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Capítulo III – A Avaliação da Sustentabilidade “Buildings are our third skin As our ancestors moved north

3.3. Definição de critérios de avaliação para a sustentabilidade dos edifícios

3.3.10. Sustentabilidade cultural, económica e social

O sistema de avaliação SBTool é o único que apresenta indicadores nesta área, os quais não são compatíveis com as áreas definidas anteriormente. Desta forma, apresenta-se na Tabela 27 os indicadores avaliados para a área definida como sustentabilidade cultural, económica e social.

A sustentabilidade é um tema transversal e o seu conceito assenta na necessidade de coordenar diversas abordagens o que traduz a complexidade da sua implementação. Os critérios ambientais são preponderantes devido ao impacto resultante do processo de construção, no entanto é fundamental que se analisem algumas questões relacionadas com estratégias de projecto que incidem na dinâmica social, cultural e económica da

SBTool07 LEED - New Buildings LEED - Existing Buildings BREEAM - Ecohomes BREEAM EcoHomes XB

Existing housing LiderA

Qualidade do serviço / Aspectos

sociais e económicos Gestão Gestão

Ambiente interior / Durabilidade e acessibilidade

Segurança durante o funcionamento

Guia do utilizador da habitação - definição do desempenho ambiental e informação relacionada com o local e entorno

Políticas energéticas - políticas documentadas e comunicadas, adoptadas ao mais alto nível de gestão, existência de um responsável local, compromisso com a redução de consumo, emissões e consciencialização, monitorização anual das emissões de CO2 com um objectivo definido

Controlabilidade

Manutenção das funções principais do edifício durante interrupções do fornecimento de energia

Considerações do constructor - demonstração dos princípios das boas práticas da construção aplicados

Controlabilidade

Funcionalidade e eficiência Durabilidade

Eficiência espacial Adaptabilidade

Eficiência volumétrica Durabilidade

Controlabilidade Acessibilidade

Disponibilidade de um sistema de gestão e controlo eficiente

Acessibilidade a pessoas portadoras de deficiências Capacidade de operação parcial do

sistema técnico

Acessibilidade e interacção com a comunidades Grau de controlo sobre os sistemas

de iluminação em espaços não- residenciais

Grau de controlo pelos utentes dos sistemas técnicos

Flexibilidade e adaptabilidade Possibilidade de modificação dos sistemas técnicos

Adaptabilidade aos constrangimentos impostos pela estrutura

Adpatabilidade aos constrangimentos impostos pela altura de piso a piso Adaptabilidade aos constrangimentos impostos pela envolvente do edifício e sistemas técnicos

Adaptabilidade a alterações da fonte de energia

Manutenção do desempenho na utilização

Indicações de utilização para maximizar o desempenho Aspectos sociais Acessibilidade de deficientes

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área em estudo. Neste sentido, esta área é necessária e deve ser analisada no contexto do planeamento urbano visto que tem um impacto directo na estrutura envolvente e no próprio edifício, além de estar relacionado com a vivência da comunidade e a sua memória cultural.

Tabela 27. Aspectos económicos e culturais do sistema SBTool

Custos e economia

F2.1 Minimizar o custo do ciclo de vida F2.2 Minimizar o custo de construção

F2.3 Minimizar os custos de utilização e manutenção F2.4 Custos associados ao aluguer ou compra de habitações F2.5 Apoio a economia local

F2.6 N.A. Aspectos culturais Cultura e património

G1.1 Relacionamento entre o edifício e a estrutura urbana existente G1.2 Compatibilidade entre o planeamento urbano e os valores culturais

locais

G1.3 Manutenção do valor do património existente

3.3.11. Síntese

O trabalho efectuado permite concluir que a avaliação da sustentabilidade em áreas existentes, nomeadamente em áreas sensíveis da malha urbana, como as zonas históricas que configuram um importante património cultural e arquitectónico, com características específicas nomeadamente relacionadas com os padrões de construção, carece de uma ferramenta de avaliação adequada as necessidades de intervenção nestas áreas.

A utilização de alguns dos sistemas apresentados são morosos e inadequados à realidade destas áreas, com a aplicação de critérios que não possuem aplicabilidade ou reflectem os verdadeiros interesses do ponto de vista sustentável.

Os sistemas adaptados a áreas existentes apresentados envolvem características intrínsecas aos países que os propõem, com realidades adversas e descontextualizadas da realidade portuguesa. A adaptação destes sistemas poderia resultar na incoerência da aplicação, com sistemas de avaliação vocacionados para outros lugares, com problemáticas, características e sistemas de construção, realidade social, económica e cultural própria.

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Tendo em consideração que este trabalho está vocacionado para a análise da sustentabilidade nos processos de reabilitação, o que pressupõe uma reflexão sobre o ambiente construído, mais especificamente sobre as áreas históricas das cidades portuguesas, é manifestamente importante a ponderação sobre factores relacionados com o valor histórico, cultural, social, a memória de um povo e as suas características. Neste contexto podemos concluir da necessidade de construção de uma ferramenta de análise e avaliação que tenha condições de reflectir o que se pretende das áreas consolidadas do tecido urbano, com o objectivo de devolvê-lo à malha urbana como parte integrante da mesma.

3.4.

Estratégias de intervenção em zonas históricas

3.4.1. Introdução

Através das conclusões anteriores e da necessidade de criação de um sistema de avaliação, além do conhecimento sobre as áreas, parâmetros e critérios de avaliação existentes que possam contribuir para a sustentabilidade nos processos de reabilitação das áreas históricas, é necessário conhecer os objectivos e estratégias de reabilitação urbana que têm sido implementados no sentido de fazer convergir os critérios de avaliação e as estratégias de reabilitação (Figura 19).

Figura 19. Informação necessária à criação de um sistema de avaliação

O ponto seguinte apresenta uma breve resenha sobre a evolução da reabilitação urbana a nível global e serão apresentadas, de forma sucinta, algumas estratégias de intervenção em áreas urbanas tradicionais das principais cidades portuguesas para que se possam analisar os princípios e prioridades utilizadas, assim como as potencialidades exploradas para aumentar o seu valor do ponto de vista patrimonial, social, cultural e ambiental. Sistema de avaliação da sustentabilidade nos processos de reabilitação Sistemas de avaliação da sustentabilidade – parâmetros e critérios de avaliação

Objectivos e estratégias para a reabilitação urbana

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