• Nenhum resultado encontrado

TÓPICOS DISCUTÍVEIS DA PESQUISA

No documento Download/Open (páginas 91-112)

Um número relativamente grande de correlatos eletrofisiológicos foi obtido durante a consecução deste trabalho. Tais correlatos foram constituídos por valores absolutos, relativos e, também, razões entre estes valores. Ao final verificamos que um pequeno número de valores apresentou correlação estatisticamente significativa com a prática do Aikido, bem como, em relação a todos eles, não foi verificado diferenças estatisticamente significativas entre os grupos.

Em consonância com o que foi anteriormente apresentado, na consecução da fundamentação teórica deste trabalho, verificamos que, embora haja crescente interesse acadêmico na verificação das correlações entre a prática das artes marciais e a atenção e seus correlatos eletrofisiológicos; encontramos um número bastante limitado de pesquisas correlacionando a prática das artes marciais e os possíveis correlatos eletrofisiológicos da atenção (componentes espectrais ou induzidos). Esta confirmação impactou em nosso trabalho de duas maneiras: (1) a comparação dos nossos achados com os resultados provenientes de outras pesquisas foi relativamente limitada; embora, logramos algumas comparações bastante relevantes com outras práticas de alta demanda atencional como a meditação (diretamente relacionada com a prática de artes marciais orientais) (Fell et al., 2010) e com esportes de bola rápida como o baseball e o cricket que apresentam um recrutamento da atenção semelhante ao

Aikido (Ermutlu et al., 2015; Nakamoto & Mori, 2012; Runigo et al., 2010) e (2) isto

corroborou com o ineditismo de nossa pesquisa.

Considerando as demandas do Teste de Stroop, levando em consideração os mecanismos de controle executivo (ou sistema de controle da atenção) envolvidos na resolução dos conflitos e inibição de quaisquer informações irrelevantes na elaboração de respostas adequadas exigidos pelo teste (Ye & Zhou, 2009); é explicável valores diminuídos da Potência Teta. No entanto esses valores seriam mais justificáveis em relação ao componente incongruente do teste, onde se exige um maior recrutamento atencional para a resolução de conflitos, e não somente no componente congruente como verificado no presente trabalho. Não encontramos na literatura dados que corroborem nossos achados, principalmente no que diz respeito aos valores diminuídos da Potência Teta Induzida, considerando os componentes congruentes ou incongruentes, correlacionados com a prática de Aikido ou com qualquer outra modalidade de arte marcial ou, mesmo outro esporte de alta demanda atencional.

Na atualidade, a maior parte das pesquisas que se utilizam da eletroencefalografia aplicada às Tarefas Contingent CPT e Stroop centram-se nos potenciais relacionados aos eventos, principalmente a classe do P300 (Ergen et al., 2014); no entanto, este componente é muito mais bem descrito como um correlato eletrofisiológico da detecção do estímulo (Basile, 2007). Os estudos que se utilizam do EEG quantitativo são centrados nos potencias evocados (Ergen et al., 2014; Nombela et al., 2014); paradoxalmente a análise tempo-frequência dos componentes induzidos, reconhecidamente a mais efetiva forma de análise para processos cognitivos cerebrais (Basar et al., 2001a; Tallon-Baudry & Bertrand, 1999), é pouco utilizada, talvez por sua difícil interpretação (Jensen & Tesche, 2002; Onton, Delorme, & Makeig, 2005).

Embora boa parte da literatura associe a potencia Teta à atenção de uma forma global (Basar et al., 1999; Basar et al., 2001b; Sauseng et al., 2010); muitos trabalhos, corroborando nossos achados, apontam que valores elevados da Potência Teta estão associados a uma diminuição da atenção sustentada (Braboszcz & Delorme, 2011) e a um desenvolvimento da atenção plena (não sustentada), indicando um comportamento exploratório do ambiente (Lepski et al., 2012), um estado de prontidão durante a exploração ambiental (Basar et al., 1999).

Da mesma forma que os estudos eletrofisiológicos da atenção, diversos estudos que exploram os correlatos eletrofisiológicos da memória humana têm apresentado dados que indicam tanto valores elevados, quanto valores diminuídos da Potência Teta (Greenberg, Burke, Haque, Kahana, & Zaghloul, 2015; Nyhus & Curran, 2010). De forma que, partindo

do pressuposto de que a atenção é a base fundamental para a execução bem-sucedida de todas as funções cognitivas de ordem superior, incluindo a memória (Iaki, 2011); ambos os campos de pesquisa parecem apresentar muitos pontos de convergência.

As áreas corticais estudadas são outro ponto de discussão, muitas pesquisas são focadas em áreas específicas do córtex cerebral (Babiloni et al., 2010a; Ergen et al., 2014; Klimesch, 1999; Hinterberger et al., 2014; Nigbur et al., 2011). Enquanto que em nosso trabalho todos os valores foram obtidos após a computação de uma média entre todos os eletrodos (potência global de campo – global field power) permitindo-nos uma análise global de todos os eletrodos e possibilitando o encontro de importantes picos de potência em qualquer região do escalpo, aceitando, desta maneira, a idiossincrasia na ativação cortical em relação a cada indivíduo durante a realização de tarefas com demanda cognitiva (Basile et al., 2007, Basile et al., 2013).

Com relação à assimetria de ativação cortical encontrada nos praticantes de Aikido durante a realização das tarefas; embora as análises eletrofisiológicas por meio de PRE e estudos de neuroimagem ofereçam ampla evidência em apoio a essa ideia (Heinze et al., 1998; Malinowski et al., 2002; Volberg & Hübner, 2004, Yamaguchi et al. 2000) tem sido observado que lesões unilaterais nem sempre produzem os prejuízos neuropsicológicos esperados e também os resultados dos estudos de neuroimagem são inconclusivos, sugerindo que essa especialização hemisférica de processamento é altamente ambígua (Volberg & Hübner, 2004).

6 CONCLUSÃO

Considerando-se os desempenhos nas tarefas de atenção concluímos que a prática do

Aikido, como se espera de todas as artes marciais, melhora significativamente o desempenho

cognitivo, principalmente no quesito da atenção.

Com relação aos nossos achados eletrofisiológicos concluímos que os mesmos representam putativos correlatos eletrofisiológicos do tempo de prática de Aikido. Corroboram pesquisas que apontam a Potência Alfa em repouso como um preditor da eficácia do processamento de informações corticais durante demandas cognitivas e a Potência Teta como um correlato eletrofisiológico indireto da adequada alocação da atenção ao ambiente.

Apesar de todas as conjecturas anteriormente apresentadas com relação à lateralidade da ativação cortical, em virtude de ausências de pesquisas correlatas, não foi possível atribuir um significado fisiológico específico para esses achados. Estudos futuros devem se concentrar nesta questão.

Nosso trabalho pode caracterizar um possível ponto de partida para muitas investigações sobre os correlatos neurais da atenção humana relacionada a atividades marciais, levando em consideração a peculiaridade de cada prática com relação ao recrutamento do sistema atencional. Novas pesquisas com número maior de participantes devem ser realizadas, associadas a uma tentativa de padronizar as análises de dados, buscando uma generalização dos resultados.

Pretendemos desta forma, estender esta pesquisa para o estudo dos correlatos eletrofisiológicos de artes marciais que recrutam e desenvolvem uma maior sustentação da atenção por meio da focalização de único adversário, tais como o Karate ou o boxe; bem como retomar ao estudo dos correlatos eletrofisiológicos de técnicas meditativas que objetivem o desenvolvimento do foco atencional, tal como a meditação da escola Shingon, caracterizada como uma prática meditativa de “atenção focada” que envolve a concentração em uma atividade mental ou sensorial específica (sons, imagens, sensações corpóreas, respiração etc.).

Esperamos que este trabalho contribua para o conhecimento dos correlatos eletrofisiológicos de atividades com importante demanda atencional; bem como vislumbramos possíveis utilizações das artes marciais, respaldadas pela eletroneurofisiologia, não somente objetivando a melhora do desempenho cognitivo; mas sim como uma importante ferramenta para a promoção da saúde, apresentando-se como um importante recurso para

resolução de conflitos, diminuição do estresse e da ansiedade e para o desenvolvimento de uma cultura de paz e harmonia.

7 REFERÊNCIAS

Alesi, M., Bianco, A., Padulo, J., Vella, F. P., Petrucci, M., Paoli, A., . . . Pepi, A. (2014). Motor and cognitive development: the role of karate. Muscles, Ligaments and Tendons

Journal, 4(2), 114-120. Recuperado de

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4187589/pdf/114-120.pdf.

Al-Nashash, H., Sabesan, S., Krishnan, B., George, J. S., Tsakalis, K., Iasemidis, L., & Tong, S. (2009). Single-channel EEG analysis. In S. Tong, & N. V. Thakor (Eds.), Quantitative

EEG analysis methods and clinical applications (pp. 51-107). Norwood, MA: Arthec

House.

Anghinah, R., Kanda, P. A. M., Jorge, M. S., & Melo, A. C. P. (1998). Eletrencefalograma quantitativo e topográfico (mapeamento cerebral). Arq Neuropsiquiatr, 56(1), 59-63. Recuperado de http://www.scielo.br/pdf/anp/v56n1/1865.pdf.

Anshel, M. H., & Payne, J. M. (2006). Application of Sport Psychology for Optimal Performance in Martial Arts. In J. Dosil (Ed.), The Sport Psychologist’s Handbook: A

Guide for Sport-Specific Performance Enhancement (pp. 353-374). Hoboken, NJ: John

Wiley & Sons.

Appolinário, F. (2006). Metodologia da ciência: filosofia e prática da pesquisa. São Paulo, SP: Thomson.

Arbib, M. A. (2003). The handbook of brain theory and neural networks (2nd ed.). Cambridge, MA: Massachusetts Institute of Technology.

Babiloni, C., Marzano, N., Iacoboni, M., Infarinato, F. Aschieri, P., Buffo, P., . . . Del Percio, C. (2010a). Resting state cortical rhythms in athletes: A high-resolution EEG study. Brain

Research Bulletin, 81, 149-156. doi: 10.1016/j.brainresbull.2009.10.014

Babiloni, C., Marzano, N., Infarinato, F., Iacoboni, M., Rizza, G., Aschieri, P., . . . Del Percio, C. (2010b). “Neural efficiency” of experts brain during judgment of actions: a high resolution EEG study in elite and amateur karate athletes. Behav Brain Res, 207(2), 466- 475. doi: 10.1016/j.bbr.2009.10.034

Barry, R. J., Clarke, A. R., & Johnstone, S. J. (2003). A review of electrophysiology in attention-deficit/hyperactivity disorder: I. Qualitative and quantitative electroencephalography. Clinical Neurophysiology, 114(2), 171-183. doi: 10.1016/S1388-2457(02)00362-0.

Barry, R. J., Clarke, A. R., Johnstone, S. J., McCarthy, R., & Selikowitz, M. (2009). Electroencephalogram θ/β Ratio and Arousal in Attention-Deficit/Hyperactivity Disorder: Evidence of Independent Processes. Biol Psychiatry, 66(4), 398-401. doi: 10.1016/j.biopsych.2009.04.027.

Basar, E., Basar-Eroglu, C., Karakas, S., & Schurmann, M. (1999). Are cognitive processes manifested in event-related gamma, alpha, theta and delta oscillations in the EEG?

Basar, E., Demiralp, T., Schümann, M., Basar-Eroglu, C., & Ademoglu, A. (1999). Oscillatory brain dynamics, wavelet analysis, and cognition. Brain Lang, 66(1), 146-183. doi: 10.1006/brln.1998.2029.

Basar, E., Schümann, M., Demiralp, T., Basar-Eroglu, C., & Ademoglu, A. (2001a). Event- related oscillations are ‘real brain responses’ – wavelet analysis and new strategies.

International Journal of Psychophysiology, 39(2-3), 91-127. doi: 10.1016/S0167-

8760(00)00135-5.

Basar, E., Schurmann, M., & Sakowitz, O. (2001b). The selectively distributed theta system: functions. Int. J. Psychophysiol., 39(2-3), 197-212. doi: 10.1016/S0167-8760(00)00141- 0.

Basile, L. F. H. (2000). Alterações eletrofisiológicas na esquizofrenia. Revista Brasileira de

Psiquiatria, 22(Supl I), 12-14. Recuperado de

http://www.scielo.br/pdf/rbp/v22s1/a05v22s1.pdf.

Basile, L. F. H., Ballester, G., Castro, C. C., & Cattaz, W. F. (2002). Multifocal slow potential generation revealed by high-resolution EEG and current density reconstruction.

International Journal of Psychophysiology, 45(3), 227-240. doi: 10.1016/S0167-

8760(02)00014-4.

Basile, L. F. H., Brunetti, E. P., Pereira, J. F., Gerson Ballester, G., Amaro, E., Anghinah, R., . . . Gattaz, W. F. (2006). Complex slow potential generators in a simplified attention paradigma. International Journal of Psychophysiology 61(2), 149-157. doi: 10.1016/j.ijpsycho.2005.09.004.

Basile, L. F. (2007). Complex, multifocal, individual-specific attention-related cortical functional circuits. Biol Res, 40(4), 451-470. doi: /S0716-97602007000500007.

Basile, L. F., Anghinah, R., Ribeiro, P., Ramos, R. T. Piedade, R., Ballester, G., & Brunetti, E. P. (2007). Interindividual variability in EEG correlates of attention and limits of functional mapping. International Journal of Psychophysiology, 65(3), 238-251. doi: 10.1016/j.ijpsycho.2007.05.001

Basile, L. F. H., Lozano, M. D., Alvarenga, M. Y., Pereira, J. F. Jr., Machado, S., Velasques, B., . . . Ramos, R. T. (2010). Minor and Unsystematic Cortical Topographic Changes of Attention Correlates between Modalities. PLoS ONE, 5(12). doi: 10.1371/journal.pone.0015022.

Basile, L. F. H., Sato, J. R., Alvarenga, M.Y., Henrique, N. Jr., Pasquini, H. A., Alfenas, W., . . . Ramos, R. T. (2013). Lack of Systematic Topographic Difference between Attention and Reasoning Beta Correlates. PLoS ONE 8(3). doi: 10.1371/journal.pone.0059595 Basile, L. F. H., Sato, J. R., Pasquini, H. A., Lozano, M. D., Nucci, M.P., Velasques, B., . . .

Anghina, R. (2015). Individual Topographic Variability Is Inherent to Cortical Physiology but Task-Related Differences May Be Noise. PLoS ONE 10(5). doi: 10.1371/journal.pone.0128343.

Bauer, M., Stenner, M.-P., Friston, K. J., & Dolan, R. J. (2014). Attentional Modulation of Alpha/Beta and Gamma Oscillations Reflect Functionally Distinct Processes. The

Journal of Neuroscience, 34(48), 16117–16125. doi: 10.1523/JNEUROSCI.3474-

13.2014.

Bear, M. F., Connors, B. W., & Paradiso, M. A. (2008). Neurociências: desvendando o

sistema nervoso. (C. Dalmaz et al., trads., 3ª. ed.) São Paulo, SP: Artmed, 2008.

Ben-Simon E., Podlipsky, I., Arieli, A., Zhdanov, A., & Hendler, T. (2008). Never Resting Brain: Simultaneous Representation of Two Alpha Related Processes in Humans. PLoS

ONE 3(12): e3984. doi: 10.1371/journal.pone.0003984.

Bohdanecký, Z., Indra, M., Lánský, P., & Radil-Weiss, T. (1984). Alternation of EEG alpha and non-alpha periods does not differ in open and closed eye condition in darkness. Acta

Neurobiology Experimental, 44(5), 230-232. Recuperado de

http://www.ane.pl/pdf/4421.pdf.

Bostrom, N., & Sandberg, A. (2009). Cognitive Enhancement: Methods, Ethics, Regulatory Challenges. Sci Eng Ethics, 15(3), 311-341. doi: 10.1007/s11948-009-9142-5.

Braboszcz, C., & Delorme, A. (2011). Lost in thoughts: Neural markers of low alertness during mind wandering. NeuroImage, 54(4), 3040-3047. doi: 10.1016/j.neuroimage.2010.10.008.

Brandão, M. L. (2004). As bases biológicas do comportamento: introdução à neurociência. São Paulo, SP: Pedagógica e universitária.

Cahn, B. R., & Polich, J. (2006). Meditation states and traits: EEG, ERP, and neuroimaging studies. Psychological Bulletin, 132(2), 180-211. doi: 10.1037/0033-2909.132.2.180. Canolty, R. T., Edwards, E., Dalal, S. S., Soltani, M., Nagarajan, S. S., Kirsch, H. E., . . .

Knight, R. T. (2006). High Gamma Power Is Phase-Locked to Theta Oscillations in Human Neocortex. Science, 313(5793), 1626-1628. doi: 10.1126/science.1128115. Cheron, G., Leroy, A., De Saedeleer, C., Bengoetxea, A., Lipshits, M., Cebolla, A., . . .

McIntyre, J. (2006). Effect of gravity on human spontaneous 10-Hz electroencephalographic oscillations during the arrest reaction. Brain Res., 1121(1), 104- 116. doi: 10.1016/j.brainres.2006.08.098.

Cheron, G., Petit, G., Cheron, J., Leroy, A., Cebolla, A., Cevallos, C., . . . Dan, B. (2016). Brain Oscillations in Sport: Toward EEG Biomarkers of Performance. Frontiers in

Psychology, 7, article 246. doi: 10.3389/fpsyg.2016.00246.

Collura, T. F. History and evolution of electroencephalographic instruments and techniques. (1993). Journal of Clinical Neurophysiology, 10(4), 476-504. Recuperado de https://www.brainmaster.com/wp-content/uploads/2016/03/535-027-theory-and-

evolution-of-electroencephalographic.pdf.

Compumedics neuroscan. (2003a). Manual of scan 4.3: offline analysis of acquired data. El Paso, TX: Author.

Compumedics. (2014). An Introduction to Curry. El Paso, TX: Author.

Compumedics Neuromedical Supplies. (2016). Recuperado de

http://www.neuroscan.com/supplies.cfm>. Acesso em: 25 de abr. de 2016.

Conselho Nacional de Saúde. Comissão Nacional de Ética em Pesquisa. Carta Circular no. 003/2011/CONEP/CNS. (21 de março de 2011). Obrigatoriedade de rubrica em todas as

páginas do TCLE pelo sujeito de pesquisa ou seu responsável e pelo pesquisador.

Brasília, DF: Autor. Recuperado de

http://conselho.saude.gov.br/web_comissoes/conep/aquivos/Carta_Circular%20_003_201 1.pdf.

Crespo-García, M., Zeiller, M., Leupold, C., Kreiselmeyer, G., Rampp, S., Hamer, H. M., & Dalal, S. S. (2016). Slow-theta power decreases during item-place encoding predict spatial accuracy of subsequent context recall. NeuroImage, 142, 533-543. doi: 10.1016/j.neuroimage.2016.08.021.

Crick, F. (1984). Function of the thalamic reticular complex: the searchlight hypothesis. Proc.

Natl. Acad. Sci. USA, 81(14), 4586–4590. doi: 10.1073/pnas.81.14.4586.

Dancey, C. P., Reidy, J. (2006). Estatística sem matemática para psicologia: usando o SPSS

para Windows (L. Viali, trad., 3ª. ed.). São Paulo, SP: Artmed.

Dalgalarrondo, P. (2000). A atenção e suas alterações. In P. Dalgalarrondo (Org.),

Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais (pp. 71-73). Porto Alegre, RS:

Artes Médicas.

David, O., Kilner, J. M., & Friston, K. J. (2006). Mechanisms of evoked and induced responses in MEG/EEG. Neuroimage, 31(4), 1580-1591. doi: 10.1016/j.neuroimage.2006.02.034.

Del Percio, C., Brancucci, A., Vecchio, F., Marzano, N., Pirritano, M., Meccariello, E., . . . Eusebi, F. (2007). Cortical alpha rhythms are correlated with body sway during quiet open-eyes standing in athletes: a high-resolution EEG study. Brain Research Bulleti,

74(1-3), 104-112. doi: 10.1016/j.brainresbull.2007.05.011.

Douris, P., Douris, C., Balder, N., LaCasse, M., Rand, A., Tarapore, F., . . . Handrakis, J. (2015). Martial Art Training and Cognitive Performance in Middle-Aged Adults. Journal

of Human Kinetics, 47, 277-283. doi: 10.1515/hukin-2015-0083.

Ergen, M., Saban, S., Kirmizi-Alsan, E., Uslu, A., Keskin-Ergen, Y., & Demiralp, T. (2014). Time-frequency analysis of the event-related potentials associated with the Stroop test.

International Journal of Psychophysiology, 94(3), 463-472. doi: 10.1016/j.ijpsycho.2014.08.177.

Ermutlu, N., Yücesir, I., Eskikurt, G., Temel, T., & Isoglu-Alkaç, Ü. (2015). Brain electrical activities of dancers and fast ball sports athletes are different. Cogn. Neurodyn. 9(2), 257- 263. doi: 10.1007/s11571-014-9320-2.

Fabiani, M., Gratton, G., & Federmeier, K. D. (2007). Event-Related Brain Potentials: Methods, Theory, and Applications. In J. T. Cacioppo, L. G. Tassinary, G. G. Berntson

(Eds.), Handbook of Psychophysiology. (pp. 85-119). New York, NY: Cambridge University Press.

Fell, J., Axmacher, N., & Haupt, S. (2010). From alpha to gamma: electrophysiological correlates of meditation-related states of consciousness. Medical Hypotheses, 75(2), 218- 224. doi: 10.1016/j.mehy.2010.02.025.

Ferraz, G. C., & Kastrup, V. Movimentos da atenção: um diálogo com William James.

Memorandum, 13, 61-72. Recuperado de

http://www.fafich.ufmg.br/~memorandum/a13/05FerrazKastrup.pdf.

Field, A. (2009). Descobrindo a estatística usando o SPSS (L. Viali, trad., 2ª. ed.). São Paulo, SP: Artmed.

Gomes, M. M. (2015). Bases fisiológicas do eletroencefalograma. Rev Bras Neurol, 51(1), 12-17. Recuperado de file:///C:/Users/Adam/Downloads/3089-6737-1-PB.pdf.

Green, T. A. (2001). Martial arts of the world: an encyclopedia (vol. 1). Santa Barbara, CA: ABC-CLIO.

Greenberg, J. A., Burke, J. F., Haque, R., Kahana, M. J., & Zaghloul, K. A. (2015). Decreases in theta and increases in high frequency activity underlie associative memory encoding.

Neuroimage, 114(1), 257-263. doi: 10.1016/j.neuroimage.2015.03.077.

Grenn, J. J., & McDonald, J. J. (2008). Electrical Neuroimaging Reveals Timing of Attentional Control Activity in Human Brain. PLoS Biol, 6(4), 730-738. doi: 10.1371/journal.pbio.0060081.

Guyton, A. C., & Hall, J. E. (2011). Tratado de fisiologia médica. (A. Marinho, Jr. et al., trads., 2ª. ed.). Rio de Janeiro, RJ: Elsevir.

Hanslmayr, S., Sauseng, P., Doppelmayr, M., Schabus, & M., Klimesch, W. (2005). Increasing individual alpha power by neurofeedback improves cognitive performance in human subjects. Applied Psychophysiology and Biofeedback, 30(1), 1-10. doi: 10.1007/s10484-005-2169-8.

Harris, M. J. (1998). Tai-Kwan-Do in relation to ADD. J Paediatr Child Health, 34, 484. Recuperado de http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1046/j.1440- 1754.1998.00280.x/pdf.

Heinze, H. J., Hinrichs, H., Scholz, M., Burchert, W., & Mangun, G. R. (1998). Neural mechanisms of global and local processing: A combined PET and ERP study. J Cogn

Neurosci, 10(4), 485-498. doi: 10.1162/089892998562898.

Henz, D., & Schöllhorn, W. I. (2017). EEG Brain Activity in Dynamic Health Qigong Training: Same Effects for Mental Practice and Physical Training? Frontiers in

Psychology, 8, article 154. doi: 10.3389/fpsyg.2017.00154.

Hinterberger, T., Schmidt, S., Kamei, T., & Walach, H. Decreased electrophysiological activity represents the conscious state of emptiness in meditation. (2014). Frontiers in

Hulley, S. B., Cummings, S. R., Browner, W. S., Grady, D. G., & Newman, T. B. (2015).

Delineando a pesquisa clínica (M. S. Duncan, & A. G. Islabão, trads., 4ª. ed.). Porto

Alegre, RS: Artmed.

Iaki, S. (2011). Funções cognitivas e o bom funcionamento do cérebro. In P. Bloise (org.),

Saúde Integral: a medicina do corpo, da mente e o papel da espiritualidade (pp. 189-

218). São Paulo, SP: Senac.

Jaeger, A., & Parente, M. A. M. P. (2010). Cognição e eletrofisiologia: uma revisão crítica das perspectivas nacionais. Psico-USF, 15(2), 171-180. Recuperado de http://www.scielo.br/pdf/pusf/v15n2/v15n2a05.pdf.

James, W. (1890). The principles of psychology. (vol. 1). New York, NY: Henry Holt and Company. Recuperado de https://archive.org/details/theprinciplesofp01jameuoft.

Jensen, O., & Tesche, C. D. (2002). Frontal theta activity in humans increases with memory load in a working memory task. Eur. J. Neurosci, 15(8), 1395-1399. doi: 10.1046/j.1460- 9568.2002.01975.x.

Kaiser, D. A. (2006). What is quantitative EEG? Journal of Neurotherapy, 10(4), 37-52. doi: 10.1300/J184v10n04_05.

Kaminski, J., Brzezicka, A., Gola, M., & Wróbel, A. (2012). Beta band oscillations engagement in human alertness process. International Journal of Psychophysiology,

85(1), 125-128. doi: 10.1016/j.ijpsycho.2011.11.006.

Kirmizi-Alsan, E., Bayraktaroglu, Z., Gurvit, H., Keskin, Y. H., Emre, M., & Demiralp, T. (2006). Comparative analysis of event-related potentials during Go/NoGo and CPT: Decomposition of electrophysiological markers of response inhibition and sustained attention. Brain Research, 1104(1), 114–128. doi: 10.1016/j.brainres.2006.03.010. Klimesch, W. (1999). EEG alpha and theta oscillations reflect cognitive and memory

performance: a review and analysis. Brain Research Reviews, 29, 169-195. doi: 10.1016/S0165-0173(98)00056-3.

Klimesch, W., Doppelmayr, M., Rohm, D., Pollhuber, D., Stadler, W. (2000). Simultaneous desynchronization and synchronization of different alpha responses in the human electroencephalograph: a neglected paradox? Neurosci. Lett., 284(1-2), 97-100.

Kropotov, J. D., Grin-Yatsenko, V. A., Ponomarev, V. A., Chutko, L. S., Yakovenko, E. A., & Nikishena, I. S. (2005). ERPs correlates of EEG relative beta training in ADHD children. International Journal of Psychophysiology, 55(1), 23-34. doi: 10.1016/j.ijpsycho.2004.05.011.

Lansbergen, M. M., Arns, M., Dongen-Boomsma, M. van, Spronk, D., & Buitelaar, J. K. (2011). The increase in theta/beta ratio on resting-state EEG in boys with attention- deficit/hyperactivity disorder is mediated by slow alpha peak frequency. Progress in

Neuro-Psychopharmacology & Biological Psychiatry, 35(1), 47-52. doi: 10.1016/j.pnpbp.2010.08.004.

Lehmann, D., & Skrandies, W. (1980). Reference-free identification of components of checkerboard-evoked multichannel potential fields. Electroenceph. Clin. Neurophysiol,

48(6), 609-621. doi: 10.1016/0013-4694(80)90419-8.

Lepski, G., Arévalo, A., Valle, A. C., Ballester, G., & Gharabaghi, A. (2012). Increased coherence among striatal regions in the theta range during attentive wakefulness.

Brazilian Journal of Medical and Biological Research, 45(8), 763-770. doi:

10.1590/S0100-879X2012007500104.

Lima, R. F. (2005). Compreendendo os mecanismos atencionais. Ciência & Cognição, 6,

113-122. Recuperado de

http://www.cienciasecognicao.org/revista/index.php/cec/article/view/537/307.

Lomas, T., Ivtzan, I., & Fu, C. H. Y. (2017). A systematic review of the neurophysiology of mindfulness on EEG oscillations. Neuroscience and Biobehavioral Reviews, 57, 401-410. doi: 10.1016/j.neubiorev.2015.09.018.

Loo, S. K., & Barkley, R. A. (2005). Clinical utility of EEG in attention deficit hyperactivity disorder. Applied Neuropsychology, 12(2), 64-76. doi: 10.1207/s15324826an1202_2. Loo, S. K., & Makeig, S. (2012). Clinical Utility of EEG in Attention-Deficit/Hyperactivity

Disorder: A Research Update. Neurotherapeutics, 9(3), 569-587. doi: 10.1007/s13311- 012-0131-z.

Lothes, J., II., Hakan, R., & Kassab, K. (2013). Aikido experience and its relation to mindfulness: A two-part study. Perceptual & Motor Skills: Learning & Memory, 116(1), 30-39. doi: 10.2466/22.23.PMS.116.1.30-39.

Lowry, D. (1995). Sword and brush: the spirit of the martial arts. Boston, MA: Shambhala Publications.

Luck, S. J. (2005). An introduction to the event-related potential technique. Cambridge, MA: MIT Press.

Lúria, A. R. (1981). Fundamentos da neuropsicologia. São Paulo, SP: EDUSP.

Malinowski, P., Hübner, R., Keil, A., & Gruber, T. (2002). The influence of response competition on cerebral asymmetries for processing hierarchical stimuli revealed by ERP recordings. Exp Brain Res, 144 (1), 136-139. doi: 10.1007/s00221-002-1057-1.

Mendonça, G. A. (2007). Estudo comparativo de técnicas de redes neurais e análise de

variáveis canônicas para a detecção automática de complexos K e fusos do sono em EEG.(Dissertação de mestrado, Centro Tecnológico, Programa de Pós-Graduação em

Engenharia de Produção, Universidade Federal de Santa Catarina). Recuperado de https://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/90454.

Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Saúde. Resolução n.º 466. (12 de dezembro de

2012). Brasília, DF: Autor. Recuperado de

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/cns/2013/res0466_12_12_2012.html.

Nakamoto, H., & Mori, S. (2012). Experts in fast-ball sports reduce anticipation timing cost by developing inhibitory control. Brain and Cognition, 80(1), 23-32.

Niedermeye, E. The Normal EEG of the waking adult. (1999). In E. Niedermeye, & F. Lopes da Silva (Eds.), Electroencephalography: basic principles, clinical applications and

related fields (pp. 149-173). Baltimore, MD: Lippincott Williams & Wilkins.

Nigbur, R., Ivanova, G., & Stürmer, B. (2011). Theta power as a marker for cognitive interference. Clin. Neurophysiol., 122(11), 2185-2194. doi: 10.1016/j.clinph.2011.03.030. Nishida, M. (2015). Sobre as graduações do Aikido. Federação paulista de Aikido.

Recuperado de http://www.fepai.org.br/news/new_info0010.htm.

Nombela, C., Nombela, M., Castell, P., García, T., López-Coronado, J., & Herrero, M. T. (2014). Alpha-Theta Effects Associated with Ageing during the Stroop Test. PLoS ONE

9(5), e95657. doi:10.1371/journal.pone.0095657.

Nyhus, E., & Curran T. (2010). Functional role of gamma and theta oscillations in episodic

memory. Neurosci Biobehav Rev. 34(7), 1023-1035. doi:

No documento Download/Open (páginas 91-112)