Parte II. Enquadramento Metodológico
3. Técnicas e Instrumentos de recolha de dados
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3.1. Procedimento. Em primeiro lugar, foi realizada pesquisa bibliográfica sobre o tema, de modo a compreender o alcance do estudo a desenvolver e procedeu-se à construção dos questionários e dos guiões das entrevistas, definindo-se as questões a colocar a todos os intervenientes: alunos, docentes, encarregados de educação, assistentes educativas e Gabinete de Psicologia e Orientação. Os questionários foram sujeitos a um pré-teste e a uma análise das respostas obtidas, com a finalidade de se verificar se os sujeitos compreendiam os itens e de se ajustar melhor esses itens aos objetivos do estudo.
O acompanhamento observacional diário das diferentes dinâmicas do colégio foi, também, um fator relevante para o estudo, garantindo unidade à investigação e uma maior objetividade.
Previamente à aplicação dos questionários aos alunos, foram elaborados e entregues aos Encarregados de Educação do colégio, os consentimentos informados que autorizavam a participação dos seus educandos (Anexo A). Foi também enviado por e-mail o link dos questionários dirigidos a estes encarregados e disponibilizados na plataforma Google Drive, nos quais constava uma solicitação à sua participação no estudo e se explicavam os objetivos do mesmo. O preenchimento dos questionários pelos alunos, foi realizado em sala de aula, onde foi permitida a presença do investigador, de modo a explicar em que consistia o estudo e esclarecer eventuais dúvidas que fossem surgindo ao longo do preenchimento. A recolha dos dados de ambos os questionários, teve lugar no 3º período letivo.
Relativamente à aplicação dos questionários aos docentes e à entrevista às assistentes educativas, estes não careceram de pedido de autorização, uma vez que o investigador estava integrado na direção do centro. Os questionários foram distribuídos a docentes de todos os níveis de ensino, de modo a que houvesse uma representatividade diversificada. Quanto às entrevistas, foram explicados os objetivos e utilizado o guião elaborado, sendo conduzidas a cada uma das assistentes, individualmente.
Importa referir que a aplicação dos questionários e entrevistas foi realizada, em função da disponibilidade apresentada pelos participantes, tendo sido garantido o total anonimato e confidencialidade das informações recolhidas.
Depois de recolhidos os dados, estes foram inseridos no programa SPSS, para posterior análise estatística.
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3.2. Instrumentos aplicados.
Questionários aplicados aos alunos com e sem NEE. Foi aplicado aos alunos com NEE um questionário de 11 questões (Anexo B), criado com o objetivo de avaliar a perceção dos alunos do grau de inclusão que estes experimentam diariamente, relativamente à disponibilidade de ajuda e aceitação pelos pares, às medidas e apoios educativos e psicológicos aplicados e à eficácia dos primeiros na sua aprendizagem, à ajuda prestada pelos professores e auxiliares educativos, à integração com os pares e participação em atividades dentro e fora de sala de aula e ao seu sentimento de felicidade e justiça que sentiam no colégio.
Relativamente aos alunos sem NEE, estes reponderam a um questionário de 13 questões (Anexo C) para se avaliar em que grau estes consideravam que os alunos com NEE estavam integrados e participavam com eles nas atividades dentro e fora de sala de aula, de que maneira eles próprios ajudavam e mostravam disponibilidade aos colegas com NEE, se consideravam que esses alunos tinham apoio que por parte dos professores, se verificavam o uso de medidas educativas e qual o comportamento deles em sala de aula, e, ainda sobre o sentimento percebido de justiça e felicidade e satisfação dos alunos com NEE no colégio. Para as questões referidas, os alunos tinham de responder segundo uma escala ordinal qualitativa – a Escala de Likert, com parâmetros de 1 a 5, onde 1 corresponde a Sempre e 5 a Nunca. Posteriormente, e para facilitação da análise estatística, esta escala de pontuações foi revertida, passando a ser codificada de 0 – Nunca a 4 – Sempre.
Ainda, no início dos questionários foram colocadas perguntas de caracterização individual (género, idade, ano de escolaridade e turma), que foram utilizadas com o intuito de recolher informação sobre as características dos alunos no estudo, para que fosse possível uma melhor caracterização da amostra. Foi também colocada uma questão relativa ao conhecimento que os alunos sem NEE têm sobre as necessidades educativas especiais, tendo uma escala de resposta “Sim” ou Não e, aos alunos com NEE, foi, no final do questionário, questionado que outro tipo de apoio eles consideravam que seria importante existir no colégio.
Questionário aplicado aos encarregados de educação dos alunos com e sem NEE. Relativamente aos encarregados de educação, pretendeu-se perceber até que ponto a resposta que o colégio oferece responde às suas expectativas e que outras vertentes consideram necessário potenciar ou desenvolver.
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Deste modo, para os encarregado dos alunos com NEE, foram colocadas 11 questões (Anexo D) aferindo o grau em que consideravam que os educados estavam integrados no colégio, participavam em atividades e interagiam com os pares, de que modo funcionava a resposta educativa por parte do colégio, qual o grau de satisfação e de participação com a mesma e de que maneira ela é promotora do desenvolvimento, felicidade igualdade de oportunidades.
Quanto aos encarregados de educação dos alunos sem NEE, estes responderam a 11 questões (Anexo E) avaliando se, no seu conhecimento, o seu educando interagia com estes alunos e participavam em atividades com eles, dentro e fora da sala de aula, estabelecia amizades com este tipo de alunos, como ocorria a resposta educativa do colégio e qual a sua opinião sobre a inclusão destes alunos e benefícios da mesma.
Para as questões referidas, os encarregados de educação tinham de responder segundo uma escala ordinal qualitativa – a Escala de Likert, com parâmetros de 1 a 5, onde 1 corresponde a Sempre e 5 a Nunca. Posteriormente, e para facilitação da análise estatística, esta escala de pontuações foi revertida, passando a ser codificada de 0 – Nunca a 4 – Sempre.
Ainda, no início dos questionários foram colocadas perguntas de caracterização individual (ano de escolaridade e turma do educando). No questionário dos encarregados de educação dos alunos com NEE foi pedido que dessem sugestões de melhorias para o colégio dar uma resposta mais eficaz à inclusão e, em ambos os questionários, foi deixado um espaço para comentários finais ou observações.
Questionário aos docentes. Relativamente aos docentes, foi aplicado um questionário de 72 itens (Anexo F), com o objetivo de recolher informação acerca da sua opinião sobre diferentes domínios relativos à prática da escola inclusiva: 1) Organização escolar e práticas de inclusão; 2) escola católica e inclusão; 3) pressupostos pedagógico- carismáticos “Amor de Deus” e escola inclusiva; 4) Registos da cultura inclusiva no colégio; 5) Formação inicial e permanente; 6) Registos da cultura inclusiva no colégio; 7) liderança e eficácia organizativa; 8) articulação com a família e outras entidades; 9) Adequações curriculares individuais e sucesso académico; 10) Grau de satisfação dos alunos com Necessidades Educativas especiais; 11) Cultura de sala de aula; 12) Igualdade e diferença;
13) Coordenação das NEE; 14) Funções dos assistentes educativos. Para as questões
referidas, os docentes tinham de responder segundo uma escala ordinal qualitativa – a Escala de Likert, com parâmetros de (1- Discordo Totalmente a 4- Concordo Totalmente).
79 De um modo geral o questionário pretendia perceber como é que os docentes encaram a vertente inclusiva da escola, se se sentem à vontade para participar nessa prática, se sentem que têm os recursos para isso, competências e formação específica para esta área, quais as barreiras apontadas por eles e que pontos se podem melhorar na prática inclusiva no colégio.
No início dos questionários foram colocadas perguntas de caracterização individual
(género, exercício de funções de coordenação, tempo de docência no colégio, grupos de docência e ciclos que lecionam). Além disto, em cada um dos domínios foi deixado um espaço para observações/comentários.
Entrevista às assistentes educativas. Foram realizadas entrevistas à assistentes educativas (Anexo I), a partir de um guião elaborado com 15 questões. Primeiro pretendeu-se perceber alguns dados de caracterização, nomeadamente, há quanto tempo as assistentes trabalhavam no colégio e qual a sua formação académica. Depois, tentou-se perceber que tipo de formações, estas foram realizando ao longo do seu percurso profissional, sobretudo se tinham realizado formação específica na área das NEE, como avaliavam a oferta formativa que o colégio proporcionou nessa área e que impacto as formações realizadas tiveram no trabalho com este tipo de alunos. De seguida, foi questionada a opinião das assistentes sobre a resposta que o colégio dá a estes alunos, o que consideram sobre a inclusão destes alunos nas turmas regulares, como avaliam o trabalho desenvolvido pelos professores e pelo Serviço de Psicologia e Orientação, de que maneira elas próprias se implicam no auxílio a estes alunos, se o fazem de modo colaborativo entre colegas e que grau de perceção de integração têm desses alunos nas atividades de recreio e na interação e amizade com os pares. Por fim, questionou-se se consideravam que o trabalho com aluno com NEE seria um desafio pessoal.
Parecer do Gabinete de Psicologia. Foi solicitado um depoimento do Gabinete de Psicologia e Orientação (Anexo J) que visou a identificação das boas práticas em curso e o levantamento dos vetores mais débeis e formas de superação, assim como a visão do funcionamento das equipes transdisciplinares.
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