8. Desenvolvimento
8.1. Tecidos
57 m adeira, optou-s e por outra m adeira pes quis ada e já pré-s elecionada para o projeto, o Jatobá.
8. Desenvolvimento
58 O processo de criação dos padrões para tecelagem teve o direcionamento traçado por alguns dos princípios da forma propos tos por Wucius Wong, em es pecial os conceitos de repetição e a gradação. A repetição é a utilização de uma forma m ais de um a vez em um desenho. Cada unidade de forma repetida é com o a batida de algum tipo de ritm o e podem ter repetição de form ato, tam anho, cor, textura, direção, posição, espaço e gravidade. A gradação é a m udança gradual de form as que pode gera ilusões de ótica criando um sentido de pro gressão. Isto significa que as unidades de forma, que é a utilização de formas semelhantes repetidamente em um a composição, podem ter gradação de formato, tam anho, cor, textura, direção, pos ição, es paço e gravidade.
Segundo Wucius Wong (2010) o des enho é a com pos ição com pleta, na qual a form a é a parte mais evidente. As formas podem s er des enhadas com o form atos geom étricos ou orgânicos . Em geral as form as naturais s ão m ai s facilm ente adaptadas a formatos orgânicos, enquanto as formas abstratas e aquelas criadas pelo hom em s ão m ais facilm ente expres s as com form atos geom étricos . Os formatos geométricos são criados fazendo-se de linhas retas e círculos . A linha reta é a dis tância mais curta entre dois pontos, a m esma com espessura tem pes o, com prim ento e direção. À m edida que um a linha s e torna m ais pes ada, s uas extrem idades se tornam m ais significativas, exibindo características próprias de um form ato.
Os padrões têxteis criados para o projeto procuram explorar o urbano, um es paço criado pelo homem, na diversidade de interpretações de s uas form as , através da correspondência interna de uma combinação de diferentes linhas , retas , es paços vazios , e contrastes de tonalidades. As cores empregadas remetem ao colorido que a cidade possui, por conta da diversidade cultural, encontradas em aglom erados dem ográficos , com o em m ercados e feiras .
8.1.1.1. Esboço
Os primeiros desenhos, assim como afirmado acima, tiveram com o ins piração os tem as: urbano, indígena e s ertanejo. Foram realizadas algum as alternativas que m ais tarde no desenvolvim ento do projeto foram refinadas e reproporcionadas .
8.1.1.2. Pintura
Nessa etapa o esboço é reproduzido s obre um papel com m alha quadriculada, repres entando os cruzam entos dos fios , urdum e e tram a. Fas e experim ental
59 im portante, pois, possibilitou vis lumbrar o funcionamento dos pontos da tecelagem e com o s e comportam os desenhos, padrões , quando levados para o s uporte, o tecido. Sendo assim, nesse momento os des enhos foram refeitos , ainda em um s uporte de papel, com a inserção da padronagem em um a m alha quadricula de 1X1m m , cada quadrado repres enta um ponto de unidade da tecelagem .
8.1.1.3. Leitura
Em s oftwares de edição gráfica, o esboço em papel é reproduzido em um a m alha quadriculada digital, de 1x1mm, a fim de especificar as dim ens ões dos padrões . Durante essa etapa o projeto dos padrões pas s ou por m udanças s ignificativas , pois, além da alteração de tema, houve a m udança da ferram enta de produção, o tear, que anteriormente um tear de pedal de 4 pés, m ais conhecido com o tear de padronagem , para um tear de 2 pés .
O tear de padronagem tem o funcionamento idêntico aos grandes teares industriais, s omente não sendo elétrico, a velocidade de produção é bem m enor que aqueles . Pos sibilita a produção de peças artís ticas , tapetes , tecidos para ves tuário, com grande qualidade devido aos maiores recursos de operação apresentados. Executa todas as técnicas possíveis de qualquer outro tear. Já o tear de 2 pedais possibilita a elaboração de tecidos, tapeçarias , tapetes , s endo o tipo m ais com um de tear encontrado entre nós. Em vários tamanhos, a dimensão das peças nele executadas ficam restritas pela largura do s eu pente. Os desenhos formados por es s e tipo de tear s ão mais limitados, s e restringem apenas ao trançado dos fios longitudinais e trans vers ais .
As opções des envolvidas para o tem a para urbano, retratam as nuances das dualidades do urbano, através da convergência de linhas, sombras e cores . Foram projetadas para representar as diferentes manifestações culturais presentes centros urbanos . Um exem plo des s a dualidade é o contras te entre a m as s a cinza e concreta de prédios e as m anifes tações com unitárias e individuais , flexíveis e m utáveis - expressas no espaço como a presença de feiras , grafites , os próprios indivíduos com s uas particularidades , entre outros .
As caracterís ticas urbanas obs ervadas podem s er percebidas nas linhas trans versais, que fazem analogia aos prédios e aos ritm os que as form as dos m esmos assumem, e nas cores que representam a m ulticulturalidade pres ente no
60 m eio, multiculturalidade formada pela diversidade de pessoas que trans itam pelos centros e pelas impressões que estas deixam por onde pas s am . Por exem plo, as feiras que são espaços de aglomeração de pessoas e s ão espaços caracterís ticos dos centros urbanos .
Figura 44: Geração de alternativas finais – tema urbano 1
Figura 45: Geração de alternativas – tema urbano 2
8.1.1.4. Tecimento
Nessa etapa houve contato com a tecelã, gerando uma troca de conhecimentos, ela nos apresentou as linhas coloridas da m arca Clea que s eriam utilizadas para construir o protótipo. Apesar de um dos objetivos es pecíficos des s e trabalho s er projetar utilizando matérias-primas oriundas de manejo sustentável, nos deparamos
61 com a dificuldade de obter o m aterial de tal origem , por falta de fornecedores ou m esmo profissionais que pudes s em nos auxiliar na aquis ição, por exem plo, do algodão natural. Outro pré-requisito seria a utilização de corantes naturais nos fios de algodão, mas devido ao curto prazo para o des envolvim ento do projeto, o que inviabiliza a produção caseira para teste, e a dificuldade de encontrar tais materiais, para o protótipo será utilizado uma linha que é fiada e tingida industrialmente. Mas , trazem os como perspectiva futura a formação de parcerias com forne cedores, para viabilizar a com pra de tais produtos .
A partir desse contato podemos obter amostras das cores das linhas para obs ervar com o as mesmas se comportariam na pres ença da m adeira jatobá, que tem um tom avermelhado. Como descrito no desenvolvim ento des te relatório, o urbano é rico em cores e formas, principalmente expressas em locais de aglomeração com o as feiras, por isso optamos pela paleta apresentada abaixo, que foi ins pirada nas im agens . E para que haja certa neutralidade e harmonia em relação a m adeira, a paleta de cores s egue tons terros os , cores terciárias , que cons eguim os com a m is tura das cores s ecundárias entre s i.
Figura 46: Paleta de cores
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Figura 47: As feiras do Brasil
Figura 48: Lojas de feiras do Brasil
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Figura 49: Alimentação nas feiras Brasileiras
O res ultado final é um a padronagem com linhas horizontas que pos s uem características de gradação e repetição de formas, variando quanto a es pes s ura e cores .
Figura 50: Alternativas finais – tema urbano 1
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Figura 51: Alternativas finais – tema urbano 2
Figura 52: Produção do tecido
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Figura 53: Produção de tecidos