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Tribunal de Contas

SUSPENSA NA SESSÃO ANT ERIOR, NOS TERMOS DOS ARTIGOS 152 E 154, PARÁGRAFO

ÚNICO, DO REGIMENTO INTERNO, passou-se à parte de JULGAM ENTO E APRECIAÇÃO DE PROCESSOS NOS TERMOS DO ARTIGO 170 DO REG IM ENTO INTERNO - O Conselheiro ROCHILM ER M ELLO DA ROCHA relatou os seguintes processos: PROCESSO Nº 4025/04 - Interessada: Secretaria de Estado da Educação – As sunto: Tomada de Contas Especial – Responsáveis: Glicério Bitencourt Queiroz - ex- Chefe da Representação de Ensino de Alta Floresta do Oeste, Sandra Maria Veloso Carrijo Marques, César Licório e Ednaldo da Silva Lustoza – ex- Secretários de Estado da SEDUC. Voto: “I – Julgar irregular a Tomada de Contas Especial nº 29/2004, da Secretaria de Estado da Educação - SEDUC, instaurada para apurar prováveis irregularidades ocorridas no repasse de recursos do PROAFI a título de Suprimento de Fundos, durante o exercício de 2004, de responsabilidade do Senhor Glicério Bitencourt Queiroz, em decorrência de graves infrações às normas legais e regulamentares, em ofensa aos princípios constitucionais da legalidade, moralidade e eficiência, causando dano ao erário, nos termos do artigo 16, III, letras “b” e “c”da Lei Complementar n° 154/96; II - Considerar ilegal e imputar responsabilidade ao Senhor Glicério Bitencourt Queiroz, no valor de R$ 3.885,95 (três mil, oitocentos e oitenta e cinco reais e noventa e cinco centavos), pela prática de ato lesivo ao erário estadual, infringindo os artigos 62 e 63 da Lei Federal nº 4.320/64, por não comprovar a liquidação de despesa, e artigo 16, III, “b” e “c” da Lei Complementar Estadual nº 154/96, em razão do mau uso do dinheiro público e de ato de ges tão antieconômico; III - Multar em R$ 2.500,00 (dois mil e quinhentos reais) o Senhor Glicério Bitencourt Queiroz, pela prática de atos de gestão ilegais e ilegítimos e dano causado ao erário, fixando o prazo de 15 (quinze) dias, a contar da publicação deste Acórdão no Diário Oficial do Estado, para que o responsável recolha à conta do Fundo de Desenvolvimento Institucional do Tribunal de Contas a multa aplicada neste item, de acordo com o artigo 3°, III, da Lei Complementar n° 194/97, devendo o valor ser atualizado, nos termos do artigo 56 da Lei Complementar nº 154/96, fic ando, desde já, autorizada a expedição de Título Executório, caso o responsável em débito não ef etue o s eu recolhimento, nos termos do artigo 36, II, do

Regimento Interno; IV – D eterminar ao atual Secretário de Estado da Educação que se abstenha de conceder suprimentos de fundos para execução de despesas que possam submeter-se ao regime ordinário de aplicação; V – Determinar que, após o cumprimento das determinações e do recolhimento da multa, seja o presente processo apensado à Prestação de Contas da Secretaria de Estado da Educ ação – SEDUC, exercício de 2004; VI - Sobrestar os autos na Procuradoria Geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas, para acompanhamento do feito”. Submetido à discussão, o C onselheiro EDILSON DE SOUSA SILVA apresentou Declaração de Voto nos seguintes termos: “Senhor Presidente, Eminentes Conselheiros, Digno Representante do Ministério Público de Contas. De antemão quero dizer que acompanho o venerando Voto de Sua Excelência, o nobre Relator, Conselheiro ROCHILMER MELLO DA ROCHA. Todavia, o faço com fundamento em outras razões a seguir deduzidas, que contrastam com o entendimento, em particular, do Procurador do Órgão Ministerial, o Dr. PAULO CURI NETO, que exarou o r. parecer acostados aos autos. Lamento que Sua Excelência não esteja aqui presente para o salutar exercício da divergência de entendimentos, que considero o caminho nec essário para a construção e o aperfeiçoamento das decisões, sejam elas quais forem. Somente a decis ão submetida ao crivo do debate, tem a propriedade de se aproximar da perfeição. Considero que o ilustre Representante do parquet de Contas andou muito bem ao argüir a irregularidade na concessão do adiantamento, também denominado suprimento de fundo, vez que tal proceder refoge dos requisitos e limites previstos nos artigos 1º e 10 do Decreto Estadual n° 9.034/00, assim como do artigo 68 da Lei Federal n° 4.320/64. O Decreto Estadual n° 9.034/00, em seu artigo 1°, enuncia que: Artigo 1º - As despesas que, por motivos excepcionais, ou por sua natureza, não possam se subordinar ao processamento normal, poderão ser atendidas pelo regime de adiantamento. Mais adiante, o art. 10 do mesmo diploma, assim estabelece: Art. 10 - O adiantamento será c oncedido a um único responsável no valor limite de R$ 2.000,00 (dois mil reais). Por sua vez, o art. 68 da Lei Federal n° 4.320/64, preceitua que: Art. 68. O regime de adiantamento é aplicável aos casos de despesas expressamente definidos em lei e consiste na entrega de numerário a servidor, sempre precedida de empenho na dotação própria para o fim de realizar. Em sentido inverso, o Decreto Estadual n° 9.108/00, que alterou o D ecreto n° 8.793/99 (instituidor do PROAFI – Programa de Financiamento pelo qual os recursos foram repassados), prevê a adoção de suprimento de fundos ao tempo em que fixa o limite de R$ 5.000,00 (cinco mil reais). De ver- se, portanto, que o Decreto n° 9.108/00 (PROAFI) colide frontalmente com o Decreto n° 9.034/00 (regulamenta o Suprimento de Fundo na Administração Pública Estadual), bem assim com a Lei Federal n° 4.320/64, por não observar a natureza das despesas quanto aos requisitos de excepcionalidade, precariedade e pequena monta. Ass im s endo, tendo em vista o c onflito de regramentos (Decretos 9.034/00 e 9.108/00), a boa técnica hermenêutica sugere que nesse caso um deles seja afastado, dando-se prevalência a outro. Logo, deve ser garantida a premência do Decreto n° 9.034/00 (regulamentador do suprimento de fundos), em razão de se encontrar devidamente adequado aos postulados da Lei Federal n° 4.320/ 64. Esta é, portanto, a razão de fundamento que, datíssima máxima vênia, considero ensejadora da reprovação da Tomada de Contas Especial, segundo

os termos do art. 16, inciso III, alínea “b”, da Lei Complementar n° 154/96, qual seja, “prática de ato de gestão ilegal, ilegítimo, antieconômico ou infração à norma legal de natureza contábil, f inanceira, orçamentária, operacional ou patrimonial”, posto que o procedimento do repasse deu-se via regime de adiantamento, quando deveria ser efetuado pelo regime ordinário, além do que extrapolou os limites máximos, em ofensa aos arts. 1° e 10 do Decreto Estadual n° 9.034/00 e ao art. 68 Lei Federal n° 4.320/64. Por outro lado, quanto as razões de fundamento lanç adas pelo Repres entante do Ministério Público relativas às despesas executadas sem a devida liquidação, peço vênia para tecer as seguintes considerações. Pois bem. No Voto do douto Relator, consta compilado a seguinte assertiva do Órgão Ministerial, verbis: ...No que tange à falta de comprovação da liquidação da despesa com combustível e demais aquisições realizadas, há se anuir ao entendimento técnico. Releve-se que a apresentação de nota fiscal, embora aposta de certificação, não consubstancia, por si só, prova inequívoca da liquidação da despesa, mormente quando há necessidade de informações outras que corroborem a entrega do bem adquirido. A controvérsia gira em torno da rejeição das Notas Fiscais pelo Corpo T écnico, em que pese se encontrarem devidamente c ertificadas. E prossegue o Parquet de Contas: ...Em outros termos, o documento fiscal não faz surgir, de per si, a presunção absoluta da liquidação da despesa, devendo o gestor sempre que requerido, principalmente pelos órgãos de controle, apresentar documentos outros que enunciem a entrega ou a realização do objeto contratado. Caso contrário, será instado a ressarcir o erário. O consagrado doutrinador Heraldo da Costa Reis, em sua obra “Lei 4.320 comentada”, a propósito da liquidação da despesa (arts. 62 e 63), tece os seguintes comentários: ...Trata-se de verificar o direito do credor ao pagamento, isto é, verificar se o implemento de condições foi cumprido. Isto se faz com base em títulos e documentos. Muito bem, mas há um ponto central a considerar: é a verificação objetiva do cumprimento contratual. O documento é apenas um aspecto formal da processualística. A fase de liquidação deve comportar a verificação in loco do cumprimento da obrigação por parte do contratante. Foi a obra, por exemplo, construída dentro das especificações contratadas? Foi o material entregue dentro das especificações estabelecidas no edital de concorrência ou de outra forma de licitação? Foi o serviço executado dentro das especif icaç ões? O imóvel entregue corresponde ao pedido? E assim por diante. Trata- se de uma espécie de auditoria de obras e serviços, a fim de evitar obras e serviços fantasmas. Este aspecto da liquidação é da mais transcendente importância no caso das subvenções, exatamente para evitar o pagamento de subvenções e auxílios a entidades inexis tentes. O documento de liquidação, portanto, deve ref letir a realidade subjetiva. Veja-se, portanto, como, aliás, bem dito pelo Ministério Público de Contas, que a Nota Fiscal não possui a propriedade de indicar com precisão se a despesa foi efetivamente liquidada. Para que es sa afirmativa prospere, nec essário se f az complementá-la com elementos materiais, fáticos, com força probante suficiente. Não se tem notícia que tais elementos não constem dos autos. O Corpo Técnico, com respaldo do Órgão Ministerial, invoca o instituto da inversão do ônus da prova para transferir ao gestor a responsabilidade de comprovar a liquidação da despesa, postulado esse adotado na Administração Pública. A meu sentir, não se trata de inversão ao ônus da prova. Para

que seja instaurado a “inversão” deve, antes de tudo, haver uma propositura (uma tese) efetiva, concreta, afirmando-se peremptoriamente que não houve a liquidação da despesa. Essa propositura deve ser calcada em elementos fáticos para que a parte adversa (o responsável) tenha condições de contra-argumentar (aí opera-se a inversão) e, por conseguinte, venha aos autos comprovar que de fato aquela afirmação contra si era falsa. No caso concreto, o autor da propositura (Corpo Técnico) negou-se a rec onhecer o elemento fático apresentado pelo gestor (N ota Fisc al) no cumprimento do ônus da prova. Então, baseado tão-somente na sua intelecção, o Corpo Técnico constr uiu sua tese, porém des provida de elementos. Ressalte-se que não se disse o porquê da rejeição da Nota Fiscal. Isso não foi enfrentado. O direito não tolera, não admite ilação ou conjectura. Na hipótese ventilada, o gestor apresentou como prova da liquidação da despesa o documento pertinente, qual seja, a Nota Fiscal. Assim, foi dado cumprimento ao dever de prestar contas da efetividade da despesa. A partir do momento em que o Corpo Técnico descartou a Nota Fiscal, além de dizer das razões, deveria, ao menos, se municiar de indícios que apontassem na direção do seu entendimento, isto é, fazer constatação “in loco” no cenário da irregularidade (como manda a Lei n° 4.320/64). Deveria juntar aos autos documentos de entrada e saída (controle) do combustível, tais como requisições, mapas de controle, ou, ainda, em sentido extremado, coligir prova testemunhal. De modo que o gestor pudesse efetivamente se defender. Tudo isso o Corpo Técnico deveria ter promovido com a finalidade de afastar a veracidade ideológica presumida que opera em f avor dos documentos . De tudo e por tudo exposto, acompanho o bem lançado Voto do preclaro Relator, no tocante à irregularidade da presente Tomada de Contas Especial, por infringência aos arts. 1° e 10 do Decreto Estadual n° 9.034/00 e ao art. 68 Lei Federal n° 4.320/64. Por outro lado, declino de lhe acompanhar a cominação por ausência de liquidação das despesas por não vis lumbrar elementos de convicção para tanto, motivo pelo qual considero deva ser excluído o respectivo débito, mantendo-se, de outro tanto, a multa. Da forma como está enunciada a cominação, tem-se a nítida idéia (equivocada) que, de forma inequívoca, os materiais não f oram entregues e, portanto, o gestor desviou recursos em favor de terceiros. Os elementos coligidos aos autos não sinalizam nessa direção. Sugiro, a propósito, que seja oficiado à Secretaria Estadual de Educação que se abstenha de efetuar repasses por conta do PROAFI via regime de adiantamento, por se tratar de despesa típica de regime ordinário, nos termos dos arts. 1° e 10 do Decreto Estadual n° 9.034/00 e ao art. 68 Lei Federal n° 4.320/64. É como Voto”. Ato contínuo, o Procurador Geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas KAZ UNARI NAKASHIM A requereu vistas dos autos nos termos do artigo 147, do Regimento Interno desta Corte. PROCESSO Nº 0506/02 - (Apensos Processos nºs 465/96 e 1337/00) - Interessado: Município de Porto Velho - As sunto: Tomada de Contas Especial – Responsáveis: José Alves Vieira Guedes – ex- Prefeito e Conceição Nascimento Collins – ex- Diretora do Departamento de Recursos Humanos da Prefeitura Municipal de Porto Velho. Voto: “Julgar prejudicada a Tomada de Contas Especial instaurada pela Prefeitura do Município de Porto Velho, quanto ao mérito e, por via de conseqüência, determinar o arquivamento dos autos, após os trâmites legais, dando-se ciência desta decisão aos interessados”. Submetido à discussão e, em seguida, à votação, o

Conselheiro EDILSON DE SOUSA SILVA declarou- se impedido na forma do artigo 134, inciso V, do Código de Processo Civil; os demais Conselheiros acompanharam o Relator na íntegra. Assim, o Plenário, por UNANIMIDADE de votos, decidiu nos termos do Relatório e Voto apresentados pelo Relator. O Conselheiro ROCHILMER MELLO DA ROCHA solicitou a retirada de pauta, que foi deferida, do PROCESSO Nº 5208/05 - Interessada: Fazenda Pública Estadual – Assunto: Denúncia – Termo de reconhecimento e homologação de débito. O Conselheiro EDILSON DE SOUSA SILVA relatou o PROCESSO Nº 1958/08 – Interessado: Tribunal de Contas do Estado de Rondônia - Assunto: Denúncia - Pagamentos de Passagens e Diárias a Vereadores do Município de Porto Velho – R esponsável: Vereador Hermínio Coelho e Outros. Voto: “I – Conhecer da denúncia por preencher os requisitos regimentais de admissibilidade na forma do artigo 80 para, no mérito, julgá-la parcialmente procedente e, posteriormente, arquivá-la, em r azão da restituição aos cofres municipais do valor pago indevidamente ao vereador Alan Queiroz; II – Dar conhecimento aos interessados do inteiro teor deste Acórdão; III – Arquivar os autos, após os trâmites legais”. Submetido à discussão e, em seguida, à votação, o Plenário, por UNANIMIDADE de votos, decidiu nos termos do Relatório e Voto apresentados pelo Relator. O Conselheiro EDILSON DE SOUSA SILVA solicitou a retirada de pauta, que foi deferida, dos seguintes processos: PROCESSO Nº 0551/92 – Interessado: Enio dos Santos Pinheiro - CPF Nº 004.152.438-15 - Origem: Estado de Rondônia – Assunto: Pensão Especial de Ex- Governador e PROCESSO Nº 3961/07 (Processo de Origem nº 1156/2006; Apensos nºs 982/05, 1936/05, 2433/05, 2977/05, 3307/05, 4020/05, 4079/ 05, 4978/05, 5650/05, 4075/05, 6213/05; 343/06, 084/06, 714/06) – Interessado: Câmara do Município de Nova União - Assunto: Prestação de Contas – Exercício de 2005 - Recurso de Reconsideração ao Acórdão Nº 56/07 - 1ª Câmara – Recorrente: Lúcio Vitorino de Oliveira - CPF Nº 105.331.926-68 - Relator Originário: Conselheiro Valdivino Crispim de Souza. O Conselheiro VALDIVINO CRISPIM DE SOUZ A relatou os seguintes proc essos: PROCESSO Nº 0740/09 – Interessada: Helma Santana Amorim –Assunto: Parcelamento de Débito referente ao Processo nº 2720/05 – Acórdão nº 174/07 – 1ª Câmara. Voto: “I - Conc eder o parcelamento requerido pela Senhora HELMA SANTANA AMORIM, CPF nº. 557.668.035-91, RG nº. 1.867.629-SSP/DF, da multa de R$ 1.250,00 (um mil e duzentos e cinqüenta reais), imputada por meio do Acórdão nº. 174/2007-1ª CÂMARA, em seu item II, que c om a atualização perfaz a importância de R$ 1.409,35 (um mil, quatrocentos e nove reais e trinta e cinco centavos) em 04 (quatro) parcelas consecutivas no valor de R$ 352,34 (trezentos e cinqüenta e dois reais e trinta e quatro centavos), as quais serão corrigidas até o efetivo recolhimento, alertando-a de que a falta de recolhimento de qualquer das parcelas implicará no vencimento antecipado do saldo devedor na forma do artigo 16 da Lei Complementar nº. 194/97, combinado com o artigo 34 do Regimento Interno desta Corte; II - Determinar vencível no prazo de 15 (quinze) dias, a contar da publicação desta Decisão no Diário Oficial do Estado, a primeira parcela, e as parcelas subsequentes vencíveis a cada 30 (trinta) dias do vencimento da primeira, devendo a interessada efetuar o recolhimento à conta do Fundo de Desenvolvimento Institucional do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia, nos termos do artigo 3º, III, da Lei Complementar nº. 194/97, enc aminhando, após cada pagamento, os

comprovantes dos recolhimentos a esta Corte para posterior baixa de responsabilidade, consoante artigo 31, III, alínea “a”, do Regimento Interno desta Corte; III - Determinar desde já que decorrido o prazo fixado para o recolhimento no item I, na forma prevista no item II, e não cumprida a decisão acordada, fica autorizada a cobrança judicial no valor integral da dívida, nos termos do inciso II do artigo 36 do Regimento Interno desta Corte; IV - Dar conhecimento desta Decisão à interessada; V - Sobrestar os autos na Procuradoria Geral do Ministério Público junto a este Tribunal de Contas, para que seja dado cumprimento a presente Decisão”. Submetido à discussão e, em seguida, à votação, o Plenário, por UNANIMIDADE de votos, decidiu nos termos do Relatório e Voto apresentados pelo Relator. PROCESSO Nº 0741/09 – Interessada: Helma Santana Amorim Assunto: Parcelamento de Débito referente ao Processo nº 2721/05 – Acórdão nº 175/07 – 1ª Câmara. Voto: “I - Conceder o parcelamento requerido pela Senhora HELMA SANTANA AMORIM, CPF nº. 557.668.035-91, RG nº. 1.867.629-SSP/DF, da multa de R$ 1.250,00 (um mil e duzentos e cinqüenta reais), imputada por meio do Acórdão nº. 175/2007-1ª CÂMARA, em seu item II, que c om a atualização perfaz a importância de R$ 1.409,35 (um mil, quatrocentos e nove reais e trinta e cinco centavos) em 04 (quatro) parcelas consecutivas no valor de R$ 352,34 (trezentos e cinqüenta e dois reais e trinta e quatro centavos), as quais serão corrigidas até o efetivo recolhimento, alertando-a de que a falta de recolhimento de qualquer das parcelas implicará no vencimento antecipado do saldo devedor na forma do artigo 16 da Lei Complementar nº. 194/97, combinado com o artigo 34 do Regimento Interno desta Corte; II - Determinar vencível no prazo de 15 (quinze) dias, a contar da publicação desta Decisão no Diário Oficial do Estado, a primeira parcela, e as parcelas subsequentes vencíveis a cada 30 (trinta) dias do vencimento da primeira, devendo a interessada efetuar o recolhimento à conta do Fundo de Desenvolvimento Institucional do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia, nos termos do artigo 3º, III, da Lei Complementar nº. 194/97, enc aminhando, após cada pagamento, os comprovantes dos recolhimentos a esta Corte para posterior baixa de responsabilidade, consoante artigo 31, III, alínea “a”, do Regimento Interno desta Corte; III - Determinar desde já que decorrido o prazo fixado para o recolhimento no item I, na forma prevista no item II, e não cumprida a decisão acordada, fica autorizada a cobrança judicial no valor integral da dívida, nos termos do inciso II do artigo 36 do Regimento Interno desta Corte; IV - Dar conhecimento desta Decisão à interessada; V - Sobrestar os autos na Procuradoria Geral do Ministério Público junto a este Tribunal de Contas, para que seja dado cumprimento a presente Decisão”. Submetido à discussão e, em seguida, à votação, o Plenário, por UNANIMIDADE de votos, decidiu nos termos do Relatório e Voto apresentados pelo Relator. Após o relato, o Cons elheiro VALDIVINO CRISPIM DE SOUZA manifestou-se nos seguintes termos: “Senhor Presidente, Senhores Conselheiros, Senhor Procurador. De forma bastante simples eu peço, inicialmente, cinco minutos, para contar uma história. Sei que não é o momento mas se Vossa Excelência me concede, eu fico bas tante feliz. Não tenho nenhuma pretensão, pois aprendo aqui a cada dia. Eu acordo muito cedo para ver os processos e tento me esforçar para compreender a vida da Lei do Direito na sua amplitude muito complexa e muito aprendo. Tendo que a todo o momento trazer do complexo ao simples e assim podendo ser bastante claro nos

meus julgamentos a respeito do nosso atributo. Eu pensava em uma história onde existe um país, e nesse país tinha um reinado e nesse reinado imperava uma rainha essa rainha tinha guardiões e essa Rainha ela era muito justa o nome dela era justiça. E os guardiões dessa justiça são rigorosas e protegem a rainha a qualquer preço. Os guardiões são chamados desembargadores. Essa rainha é casada e nesse país em que reina o marido chama- se interesse público. E o interesse público também tem guardiões o nome deles são Conselheiros. Penso que esses Conselheiros protegem o marido da rainha, que é casada e tem filhos, bastantes filhos e chamam-se moralidade, efic iênc ia, economicidade e ética. Mas esses filhos que vem exercendo nesse reinado as suas funções de vez em quando eles vêm sendo atingidos aí os guardiões desses filhos do Interesse Público e da Justiça eles apresentam os argumentos de proteção ao Interesse Público que é o Rei eles protegem o Rei. Gostaria de externar com toda a simplicidade de que em um reinado nos não fazemos a Justiça nos só fazemos a proteção do Rei. A Justiça aquela senhora tem guardiões diferentes, que de vez em quando, ela muito brava vem e puxa a orelha do Interesse Público, que é o marido dela e diz: “você errou você não protegeu os nossos filhos”. Esses filhos s ão os nossos pr incípios, ou s eja, não protegeu direito. Se desbordou mas ela tem que ver agora se um de vocês com medo dela e não proteger ou de alguma pretensão em nome da Justiça eu já convivi exacerbadamente com os filhos