AMIDO...135 12.9.3 TANQUE DE INOX PARA ARMAZENAMENTO DE LEITE E
ALIMENTAÇÃO NA CENTRÍFUGA CONCENTRADORA ... 135 12.9.4 TANQUE DE INOX PARA RECEBIMENTO DE LEITE
CONCENTRADO...135 12.9.5 TANQUE AGITADOR INOX ... 136 12.9.6 TANQUE DE INOX DE RETORNO ... 136 12.9.7 TANQUE DE ÁGUA DE EMERGÊNCIA ... 136 12.9.8 CAIXA D’ÁGUA ... 136 12.10 FILTRO DE AREIA ... 137 12.11 CORREIAS ... 137 12.11.1 CORREIA DISTRIBUIDORA LISA ... 138 12.11.2 CORREIA TRANSPORTADORA ... 138 12.11.3 CORREIA DE INSPEÇÃO ... 138 12.12 EQUIPAMENTOS DO TRATAMENTO DE RESÍDUOS ... 139 12.12.1 GRADEAMENTO ... 139 12.12.2 MOTOBOMBA CENTRÍFUGA GRANDE ... 139 12.12.3 ROSCA DE SEPARAÇÃO ... 140 12.12.4 COLETOR PARA TRANSPORTADOR HELICOIDAL ... 140 12.12.5 SILO PARA FIBRAS E CASCAS ... 141 12.12.6 TRANSPORTADOR HELICOIDAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS ... 141 12.12.7 INTERLIGAÇÃO BIODIGESTOR E CALDEIRA ... 142 12.12.8 GEOMEMBRANA ... 142 12.12.9 CAIXA DE AREIA ... 143 12.12.10 LAGOA DE DECANTAÇÃO ... 145
12.12.11 BIODIGESTOR ... 146 12.12.12 LAGOAS FACULTATIVAS ... 148 13 VIABILIDADE ECONÔMICA... 150 13.1 INVESTIMENTOS FIXOS, CUSTOS FIXOS E VARIÁVEIS ... 150 13.1.1 INVESTIMENTO FIXO DE INSTALAÇÃO ... 150 13.2 CUSTOS FIXOS ... 155 13.3 CUSTOS VARIÁVEIS ... 157 13.4 LUCRO, RECEITA, DESPESAS E PREÇO DE VENDA ... 160 13.5 TRIBUTAÇÕES ... 162 13.6 CAPITAL DE GIRO ... 164 13.7 INVESTIMENTO INICIAL E FINANCIAMENTO ... 164 13.8 DEMONSTRATIVO DO RESULTADO DE EXERCÍCIO (DRE) E FLUXO DE CAIXA ... 166 13.9 FERRAMENTAS DE ANÁLISE FINANCEIRA ... 169 13.10 TAXA MÍNIMA DE ATRATIVIDADE (TMA) E ÍNDICE DE
LUCRATIVIDADE (IL) ... 169 13.11 VALOR PRESENTE LÍQUIDO (VPL) E VALOR UNIFORME ANUAL EQUIVALENTE (VAUE) ... 170 13.12 TAXA INTERNA DE RETORNO (TIR) E TAXA INTERNA DE RETORNO MODIFICADA (TIRM) ... 171 13.13 PAYBACK E PAYBACK DESCONTADO ... 172 13.14 PONTO DE EQUILÍBRIO ... 172 14 DIAGRAMA DE FLUXO DE PROCESSO (PFD) ... 174
1 INTRODUÇÃO
A mandioca (Manihot esculenta Crantz) é uma planta cultivada em diversas regiões do Brasil. Sua raiz é um alimento de alto valor energético e que possui amplo consumo culinário (OLIVEIRA et al, 2006). Pratos típicos como farofas, bolos, tapiocas, pães e beijus são apenas alguns exemplos de sua presença nas mesas de muitas famílias brasileiras (SENAR, 2018).
Também conhecida como aipim ou macaxeira, dependendo da região em que se encontra, além do teor de compostos cianogênicos, ela tem potencial para agregar valor e impulsionar a indústria de alimentos (OLIVEIRA et al, 2006).
O cultivo mandioca pode ser considerado uma importante atividade de subsistência para populações rurais, pois esta resiste a solos inférteis, variações climáticas e períodos de seca (DUFOUR et al., 1996). Além disso, a raiz possui alto teor energético, sendo essencial para combater a fome de populações de menor poder aquisitivo (SANTOS et al., 2011).
Além de ter uma ampla utilização como alimento, a mandioca também pode servir como matériaprima para a extração de amido. Este carboidrato é o seu produto de maior valor agregado e possui grande importância para os mais variados setores industriais (SANTOS et al., 2011).
O processo de extração de amido de raízes da mandioca é considerado vantajoso para a indústria, pois a matériaprima possui baixo teor de gordura e proteínas, permitindo que esta operação se desenvolva apenas com adição de água em etapas de desintegração e peneiramento (JÚNIOR, 2013).
Partindo do amido, que recebe a denominação “fécula” quando é extraído da parte subterrânea de um vegetal (ANTHERO, 2014), é possível produzir o polvilho, produto que é o foco do presente trabalho.
O polvilho doce, também conhecido como fécula de mandioca, é o amido extraído das raízes da planta quando estas passam pelas etapas de lavagem, descascamento, desintegração e prensagem sob água corrente (ANTHERO, 2014).
O produto lixiviado é, posteriormente, separado da água e seco, adquirindo uma característica de pó branco (COÊLHO, 2018).
O polvilho azedo é produzido a partir das mesmas etapas empregadas para a produção da fécula, porém, nas etapas finais, este sofre uma modificação química e enzimática. Esta alteração é devida à fermentação natural e secagem ao sol, e confere ao produto mudanças físicoquímicas na granulação, redução do pH e aumento do teor de proteínas (JÚNIOR, 2013).
No Brasil, o polvilho é utilizado principalmente no preparo de pães de queijo e biscoitos, porém também pode atuar como coadjuvante na expansão de produtos sem glúten, sem que seja necessária a adição de fermento biológico ou agentes químicos (MADEIRA, 2017).
O setor alimentício brasileiro apresenta perspectivas de expansão da demanda de amidos de mandioca, devido a uma tendência de maior potencialidade de consumo e, também, pelas consequentes substituições do amido e seus subprodutos por fécula e seus derivados (SILVA, J. R. et al. 2000).
Partindo de tais pressupostos, existe a oportunidade para o crescimento industrial da produção de polvilhos. Segundo SILVA, J. R. et al. (2000), a rentabilidade do mercado, que está sendo conquistado aos poucos, é boa, o produto é de qualidade e os custos são competitivos.
Assim, aproveitando as oportunidades de mercado e as múltiplas aplicações da fécula e do polvilho azedo, surge a Manihot Polvilhos, uma indústria que visa uma produção sustentável, de qualidade e padronizada de amidos provenientes da mandioca.
2 OBJETIVO
O objetivo deste trabalho é a apresentação da empresa Manihot Polvilhos, que atua na produção de polvilhos doce e azedo, com estrutura apropriada para suprir a demanda de mercado consumidor, garantindo um produto de qualidade e segurança para a cidade em que está situada e seus colaboradores. Para isso, este trabalho desenvolve a parte estrutural, o fluxograma do processo, os balanços de massa e energia, o tratamento dos resíduos, especificação de equipamentos, custos de instalação e manutenção, análise de viabilidade econômica e diagrama de processo, a partir de um processamento diário de mandioca de 400 toneladas.
3 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
Neste capítulo, é brevemente apresentada a mandioca, matériaprima da Manihot. Também são mencionadas as melhores condições de cultura satisfatória para uso industrial e produção de amidos: fécula da mandioca (polvilho doce) e polvilho azedo.
3.1 MANDIOCA
A mandioca (Manihot esculenta Crantz) é uma cultura de grande importância social e econômica, plantada em todas as regiões brasileiras nas mais diversas condições de clima e solo. A variabilidade genética em etnovariedades da raiz no Brasil é muito grande, em razão do país ser o seu provável centro de origem e pela tradição do seu cultivo (OLSEN, 2004).
Conforme denota Fukuda et al. (2005), existe a procura por diferentes variedades de mandioca, que se adaptem ao ambiente, para diversos fins, podendo ser utilizadas em consumo animal, humano e para produção industrial. A mandioca tem na sua composição fibras, proteínas e carboidratos, como mostra a Tabela 1 nutricional.
Tabela 1 – Informações nutricionais da mandioca crua sem casca.
INFORMAÇÃO NUTRICIONAL Porção: 100 g (5 colheres de sopa)
100 g
Valor energético (kcal) 132 Carboidratos totais (g) 32,6
Proteínas (g) 0,98 Gorduras totais (g) 0,14 Gorduras saturadas (g) 0,05 Gorduras trans (g) 0 Fibra alimentar (g) 2,09
Sódio (mg) 1,95
Fonte: TBCA, 2021.