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2. Do Desenvolvimento Do Projeto Despertar

1.4 Talento segundo pilar

Como vimos, anteriormente, o talento provém de uma habilidade que temos e vamos desenvolvendo e aperfeiçoando ao longo de nossas vidas. Nesse pilar, as dinâmicas estão focadas em:

- Aprofundar a compreensão do que seja o talento;

- Incentivar os alunos a serem mais empáticos uns com os outros;

- Fortalecer os laços de amizades, solidariedade e confiança entre os membros do grupo;

- Refletir sobre seus talentos e ampliar a percepção de si próprio e dos outros; - Instigar a busca por novos talentos;

- Sensibilizar sobre a importância da diversidade de cada um. A) O QUE É TALENTO?

material: espaço para que o grupo possa se sentar em círculo. tempo: aproximadamente 30 minutos.

como fazer: o coordenador coloca algumas questões para o grupo, dando espaço para que todos possam participar. Para tal, pode solicitar uma palavra para um dos participantes ou dar um tempo para que todos falem, em função do número de participantes. As perguntas que utilizamos:

• o que é talento?

• qual é a diferença entre dom e talento? • definição

• gosta de praticar o seu talento?

• você é realmente bom em alguma coisa? O quê? • Você gostaria de desenvolver alguma habilidade? O

quê?

• Alguma vez já te falaram que você faz algo bem? O quê?

• Você já pensou em fazer algo mas desistiu por não se considerar talentoso naquilo? Quantas oportunidades já deixaram passar por pensaram assim?

Ao final, o coordenador deve fazer uma síntese na qual o grupo perceba a diferença entre dom e talento e, principalmente, na importância do autoconhecimento para superar seus obstáculos pessoais para que seu talento possa ser desenvolvido.

B) EMPATIA

materiais: tiras de papel, canetas ou outro material para escrita, dois sacos (plástico ou de tecido ou outro qualquer), música tranquila para ser tocada enquanto a dinâmica se desenvolve.

tempo: aproximadamente 40 minutos.

como fazer: o coordenador explica ao grupo que a dinâmica proposta envolve falar sobre os seus sentimentos.

1) Dividir o grupo em dois subgrupos com um mesmo número de pessoas em cada um deles. Para que não elejam os colegas para composição dos grupos, sugerimos que sejam atribuídos números aos participantes para que os subgrupos sejam formados pelos que têm números ímpares e pares, ou ainda, distribuem-se cartões com cores, ou outra forma que for mais conveniente.

2) Divididos os grupos, faz-se um exercício de relaxamento, como preparação para o adentramento na dinâmica. Pode ser um exercício de respirar lentamente pelas narinas e expirar, também lentamente, pela boca, enquanto ao fundo se ouve a música escolhida.

3) Com os grupos já divididos, peça a um dos grupos que escrevam, sem se identificarem, uma angústia, que pode ser real ou fictícia e para o outro grupo, solicite que escrevam frases de conforto, que podem ser abrangentes ou específicas. Disponibiliza-se uma sacola para cada um dos grupos, que após terem preenchido seus papéis devem colocá-los na sacola destinada ao seu grupo.

4) Na sequência, cada membro dos grupos retira da sacola do outro grupo, um dos papéis. É importante que haja para todos, por isso a importância dos grupos terem o mesmo número de participantes.

5) Forma-se um grande círculo com todos em pé e inicia-se pela leitura de uma das angústias sorteadas. Aqueles do grupo que já vivenciaram esse sentimento dão um passo à frente.

6) O coordenador pede em seguida que aqueles que tiverem uma frase de conforto em seu papel que seja adequada, que a leia em voz alta.

7) Segue a dinâmica até que todos os sentimentos tenham sido lido e complementado com as frases de apoio.

8) Ao final, sugere-se que seja dado um abraço coletivo ou se cumprimentem, como forma de apoio e solidariedade.

C) CÍRCULO DE TALENTOS

Essa dinâmica é baseada na Teoria das Inteligências de Howard Gardner de 1985, a qual afirma que cada indivíduo apresenta capacidade diferentes e que estas irão compor a sua inteligência e como elas interagem entre si (SMOLE, 1999). Gardner afirma que o conceito de inteligência tradicional (QI) ainda não alcança todas as características de habilidades que podem ser desenvolvidas (BRANI, 2011).

Figura 10: Imagem das Inteligências Múltiplas de Gardner

Fonte: Smole, 1999, p. 15

materiais: impressão da figura 11 para cada um dos participantes, lápis de diferentes

cores; lousa e giz.

tempo: de 40 minutos a 1 hora.

como fazer: inicialmente o coordenador do grupo explica sobre as inteligências

múltiplas (GARDNER, 1995) que estão especificadas na figura 11 do círculo dos talentos:

Figura 11 – Círculo dos Talentos baseado na teoria das Inteligências Múltiplas

Fonte: Adaptado de Gardner, 1995.

Posteriormente solicita-se aos participantes que pintem as partes do círculo com a qual eles se identificam. Em seguida abre-se a roda de conversa direcionada pelo coordenador a partir das seguintes questões:

1. Quais dessas habilidades você mais se destaca?

2. Tem alguma que você deseja desenvolver ainda mais, ou até mesmo adquirir? 3. O que você pretende fazer para alcançar a sua meta?

4. Quais sugestões o grupo pode dar para desenvolver a habilidade relatada? O coordenador pode ir anotando na lousa as sugestões e ao final proporcionar um fechamento aos participantes sobre as diferentes possibilidades para desenvolvimento das habilidades.

Material de Apoio ao coordenador:

São aspectos envolvidos nas múltiplas inteligências segundo Gardner (1995):

linguística: capacidade de usar a linguagem, se expressar de maneira coerente e atraente, podendo ser ótimos oradores e comunicadores e costumam possuir maior capacidade de aprender novos idiomas;

lógica: capacidade de calcular e quantificar e realizar operações complexas, consegue lidar melhor com números e pensa com rapidez e com muita lógica;

espacial: habilidade para pensar em três dimensões, manipula imagens destreza gráfica e artística. Pessoas com muita criatividade e grande senso geográfico;

corporal: habilidade físicas, tendo domínios do próprio corpo alcançando movimentos específicos. Podendo ser dançarinos, jogadores, médicos...

musical: gostam de músicas, compõem e executam obras musicais. Ligada à sensibilidade em relação a notas e aos timbres.

existencial: olhar profundo e uma capacidade de análise sobre a existência. Filósofos e sociólogos;

naturalista: sensibilidade e conhecimento em relação à natureza e à capacidade de compreender e organizar os objetos;

intrapessoal: compreender a si mesmo, entender a próprias emoções e as reações que elas geram.

D) PRESENTE

material: uma caixa de presente, colocar balas suficientes para que todos os alunos possam receber pelo menos uma.

tempo: aproximadamente 30 minutos.

como fazer: faz um círculo com os participantes e o coordenador coloca a caixa no meio dele. Inicia com a seguinte pergunta: “Quem gostaria de receber um presente?” e caso haja mais de um participante, explica que o presente será de quem o pegar primeiro. Caso não haja nenhum interessado, seleciona-se um dos membros e entrega a caixa. Logo em seguida, dizer que ela não ficará com a caixa, mas o entregará para alguém que ela acha um "BOM OUVINTE". Esta pessoa que recebeu, também não ficará com o presente, mas deverá escolher alguém

que ela tenha facilidade para "FALAR EM PÚBLICO". e entregar para ela. E assim por diante, até que a caixa tenha passado por todos. Eis algumas sugestões de adjetivos:

1.pessoa companheira; 2.canta bem;

3.que ajuda ao próximo; 4.esforçada;

6.joga uma determinada modalidade como, por exemplo, futebol; 7.leal; 8.desenha; 9.pinta; 10.quieta Etc...

Ao final, o coordenador deve enfatizar os talentos do grupo e a necessidade de os partilharmos com os demais. Simbolicamente, abre-se o presente para que todos possam receber os talentos com os quais convivemos diariamente. Por isso talento é muito mais do que algo que sabemos fazer, é algo bom que conseguimos transmitir para as pessoas ao nosso redor, e assim compartilhamos com elas e mostramos o que sabemos fazer de melhor.

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