
É viável trazer à tona o processo democrático ao novo ordenamento da saúde do Brasil, isto é, o mesmo colaborou para incentivar a criação de novas leis e possibilitou a participação de diversos atores ao buscar promover serviços sobre a saúde. Por meio desse fator o ser humano passa a obter mais autonomia. Segundo o Ministério da Saúde (2011) é evidente as mudanças presentes no contexto da saúde brasileira, isto é, antes da consolidação do SUS o suporte para o atendimento da população se limitava somente à 30 milhões de cidadãos, todavia com as mudanças nas políticas de saúde esse número atingiu maior proporção chegando a 70 milhões.
O Sistema Único de Saúde se tornou um ator importante para saúde brasileira a partir da década de 1990, as iniciativas políticas e sociais eram concentradas no direito à saúde como forma de preservar a promoção, proteção e recuperação do bem estar do cidadão. “O Sistema Único de Saúde nasce num grande acordo entre conservadores e progressistas” (CARVALHO, 2013, p. 10). Um aspecto importante é a conquista que a proposta do SUS ofereceu na década de 1990, o momento se tornava propício para elaborar uma estrutura que fornecesse medicamentos e atendimento integral.
O SUS busca disponibilizar ao cidadão o acesso a todos os dados relacionados a saúde de modo geral, o intuito dessa iniciativa é que os usuários se informem sobre os atendimentos e os dados das ações e campanhas realizadas. Essas ações do SUS vem sendo aprimoradas desde 1999, de modo que forneça transparência quanto as questões do Ministério da Saúde. É necessário se atentar segundo o Ministério da Saúde (2011) em entender o SUS como grande aliado na promoção da justiça social e da mesma forma o papel que ele assume no desafio de sanar as desigualdades no atendimento e prevenção da saúde.
O processo de construção e adaptação do sistema foi composto inicialmente por uma organização hierarquizada, contando com a participação e apoio do Ministério da Saúde e Conselhos de Saúde, na qual assumem a responsabilidade de exercer seu poder público para fiscalizar e dar assistência à saúde no Brasil. Se analisarmos os anos seguintes à implementação do SUS, pode-se constar as mudanças significativas na saúde no país, esse processo de transição, tanto de suas políticas quanto de seus serviços foi um período essencial para consolidar seu ordenamento.
Além disso, para o acesso à dados e informações da saúde foi criada a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) recebendo característica como programa do Governo Federal que fornece essa relação do usuário por meio do compartilhamento de informações, e questões voltadas a Rede de Atenção à Saúde, no seu processo de desenvolvimento ela se tornou uma grande plataforma de alta disponibilidade, tornando a utilização dos dados de forma responsável, disponibilizando a abertura de serviços e pesquisas destinadas ao auxílio aos indivíduos (RNDS, [online]).
Para tratar de forma abrangente, utilizaremos São Paulo como exemplo de metrópole do Brasil no qual exige do sistema de saúde pública cautela em sua gestão, principalmente devido a sua quantidade populacional, visto que, isso condiz grande estrutura de atendimento. De acordo com as informações do DATASUS (2021a) como ano de referência 2005, os estabelecimentos por nível de atenção à população assumiram mais precisamente no município de São Paulo cerca de 17.801 em quantidade geral. Esses dados fornecidos colocam em pauta a expansão de postos de atendimento e à proporção que os mesmos assumiram em cada cidade do município, contribuindo na atenção as necessidades básicas da população.
Segundo Carvalho (2013) um dos objetivos e função do SUS é realizar atividades que comprometem diretamente a saúde do indivíduo, tudo aquilo que envolve questões da saúde.
Todos os princípios que sustentam o SUS são previstos no Art.7 como ferramenta para estabelecer as ações do SUS integrando as necessidades essenciais compostas no sistema social.
Art. 7º As ações e serviços públicos de saúde e os serviços privados contratados ou conveniados que integram o Sistema Único de Saúde (SUS), são desenvolvidos de acordo com as diretrizes previstas no art. 198 da Constituição Federal, obedecendo ainda aos seguintes princípios: I - universalidade de acesso aos serviços de saúde em todos os níveis de assistência; II - integralidade de assistência, entendida como conjunto articulado e contínuo das ações e serviços preventivos e curativos, individuais e coletivos, exigidos para cada caso em todos os níveis de complexidade do sistema; III - preservação da autonomia das pessoas na defesa de sua integridade física e moral (BRASIL, 1990).
O SUS não foi somente uma proposta inovadora para a sociedade, ele introduziu suporte ao direito humano à saúde dentro do âmbito social brasileiro, isto se fez possível devido a deferência aos direitos do cidadão que o documento da legislação trouxe nos anos 1988 e 1990.
A continuação das diretrizes presentes no art. 7 possibilita entendermos que as leis colocam em destaque a responsabilidade do estado e do sistema quanto a assistência por meio de seus serviços, respeitando os princípios e fundamentos em deferência ao ser humano.
Primeiramente, urge destacar os índices dos serviços de saúde disponibilizados aos cidadãos, esse atendimento se concentra em hospitais, postos de saúde, serviços de urgência, maternidade, centro de atenção Psicossocial, saúde bucal entre outros. O Brasil adquiriu referência quanto a condução de alguns programas de saúde, o que em boa parte dispõe do seu planejamento sistematizado. Segundo Araújo (2014) a cobertura de todos os serviços e ações do sistema apresentou recursos amplamente tecnológicos.
Outro ponto a trazer para esse estudo é a responsabilidade que o Brasil possui no quesito de transplantes de órgão, o fato é que ele se tornou referência no cenário internacional, de acordo com os dados, cerca de 96% de todos os procedimentos recebem respaldo do SUS por meio do financiamento, ele assume no ranking internacional a categoria de 2 maior transplantador, nesse quesito quem assume liderança na sua frente é os EUA, o interessante é a disponibilidade de atendimento que os pacientes recebem integralmente e de forma gratuita, incluindo todo o processo até então o transplante sendo tudo financiado pela rede pública de saúde (CONECTESUS, [online]a).
O SUS proporcionou atribuições positivas dentro da sociedade, reconhecendo o acesso integral ao atendimento e atenção médica tornando as leis acerca do direito humano à saúde mais acessíveis, isto é, o sistema público aproxima o cidadão da garantia desse direito, o que exige do próprio sistema a sistematização de novos meios de promoção e proteção à saúde desde sua criação. Por isso, quando apontamos as diretrizes do trabalho do sistema de saúde pública:
O SUS traz de forma inovadora uma tática de obtenção de um serviço de saúde para a população brasileira. Este sistema já pode ser compreendido como igualitário, já que oferece serviços de alta complexidade, como os transplantes de órgãos para o cidadão,
independentemente de sua posição social, raça e crença. Porém, percebemos que sua operacionalização precisa valorizar o conhecimento consensual dos grupos sociais que intenciona atender, ou seja, implementar programas a partir do conhecimento da população que se pretende cuidar (SILVA et al. , 2010, p. 1115).
As ações do SUS fornecidas por meio do atendimento hospitalar público estão alicerçadas no funcionamento a aprimoramento de cerca de 6.528 unidades de atendimento, sendo elas credenciadas, sua estrutura pode ser dividida em atores distintos, porém com o mesmo direcionamento, ou seja, essas unidades hospitalares podem ser classificadas em pública, privada e filantrópica (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2011). Insta frisar, destacar que o SUS conta com a participação e gestão do Ministério da Saúde, sendo o mesmo condutor de várias iniciativas e organizações referentes à saúde.
Enfatizar o desenvolvimento de suas funções determina o aprimoramento de seus setores, a ampliação dos postos de saúde e unidades hospitalares pode ser considerada um condicionante fundamental para atender a população de maneira eficiente.
O SUS constituiu a maior política de inclusão social da história de nosso país. Antes do SUS vigia um Tratado das Tordesilhas da saúde que separava quem portava a carteirinha do Inamps e que tinha acesso a uma assistência curativa razoável das grandes maiorias que eram atendidas por uma medicina simplificada na atenção primária à saúde e como indigentes na atenção hospitalar. O SUS rompeu essa divisão iníqua e fez da saúde um direito de todos e dever do Estado (MENDES, 2013, p. 28).
Assim como argumenta o autor na explicação acima, deve-se colocar as práticas do sistema como uma nova alternativa de cobertura universal, lembrando que são poucos países que possuem semelhanças do modelo de saúde brasileiro. “A instituição da cidadania sanitária pelo SUS incorporou, imediatamente, mais de cinquenta milhões de brasileiros como portadores de direitos à saúde” (MENDES, 2013, p. 28). A priori, poderíamos explicar o direito à saúde como um fator fundamental na sobrevivência do indivíduo, isto ainda sim seria um fato verídico, todavia a forma como se estabelece esse direito na sociedade é um ponto essencial nessa discussão, isto é, o SUS reafirmou normas do direito humano à saúde promovidas em 1988 e consolidadas em 1990.
Desde 1988 as campanhas de imunização vêm tomando maior proporção no cenário nacional, dados estatísticos revelam esse crescente número. Após 10 anos da implementação do Sistema Único de Saúde (SUS) as campanhas de prevenção por meio de vacinações tem sido um dos projetos essenciais de financiamento investido na saúde pública do Brasil. Para explicar essas mudanças no ordenamento dos serviços quanto a vacinações e etc, o Banco de dados do Sistema Único de Saúde fornece inúmeras informações desde 1990 das ações do sistema.
Com isso, para apresentar essas diretrizes, utilizaremos de duas tabelas, um dos anos 2000 e outra atualizada para 2019. O intuito de expor estatísticas de 2000 quanto as campanhas de imunizações no Brasil, se tornam necessárias devido ao fato de se ter passado 10 anos da implementação do SUS na sociedade, sendo assim é possível notar os atenção e investimentos realizados em campanhas e programas voltados a aplicação de vacinas. Logo, trata-se na tabela atualizada de 2019 o alcance que as imunizações tem atingido ao decorrer dos anos. Portanto, é possível notar que os números ao longo dos anos reduziram em larga escala, a justificava maior talvez seria ausência de investimentos no sistema e dificuldades de atentar a população, que cresceu substancialmente durante esse período.
Tabela 1. Imunizações - Doses Aplicadas – Brasil- Ano de 2000
Região Doses_aplicadas
Total 181.268.791
1 Região Norte 20.288.386
2 Região Nordeste 55.250.045
3 Região Sudeste 67.054.320
4 Região Sul 21.352.073
5 Região Centro-Oeste 17.323.967
Fonte: Reproduzida pelo DATASUS (2021b), com base no Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI/CGPNI/DEIDT/SVS/MS).
Tabela 2. Imunizações - Doses Aplicadas – Brasil- Ano de 2019
Região Doses_aplicadas
Total 108.886.698
1 Região Norte 10.345.956
2 Região Nordeste 27.092.399
3 Região Sudeste 45.147.077
4 Região Sul 18.119.931
5 Região Centro-Oeste 8.181.335
Fonte: Reproduzida pelo DATASUS (2021c), com base no Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI/CGPNI/DEIDT/SVS/MS).
De acordo com os dados acima fornecidos pelo DATASUS (2021b), com referência no ano de 2000, a porcentagem maior de doses aplicadas se concentra na região sudoeste. Visto que, por meio desse fator, a região com maior predominância é composta por 4 estados, sendo um deles São Paulo, que possui uma elevada porcentagem populacional. Esse trabalho do SUS para com a imunização adotou uma visão estratégica ao por meio de fiscalizações e conscientização para com a prevenção de agravos a saúde da população. Para argumentar sobre essa questão da imunização podemos apresentar a perspectiva de Berlinguer (1999) as ameaças que surgem no mundo destacam que doenças e epidemias não se limitam a países específicos, elas excedem fronteiras. Por isso, o processo de imunização deve ser encarado como prioridade do Estado, sendo assim, o SUS assume parte dessa responsabilidade.
Essas informações sistematizadas pelo Banco de Dados do Sistema Único de Saúde conseguem contabilizar por meio de tabelas, taxas e dados específicos, a proporção e o alcance dos serviços da saúde pública do país, lembrando que essas pesquisas podem ser refinadas por regiões ou cidades. A iniciativa quanto aos dados do SUS fica disponível para qualquer indivíduo por meio do site do DATASUS. Enfatizar o desenvolvimento de suas funções determina o aprimoramento de seus setores, a ampliação dos postos de saúde e unidades hospitalares pode ser considerada um condicionante fundamental para atender a população de maneira eficiente.
O SUS constituiu a maior política de inclusão social da história de nosso país. Antes do SUS vigia um Tratado das Tordesilhas da saúde que separava quem portava a
O SUS constituiu a maior política de inclusão social da história de nosso país. Antes do SUS vigia um Tratado das Tordesilhas da saúde que separava quem portava a