Dessensibilização sistemática (Wolpe, 1958)
Utilizado para diminuir medos e ansiedade.
Classificar os tipos de medo e desenvolver hierarquias de ansiedade, usando as informações do paciente,
antes do treino em imaginação. Iniciar pelo item menos ansioso
Treino em habilidades Sociais
Ajuda o paciente a encontrar uma maneira socialmente habilidosa, ou seja assertiva, de expressar-se diante de uma situação ansiogênica (desde o olhar, expressão facial, tom de voz, postura do corpo até conteúdos de ideias que pode empregar através de role-play,
materiais de psicoeducação, feedback...);
Gerenciamento de contingência - Reforçador:
É o estabelecimento de um acordo relativo a
recompensas e consequências a serem aplicadas em respostas ao comportamentos específicos. O acordo envolve incentivos (reforços) para intensificar a motivação e a estrutura na manutenção dos objetivos. O primeiro passo é estabelecer um objetivo específico e
Ex: Fazer lição diariamente -
C= a criança deve fazer diariamente a lição diariamente as 14h
e revisada pela mãe ou pai após o jantar (1 ponto diário)
Consequências (reforço) = total de 6 pontos até o sábado – no
final da tarde de sábado toda a família vai assistir um filme que o filho escolher (recompensa).
Custo da resposta
Exclui uma recompensa previamente recebida a um comportamento indesejável.
A desobediência ou engajamento em comportamentos inaceitáveis,
como mentira, agressão ou xingamentos, será punido com um
custo de resposta.
Deve-se tomar cuidado para que o custo da resposta não invalide o gerenciamento de contingências, pois pode desmotivar a
Role Playing
Facilita o treinamento das habilidades sociais e evoca pensamentos e sentimentos importantes.
Deve-se saber com antecedência, coisas sobre os personagens a representar.
Resolução de problemas - COPER
C = captar o problema - Identificar o problema em
termos específicos e concretos
O = escutar as opções e ensinar à criança gerar soluções
alternativas
P = prever as consequências - Avaliar cuidadosamente as opções e as
conseqüências de curto e longo prazo.
E = examinar os resultados e agir baseado nesta revisão - Terapeuta e
criança planejam a implementação da melhor solução.
R = auto-recompensa por seguir os passos e tentar uma ação
Avaliação de vantagens e desvantagens
Estimula as crianças a examinar ambos os lados de
uma questão e a agir de forma que atenda a seus melhores interesses.
Passo 1. Definir a questão sobre a qual a criança que obter maior perspectiva (ex. fazer a lição de casa na frente da TV)
Passo 2. Listar o máximo de vantagens e desvantagens que a criança possa pensar.
Passo 3. Terapeuta e criança revisam as vantagens e desvantagens Passo 4. A criança deve chegar a uma conclusão após considerar
as vantagens e desvantagens.
Jogos infantis populares
Geralmente envolvem um componente de solução de problema. Como abordam pressões de desempenho, são emocionalmente estimulantes.
São Utilizados como estímulos para identificar pensamentos e
sentimentos, corrigir padrões de pensamentos mal- adaptativos e melhorar habilidades sociais.
Com crianças pequenas - Protocolo
As sessões devem ser o mais livre da estrutura convencional.
O brinquedo e o jogo: facilita a comunicação entre terapeuta e
paciente, até conseguir uma relação sustentada;
Estabelecer vínculo seguro permitirá ao terapeuta testar as
hipóteses do mal comportamento no consultório (recusa, birra e agressividade);
Ensinar estratégias mais assertivas de enfrentamento .
1ª sessão: Esclarecer motivos para que a criança tenha vindo às consultas com psicólogo.
“Você gostou de vir aqui? Nós vamos nos ver toda semana, assim
poderemos brincar um pouco e você pode falar mais sobre as coisas que você gosta de fazer”.
“Muitas crianças da sua idade vêm até ao meu consultório e eu as ajudo a se sentirem melhor e a terem mais amigos”
“Gostei muito de lhe conhecer. Algumas vezes vou falar com seus pais e outras com você, para que possamos passar um bom tempo juntos”
Da 2ª. Sessão em diante:
Apresentar a TC de forma lúdica com: historinhas com desenhos de crianças e balões de pensamento, questionando sentimentos (triste por terem furado sua bola).
ajuda explicar o mau comportamento do paciente.
Definir metas ou objetivos de tratamento. Utilizar desenhos. Ex: desenhar um tabuleiro com passos até a chegada ou escada com degraus que levam ao topo de
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Inclusão da agenda: Utilizar quadro com canetões para traçar desenhos que possa ilustrar partes da sessão.
Aos poucos criar certa rotina e estrutura parecida com a convencional adultos (Beck)
Relato de episódios da semana da criança trabalhar o concreto de forma lúdica.
Horário de jogo livre
Compromisso semanal
Feedback e o resumo da sessão:
“ O que você achou do nosso encontro hoje?” ou
“Você poderia me dizer o que mais gostou de conversar e de brincar comigo hoje?”
Psicoeducaçao do problema do paciente
Aos pais: detalhar na sua totalidade, considerações sobre etiologia,
manutenção e prognóstico, como tb. estratégias de manejo e condução do caso.
Com as crianças: é importante que ela entenda o porque tem determinados comportamentos e os compreenda, uma vez que as informações precisam fazer sentido para ela.
Exemplo:
“`As vezes vc. bate no seu irmãozinho pq. acha que seus pais gostam mais dele do que de vc. Mas já vimos que seus pais fazem muitas coisas legais com vc. Na verdade vc. Pode ser uma menina muito legal com seu irmão, é só lembrar que seus pais e ele tb. lhe amam.
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Sessões intermediárias:
Atendimento dos pais:
Relatório dos pais sobre como foi a semana.
No final da sessão – relato aos pais (terapeuta/cca.)
Acessando as emoções
É importante que conheçam pelo menos a raiva, tristeza, medo, felicidade e solidão.
Ex. Baralho das emoções...
O que são emoções e quais são elas?
Quais são as situações que nos fazem sentir tais emoções? Como nosso corpo reage às emoções?
Sessões finais:
Confirmar se os objetivos traçados no inicio da terapia foram realmente alcançados tabuleiro ou escada;
Revisão do que foi aprendido (caderno de terapia)
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Sessão com os pais:
Discussão sobre o tratamento e resultados
Incentivar comunicação entre pais e escola.
Compromisso: intensificar a generalização das novas habilidades
Último dia de sessão :
Ressaltar todas as competências e habilidades, valorizando o sentimento
de poder e de controle sobre si mesmo.
Muitos pacientes não apresentam um transtorno mental, como depressão, ansiedade, TDAH, etc...
Transtornos Mentais e Comportamentais
x
Problemas Comportamentais
Transtornos Mentais:
São condições caracterizadas por alterações mórbidas do modo de
pensar e/ou do humor (emoções), e/ou do comportamento associadas a angústia expressiva e/ou deterioração do
funcionamento psíquico global.
Para serem categorizadas como transtornos, é preciso que essas
anormalidades sejam persistentes ou recorrentes e que resultem em certa deterioração ou perturbação do funcionamento pessoal,
Problemas de comportamento
Consistem em padrões de comportamento tão difíceis que
ameaçam as relações normais entre a criança e quem a rodeia.
Podem ser causados pelo ambiente que rodeia a criança, pela sua
saúde, pela sua personalidade inata ou pelo seu desenvolvimento.
Os problemas de comportamento têm tendência a piorar à medida
que o tempo passa e um tratamento precoce pode contribuir para evitar a sua progressão.
Um contato mais positivo e agradável entre os pais e a criança pode aumentar a auto-estima de todos.
Tem início no primeiro contato com o paciente e é aprimorada continuamente.
O objetivo principal da conceituação cognitiva é melhorar o resultado do
tratamento, auxiliando o terapeuta a obter uma concepção mais ampla e profunda do paciente.
Avaliação e Conceitualização cognitiva/formulação de caso
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Um dos pontos centrais do processo de conceituação
Definição do problema / queixas, o que se traduz na descrição dos problemas em seus aspectos comportamentais, cognitivos, afetivos e interpessoais.
Coleta de informações :
1) Entrevista com pais, familiares e cuidadores;
2) Entrevista/avaliação da criança ou do adolescente; 3) Obter condições médicas atuais - tratamentos
Anteriores - formulários de encaminhamentos e medicações em uso; 4) Informação de outros profissionais e escola;
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1. A avaliação inicial
Possibilita:
Levantar hipóteses sobre as experiências no desenvolvimento do
cliente que contribuíram para a construção da crença central;
Sobre as crenças intermediárias e pensamentos automáticos
relacionados à crença central;
Estratégias cognitivas, afetivas e comportamentais utilizadas pelo
paciente para enfrentar as suas crenças disfuncionais;
E eventos estressores que contribuíram para a manifestação dos
O diagnóstico
Consiste na descrição de conjuntos de sintomas em termos comportamentais
Geralmente é efetuado via critérios oficiais, como o DSM V
Na formulação do caso, não deve dá-lo peso excessivo
É usado para avaliar o início e o desenvolvimento dos problemas, teoria e prática e orientar o processo de intervenção terapêutica.
O diagnóstico pode ser questionado durante o decorrer da terapia. (FRIEDBERG e Mc CLURE, 2004; STALLARD, 2007)
Eixo I: Eixo II: Eixo III: Eixo IV: Eixo V:
Descreve transtor nos clínicos
propriamente ditos, por ex:
Transtorno de Pânico sem Agorafobia, Transtorno Depressivo, Dependência do Álcool, etc. Transtornos de Personalidade Retardamento Mental
Grupo A - indivíduos com traços estranhos ou bizarros (por ex, Transtorno de
Personalidade Esquizóide;
Grupo B, indivíduos com traços dramáticos e instáveis, por ex: Transtorno de Personalidade Boderline;
Grupo C - os inseguros e ansiosos no grupo C, por ex: Transtorno de Personalidade Dependente. Descreve as condições médicas (Clínicas( em geral, por ex:
Otite média recorrente. Trata dos problemas psicossociais e ambientais, associados com o transtorno mental em
questão, por ex:
Ameaça de perda de emprego. Constitui-se por uma escala de avaliação global de funcionamen-to, que recebe uma
numeração, por ex:
APGAR = 10
Elaborado o diagnóstico/conceitualização é recomendável comunicá-lo à criança e aos pais
Com a criança, com especial cuidado, explicando-lhe que juntos trabalharão para combater as dificuldades.
Utiliza-se linguagem acessível associada às técnicas lúdicas
adaptadas à sua idade e necessidades. Ao mesmo tempo,
motivando-a a pensar juntos em estratégias para “vencer” as dificuldades.
Obstáculos esperados
A formulação ajuda a ver a estrada à frente e a prever obstáculos
é possível moldar o plano de tratamento de modo a negociar impasses terapêuticos.
Ex: Se uma criança é perfeccionista, espera-se que ela procrastine ou
evite fazer a tarefa de casa por medo de fracassar.
Caso os pais sejam inconsistentes em seus cuidados e
venham à terapia muito irregular, isso poderá ser um aviso
antecipado para preparar um plano para lidar com
tais dificuldades.
Plano de Tratamento
Varia de uma criança para outra (considerar características
e as circunstâncias de cada uma);
Ex: uma criança muito ansiosa treinamento de
relaxamento;
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Diagnóstico/Sintomas
História e Influência no desenvolvimento / Contexto cultural
Questões situacionais e interpessoais
(antecedentes e consequências comportamentais e reforçadores – (+ (-) Punição)
Fatores biológicos/genéticos e médicos / pré-disposição
Pontos fortes/recursos
Pensamentos automáticos/ Distorções cognitivas/emoções e comportamentos típicos
Rotinas (diária/escolar) e funcionamento escolar e social
Hipótese
Plano de tratamento
Sintomas fisiológicos
Crenças centrais e intermediárias
88 Modelo de formulação inicial
Levam ao desenvolvimento de:
Levam-nos a fazer predições sobre o que acontecerá
São ativados por acontecimentos
Pensamentos que passam pelo nossa cabeça
Produzem uma mudança emocional
Afeta o que fazemos Eventos e experiências importantes:
Tirei notas baixas em port/mat e minha mãe já tinha dito que se eu não fosse bem, iria fazer reforço
Crenças centrais
Minha mãe não pensa em mim, só quer que eu estude. Não gosta mesmo de mim.
Suposições :
A Agora ela vai sempre pegar no meu pé, não poderei fazer mais nada em minha vida
Gatilhos
Professora do Kumon passa 29 exercícios para fazer 10 x
Pensamentos automáticos :
Lá vem... Não aguento mais este monte de coisas para fazer
Sentimentos Raiva e brabo
Comportamentos:
T Tento fazer bem rápido para ela conferir. Sai errado, ela briga comigo eu grito e
As formulações iniciais apresentadas à criança devem ser simples, para
serem facilmente compreendidas ;
Destacam como eventos e experiências significativas que resultam no desenvolvimento de crenças/esquemas/suposições importantes
e que determinam como a cça. Vê a si mesma, seu desempenho e seu futuro.
2. As mini – formulações: relação entre dois ou três elementos da abordagem TCC
São úteis quando cça. e pais não conhecem o modelo cognitivo e
podem facilitar a relação terapêutica.
MINIFORMULAÇÃO
Ex. Renato estava brigando demais com sua mãe porque tinha muita lição de casa (escola e Kumon) e não conseguia brincar de bicicleta com seu amigo.
Objetivo: Compreender como suas preocupações e sentimentos em relação a “não dar tempo para brincar (bicicleta)” - o que faziam com que ele tivesse reações explosivas com a mãe e acabava ficando de castigo e não brincando.
1. Ajudar Renato a descrever o que acontecia antes de começar a fazer a lição;
2. Ajudar Renato a identificar pensamentos e sentimentos que ele tinha quando estava fazendo a lição.
3. Ajudar Renato a identificar o que ele fazia ao iniciar a lição.
Onde: No quarto de casa olhando para a lição E o que eu faço? Começo a fazer primeiro a da escola e depois do kumon Miniformulação
Ligação entre o onde e o que eu faço
92 Onde: No quarto de casa olhando para a lição O que eu penso:
Não vai dar tempo Meu amigo vai chegar e minha mãe não vai deixar
eu brincar
Como eu me sinto?:
Com raiva e brabo
Ligação entre a situação, os pensamentos e os sentimentos 2
Onde:
No quarto de casa olhando para a lição
O que eu penso:
Não vai dar tempo. Meu amigo vai chegar e minha mãe não vai deixar
eu brincar
Como eu me sinto:
Com raiva e
E o que eu faço
Tento fazer bem rápido para ela conferir. Sai errado ela briga e eu grito
e brigo com ela
3. Formulações Gerais: utiliza os elementos chaves da estrutura cognitiva para fornecer à criança/família um entendimento de por que seus problemas se desenvolveram (formulação inicial) ou por que eles continuam acontecendo (formulação de manutenção)
3.a Formulações de manutenção: Tem foco mais no “aqui-e-agora”, pensamentos, sentimentos, sintomas fisiológicos e comportamentos associados aos eventos desencadeantes específicos.
Pense em uma da situação recente que foi difícil. Desenhe ou escreva:
“O que aconteceu”
Quando isso esta acontecendo, desenhe ou escreva:
“O que vc. pensou” (que pensamentos passaram pela sua cabeça) “O que vc. sentiu”?
“Como o seu corpo mudou?” “O que vc. fez?”
96 Armadilha negativa - 4 partes
O que eu penso:
Meu amigo vai chegar e minha mãe não vai deixar
eu brincar
E o que eu faço?
Tento fazer bem rápido para ela conferir. Sai errado, ela briga comigo e
eu grito e brigo com ela
Como eu me sinto?:
Com raiva e muito brabo
Fonte: Stallard (2002) O que aconteceu?
Não consigo andar de bicicleta com meu amigo porque eu tenho muita lição para fazer em casa (escola e Kumon) e brigo com minha mãe..
Aconteceu algo em seu corpo? Ele
mudou?
Mudou. Fico vermelho, meu coração bateu rápido, minha respiração
Testes/Escalas
Inventário de Depressão para crianças (CDI; Kovacs, 1992)
BDI II- Beck;
Inventário de Ansiedade de Beck (BAI; Beck, 1990);
Escala de ansiedade Multidimensional para Crianças ( MASC,1997)
Escala Scared para pais e professores;
Escala traço de ansiedade para crianças
EACI-P Escala de Avaliação do Comportamento Infantil para o professor;
EACI – Escala de autoconceito infantil
Checklist do Comportamento da Criança;
CBCL – Child Behavior Checklist
TIG - K-Sads – Entrevista diagnóstica estruturada
DSM IV - CID 10
Inventário de Stress de Marilda Lipp (ESI-ESA);