Sofia Correia1, Alice Vilela2, Filipa Queirós3, Ivo Oliveira4, Ana Paula Silva5 & Berta Gonçalves6
1 Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), Centro de Investigação e Tecnologias
Agroambientais e Biológicas (CITAB), Quinta de Prados, 5000-801 Vila Real, Portugal. E-mail: [email protected]
2 Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), Departamento de Biologia e Ambiente,
Centro de Genómica e Biotecnologia / Instituto de Biotecnologia e Bioengenharia (CGB-IBB), Quinta de Prados, 5000-801 Vila Real, Portugal. E-mail: [email protected]
3 Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), Quinta de Prados, 5000-801 Vila Real,
Portugal. E-mail: [email protected]
4 Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), Quinta de Prados, 5000-801 Vila Real,
Portugal. E-mail: [email protected]
5 Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), Departamento de Agronomia, Centro de
Investigação e Tecnologias Agroambientais e Biológicas (CITAB), Quinta de Prados, 5000-801 Vila Real, Portugal. E-mail: [email protected]
6 Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), Departamento de Biologia e Ambiente,
Centro de Investigação e Tecnologias Agroambientais e Biológicas (CITAB), Quinta de Prados, 5000- 801 Vila Real, Portugal. E-mail: [email protected]
Resumo
Na cerejeira, o calibre e a firmeza do fruto são parâmetros fundamentais de qualidade e muito valorizados pelo consumidor. Desta forma, o produtor procura estratégias que visam a melhoria do tamanho do fruto, bem como conseguir maiores rendimentos de colheita. A utilização de bioestimulantes é cada vez mais recorrente na fruticultura para proporcionar incrementos no desenvolvimento vegetal e na produtividade. Este trabalho teve como objectivo estudar o efeito da aplicação de um bioestimulante comercial no perfil sensorial de frutos de duas cultivares (cvs.) de cerejeira, Sweetheart e Skeena, enxertadas em Gisela 6. O ensaio foi conduzido num pomar instalado em Carrazedo de Montenegro, concelho de Valpaços (latitude 41º33´ N, longitude 7º17´ W, altitude 770 m), norte de Portugal. O tratamento consistiu na aplicação do bioestimulante constituído maioritariamente por extrato de algas marinhas (Ascophyllum nodosum). Para o estudo da análise sensorial foi usado um painel de provadores segundo as normas ISO 6658:2005. Foi efetuada uma análise descritiva quantitativa, permitindo desenvolver o perfil sensorial de cada um dos frutos para todos os parâmetros organolépticos. No perfil sensorial, apenas no atributo Aparência Geral foram encontradas diferenças significativas entre as duas cvs. e tratamento, sendo os frutos da Skeena tratados os que apresentaram melhor aparência. Pela análise de clusters e análise em componentes principais verifica-se que os frutos não tratados da cv. Skeena se afastaram em termos sensoriais por terem Flavor a Cereja. Na cv. Skeena frutos com tratamento apresentaram boa Aparência Geral e boa Cor do Pedúnculo, no entanto, era ligeiramente ácida. Na cv. Sweetheart, os frutos sem e com tratamento foram os que mais se aproximaram, pelas características de Aparência Geral, Cor do Pedúnculo, Gosto Ácido, Flavor a Cereja e Flavor Estranho. Pela proximidade destas amostras pode-se concluir que o tratamento com o bioestimulante, em termos sensoriais, afetou mais os frutos da cv. Skeena, uma vez que as suas características organolépticas, com e sem tratamento, foram distintas, tendo o tratamento melhorado a Aparência Geral das cerejas. Palavras-chave: Prunus avium L.; Qualidade Sensorial; Características Organolépticas; Extracto de Algas Marinhas (Ascophyllum nodosum).
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Effect of the biostimulant application in two cultivars of sweet cherry tree (Sweetheart and Skeena): I) the sensory profile of the fruits
In sweet cherry tree, size and firmness of the fruit are fundamental quality parameters and much appreciated by the consumer. The search for strategies to improve fruit size, and higher crop yields is one of the purposes of the producer so that the use of biostimulants is increasingly recurrent in fruit production. This work aimed to study the effect of a commercial biostimulant application in sensory profile of the fruits of two cultivars (cvs.) of cherry tree Sweetheart and Skeena, grafted on Gisela 6. The study was carried out in an orchard installed in Carrazedo de Montenegro, Valpaços, north of Portugal. The treatment consisted in the application of the biostimulant composed mainly of seaweed extract (Ascophyllum nodosum). To study the sensory analysis it was used a panel of tasters constituted in accordance with the ISO 6658:2005 standard. A quantitative descriptive analysis was performed, and established the sensory profile of each cv. for all organoleptic parameters. In the sensory profile, significant differences between cvs. and treatment were found just in General Appearance attribute and the treated fruits of Skeena cv. showed the best appearance. By cluster analysis and principal component analysis it appears that non-treated fruits of Skeena cv. turn away in sensory terms for having the Cherry Flavor. Treated fruits of Skeena cv. showed good General Appearance and good Peduncle Color, however there were slightly acidic. In Sweetheart cv., the fruits with and without biostimulant were the most closely, the characteristics of General Appearance, Peduncle Color, Acid Taste, Cherry Flavor and Strange Flavor. By the proximity of these samples it can be concluded that treatment with the biostimulant in sensory terms, affected over the fruit of Skeena cv., since its organoleptic characteristics, with and without treatment were different, and the treatment improved General Appearance of the cherry fruits.
Keywords: Prunus avium L.; Sensory Quality; Organoleptic Characteristics; Seaweed Extract (Ascophyllum nodosum).
Introdução
A cerejeira, Prunus avium L., pertence à família Rosaceae, é indígena da Ásia, sendo atualmente produzida em quase toda a Europa, oeste da Ásia e noroeste de África (Crespi et al., 2005a,b). Em Portugal, a cereja apresenta um baixo impacto na produção total de frutos frescos mas, é uma espécie que normalmente gera um bom rendimento aos produtores, pois é bastante valorizada no mercado. Na cereja, o calibre e a firmeza são parâmetros fundamentais de qualidade e muito valorizados pelo consumidor. Desta forma, o produtor procura estratégias que visam a melhoria do tamanho do fruto, bem como conseguir maiores rendimentos de colheita. A obtenção de frutos grandes e firmes é também um dos objetivos da seleção varietal levada a cabo pelos programas de melhoramento, existindo já ao dispor do ceresicultor diversas cvs. que se destacam pelo tamanho dos frutos. Embora as condições de cultivo possam interferir na expressão do potencial de cada cv., encontram-se no mercado diversos produtos que podem ser utilizados para incrementar o peso médio do fruto (Whiting & Lang, 2004; Whiting & Ophardt, 2005). Produtos à base de reguladores de crescimento apresentaram em diferentes estudos um efeito na melhoria da qualidade da cereja, nomeadamente no aumento do calibre (Lenahan et al., 2006; Kappel & MacDonald, 2007; Zhang & Whiting, 2011). Contudo, a sua aplicação provoca um atraso na maturação, perda de cor e, nalgumas situações, um aumento da suscetibilidade ao fendilhamento (Clayton et al., 2006; Özkaya et al., 2006; Cline & Trought, 2007; Stern et al., 2007; Zhang & Whiting, 2011). A utilização de bioestimulantes pode ser uma solução a explorar para melhorar a qualidade da cereja. Estes produtos de origem orgânica, contendo extratos de algas marinhas promovem o crescimento vegetal (Zodape, 2001). A utilização de bioestimulantes é cada vez mais recorrente na fruticultura por proporcionar incrementos no desenvolvimento vegetal e na produtividade, embora sejam inexistentes os
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bioestimulante comercial com extrato de algas marinhas (Ascophyllum nodosum) em duas cvs. de cerejeira tardias, Skeena e Sweetheart. Condições edafo-climáticas diversas, diferentes cvs. e operações culturais no pomar podem resultar numa grande variedade de sabores e textura dos frutos. A avaliação sensorial tem desempenhado um papel crucial na análise de produtos alimentares, estando envolvida em muitas etapas, tais como no desenvolvimento e pesquisa, na manutenção, melhoria e avaliação do potencial de mercado (Sidel & Stone, 1993). Estas avaliações são úteis para informar o consumidor e melhorar a qualidade dos produtos. Vários estudos foram já realizados com o intuito de desenvolver e estabelecer uma avaliação do perfil sensorial para diferentes cvs. de cereja (Cliff et al., 1996; Dever et al., 1996). Os descritores utilizados na avaliação do perfil sensorial são simples e de fácil compreensão, de forma a que todo o painel os entenda completamente. As características sensoriais importantes na determinação da qualidade da cereja incluem o Gosto Doce e o Flavor a Cereja (Cliff et al., 1996). Com este trabalho pretende-se assim estudar o efeito da aplicação de um bioestimulante comercial no perfil sensorial de frutos de duas cvs. de cerejeira, Sweetheart e Skeena, enxertadas em Gisela 6.
Material e Métodos
Aplicação do bioestimulante nas cerejeiras
O ensaio foi conduzido num pomar instalado em Carrazedo de Montenegro, concelho de Valpaços (latitude 41º33´ N, longitude 7º17´ W, altitude 770 m), norte de Portugal. No local, a precipitação anual ronda os 1000 mm, grande parte concentrada nos meses mais frios, entre novembro e abril. O pomar compreende as cultivares Sweetheart e Skeena enxertadas em Gisela 6, e as árvores são conduzidas em eixo vertical ao compasso de 4,5x2 m; à data deste estudo encontravam-se na sexta folha. O tratamento consistiu na aplicação reiterada do bioestimulante na dose de 0,05% em três momentos, tendo a primeira aplicação coincidido com o estado de fruto vingado, especificamente 4 semanas após a plena floração (frutos com 8-10 mm de diâmetro), e as restantes ao engrossamento do fruto.
Avaliação do perfil sensorial das cerejas
Para o estudo do perfil sensorial recorreu-se a um painel treinado de 8 provadores, pertencente à ECVA–DeBA–UTAD. As provas decorreram num laboratório equipado para análise sensorial segundo as normas ISO 6658:2005. Foi efetuada uma análise descritiva quantitativa (ADQ), utilizando-se fichas de prova com descritores adaptados de Dever et al. (1996). Esta análise permitiu desenvolver o perfil sensorial de cada um dos frutos com descritores apropriados para todos os parâmetros organoléticos avaliados (aparência geral, suavidade da epiderme, cor, intensidade da cor, uniformidade da cor, cor do pedúnculo, intensidade de odor, gosto doce, intensidade do odor, gosto doce, gosto ácido, gosto amargo, adstringência, gosto estranho, flavor a cereja, flavor estranho, firmeza e suculência) utilizando uma escala estruturada de 10 pontos (1 – menos intenso; 10 – mais intenso, ISO 4121:2003). As amostras (quatro frutos de cada tratamento) foram servidas à temperatura ambiente, em pratos de pirex por cada um dos provadores. As amostras foram codificadas com códigos de 3 dígitos, sendo a ordem de apresentação aleatória.
Análise estatística
Os resultados da avaliação sensorial foram submetidos a análise de variância (ANOVA), com teste de Duncan a 5% de significância para comparação entre as médias, a análise dos componentes principais (ACP) e a análise de cluster (pela distância euclideana média, método UPGMA – unweighted pair-group average). A análise do perfil sensorial das amostras foi realizada através do gráfico Aranha, para verificar que características mais prevaleciam nas
144 2010 (StatSoft Inc., 2010).
Resultados e Discussão
O perfil sensorial de cada amostra é apresentado graficamente na Figura 1, em que a média dos valores atribuídos pelos provadores a cada atributo é marcada no eixo correspondente. O centro da figura representa o ponto zero da escala utilizada na avaliação, enquanto a intensidade aumenta do centro para a periferia. O perfil sensorial revela-se quando se faz a conexão dos pontos. Pela Figura 1 e Quadro 1 verifica-se que as cerejas mostraram um perfil sensorial muito semelhante. Apenas se encontram diferenças significativas no atributo Aparência Geral, em que a cv. Skeena, com tratamento (SKT) apresentou o valor mais elevado quando comparado com a mesma cv. sem tratamento (SKC) e com a cv. Sweetheart, sem tratamento (SWC). A análise de cluster (distância euclideana média, método UPGMA – unweighted pair-group average) obtida pela análise sensorial dos diferentes frutos, permite verificar que os frutos da cv. Skeena sem tratamento se afastaram mais, e os mais próximos foram os da cv. Sweetheart com e sem tratamento. Os resultados obtidos por Análise de Componentes Principais (ACP) permitiram distinguir a representação de cada descritor para as semelhanças entre as amostras de cereja (Quadro 2 e Figura 3). Na ACP o primeiro componente contribuiu com 53,26% da variância total e o segundo com 30,79%, representando os dois primeiros eixos fatoriais 84,05% na variância total. Numa ACP os dois ou três primeiros componentes (fatores) têm de acumular uma percentagem relativamente elevada da variação total, em geral acima de 70%, para ser possível explicar satisfatoriamente a variabilidade entre as amostras testadas (Mardia et al., 1979). Com esta análise é possível verificar que os frutos que mais se afastaram em termos sensoriais foram os da cv. Skeena não tratadas, que se caracterizaram por terem Flavor a Cereja. A cv. Skeena com tratamento apresentou uma boa Aparência Geral e boa Cor do Pedúnculo, no entanto, era ligeiramente ácida. A cv. Sweetheart com e sem tratamento foram as que mais se aproximaram, pelas características Aparência Geral, Cor do Pedúnculo, Gosto Ácido e Flavor a Cereja (Quadro 1).
Vários estudos foram já realizados com o intuito de desenvolver e estabelecer uma avaliação do perfil sensorial para várias cvs. de cereja (Cliff et al., 1996; Dever et al., 1996). No entanto, estudos com intuito de avaliar o perfil sensorial dos frutos com diferentes tratamentos são quase inexistentes. Clayton et al. (2006) reportaram que cerejas da cv. Bing tratadas com ácido gálico apresentavam maior firmeza, sabor a cereja, doçura e acidez, melhorando assim a sua qualidade sensorial. Dependendo da cv. de cerejeira, a data de colheita é diferente, e quanto mais tarde for (julho-agosto), maior é a acidez e a firmeza da polpa do fruto (Cliff et al., 1996). Dever et al. (1996) reportaram valores de atributos sensoriais para a cv. Sweetheart, como Firmeza de 6,4 e Intensidade da Cor de 6,8. Os resultados obtidos no nosso estudo são superiores, variando entre 7,3-7,4 e 9,0-9,4, respetivamente (Quadro 1). Um estudo mais recente definiu vários atributos sensoriais para a cv. Sweetheart, como: Aparência Geral (6,18), Intensidade da Cor (6,56), Flavor a Cereja (6,03), Gosto Ácido (5,13) e Gosto Doce (4,63) (Serradilla et al., 2012). Os valores obtidos no nosso estudo são também superiores, excepto no atributo de Gosto Ácido. A implementação de estudos comparativos do perfil sensorial de frutos com diferentes tratamentos é cada vez mais importante de forma a incrementar a sua valorização no mercado.
Conclusões
A análise do perfil sensorial, de cluster e componentes principais, permitiu concluir que a aplicação do bioestimulante, a nível sensorial afetou mais favoravelmente a cv. Skeena, pelo que os seus frutos com e sem tratamento apresentaram características organolépticas distintas. O bioestimulante não diferenciou de forma tão acentuada os frutos da cv. Sweetheart cujos lotes (tratados e não tratados) ficaram mais próximos na análise de componentes principais. Com
145 sua Aparência Geral.
Agradecimentos
Este trabalho foi suportado pelo Projeto “GoldCherry – Incremento da produção de cereja de qualidade”, PA 53626 – financiado pelo Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural (FEADER) e pelo Estado Português através da Medida 4.1. Cooperação para a Inovação do programa PRODER – Programa de Desenvolvimento Rural. A Fundação para a Ciência e Tecnologia financia a bolsa de doutoramento de Sofia Correia (SFRH/BD/52541/2014).
Referências
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146 Quadros de figuras
Figura 1. – Perfil sensorial das amostras de cereja (Sweetheart (SW) e Skeena (SK) com (T) e sem (C) tratamento bioestimulante).
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sensorialmente. (Sweetheart (SW) e Skeena (SK) com (T) e sem (C) tratamento bioestimulante) (Teste de Duncan, p< 0,05). Atributos Amostras SWT SWC SKT SKC Aparência geral 8,4 a, b 7,9 a 9,4 b 7,6 a Suavidade da epiderme 8,3 a 8,1 a 8,5 a 8,6 a Intensidade da cor 9,4 a 9,0 a 9,4 a 9,1 a Uniformidade da cor 8,8 a 8,3 8,8 a 8,8 a Cor do pedúnculo 8,1 a 7,0 a 6,9 a 6,4 a Intensidade de odor 1,9 a 2,0 a 2,3 a 1,8 a Gosto doce 8,0 a 7,5 a 7,6 a 8,1 a Gosto ácido 3,1 a 3,4 a 3,1 a 2,6 a Gosto amargo 1,3 a 1,3 a 1,3 a 1,1 a Adstringência 1,5 a 1,6 a 1,8 a 1,5 a Gosto estranho 1,0 a 1,0 a 1,1 a 1,0 a Flavor a cereja 6,6 a 7,0 a 6,3 a 6,9 a Flavor estranho 1,0 a 1,0 a 1,1 a 2,1 a Firmeza 7,3 a 7,4 a 7,3 a 7,4 a Suculência 7,5 a 7,8 a 8,0 a 7,9 a
Figura 2. – Dendograma obtido a partir da análise de clusters após análise sensorial das amostras de cerejas das cultivares Sweetheart (SW) e Skeena (SK) com (T) e sem (C) tratamento bioestimulante.
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Figura 3. – Projeção dos parâmetros sensoriais (A) das cerejas das duas cultivares, com e sem tratamento (B) nas duas componentes principais Fator 1 e Fator 2, após cov-ACP dos dados sensoriais.
Quadro 2. – Contribuição de cada atributo sensorial para os fatores analisados (1 e 2) na cov- ACP. Atributos Amostras Fator 1 Fator 2 Aparência geral 0,624226 0,454597 Suavidade da epiderme -0,099716 0,169694 Intensidade da cor 0,130179 0,053570 Uniformidade da cor 0,022003 0,104638 Cor do pedúnculo 0,518755 -0,469781 Intensidade de odor 0,149285 0,120643 Gosto doce -0,132782 -0,042164 Gosto ácido 0,216352 -0,102137 Gosto amargo 0,056838 -0,012454 Adstringência 0,059797 0,080012 Gosto estranho 0,032649 0,053086 Flavor a cereja -0,228126 -0,212827 Flavor estranho -0,478897 0,165175 Firmeza -0,062339 -0,013705 Suculência -0,050921 0,197386 A B
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