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Tayrine Helen Marques do Nascimento

No documento 2021 by Editora e-publicar (páginas 88-95)

Acadêmico do Curso de Enfermagem da Universidade Estadual do Piauí – UESPI. Teresina, Piauí;

http://lattes.cnpq.br/0466112890170281 Thayrine Cardoso Brandão

Acadêmico do Curso de Enfermagem da Universidade Estadual do Piauí – UESPI. Teresina, Piauí;

http://lattes.cnpq.br/3913202022271147 Ana Beatriz Norberto Nunes Bezerra

Acadêmico do Curso de Enfermagem da Universidade Estadual do Piauí – UESPI. Teresina, Piauí;

http://lattes.cnpq.br/9521357763393278 Maria Eugênia Oliveira e Silva

Acadêmico do Curso de Enfermagem da Universidade Estadual do Piauí – UESPI. Teresina, Piauí;

http://lattes.cnpq.br/4433780022316694 Wellen Andreina dos Santos Silva

Acadêmico do Curso de Enfermagem da Universidade Estadual do Piauí – UESPI. Teresina, Piauí;

http://lattes.cnpq.br/7950179964024386 Nayara Gomes de Oliveira

Acadêmico do Curso de Enfermagem da Universidade Estadual do Piauí – UESPI. Teresina, Piauí;

http://lattes.cnpq.br/4545919672715562 Mauro Roberto Biá da Silva

Doutor em Medicina Tropical e Saúde Pública. Professor Adjunto da Universidade Estadual do Piauí – UESPI. Teresina, Piauí;

Lattes: http://lattes.cnpq.br/7183710404318885 Orcid: https://orcid.org/0000-0002-5626-772X

Editora e-Publicar – Science & Saúde: Atualizações sobre a COVID-19, volume 3.

89 RESUMO

Introdução: O novo coronavírus da síndrome respiratória aguda severa (SARS-CoV-2), causador da doença COVID-19, surgiu em dezembro de 2019, em Wuhan na China. No dia 11 de março de 2020, a Organização Mundial de Saúde (OMS) define o surto da doença como pandemia, após aparecimento de vários casos em diversos países pelo mundo. No Brasil, a primeira morte registrada por COVID-19 ocorreu em 17 de março. Homem, de 62 anos, com histórico de hipertensão e diabetes. Este estudo teve como objetivo realizar uma revisão integrativa quanto as implicações na saúde mental da população durante pandemia da COVID-19. Metodologia: O presente estudo trata-se de uma revisão integrativa, considerando os materiais disponíveis no banco de dados da Biblioteca Virtual em Saúde – BVS (SCIELO, BDENF, LILACS e MEDLINE®). Os descritores (DECS) usados foram “Coronavírus”,

“Saúde Mental” e “População”. Os critérios de inclusão foram: artigos completos, em português e indexado entre os anos de 2015 e 2020. Os critérios de exclusão foram: resumos, artigos incompletos e artigos que não se tratava da temática estabelecida. Resultados e Discussão: Foram encontrados 466 artigos, sendo selecionados 15 para análise do estudo. A pesquisa revelou que o estado de ansiedade e emoções negativas como: medo, estresse, depressão e angústia, prevalecem entre as implicações na saúde mental. As principais medidas para minimizar essa problemática são as orientações em saúde relacionadas ao COVID-19, a prática de hobbies e a presença de uma rede de apoio psicológico. Conclusão: é imprescindível que medidas de saúde pública, sobretudo intervenções psicológicas, sejam realizadas.

Palavras-chave “Coronavírus”, “Saúde Mental” e “População”

ABSTRACT

Introduction: The new coronavirus of severe acute respiratory syndrome (SARS-CoV-2), which causes the disease COVID-19, appearead in December 2019 in Wuhan, China. On March 11, 2020, the World Health Organization (WHO) defines the outbreak ofthe disease as a pandemic, after the appearance of several cases in several countriens around the world. In Brazil, the first recorded death by COVID-19 occurred on March 17. 62-year-old man with a history of hypertension and diabetes. This study aimed to conduct an integrative review regarding the mental health implications of the population during the COVID-19 pandemic.Methodology: This study is na integrative review, considering the materals available in the database of the Virtual Health Library- VHL (SCIELO, BDENF, LILACS E MEDLINE). The descriptors (DECS) used were “Coronavirus”, Health Mental” and “Population”. The inclusion criteria were: full articles, in Portuguese and indexed between the years 2015 and 2020, The exclusion criteria were: abstracts, incomplete articles and articles that did not deal with the established theme.

Results and Discussion: 466 articles were found, 15 of wich were selected for analysis of the study. The research revealed that the state of anxiety and negative emoticons such as: fear, stress, depression and anguish, prevail among the implications for mental health. The main meaures to minimize this problem are the health guidelines related to COVID-19, the pratice of hobbies and the presence of a psychological support network. Conclusion: It is essential that public health measures, especially psychological interventions, be carried out.

Keywords – “Coronavirus”, “Mental Health” and “Population

Editora e-Publicar – Science & Saúde: Atualizações sobre a COVID-19, volume 3.

90 1. INTRODUÇÃO

O novo coronavírus da síndrome respiratória aguda severa (SARS-CoV-2), causador da doença COVID-19, surgiu em dezembro de 2019, em Wuhan na China. No dia 11 de março de 2020, a Organização Mundial de Saúde (OMS) define o surto da doença como pandemia, após aparecimento de vários casos em diversos países pelo mundo. No Brasil, a primeira morte registrada por COVID-19 ocorreu em 17 de março. Homem, de 62 anos, com histórico de hipertensão e diabetes. Até o momento, considerando a data de 29 de setembro de 2020, os números oficiais do Painel COVID-19, disponibilizados no site do Ministério da Saúde sobre a situação epidemiológica da doença indicou o quantitativo de 4.745.464 casos confirmados e 142.058 mortes constatadas. (SILVA; SANTOS; OLIVEIRA, 2020).

A transmissão da COVID-19 ocorre através de gotículas respiratórias e contato direto, espalhando-se rapidamente. Os sinais e os sintomas causados pelo coronavírus, em primeiro instante, estão relacionadas ao sistema respiratório, acarretando dificuldade de respirar, febre, tosse seca, cansaço, dor muscular e dor de cabeça. Não existem tratamentos antivirais ou vacinas, pelo fato de ser uma nova doença viral emergente. Diante disso, o Ministério da Saúde lançou um agrupamento de recomendações com intuito de comunicar a população sobre prevenção e procedimentos em caso de contágio da doença. (SILVA et. al, 2020).

A medida mais eficaz até o momento para evitar a disseminação da COVID-19 é o distanciamento social. Entretanto, essa prática traz a adoção de um novo comportamento por parte da população, ocasionando aumento de sintomas de medo, ansiedade, estresse, depressão, uma vez que as limitações no direito de ir e vir, a redução no contato social, além das incertezas proporcionadas pela configuração de uma pandemia, geram riscos emocionais.

(RIBEIRO et. al, 2020).

Nesse viés, para além das especificidades patológicas causadas pela COVID-19, é importante considerar dentro desse cenário as condições de saúde mental da população diante do momento atual. Nesse sentido, o estudo justifica-se pela relevância de uma atenção especial às demandas psicológicas que podem surgir dessa pandemia, priorizando principalmente a necessidade pela busca de uma abordagem especializada, no sentido de resguardar potencialmente a saúde psíquica.

Assim, o presente estudo objetiva descrever observações críticas sobre as implicações na saúde mental da população durante pandemia do COVID-19.

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91 2. METODOLOGIA

Trata-se de um estudo de revisão integrativa, com base na literatura de diversos autores, que desenvolveram estudos voltados para a saúde mental da população em época de isolamento social pelo novo coronavírus. A reflexão aqui abordada partiu da leitura e análise dessas obras, que são condizentes com a temática dessa pesquisa.

Para construção do estudo, foi realizada uma busca na Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), na qual foram encontrados 529 artigos, com a filtragem restou um total de 466, os filtros utilizados foram: “texto completo”, “em português”, “último cinco anos” e desses, apenas 15 se enquadraram para este estudo, sendo três na Scientific Electronic Library Online (Scielo), um na Base de Dados de Enfermagem (BDENF), e dez na Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), e um no Sistema Online de Busca e Análise de Literatura Médica (MEDLINE), totalizando quinze artigos.

Os critérios de inclusão foram: literaturas com texto completo e incompleto, em português, e que tratavam de saúde mental na população associado ao Covid-19 e isolamento social, até o presente momento. Já os critérios de exclusão foram: literaturas com textos incompletos, obras com outros idiomas que não o português, e aqueles que não se enquadravam na temática estabelecida por esse estudo.

Tais artigos foram encontrados via busca avançada na biblioteca virtual de saúde, cujo AND foi o agente utilizado no sistema de busca, os descritores encontrados no acrônimo de Descritores em Ciências da Saúde (DeCS), utilizados totalizam em três: Saúde mental, Coronavírus, População. O estudo foi elaborado durante os meses de setembro e outubro.

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os resultados mostram maior parte dos estudos em periódicos nacionais relacionados a saúde mental na pandemia de COVID-19 até o momento da produção desta pesquisa.

Observou-se que todos os estudos se encontraram na língua nacional.

Para o melhor entendimento da revisão, foi elaborado uma tabela com os dados referentes a cada estudo. A tabela apresenta 15 artigos que foram estudados nesta revisão, os quais foram organizados pelo título de cada pesquisa, autores, local de publicação e consideração geral de cada artigo, respectivamente.

No que diz respeito ao tipo de estudo 40% foram revisões de literatura, 20% foram relato de experiência, 20% foram estudos transversais, 6,6% fora artigos de opinião, 6,6%

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92 foram pesquisas exploratórias, e 6,8% foram artigos de reflexão. Em relação ao ano de publicação, houve predomínio para o ano de 2020 com 100% dos artigos.

Quadro 1. Descrição dos estudos sobre coronavírus, impactos na saúde mental

Artigo Título Autores Periódico Método Considerações Finais

01 Saúde mental em tempos

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Após análise dos resultados, dividiu-se em 6 categorias os principais achados e suas respectivas porcentagens ; 60% apresentaram estado de ansiedade na população, 53,3%

emoções negativas (medo, estresse, depressão, angustia), 13,3% mostraram o aumento no consumo de álcool como maneira de aliviar a tensão, 33,3% distúrbios no sono, 13,3%

mostraram que os problemas a saúde mental não estava relacionados com a pandemia e sim com as consequências (desemprego, morte, questão financeira), 13,3% risco de suicídio.

Durante a construção desse estudo foi notório uma quantidade expressiva de materiais que abordavam métodos de lidar com o distanciamento social, buscando intervir aos efeitos da pandemia a saúde mental. Tendo em vista esses achados foi elaborado uma tabela com as principais intervenções apresentadas, com base nos artigos utilizados para pesquisa.

Quadro 2. Intervenções benéficas para o bem estar da saúde mental

Orientações em saúde relacionadas ao COVID-19 77,7%

Desenvolvimento de rotina 22,2%

Manter o contato com parentes e amigos virtualmente 22,2%

Prática de hobbies (leitura, meditação, dança, prática de atividades físicas) 66,6%

Serviço com apoio psicológico 33,3%

Elaboração de diretrizes 33,3%

Fiscalização a compra e uso de álcool 11,1%

Auxílio financeiro 11,1%

Com estudo da tabela é possível perceber que as orientações relacionadas aos cuidados pessoais, formas de prevenção e contágio da doença COVID- 19 foi o mais apresentando, entendendo-se que quanto mais conhecimento a população tem sobre determinado assunto, maior a capacidade de enfrentar as adversidades que podem surgir. A prática de hobbies, segunda intervenção que mais se repetiu durante a pesquisa, mostra-se como método de fugir

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